Presidente da República e Cova da Moura

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Luso

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Presidente da República e Cova da Moura
« em: Junho 18, 2005, 07:14:21 pm »
In "Expresso" 18 de Junho de 2005 (capa)

"O Embaixador de Cabo Verde em Portugal, Onésimo Silveira, disse ter sido contactado pelo "staff" do Presidente da República para apurar se Jorge Sampaio poderia correr algum risco na visita à Cova da Moura, programada para hoje, a propósito da inauguração de uma exposição de fotografia no bairro.
"Que bairro é este em que o próprio Presidente não se sente seguro?", questionou Onésimo, esta semana, numa reunião com associações cabo-verdianas em Portugal, convocada para discutir os últimos acontecimentos envolvendo jovens descendentes de cabo-verdianos. Declarando-se envergonhado com a imagem do seu país que passa nestes casos mediáticos - nomeadamente o "arrastão" de Carcavelos, no dia 10 de Junho, e os distúrbios em Quarteira no dia seguinte - Onésimo disse que "Carcavelos é a ponta do tsunami" de uma geração que encara a delinquência como "um desígnio normal". (...)

Não sei o que dizer...

Uma coisa tenho a certeza: o Embaixador de Cabo Verde parece ser imensamente mais digno (mais Homem) que Sampaio, que "tolera" ou "aceita" ou é "condescendente" e "pactua" com a bandalheira generalizada que se vive em Portugal. Aliás foi o sistema podre actual que o manteve e o levou ao lugar que ocupa.
E é este TIPO o comandante em chefe das Forças Armadas!
Somos governados por SENHORAS!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Falcão

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« Responder #1 em: Junho 18, 2005, 10:09:48 pm »
A ser verdade, esta notícia é um escândalo.
Cumprimentos
 

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JLRC

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« Responder #2 em: Junho 18, 2005, 10:26:07 pm »
Citação de: "Falcão"
A ser verdade, esta notícia é um escândalo.


Escândalo, sr. Falcão, é a maneira pouco respeitadora como o primeiro magistrado da nação é tratado. Uma coisa é não concordar politicamente, outra coisa é tratar ofensivamente, sem conteúdo político nem ideológico, sua excelência o sr. Presidente da República. Estranho que o sr. Falcão, dada a posição que ocupa neste Forum, em vez de chamar a atenção do moderador (moderador?) lhe dê cobertura. Mas a mim nada devia estranhar, pois se democraticamente já expulsaram um membro só por dizer que os americanos morrem como tordos no Iraque, o que até é verdade. Ai que saudades do Europatriota e do Rui. Deviam ter vergonha da vossa dualidade de critérios. Os senhores aproveitam-se da liberdade que lhes foi oferecida para morderem a mão que lha ofereceram. Shame on you mr Falcão.
Quanto ao sr. Luso, começo a creditar que é inimputável.....
 

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Falcão

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« Responder #3 em: Junho 18, 2005, 11:23:15 pm »
Caro JLRC:

Não vejo onde está a ofensa em dizer que é um escândalo que o Presidenta da República tenha que pedir informações a um embaixador estrangeiro para inferir se é ou não perigoso visitar um bairro que até onde eu sei, esta localizado em território português e como tal, sob a alçada das autoridades nacionais. No meu entender é um escândalo.

As questões das expulsões foram já muitas vezes esclarecidas e não vou a voltar a tocar nesse assunto.

Termino dizendo-lhe que não aceito lições de moral de ninguém e muito menos suas. Basta ver a boçalidade com que rotulou e continua a rotular alguns ex-governantes para se perceber que é uma das últimas pessoas com alguma autoridade moral para criticar seja lá quem for nesse sentido.
Cumprimentos
 

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JLRC

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« Responder #4 em: Junho 19, 2005, 12:18:00 am »
Se pensasse que valeria a pena, tentava explicar-lhe a diferença entre um Presidente da República, democraticamente eleito por sufrágio universal e que passa a representar depois de eleito, todos os portugueses, tenham ou não votado nele e um primeiro-ministro que não se quiz sugeitar a sufrágio e cuja única competência era ser playboy. Como não vale a pena, não o faço.
Quanto a receber ou não lições de moral, está no seu direito, assim como eu estou no meu direito de as dar a quem eu achar que precisa, especialmente a quem devia dar o exemplo e não o dá. Eu até posso ser boçal no que digo, mas você e os restantes moderadores são-no e não o deviam ser, para não perderem a pouca autoridade moral que ainda talvez lhes reste.

Citar
Uma coisa tenho a certeza: o Embaixador de Cabo Verde parece ser imensamente mais digno (mais Homem) que Sampaio, que "tolera" ou "aceita" ou é "condescendente" e "pactua" com a bandalheira generalizada que se vive em Portugal. Aliás foi o sistema podre actual que o manteve e o levou ao lugar que ocupa.
E é este TIPO o comandante em chefe das Forças Armadas!
Somos governados por SENHORAS!


Quer afirmação mais boçal?
 

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Luso

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« Responder #5 em: Junho 19, 2005, 02:17:35 am »
Prescindo totalmente do meu estatuto de moderador. É me impossível ficar calado perante esta perda de soberania representada pelo acto de Jorge Sampaio!
Pela complacência que demonstra com tudo, pela falta de exemplo que dá, pela bonomia que roça o negligente e pela chico-espertice que caracteriza um carreirista mestre do "políticamente correcto".
E se quer que lhe diga, JLRC, pouco me importa do que pensa do que digo!
E o facto de ter sido eleito pelo povo não lhe dá o direito de abastardar tudo!
É uma nódoa este senhor. Representa bem o estado profundamente podre da república e democracia portuguesas, do estado de direito e do conceito de soberania.
Quero ver daqui a uns anos quando isto estourar, como diz Medina Carreira!
- E as senhoras que me desculpem!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Yosy

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« Responder #6 em: Junho 19, 2005, 02:52:50 pm »
JLRC mas que completa falta de tolerância. Gostava de saber qual foi o problema da afirmação do Falcão, uma afirmação com a qual estou inteiramente de acordo: se é verdade, é um escândalo.

Luso o Presidente da Républica não é perfeito mas também não exageremos. E o sistema está "sujo" se tanto, não está podre. E isto é uma democracia: se não está contente com o Presidente, já não precisa de esperar muito.
 

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JLRC

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« Responder #7 em: Junho 19, 2005, 04:04:27 pm »
Citação de: "Yosy"
JLRC mas que completa falta de tolerância. Gostava de saber qual foi o problema da afirmação do Falcão, uma afirmação com a qual estou inteiramente de acordo: se é verdade, é um escândalo.


Não foi na afirmação de Falcão, mas sim na falta dela, que está o problema. Pensava que tinham compreendido que não era a ele que me referia. O problema está na falta de reacção perante as afirmações do Luso. Isso é que é escandaloso, tratando-se de duas pessoas com responsabilidade neste Forum.
Depois deste episódio, não aceitarei nem acatarei qualquer moderação por parte destes senhores.
 

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JoseMFernandes

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« Responder #8 em: Junho 19, 2005, 07:58:53 pm »
Confesso que nao fosse a chamada de atençao do LUSO, talvez me tivesse escapado a afirmaçao do embaixador cabo-verdiano.Assim, e sendo assinante 'on-line' do EXPRESSO procurei e  li na integra  o texto em referencia.Se aceitarmos que nao ha erro da parte do jornalista na transcriçao da declaraçao do embaixador, a mesma nao deixa de ser obviamente estranha e inapropriada, se bem que, até por ele me parecer menos um diplomata que um humanista e homem da cultura, possa de algum modo haver alguma compreensao.Mas podemos interrogar-nos sobre a oportunidade e interesse real do tipo de contacto referido pelas autoridades portuguesas, como se  acreditassem que a comunidade(cabo-verdiana neste caso)se pudesse sentir  tao fortemente influenciada pelo seu governo. Mas imagino que algum tipo de contacto  especial existe com associaçoes no terreno, (algumas sao visiveis 'a posteriori' na comunicaçao social) aquando destas deslocaçoes, as quais proporcionam certamente 'informaçao de segurança' aos serviços 'secretos' portugueses.
Compreendo, e partilho o 'incomodo' de JLRC perante afirmaçoes de LUSO sobre o Presidente da Republica, até porque eu proprio,( e nao fazendo parte  do 'SAMPAIO's FAN CLUB') aceito que deve haver alguma contençao no estilo de critica ao PR.Mais tarde, poderemos tentar fazer um balanço da sua acçao, dos reais motivos  que o levaram a tomar algumas iniciativas( e nao tomar outras...) e principalmente suas consequencias na politica portuguesa, do virar de século.Lembro por outro lado que o PR enquanto instituiçao até tem sido relativamente 'poupado' em termos de critica dura e directa,(pensemos por exemplo em outros Presidentes republicanos de estados democraticos, como Chirac ou Bush, também eleitos por sufragio universal, e alvos de campanhas e criticas politicas com vigor e agressividade inimaginaveis no nosso pais).
Sobre a situaçao, triste, que se esta desenvolvendo em termos de segurança poderia acrescentar que como muitos de vos vejo tudo com imensa preocupaçao.Claro que nao devemos 'diabolizar' unicamente um extracto de da populaçao (portugueses ou nao, de origem africana), mas recusar reconhecer a existencia de problemas graves com 'imigrantes' e seus descendentes, seria tentar lançar poeira para os olhos de todos nos.
Temos que reconhecer a existencia de varias comunidades no nosso pais, que nao sao basicamente misciveis entre elas nem com os 'autoctones'(espero poder utilizar este termo no que refere aos portugueses com raizes europeias como eu, por oposiçao a outros com origens assumidamente extra-europeias, e isto sem juizos de valor); os Africanos( com origem de antigas colonias portuguesas,  e também do Centro e Norte de Africa(arabes principalmente, a aparecerem ja em numero crescente), os Indianos (mais que os ex-goeses e indus, os paquistaneses em numero crescente);Asiaticos (chineses, vietnamitas, cambodjanos, indonesios...em numero crescente e nao quantificavel);Sul e CentroAmericanos(fora os brasileiros tradicionais, peruanos, bolivianos, ...) ;Europeus (além da UE, do Leste, com Ucrania de longe a frente, depois Romenia...);Médio Oriente(Israel de ha longos séculos, Libano, em breve Turcos, varios dos paises da ex-URSS,...) e também Ciganos, presentes mas itinerantes no territorio europeu, mas agora em vias de mudar de algum modo o seu estatuto.  
Estas comunidades, como disse, normalmente nao sao misciveis com os autoctones a nao ser (a meu ver) em franjas mais ou menos acentuadas, e tem vivencias muito diferentes no seu relacionamento com o pais de 'acolhimento'.Razoes de cultura, religiao, de modo de viver, usos e costumes e que nao pretendem de modo geral ser 'integrados' no pais onde vivem, porque para eles 'integraçao' significa miscigenaçao e consequentemente adulteraçao dos seus valores.No 'politicamente correcto' de nossos dias, 'integraçao' passou a ser um 'palavrao' pouco aceite ou desejado, oficialmente porque muitas dessas comunidades nao se considerando inferiores, pelo contrario, aos paises de acolhimento, preferem a 'coabitaçao', o respeito dos seus usos e cultura, e plenitude de direitos em relaçao as outras comunidades.Comunidade, que poderia ser anteriormente considerado um termo de 'exclusao' passa a ser um termo de 'identificaçao', de orgulho, mas também de 'diferença'...De salientar também o 'curto-circuito' legal em que elementos influentes dessas comunidades  se aproveitam das regras e sistemas de contactos inter-nacionais proprios nos paises onde estao estabelecidas, e zonas de origem, que vao  normalmente desde o contrabando simples, imigraçao ilegal,trabalho ilegal, fuga a impostos, até negocios fraudulentos e em muitos casos a trafico de droga e armas, neste caso com eventuais ligaçoes indirectas ao terrorismo internacional.
Veremos em breve, senao ja, em Portugal este modo de 'comunidade' como forma de participaçao publica nacional, como acontece noutros paises europeus, com 'interlocutores' comunitarios privilegiados perante as autoridades legais.Nao abordo sequer aqui outros aspectos que minam a nova noçao de 'nacionalidade', como o poder crescente de religioes e crenças (o islamismo esta ja a transformar-se na primeira religiao mundial,  e para este a componente politica é indissociavel da religiao),  que acabarao, a meu ver por alterar decisivamente a nossa civilizaçao Ocidental(cf. S.Huntington " O Choque das Civilizaçoes e a nova Ordem Mundial", nao muito recente, mas sempre actual).
Como se deve definir o novo conceito de naçao( e nacionalidade), perante as novas realidades?
Uma questao a ponderar...
Cumprimentos
« Última modificação: Junho 19, 2005, 08:59:51 pm por JoseMFernandes »
 

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komet

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« Responder #9 em: Junho 19, 2005, 08:55:51 pm »
Citar
Comunidade, que poderia ser anteriormente considerado um termo de 'exclusao' passa a ser um termo de 'identificaçao', de orgulho... Veremos em breve, senao ja, em Portugal este modo de 'comunidade' como forma de participaçao publica nacional.


Acha portanto legitimo que uma cultura e um povo tenha orgulho das suas raízes e que não queira ser alienado, portanto de certa maneira, repulse um pouco a "integração"...?  Completamente de acordo, pena que só seja aceite políticamente na perspectiva do imigrante, e nunca tolerado por parte do que acolhe...
"History is always written by who wins the war..."
 

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Yosy

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« Responder #10 em: Junho 19, 2005, 09:57:18 pm »
Citação de: "JLRC"
Citação de: "Yosy"
JLRC mas que completa falta de tolerância. Gostava de saber qual foi o problema da afirmação do Falcão, uma afirmação com a qual estou inteiramente de acordo: se é verdade, é um escândalo.

Não foi na afirmação de Falcão, mas sim na falta dela, que está o problema. Pensava que tinham compreendido que não era a ele que me referia. O problema está na falta de reacção perante as afirmações do Luso. Isso é que é escandaloso, tratando-se de duas pessoas com responsabilidade neste Forum.
Depois deste episódio, não aceitarei nem acatarei qualquer moderação por parte destes senhores.


Realmente você não deixa de ter uma certa razão - o Luso foi um pouco longe de mais nas críticas.
 

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JLRC

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« Responder #11 em: Junho 19, 2005, 10:02:00 pm »
Citação de: "zezoca"
Compreendo, e partilho o 'incomodo' de JLRC perante afirmaçoes de LUSO sobre o Presidente da Republica, até porque eu proprio,( e nao fazendo parte  do 'SAMPAIO's FAN CLUB') aceito que deve haver alguma contençao no estilo de critica ao PR.Mais tarde, poderemos tentar fazer um balanço da sua acçao, dos reais motivos  que o levaram a tomar algumas iniciativas( e nao tomar outras...) e principalmente suas consequencias na politica portuguesa, do virar de século.Lembro por outro lado que o PR enquanto instituiçao até tem sido relativamente 'poupado' em termos de critica dura e directa,(pensemos por exemplo em outros Presidentes republicanos de estados democraticos, como Chirac ou Bush, também eleitos por sufragio universal, e alvos de campanhas e criticas politicas com vigor e agressividade inimaginaveis no nosso pais).

É precisamente esta a minha opinião. Aliás, devo esclarecer, para os que não o sabem ainda, que não sou socialista nem sampaista. Mas entendo que a instituição Presidência da República deve ser respeitada. Não entendo, por exemplo, que um qualquer jornalista de uma qualquer estação de TV ou Rádio, referindo-se ao sr. Presidente da República diga: "e agora vamos saber a opinião do Presidente da República. Jorge Sampaio, o que entende de .... Não é Jorge Sampaio, tem de ser sr. Presidente da República ou em último caso sr. Jorge Sampaio. E o mesmo se aplica aos restantes membros de cargos públicos e de governo.

Citação de: "zezoca"
Sobre a situaçao, triste, que se esta desenvolvendo em termos de segurança poderia acrescentar que como muitos de vos vejo tudo com imensa preocupaçao.


Curiosamente, ou não, veio a lume um relatório da PSP em que constava que a criminologia, em geral, no 1º trimestre de 2005, diminuira 12,5% e a criminalidade violenta diminuira 3,2%. Não me lembro se em Lisboa, se em todo o país.

Citação de: "zezoca"
Claro que nao devemos 'diabolizar' unicamente um extracto de da populaçao (portugueses ou nao, de origem africana), mas recusar reconhecer a existencia de problemas graves com 'imigrantes' e seus descendentes, seria tentar lançar poeira para os olhos de todos nos.


Uma coisa que eu ignorava, é que a lei da nacionalidade, nega a nacionalidade portuguesa aos filhos desses imigrantes, contribuindo para a não integração deles. Quando, menino e moço, andava no Liceu Passos Manuel, tive uma cadeira que se chamava Organização Política e Organizativa da Nação e lembro-me que a lei da nacionalidade da altura, dava a nacionalidade portuguesa aos que sendo filhos de portugueses tivessem nascido no estrangeiro e os filhos de estrangeiros que tivessem nascido em Portugal. A lei tem de ser mudada e já. É o primeiro passo para a integração, embora não seja o único.
 

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Luso

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« Responder #12 em: Junho 19, 2005, 10:24:37 pm »
E no "Público" de hoje (19 de Junho), é afirmado que Sampaio "apela à tolerância"...
O artigo de opinião na última Sábado (última página) apesar do políticamente correcto reforça a ideia da imoralidade (falta de valores) vincada pelo reforço dos estímulos que as instituições dão que os valores... valem pouco.

Jorge, derrame mais uma lágrima e faça mais um apelo. Há quem se emocione com isso. Começou há pouco a época dos incêndios e pode ser que as suas lágrimas ajudem.

O triste disto tudo e que certas almas mais sensíveis liguem logo o sistema de alerta racista quando surgem coisas destas.
E o problema não é esse (nem do mísero folclore skin): é a falta de autoridade que coloca em causa a coesão da sociedade.

Entretanto vou aguardar o próximo "apelo" do orgão máximo de soberania.

Curioso: não sabia que poder se tem ao apelar. Julgava que era a agir.

Uma última palavra em relação à "sacralidade" da figura presidencial e do "consenso": toda a gente já reparou que não já não há ninguém isento e que represente a estabilidade. E aqueles que tem medo da tempestada agarram-se a essa figura como um salvavidas.
Só que não há salvavidas...
Mas não liguem: sejam optimistas que as coisas resolvem-se.
Olhem, fiem-se na virgem!
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Tiger22

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« Responder #13 em: Junho 19, 2005, 10:41:27 pm »
JLRC:

Os termos santanaz, burroso, bicha e bussheco não lhe são familiares? Claro que são. Proferiu-os diversas vezes neste e noutros fóruns. Todos eles eram e são figuras de Estado. Só que não são do seu espectro político e como tal o insulto e a boçalidade, como referiu o Falcão, são permitidos. Mas quando se “toca” em figuras que são do seu espectro político, reage como uma virgem ofendida.

Meu caro: tenha VERGONHA.

P.S. Gosto imenso destes indivíduos que defendem a “sua democracia e liberdade”. Os que não se enquadram nela, Sibéria com eles. Era bom era, mas esses tempos já passaram, agora só restam uns resquícios que cheiram a podre. Felizmente.
"you're either with us, or you're with the terrorists."
 
-George W. Bush-
 

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emarques

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« Responder #14 em: Junho 20, 2005, 01:33:58 am »
Citação de: "JLRC"
Uma coisa que eu ignorava, é que a lei da nacionalidade, nega a nacionalidade portuguesa aos filhos desses imigrantes, contribuindo para a não integração deles. Quando, menino e moço, andava no Liceu Passos Manuel, tive uma cadeira que se chamava Organização Política e Organizativa da Nação e lembro-me que a lei da nacionalidade da altura, dava a nacionalidade portuguesa aos que sendo filhos de portugueses tivessem nascido no estrangeiro e os filhos de estrangeiros que tivessem nascido em Portugal. A lei tem de ser mudada e já. É o primeiro passo para a integração, embora não seja o único.

A lei não nega a nacionalidade portuguesa. Segundo o que sei, os filhos nascidos em Portugal de emigrantes que estejam há um certo tempo em Portugal legalmente (creio que é 6 anos para os imigrantes dos PALOP e 10 para os outros) podem pedir a nacionalidade portuguesa (os filhoe de portugueses nascidos no estrangeiro também podem, claro). Além disso, toda a pessoa nascida em Portugal que não tenha direito a outra nacionalidade tem direito à nacionalidade portuguesa. A lei talvez pudesse ser liberalizada, mas também não é assim tão má.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

 

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