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Energia Nuclear

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Votação encerrada: Março 19, 2006, 12:21:35 pm

Energia Nuclear

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CarlosMC

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« Responder #90 em: Julho 19, 2008, 09:23:17 pm »
Não sei se isto já foi referido, porque não tive paciência para ler todo o tópico, mas, se D. Afonso Henriques tivesse construído uma central nuclear, hoje ainda teríamos que a estar a manter (e teríamos que o continuar a fazer por muito tempo), porque não se desmantela uma central nuclear como se faz com uma casa ou fábrica (e mesmo nestas...).
Agora pensem em tudo o que aconteceu desde então (por causas naturais e humanas) e tirem as devidas conclusões, pensando no futuro, em termos de riscos e ameaças (...e resistência de materiais, que a radioactividade reduz enormemente).

PS: esqueci-me dum "pequeno" detalhe: o custo dessa manutenção (segurança, protecção, etc.).
 

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DC 38

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« Responder #91 em: Julho 20, 2008, 12:51:28 am »
Citação de: "P44"
Mais uma razão para apostarmos no Nuclear...ou só nós é que estamos certos e todos os outros errados?


Já pensaram bem no SALTO tecnológico que iriamos dar se esta tecnologia fosse introduzida cá?

A quantidade de empresas/riquesa que iria ser criada à volta deste "tema"?

Eu sou 100% a favor. tal como todos os paises "desenvolvidos"
(espero como é obvio da lista dos países "desenvolvidos" que não têm energia nuclear), mas julgo que no nosso caso específico os resultados positivos seriam bem MAIORES do que os negativos.

Cumprimentos
"Sem a loucura que é o Homem, mais que a besta sadia cadáver adiado que procria..." F.Pessoa (in Mensagem)
 

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Cabecinhas

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« Responder #92 em: Julho 20, 2008, 01:42:17 am »
Na minha modesta opinião, que não é mais que modesta, penso que em termos económicos e de tecnologia de ponta seremos muito bem recompensados, agora a nível ambiental temo e muito pelo perigo "virtual" que este tipo de tecnologia transmite.

Eu prefiro ser menos rico ou mais pobre, consoante o ponto de vista, mas viver mais descansado do que estar com um nó na garganta e rezar para que nada dê para o torto.
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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raphael

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« Responder #93 em: Julho 20, 2008, 01:31:30 pm »
Cabecinhas podes então ir dando o respectivo nó na garganta porque se algo correr mal em Espanha, a que está próxima de Badajoz (está mais perto de Portugal que da cidade de Badajoz mas pronto...) vai afectar-nos grandemente... se for uma coisa grave como todos os contra-nuclear pensam que possa ser!!!
E pensem nisto não é nenhuma central mas os submarinos nucleares que passam ao largo de Portugal para irem para o mediterrâneo, também estão bem próximos (e com o pessoal a banhos na praia! :D )...
Um abraço
Raphael
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Luso

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« Responder #94 em: Julho 20, 2008, 02:26:31 pm »
A Energia Nuclear é óptima!
É barata e a diferença  - porque não se vai baixar as tarifas actuais - sempre servirão para pagar o tacho a muitos boys...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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AC

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« Responder #95 em: Julho 20, 2008, 02:38:48 pm »
Volto a insistir: o exemplo dos nossos vizinhos europeus é um PÉSSIMO argumento nesta discussão, seja a favor ou contra o nuclear.
De cabeça: Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Suécia. Todos estes países têm bastantes centrais nucleares. Todos eles decidiram abandonar essa via, a prazo.
A França foi o primeiro a voltar atrás e decidir-se pela construção de novas centrais, o Reino Unido seguiu-se.
A Alemanha, Espanha e Suécia ainda continuam na via de abandono do nuclear. Claro que com o aquecimento global e o preço do petróleo, cada vez se fala mais na construção de novas centrais.

De volta ao factos importantes:
Uma central nuclear pode ser retirada de serviço e colocada num estado em que não requer cuidados. O processo é lento e pode demorar décadas a estar finalizado: durante o funcionamento, os próprios materiais da central tornam-se radioactivos e algumas partes (por exemplo, o núcleo do reactor) vão levar décadas até a radioactividade baixar para níveis aceitáveis.
http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_decommissioning

Mas se houver um incidente que danifique o reactor aí o problema complica-se: pode não ser possível remover os elementos de combustível do reactor danificado. E aí... o reactor pode ter de ser cuidado durante milhares de anos.
Além de Chernobyl, temos Thee Mile Island nos EUA e Windscale no Reino Unido como exemplo desta situação.

A quantidade de empresas/riqueza a ser criada à volta deste tema seria desprezável. A ser construída, a(s) central(ais) seriam uma solução "chave na mão" construídas por empresas estrangeiras.
As nossas minas de urânio também são largamente irrelevantes. A(s) central(ais) não iriam requerer grandes quantidade e, mais importante, não iríamos ter a capacidade de refinar o urânio.
A refinação exige um investimento gigantesco, que quase só se justifica pelo factor estratégico.
 

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AC

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« Responder #96 em: Julho 20, 2008, 05:44:04 pm »
O post do aaaaital é um chorrilho de frases algo díficil de ler mas estas duas saltaram-me à vista.

Citação de: "aaaaital"
Nesse caso deves saber como é que não aconteceu um desetre grave em three miles island ou nem por isso? Ninguem sabe como é que não aconteceu lá tambem um desastre como em chernobyl...

Creio que Three Mile Island era um dos dois acidentes graves a que o NVF se estava a referir (sendo o outro Chernobyl).
Em Three Mile Island, o acidente foi, em primeira instância, contido pelo edifício de contenção.
Durante a semana seguinte ao acidente, foi tomada a decisão (controversa) de libertar para a atmosfera vapor de água contendo algumas quantidades de substâncias radioactivas e/ou tóxicas.
É bastante consensual que não houve danos a pessoas ou ao ambiente.

Citar
Já ouviste falar no síndrome da china?

O síndrome da china refere-se à possibilidade, hipotética, de o material quente de um reactor em meltdown furar o chão do edifício de contenção e chegar à crosta.
Mais especificamente, refere-se à possibilidade (ridícula) de o material furar a crosta e fazer um buraco até ao outro lado do mundo -- a China, para os americanos. Daí o nome.
Também é um nome de um filme de ficção de 1979 que gira à volta de um acidente quase catastrófico numa central nuclear.
O facto de o filme ter estreado 12 (doze) dias antes do acidente de Three Mile Island é considerado uma influência crucial na forma como a energia nuclear é vista pelo público em geral.
 

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CarlosMC

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« Responder #97 em: Julho 20, 2008, 06:03:56 pm »
Citação de: "AC"
De volta ao factos importantes:
Uma central nuclear pode ser retirada de serviço e colocada num estado em que não requer cuidados. O processo é lento e pode demorar décadas a estar finalizado: durante o funcionamento, os próprios materiais da central tornam-se radioactivos e algumas partes (por exemplo, o núcleo do reactor) vão levar décadas até a radioactividade baixar para níveis aceitáveis.
http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_decommissioning
Não tinha conhecimento dessa possibilidade, mas pelo que aí se lê (e de que não se ouve falar), compreende-se que ninguém interessado no negócio esteja muito interessado em abordar o assunto de forma minimamente séria (ou sequer) - nem mesmo os custos:
Citar
Decommissionning is very expensive; the current estimate by the United Kingdom's Nuclear Decommissioning Authority is that it will cost at least £70 billion (70 mil milhões de Libras, nos nossos termos = aprox. 90 mil milhões de €) to decommission the existing United Kingdom nuclear sites (19 locais: http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_De ... _Authority); this takes no account of what will happen in the future.
Citar
Cost of decommissioning
Citar
In USA many utilities estimates now average $325 million per reactor all-up (1998 $).
Citar
In France, decommissioning of Brennilis Nuclear Power Plant, a fairly small 70 MW power plant, already cost 480 millions euros (20x the estimate costs) and is still pending after 20 years. Despite the huge investments in securing the dismantlement, radioactive elements such as Plutonium, Cesium-137 and Cobalt-60 leaked out into the surrounding lake.
Citar
In the UK, decommissioning of Windscale Advanced Cooled Reactor (WAGR), a 32 MW power plant, cost 117 millions euros.
Citar
In Germany, decommissioning of Niederaichbach nuclear power plant, a 100MW power plant, cost about 90 millions euros.
Citar
(Lack of) Decommissioning Funds

In Europe there is considerable concern on the funds necessary to finance final decommissioning. In many countries either the funds do not appear sufficient to pay the financial decommissioning, and in other countries the (substantial) funds are being used (too) freely for activities other then decommissioning, putting the funds at risk, and distorting competition with parties who do not have nuclear decommissioning funds available.
Depois há ainda o «pequeno» detalhe do que fazer com os resíduos, onde armazená-los e a que custo:
http://en.wikipedia.org/wiki/Radioactive_waste
Citar
Long term management of waste

The timeframe in question when dealing with radioactive waste ranges from 10,000 to 1,000,000 years, according to studies based on the effect of estimated radiation doses. It is worthwhile noting that state of the art only allows geological considerations for such long periods. Researchers suggest that forecasts of health detriment for such periods should be examined critically. Practical studies only consider up to 100 years as far as effective planning and cost evaluations are concerned.
Os ingleses (e praticamente todos os outros) «resolveram-no» de forma muito «prática»: despejaram-nos no canal da Irlanda, do lado irlandês; no canal da Mancha, do lado francês (a 100 metros de profundidade...); no Atlântico, a norte dos Açores (na nossa ZEE...), além de sabe-se lá quantos mais locais:
http://www.newscientist.com/article/mg1 ... ague-.html
http://www.newscientist.com/article/mg1 ... tion-.html



Citação de: "AC"
Mas se houver um incidente que danifique o reactor aí o problema complica-se: pode não ser possível remover os elementos de combustível do reactor danificado. E aí... o reactor pode ter de ser cuidado durante milhares de anos.
Pois...
 

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CarlosMC

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« Responder #98 em: Julho 20, 2008, 06:17:15 pm »
Citação de: "AC"
O síndrome da china [...] Mais especificamente, refere-se à possibilidade (ridícula) de o material furar a crosta e fazer um buraco até ao outro lado do mundo -- a China, para os americanos. Daí o nome.

Até ao Núcleo, ainda se compreende (é a descer...), a partir daí, seria difícil...
 

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AC

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« Responder #99 em: Julho 20, 2008, 06:33:03 pm »
Citação de: "CarlosMC"
Não tinha conhecimento dessa possibilidade, mas pelo que aí se lê (e de que não se ouve falar), compreende-se que ninguém interessado no negócio esteja muito interessado em abordar o assunto de forma minimamente séria (ou sequer) - nem mesmo os custos:
...
Citar
(Lack of) Decommissioning Funds

In Europe there is considerable concern on the funds necessary to finance final decommissioning. In many countries either the funds do not appear sufficient to pay the financial decommissioning, and in other countries the (substantial) funds are being used (too) freely for activities other then decommissioning, putting the funds at risk, and distorting competition with parties who do not have nuclear decommissioning funds available.


Embora não seja muito falado, nalguns países esse custo foi previsto à partida. De cabeça, posso-lhe afirmar com certeza que em Espanha foi.
Contudo, como esse último parágrafo que citou deixa entender, há uma distância entre os custos previstos e o custo real de desmantelar uma central nuclear.
No caso Espanhol, o processo ainda vai no início pelo que é cedo para fazer avaliações.

Quanto ao lixo, embora quase todos tenham optado por colocar o lixo nuclear no subsolo, há variações importantes.
Creio que todos os países na Europa continental praticam reciclagem de combustível, reduzindo substancialmente o volume, e optaram por armazenar o lixo de forma a que possa ser colectado no futuro, caso seja útil.
Os britânicos e os americanos, de momento, não praticam reciclagem e o não prevêem a possibilidade de colectar o lixo armazenado.

Em qualquer caso, é um problema importante...
 

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AC

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« Responder #100 em: Julho 20, 2008, 06:35:15 pm »
Citação de: "CarlosMC"
Citação de: "AC"
O síndrome da china [...] Mais especificamente, refere-se à possibilidade (ridícula) de o material furar a crosta e fazer um buraco até ao outro lado do mundo -- a China, para os americanos. Daí o nome.
Até ao Núcleo, ainda se compreende (é a descer...), a partir daí, seria difícil...


Além do mais... a China não é nos antípodas dos EUA. :)
 

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Naadjh

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« Responder #101 em: Julho 21, 2008, 12:38:20 am »
Falam que o Nuclear dá muitos problemas ambientais, mas parece que sofrem com amnésias instantâneas..

O petróleo, Carvão, Gás natural, Barragens e mais uns quantos não fazem muitas vezes danos irreversíveis ao ambiente?

Pois..
 

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Cabecinhas

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« Responder #102 em: Julho 21, 2008, 12:51:03 am »
Citar
Falam que o Nuclear dá muitos problemas ambientais, mas parece que sofrem com amnésias instantâneas..

O petróleo, Carvão, Gás natural, Barragens e mais uns quantos não fazem muitas vezes danos irreversíveis ao ambiente?

Pois..


Então por essa ordem de ideias nunca se evoluí... A meu ver é apostar forte e feia em renováveis, dar contínuidade ao que se tem estado a fazer
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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P44

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« Responder #103 em: Julho 21, 2008, 09:11:47 am »
pelo que ouvi as barragens são só responsáveis por 3,3 % da produção de energia em Portugal

Eu quero ver quando se acabar o pitrol (ou mm antes, se -ou quando - este atingir valores astronómicos...)

Vc falam de energias renováveis e até parece que isso vai estar tudo disponivel na semana que vem...

e quanto ao pessoal anti-nuclear...continuem assim, a fincar pés e dizer não e não e não...como já aqui foi dito, há-de servir de muito , tendo nós não sei quantas centrais nucleares junto á fronteira :roll:

mas pronto, não se faça nada, continuemos assim 90% dependentes do pitrol...a GALP e outros "mamões" agradecem...

Realmente este povo tem os governantes e as grandes empresas "sugadoras" que merece....
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Rui Conceicao

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« Responder #104 em: Julho 21, 2008, 12:03:53 pm »
Energias renováveis, pois mas os do ambiente põem entraves a tudo, as torres dos geradores eolicos, as barragens, etc.
Portugal por este andar vai viver no tempo da pedra.
Hoje dia 12 de Junho de 2006, dois F 18 Espanhois
faziam exercicios sobre territorio Portugues(concelho de Mértola, entre 8am e 9am)
 

 

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