6ª Geração

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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #510 em: Hoje às 11:07:10 am »
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Mesmo tendo "a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante"

Este é o cerne da questão...

Bastava existir a possibilidade de uma segunda ligação a servidores controlados pelos parceiros europeus e estaria resolvido.

Um teste simples na "confiabilidade" do aliado seria propor precisamente esta opção. 
Técnicamente não seria difícil e aí,  sem dúvidas,  estaríamos em condições de avançar por um F-35 global e sem dependência crítica dos EUA.

Mas não me parece que o nosso aliado confie assim tanto em nós, e esse sentimento deverá ser retribuído a dobrar.
Abraço
João Pereira
 
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LM

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Re: 6ª Geração
« Responder #511 em: Hoje às 12:22:06 pm »
Vou repetir-me... não comparem a posição de quem já tinha contratos assinados (ou concursos e negociações já decididas) com quem (nós!) estava a começar o processo; e não comparem um avião ter motores, parafusos, alguns sensores de empresas americanas com a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante (e ser 5G, com o desconhecimento da "dependência" que isso acarreta).

Certo.  Mas não nos podemos esquecer, que mesmo sendo propriedade intelectual e em parte material dos EUA, o F35 é um caça global com uma boa parte dos componentes produzidos por empresas de defesa, fora dos EUA,  e com uma linha de montagem em Itália. Mesmo tendo "a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante", com os problemas que acarreta, não deixa de ser um avião feito um pouco por todo o lado. Quando é pensado em deixar cair encomendas, temos de contar com a quebra industrial que isso acarreta para empresas desde o Canada ao Japão. No nosso caso, mesmo a LM tem acenado às industrias de defesa nacional, e esta continua a ter um avanço significativo no que diz respeito a tecnologia, quer perante a SAAB, Airbus ou mesmo Dassault.

O que reforça a maior relutância de quem já tem contratos em recuar - para além de "provocar o urso" (administração americana, não os russos, note-se) - pois têm perdas a considerar também; já nós estamos num momento diferente.

Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 
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Lampuka

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Re: 6ª Geração
« Responder #512 em: Hoje às 12:45:40 pm »
Isto é a prova de que esta gente não sabe o que anda a fazer... e assumem, sem vergonha, nem se desculpando e demitindo.
O trio maravilha europeu. Esta senhora, a dos chips das batedeiras e o Costa.
Depois admiram-se...
Antes de avançarmos em qualquer projecto de defesa comum europeu, onde o ou os G6 serão peças essenciais,  havia que limpar esta gente do poder.
Ninguém votou neles, chegaram lá pela mão dos lobbys, mas são eles que nos representam.
França, Alemanha e Itália têm de ser a base. E o resto acompanhar, a uma só voz.
O problema, para já, é a incompatibilidade entre Macron e Meloni. Porque alinhamento entre Itália e Alemanha parece já existir.
Não tenho dúvidas que a cooperação técnica entre estes três países desenvolveria rapidamente um G6, pelo menos no essencial,  que poderia depois derivar em modelos específicos diferentes. Um pouco como no projecto FREMM,  salvaguardando as óbvias diferenças.

https://x.com/i/status/2016485751651705322
João Pereira
 

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mafets

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Re: 6ª Geração
« Responder #513 em: Hoje às 01:44:15 pm »
Vou repetir-me... não comparem a posição de quem já tinha contratos assinados (ou concursos e negociações já decididas) com quem (nós!) estava a começar o processo; e não comparem um avião ter motores, parafusos, alguns sensores de empresas americanas com a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante (e ser 5G, com o desconhecimento da "dependência" que isso acarreta).

Certo.  Mas não nos podemos esquecer, que mesmo sendo propriedade intelectual e em parte material dos EUA, o F35 é um caça global com uma boa parte dos componentes produzidos por empresas de defesa, fora dos EUA,  e com uma linha de montagem em Itália. Mesmo tendo "a "dependência" do F-35 em "ligar-se" aos servidores do fabricante", com os problemas que acarreta, não deixa de ser um avião feito um pouco por todo o lado. Quando é pensado em deixar cair encomendas, temos de contar com a quebra industrial que isso acarreta para empresas desde o Canada ao Japão. No nosso caso, mesmo a LM tem acenado às industrias de defesa nacional, e esta continua a ter um avanço significativo no que diz respeito a tecnologia, quer perante a SAAB, Airbus ou mesmo Dassault.

O que reforça a maior relutância de quem já tem contratos em recuar - para além de "provocar o urso" (administração americana, não os russos, note-se) - pois têm perdas a considerar também; já nós estamos num momento diferente.
Não só mas também. Existe sempre o outro lado. E embora o F35 seja possível de ser exclusivamente produzido nos EUA, os custos de produção nunca são os mesmos. A LM referiu que após a saída da Turquia do F35, outras empresas passaram a fabricar os cerca de 900 peças que os turcos produziam. Dizem que o aparelho sofreu um atraso de 3 meses, mas nunca referiram quanto é que a empresa em termos de custos foi convidada a gastar a mais. Até porque fazer na Turquia não custa o mesmo que em Espanha ou no Japão.  ;)

Saudações

P.S. E KF21 made in europe?  :mrgreen:

https://www.flightglobal.com/fixed-wing/kai-sees-fa-50-kf-21-supporting-european-rearmament/163384.article

"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/