Artilharia do Exército

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #570 em: Novembro 18, 2020, 07:50:31 am »
2 – História recente da nossa artilharia de campanha

Recuemos 45 anos até 1975, com a mudança de regime o Exército iniciou um processo de adaptação á nova realidade, de volta á NATO.

Por esta altura todo o equipamento era da 2ª guerra mundial, consistia em múltiplos calibres e tinham várias origens nomeadamente Itália, Alemanha e Reino Unido.

Apenas o obus Alemão de 105mm tinha sido atualizado e foi este mesmo obus que equipou originalmente o GAC da 1ªBMI.

Perante a necessidade de substituir o material existente e a ausência de recursos próprios para os adquirir a solução possível veio dos nossos aliados da NATO que nos forneceram em 1978 o obus de 105mm M101A1 e em 1979 os obuses OTOMelara e os M101A1L, igualmente de 105mm e rebocados.
O quantitativo total permitia, no máximo, o levantamento de Quatro GAC mais Uma bataria.

Posteriormente recebemos material de 155mm, em 1982 o obus M109A2 autopropulsado e em 1983 o obus M114A1.
O quantitativo total permitia, no máximo, o levantamento de Dois GAC mais Uma bataria autopropulsionada.

A receção de este material trouxe uma grande vantagem, a adoção dos calibres usados pelos nossos aliados, 105mm e 155mm, facilitando de esta forma a obtenção de munições.

Importa informar que a BBF (bataria de boca de fogo) dispõe de 6 obuses, um GAC (grupo de artilharia de campanha) é constituído por 3 batarias de bocas de fogo, logo 18 obuses.

No final dos anos 80 o sistema de forças do Exército no continente era constituído pelo um Corpo de Exército que incluía;
- 1ªBMI (1ª Brigada Mista Independente),
- BFE (Brigada de Forças Especiais, incluía o Regimento de Comandos),
- 3 Brigadas territoriais,
- Tropas de corpo de Exército,
todas estas tinham um GAC orgânico.
Operacionalmente apenas o GAC da 1ªBMI se encontrava completo, os restantes tinham, por norma, apenas uma bateria operacional.

Com a queda do muro de Berlim e o fim do Pacto de Varsóvia os Exércitos da NATO mergulharam em profundas mudanças, e o nosso não foi exceção.

Uma das maiores foi a alteração do sistema de recrutamento, passou de uma base de conscritos para um sistema de voluntariado com uma fase transitória de uma dúzia de anos.

Com um Exército só de voluntários o efetivo fica estabelecido na casa dos 24000Homens.
Para a artilharia de campanha representou a redução do número de unidades e em 2004 existiam apenas dois GAC.
Um de 105mm equipado com o obus M119 Light Gun, adquirido novo no fim dos anos 90, e Um de 155mm com o obus autopropulsado M109A5, em processo de receção dos stocks Americanos.

Como o sistema de forças do Exército compreendia 3 brigadas em 2008 foi reativado um GAC de 155mm equipado com os M114A1 como transição até este ser substituído.

Assistimos igualmente á evolução do PAO (pelotão de aquisição de objetivos) para o escalão bataria.

Portucale,

Permita-me uma ligeira correcção quanto ás L118 que temos o sr chama-lhe obús mas na realidade é uma peça e não um obús, a diferença como deve saber está no comprimento do tubo/peça que como excede os 30 calibres, mais propriamente possui 37 calibres de comprimento, entra na categoria de peça e não obús.
A designação do fabricante britânico é na realidade light gun, ou seja peça ligeira

Se se recordar, nas decada de 50, recebemos vários materiais britânicos entre eles os obuses médios 14cm e as peças 11,4 cm.
Estas últimas não eram mais que o reparo dos 14 com um tubo de calibre menor, mas, como tinha aproximadamente o mesmo comprimento que o irmão maior, e devido ao menor calibre,  enquadravam a classe das peças de artilharia. 

Nota :
Os tubos/obús dos 14 tinham 30 calibres, enquanto que os tubos/peça das 11,4 tinham 42 calibres + qq coisita.
Quando em instrução na altura na 2ª BBF da Escola, ( EPA ), havia o cuidado de frizar que os 14, tanto podiam ser considerados obuses como peças devido ao comprimento do seu cano, no entanto para nós, os 14 estavam colocados nas batarias médias dos GAC, enquanto que as 11,4 devido á escasses de granadas de 80 libras, deixaram de ser utilizadas .


Cumprimentos
« Última modificação: Novembro 18, 2020, 09:00:45 am por tenente »
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #571 em: Novembro 18, 2020, 11:15:45 am »
Afinal que modelo de Light Gun é que o Exército dispõe? L118, L119, ou M119?
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Clausewitz

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #572 em: Novembro 18, 2020, 12:00:11 pm »
M119.
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #573 em: Novembro 18, 2020, 01:47:40 pm »
Quem souber que responda, a quem compramos as actuais vinte e uma 10,5 light guns que estão ao servico ?

Abraços
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #574 em: Novembro 18, 2020, 02:23:29 pm »
Citar
Late in 1996, following an extensive series of user trials between the French Nexter Systems 105 mm LG1 Mk II Light Gun and the UK's 105 mm Light Gun, the latter was selected to meet the requirements of the Portuguese Army.

The contract for 21 105 mm L119 Light Guns was signed late in December 1997 and the first batch of eight guns was shipped in February 1998.

Portugal selected the 105 mm L119 gun which fires standard 105 mm HE M1 semi-fixed high-explosive ammunition. The Portuguese order included a 100 per cent offset.


O L-119 “Light Gun”. Em Portugal foi adquirido em 1998, – designado no Exército Português por M119 Light Gun 105mm m/98 – para equipar a Brigada Aerotransportada (18 armas). Entre 2005 e 2009 equipou a Brigada de Intervenção e neste último ano passou a equipar o GAC da Brigada de Reacção Rápida. Tem calibre 105mm, a munição pesa 15kg, alcance máximo 11.400 (19.500 com munições especiais), pesa 1.800 kg e pode ser helitransportado pelo EH-101 Merlin.

https://www.operacional.pt/artilharia-portuguesa-na-nato-response-force/
« Última modificação: Novembro 18, 2020, 02:24:20 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: Artilharia do Exército
« Responder #575 em: Novembro 18, 2020, 02:46:14 pm »
Se estiveres correcto, como eu penso que estás, então as LG´s foram compradas ao RU e, como tal só podiam ser as L118 ou as L119 !!

Mas, a nossa versão é a L119, no entanto a designação oficial do Ex Port é, M119 Light Gun 105/30mm m/98, a versão Americana, e mais, afirmam que a peça tem 30 calibres, um cano com 3,15 metros,  o que não corresponde á verdade pois tem 39, calibres, um cano com 4,09 metros, sem contar com o freio de boca, claro.

Abraços
« Última modificação: Novembro 18, 2020, 02:48:47 pm por tenente »
 
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Re: Artilharia do Exército
« Responder #576 em: Novembro 18, 2020, 03:19:44 pm »
Citar
Obus M119 105mm Light Gun (LG)

O Obus M119 105mm LG/30/m98, de fabrico inglês, foi adquirido em 1998 pelo Exército português.
É uma boca-de-fogo ligeira, com um peso total de 1814 Kg, que pode ser rebocada, helitransportada, e aerotransportada, por helicópteros médios e aeronaves de transporte, sendo que também pode ser lançada em paraquedas (EME, 2003).
A sua cadência de tiro é de 12 Tiros Obus Minuto (TOM) no primeiro minuto, seis TOM nos dois minutos seguintes e três TOM nos minutos seguintes. Os seus alcances máximos variam consoante a munição utilizada. O alcance de 11 400 m é conseguido através de uma munição convencional, porém para alcances na ordem dos 19 000 m torna-se necessário recorrer a munições especiais, nomeadamente a Base Bleed (BB) e a Rocket Assisted Projectile (RAP). Este obus é guarnecido por um Sargento e cinco Praças (EME, 2003).
No ano da sua aquisição equipou o GAC da Brigada Aerotransportada Independente (BAI) com 18 obuses e a antiga Escola Prática de Artilharia (EPA) com três Obuses para a formação. Já em 2005, e até ao ano de 2009 passou a equipar o GAC da Brigada de Intervenção (BrigInt) (Estriga & Alves, 2010).
Atualmente equipa o GAC da Brigada de Reação Rápida (BrigRR) localizado no Regimento de Artilharia N.º4 (RA4) em Leiria.

Citar
Para as forças ligeiras está prevista a aquisição de 12 morteiros estriados, o upgrade do obus M119 105mm LG/30/m98 e mais um kit de helitransporte (EME, 2015). O M119A329, upgrade digital do M119A2, inclui um GPS para navegação e auto-localização, e um sistema computorizado de controlo de tiro que permite realizar a direção técnica do tiro, o que torna a execução de fogos rápidos e precisos. Contudo, o A3 mantém as capacidades manuais do modelo A2, ou seja, caso as capacidades digitais falhem, a guarnição é capaz de continuar a missão de tiro no modo analógico (Prince, 2014). Recebeu também uma melhoria na capacidade de atuar a baixas temperaturas, bem como a culatra M20. Inclui ainda um Suspension Lockout System (SLOS) que reduz o comprimento do recuo (Perdue, 2015).

O projeto de AC para as forças médias prevê a substituição do obus M114 A2 com o respetivo sistema de C2 (EME, 2015). Este novo obus desejavelmente deverá cumprir com as especificações técnicas, que decorrem dos RO’s a que chegaremos neste trabalho (ou similares).

Para as forças pesadas, está previsto o upgrade do obus M109 A5 155mm AP (EME, 2015). O M109 A5+30 possui a capacidade de digitalização da missão de tiro. A atualização prevê um sistema de posicionamento e navegação, um ecrã destinado ao comandante, novos rádios digitais, um sistema de controlo de armas e um sistema de travamento automático do tubo, operado remotamente (BAE Systems, 2016a).

Citar
O GAC da BrigInt está obsoleto no que concerne ao seu ciclo de vida, peso e todos os mecanismos relacionados com o cálculo do tiro, é um obus da IIGM, logo não está adaptado face às necessidades atuais. Já o GAC da BrigMec cumpre os requisitos apesar de ter limitações, nomeadamente o alcance, o SACC, e a interoperabilidade, sendo que com o devido upgrade/modernização cumpriria por completo com os Capability Codes and Capability Statements atuais. Por fim, o GAC da BrigRR, é atualmente o Sistema de Armas de AC que melhor está adaptado face aos requisitos NATO, prova disso é a participação de uma Bateria no Âmbito das Assurace Measure 2016 na Lituânia.

https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/19251/1/TIA_Asp_Art_A.Costa.pdf
« Última modificação: Novembro 18, 2020, 04:58:53 pm por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #577 em: Novembro 18, 2020, 08:03:53 pm »
Se estiveres correcto, como eu penso que estás, então as LG´s foram compradas ao RU e, como tal só podiam ser as L118 ou as L119 !!

Mas, a nossa versão é a L119, no entanto a designação oficial do Ex Port é, M119 Light Gun 105/30mm m/98, a versão Americana, e mais, afirmam que a peça tem 30 calibres, um cano com 3,15 metros,  o que não corresponde á verdade pois tem 39, calibres, um cano com 4,09 metros, sem contar com o freio de boca, claro.

Abraços

fiz uma investigação mais profunda sobre as designações L119/L118 e, verifiquei que se as BF que temos forem as L119 e ou as M119 o seu tubo tem um comprimento de 30 calibres, enquanto que as L118 tem um tubo/peça de 39 calibres.

Como a designação que aparece oficialmente OBUS M119 105mm/30 M/98 (Light Gun), só podemos ter ao serviço as L119/M119.
A classificação dos nossos M119, por terem um tubo/obus/peça de trinta calibres exactamente no limite entre a classificação obús e peça podem ser designados ou como obuses ou como peças.
Exactamente como no exemplo que dei sobre o 14cm, 5,5 inch gun/Howitzer que na decada de 50 começou a equipar as Batarias médias, pesadas no nosso caso.

O PDF que anexo é o original da BAE Systems e refere as caracteristicas dos/das L119 e das L118, as maiores diferenças são os alcances maiores para a L118 e a vida dos tubos maiores para os/as L119. 



Abraços
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #578 em: Novembro 18, 2020, 10:10:17 pm »
Ou seja, temos o L119 fabricado no RU, mas demos-lhe a designação de M119 e os upgrades planeados/efectuados são os mesmos da versão M119A3 do US Army.
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Re: Artilharia do Exército
« Responder #579 em: Novembro 21, 2020, 12:21:50 pm »
Enlace para descargar gratuitamente el especial de artillería de la revista Ejército, con interesantes reportajes y trabajos sobre el tema.

https://publicaciones.defensa.gob.es/media/downloadable/files/links/r/e/revista_ejercito_956_extra.pdf

Espero que sea de su interés

Cumprimentos

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #580 em: Novembro 23, 2020, 12:14:17 am »
Caro Tenente,
Obrigado pela observação, é verdade que o comprimento do tubo é uma das características que diferencia um obus de uma peça de artilharia, sendo a referência os 30 calibres.


Creio que a história de aquisição do obus ajudará a explicar algumas questões;

O 1º concurso foi lançado em 1992, no entanto, como a lei de programação militar ainda não tinha sido aprovada o concurso prescreveu.
Neste primeiro concurso os concorrentes eram os obuses Oto Melara, KH178, L118, M119 e LG1.

Em 1995 abre novo concurso e os concorrentes foram o L118, o M119, o LG1 e o Oto Melara.
Feita a análise aos requisitos;
- o Oto Melara foi excluído por vários itens (alcance, cadência de tiro e sistema de travagem),
- o L118 foi excluído devido ao tipo de munições (de família Inglesa).

Desta forma passaram á fase de testes apenas o M119 da Royal Ordnance e o LG1 da Giat.

A fase de testes foi ampla e incluiu;
- Verificação técnica, nas OGME
- Treino de guarnições, na EPA
- Tiro técnico, no Campo de tiro de Alcochete
- Emprego tático, principalmente em Santa Margarida

De estes testes saíram múltiplos resultados nomeadamente;
- foi possível disparar 19 munições M1 a uma distância de 9000m em 60 segundos, quando os valores indicados pelos fabricantes são de 12 disparos,
- verificou-se que a viatura inicialmente escolhida, a Iveco 40.10, não tinha capacidade para rebocar qualquer um dos obuses, teria de ser encontrada uma nova viatura….
Durante os testes foram consumidas 627 munições.

No concurso, nas caraterísticas dos obuses, a especificação técnica ‘Tubo’, ambos os obuses estão classificados com 30 calibres.

Como sabemos o vencedor do concurso foi o M119.
Foram adquiridos 21 obuses, 18 para equipar o GAC da BAI, 2 para a EPA e 1 para o Serviço de Material.

Recebidos em 1998 são oficialmente designados por;
Obus M119 105mm LG/30/m98

Espero ter ajudado!
Eis aqui
quase cume da cabeça da Europa toda
O Reino Lusitano
onde a Terra se acaba
e o Mar começa.

Versos de Camões
 
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Re: Artilharia do Exército
« Responder #581 em: Novembro 23, 2020, 09:04:49 am »
Caro Tenente,
Obrigado pela observação, é verdade que o comprimento do tubo é uma das características que diferencia um obus de uma peça de artilharia, sendo a referência os 30 calibres.


Creio que a história de aquisição do obus ajudará a explicar algumas questões;

O 1º concurso foi lançado em 1992, no entanto, como a lei de programação militar ainda não tinha sido aprovada o concurso prescreveu.
Neste primeiro concurso os concorrentes eram os obuses Oto Melara, KH178, L118, M119 e LG1.

Em 1995 abre novo concurso e os concorrentes foram o L118, o M119, o LG1 e o Oto Melara.
Feita a análise aos requisitos;
- o Oto Melara foi excluído por vários itens (alcance, cadência de tiro e sistema de travagem),
- o L118 foi excluído devido ao tipo de munições (de família Inglesa).

Desta forma passaram á fase de testes apenas o M119 da Royal Ordnance e o LG1 da Giat.

A fase de testes foi ampla e incluiu;
- Verificação técnica, nas OGME
- Treino de guarnições, na EPA
- Tiro técnico, no Campo de tiro de Alcochete
- Emprego tático, principalmente em Santa Margarida

De estes testes saíram múltiplos resultados nomeadamente;
- foi possível disparar 19 munições M1 a uma distância de 9000m em 60 segundos, quando os valores indicados pelos fabricantes são de 12 disparos,
- verificou-se que a viatura inicialmente escolhida, a Iveco 40.10, não tinha capacidade para rebocar qualquer um dos obuses, teria de ser encontrada uma nova viatura….
Durante os testes foram consumidas 627 munições.

No concurso, nas caraterísticas dos obuses, a especificação técnica ‘Tubo’, ambos os obuses estão classificados com 30 calibres.

Como sabemos o vencedor do concurso foi o M119.
Foram adquiridos 21 obuses, 18 para equipar o GAC da BAI, 2 para a EPA e 1 para o Serviço de Material.

Recebidos em 1998 são oficialmente designados por;
Obus M119 105mm LG/30/m98

Espero ter ajudado!

Claro que sim. como abordei a L118, foquei-me nos dados da peça e quando mencionei o L119/M119, não alterei essa tão simple e tão importante caracteristica para os artilheiros, que é só, o comprimento do tubo/peça.

A cadência máxima, TOM, é relativa, com o M101, tinhamos uma ou duas secções na 1ª BBF , que conseguiam sempre efectuar mais disparos/minuto quando em competição inter Bataria.
Em geral são essas as secções que são colocadas no centro da bataria de tiro, 3ª e 4ª secções, para fazerem as missões de regulação de tiro, antes da eficácia, missão de tiro propriamente dita !!! 

Esta aquisição só pecou pelo numero de BF adquiridas, a Escola ter ficado com apenas duas é manifestamente pouco.
deveriamos ter adquirido quatro BBF, no minimo para termos sempre a possibilidade de rodar o material e ter BF em reserva.   

Como sempre nas nossas aquisições, há sempre borreganços da nossa parte, e o material/equipamento/viaturas que se podem comprar no ano X por N valor, são adquiridos no ano X + Y e por um valor de N + M, e com a agravante que, mesmo com maior custo, devido ao atraso da compra em N anos, as quantidades nem sempre são as originais, a última aquisição de VBL's para o Exército, é bem exemplo disso.

Abraços

« Última modificação: Novembro 23, 2020, 09:09:34 am por tenente »
 
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Re: Artilharia do Exército
« Responder #582 em: Novembro 25, 2020, 11:12:56 am »
https://www.navalnews.com/naval-news/2020/11/black-sea-drill-again-validates-himars-as-an-anti-ship-weapon-system/

Para quem gosta do HIMARS, agora sim faz sentido pensar neste sistema, mais como "artilharia costeira" do que como lança rockets convencionais. Para um país com ilhas, faz todo o sentido, especialmente quando for integrado o NSM.
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #583 em: Novembro 25, 2020, 05:25:18 pm »
O NSM desagrada-me profundamente — o seeker e o sistema de navegação/orientação podem ser muito bons, mas a carga explosiva é muito pequena. Para o F-35 faz sentido, mas para navios, ou aviões não-stealth, algo mais poderoso precisa-se. Afundar ou incapacitar um navio de guerra não é fácil, especialmente com cargas explosivas mais pequenas que algumas versões do Maverick.
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goldfinger

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #584 em: Novembro 29, 2020, 08:20:59 pm »


Citar
A BAE Systems Inc M109A5 155mm self-propelled artillery howitzer of  Portugal

Portuguese Army's GAC/BrigMec during a firing session per occasion of Orion 2020 training exercise. The GAC/BrigMec field a total of 18 M109A5 artillery systems.
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Unidades do Exército a "criar"

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Praças Exército, qual a melhor solução, custo/benefício ?

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