F-35A Lightning II na FAP

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4605 em: Março 04, 2026, 02:05:10 pm »
Nunca desprezar o grau de fiabilidade do "olhómetro"
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4606 em: Março 05, 2026, 01:57:52 pm »
No que respeita aos F-35 e à necessidade de novas aeronaves para a Força Aérea, em vez de andarmos a esgrimir fotografias sobre qual é o mais bonito, qual fica melhor na foto, qual tem o ar mais agressivo, deviamos fazer a pergunta base:

Qual é o objetivo a atingir com a aquisição dos novos aviões.

Fico com a impressão de que queremos os aviões para ir para a guerra com a Espanha.

Não sabemos para onde vai o mundo, mas não me parece que tenhamos grande hipótese de sobrevivência que não passe pela nossa integração numa estrutura de defesa da Europa.
Gostariamos de contar com os americanos ?
Acho que sim, eu também gostaria ...
O  problema é que o que gostariamos que acontecesse e o que está a acontecer são coisas diferentes e nós não controlamos nenhum dos fatores que vão influenciar o nosso futuro.

Por isso, sem nenhuma decisão tomada eu continuo à espera que me digam quais são as missões que a Força Aérea vai desempenhar no futuro, se o caminho for uma maior integração com a defesa da União Europeia.

Uma estrutura de defesa europeia nunca vai funcionar. Diferenças culturais, linguísticas, zero interesse em perder soberania, zero interesse em queimar a própria indústria de Defesa para financiar a dos grandes, zero interesse em ter os seus cidadãos enviados para a guerra por exigência externa.

Na UE precisas de capacidades estratégicas conjuntas, que os países têm pouca ou nenhuma capacidade de suportar sozinhos. Não de um super hiper mega Exército "tudo ao molho e fé em Deus".

Já as missões da FAP, já disse.

Ou olhamos para as missões actuais que se resumem a policiamento aéreo e à utilização das munições mais baratuchas, e portanto compra-se um caça baratucho só para isso - e neste caso o FA-50 cumpre perfeitamente.

Ou olhamos para o facto de que o futuro caça terá de operar por 35-40 anos, num mundo imprevisível, e olhar para os desenvolvimentos tecnológicos de potenciais adversários (caças, UCAVs furtivos com capacidade BVR, defesas AA terrestres e navais, etc) e adquirimos o meio que mais chances de sobrevivência oferece aos nossos pilotos. Neste caso temos o F-35 como principal candidato, e numa segunda linha o Kaan ou KF-21, que não sendo 5G puros, sempre têm vantagens face aos 4.5G (e serão mais baratos).

Os 4.5G pura e simplesmente não justiticam o preço, para um país que tem um caça 5G como opção que custa o mesmo.
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4607 em: Março 05, 2026, 02:38:26 pm »
A fotografia não tem a ver com beleza ou estética.
Na realidade parece que esta será mais uma limitação do modelo, que os próprios EUA estão a tentar ultrapassar.
Pode continuar a voar/operar, mas com perda de capacidade furtiva. Que vale o que vale, dependendo da missão.
Só que, para o Dc, falar de qualquer coisa menos boa no F35 é um problema.  Pelo menos para ele. É lidar...
Relativamente às missões FAP, as reais e atuais,  e não as fantasias, deveriam ser devidamente tidas em conta na aquisição do novo ou novos caças.
Mais uma vez, o Dc é de extremos. Ou F-35,  que faz tudo e é perfeito.
Ou um coreano.
Europeu,  vai-se lá saber porquê,  nunca. Pior, só brasileiro.  Traumas?
Finalmente,  hoje Trump deu mais um sinal de como considera os aliados. O desgraçado do espanhol não concordou com ele? Simples,  ameaça e tarifa tudo.
E ainda lhe caga na cabeça relativamente à soberania e utilização das bases.
Belo amigo.

Episódio n⁰ 27462939 do Lampuka a fazer figura de estúpido.

Já te foi explicado mais do que uma vez que o que acontece à pintura, supostamente não afecta a furtividade do avião.
Escusado continuares a repetir essa tua "certeza" de que afecta.

O desenvolvimento de novas pinturas RAM tem acontecido há anos, não é por causa do que acontece quando empregues em PAs. O objectivo sempre foi encontrar uma solução que se revelasse mais duradoura (reduzindo custos de manutenção), e que igualassa, ou até tivesse performance superior ao RAM coating actual.

Ninguém disse que o F-35 é perfeito.

E a única pessoa obcecada com a nacionalidade dos caças és tu. Excepto quando fazemos negociatas com a Embraer, aí os produtos europeus já não prestam, vá-se lá saber porquê.

Eu uso critérios técnicos, e factores como o preço. Coisas como sobrevivabilidade, continuidade do suporte para a plataforma nas décadas seguintes (que afecta a sustentação e upgrade das frotas mais tarde), eficácia em combate, multiplicação de força, equilíbrio estratégico nesta região.

Com base nisto, as opções são claras.
Se é para comprar algum avião já - F-35.

Se é para aguardar uns 3 anos para decidir, então é aguentar os F-16 e:
-comprar F-35, caso a proxima administração americana seja decente;
-comprar KF-21 ou Kaan, caso a administração não seja decente.

Se é para saltar para os 6G, então é continuar com F-16 até 2040, seja com a modernização dos actuais para V, ou a compra de V usados (da Grécia por exemplo), ou um misto de ambos, e assim sobrar verba para investir nos 6G.

"Porque não comprar eurocanards em segunda-mão?"
Porque não justificam os custos da aquisição e da criação da nova logística, e qualquer modelo estaria a precisar de modernização, e ia demorar tempo a atingir FOC. Esta opção custaria facilmente o dobro de uma solução F-16V para desenrascar, e oferecia menor margem financeira para qualquer participação num programa 6G.

"Com F-35 ficamos dependentes dos americanos"
Não, porque não só compramos equipamento de várias origens, como a aviação de caça podia ser complementada por UCAVs loyal wingman europeus (quiçá 2 modelos, um low-end e outro high-end), garantindo que a força não pode ser 100% limitada por questões políticas.
 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4608 em: Março 05, 2026, 05:55:41 pm »
A fotografia não tem a ver com beleza ou estética.
Na realidade parece que esta será mais uma limitação do modelo, que os próprios EUA estão a tentar ultrapassar.
Pode continuar a voar/operar, mas com perda de capacidade furtiva. Que vale o que vale, dependendo da missão.
Só que, para o Dc, falar de qualquer coisa menos boa no F35 é um problema.  Pelo menos para ele. É lidar...
Relativamente às missões FAP, as reais e atuais,  e não as fantasias, deveriam ser devidamente tidas em conta na aquisição do novo ou novos caças.
Mais uma vez, o Dc é de extremos. Ou F-35,  que faz tudo e é perfeito.
Ou um coreano.
Europeu,  vai-se lá saber porquê,  nunca. Pior, só brasileiro.  Traumas?
Finalmente,  hoje Trump deu mais um sinal de como considera os aliados. O desgraçado do espanhol não concordou com ele? Simples,  ameaça e tarifa tudo.
E ainda lhe caga na cabeça relativamente à soberania e utilização das bases.
Belo amigo.

Episódio n⁰ 27462939 do Lampuka a fazer figura de estúpido.

Já te foi explicado mais do que uma vez que o que acontece à pintura, supostamente não afecta a furtividade do avião.
Escusado continuares a repetir essa tua "certeza" de que afecta.

O desenvolvimento de novas pinturas RAM tem acontecido há anos, não é por causa do que acontece quando empregues em PAs. O objectivo sempre foi encontrar uma solução que se revelasse mais duradoura (reduzindo custos de manutenção), e que igualassa, ou até tivesse performance superior ao RAM coating actual.

Ninguém disse que o F-35 é perfeito.

E a única pessoa obcecada com a nacionalidade dos caças és tu. Excepto quando fazemos negociatas com a Embraer, aí os produtos europeus já não prestam, vá-se lá saber porquê.

Eu uso critérios técnicos, e factores como o preço. Coisas como sobrevivabilidade, continuidade do suporte para a plataforma nas décadas seguintes (que afecta a sustentação e upgrade das frotas mais tarde), eficácia em combate, multiplicação de força, equilíbrio estratégico nesta região.

Com base nisto, as opções são claras.
Se é para comprar algum avião já - F-35.

Se é para aguardar uns 3 anos para decidir, então é aguentar os F-16 e:
-comprar F-35, caso a proxima administração americana seja decente;
-comprar KF-21 ou Kaan, caso a administração não seja decente.

Se é para saltar para os 6G, então é continuar com F-16 até 2040, seja com a modernização dos actuais para V, ou a compra de V usados (da Grécia por exemplo), ou um misto de ambos, e assim sobrar verba para investir nos 6G.

"Porque não comprar eurocanards em segunda-mão?"
Porque não justificam os custos da aquisição e da criação da nova logística, e qualquer modelo estaria a precisar de modernização, e ia demorar tempo a atingir FOC. Esta opção custaria facilmente o dobro de uma solução F-16V para desenrascar, e oferecia menor margem financeira para qualquer participação num programa 6G.

"Com F-35 ficamos dependentes dos americanos"
Não, porque não só compramos equipamento de várias origens, como a aviação de caça podia ser complementada por UCAVs loyal wingman europeus (quiçá 2 modelos, um low-end e outro high-end), garantindo que a força não pode ser 100% limitada por questões políticas.


Da IA...

"Os problemas de pintura do F-35 estão diretamente ligados à integridade do seu Material Absorvente de Radar (RAM), essencial para manter a sua baixa detetabilidade. Embora o F-35 utilize uma tecnologia avançada onde parte deste material é integrada diretamente nos painéis de compósito, a camada superficial ainda enfrenta desafios críticos que podem comprometer a furtividade.
Principais Problemas de Pintura e Revestimento
Danos por Voos Supersónicos: Em velocidades elevadas (Mach 1.3+), o calor gerado pelo atrito aerodinâmico causou bolhas e descamação no revestimento da cauda horizontal e da estrutura traseira, especialmente nos modelos F-35B e F-35C.
Corrosão e Oxidação: O revestimento contém partículas de ferro para absorver ondas de radar. Em ambientes marítimos (porta-aviões), a humidade e o sal podem causar a oxidação destas partículas, resultando em manchas acastanhadas que parecem ferrugem.
Desgaste Operacional: O uso frequente, a exposição a fluidos (óleo, combustível) e até o caminhar das equipas de manutenção sobre a aeronave podem degradar a superfície.
Manutenção Intensiva: Riscos, lascas ou qualquer irregularidade na superfície, mesmo milimétrica, podem refletir ondas de radar. A reparação exige processos precisos e ferramentas de medição portáteis para garantir que a assinatura de radar não foi alterada.
Relação com a Perda de Furtividade
Aumento da Assinatura de Radar (RCS): A função da "pintura" é converter a energia eletromagnética do radar em calor. Se o revestimento descascar ou estiver danificado, as ondas de radar batem diretamente na estrutura metálica ou nos ângulos internos, tornando o avião muito mais visível.
Limitações Táticas: Para evitar danos graves ao revestimento furtivo, o Pentágono impôs limites de tempo para voos supersónicos em certas variantes, o que pode restringir a capacidade de interceptação da aeronave em combate real.
Vulnerabilidade Térmica: Danos no revestimento também podem afetar a assinatura infravermelha (calor), facilitando a deteção por sensores térmicos inimigos.

 
Para mitigar estes problemas, o Gabinete do Programa Conjunto (JPO) introduziu um novo revestimento projetado para ser mais durável e resistente à descoloração e corrosão em ambientes severos. "

Meu caro,  o único a fazer papel de estúpido aqui és tu.

E dada a persistência,  começo a admitir que seja um mal crónico.

Podes dar as voltas que quiseres.  O problema existe,  é factual e reconhecido.

A influência na operacionalidade é  relativa.

A partir daí,  não sei porque insistes. Fazer o quê...  :bang:
João Pereira
 

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LM

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4609 em: Março 05, 2026, 07:13:32 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 
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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4610 em: Março 06, 2026, 12:00:01 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?

https://min.news/en/military/08a84e31fa37f68b1c21c8ac4054e722.html#google_vignette

A Ideia era o KF21 Block III ser um caça 5G (o Block I seria de superioridade aérea e o Block II de ataque de superfície). O ser comparável é sempre relativo, porque existem sempre diferenças internas e externas (por exemplo para mim o F22 tem logo uma vantagem sobre o F35, apesar deste ultimo ser o investimento primordial da Usaf: o escape vetorial e a assinatura IR do mesmo). Agora como os sul coreanos operam o F35, tendencialmente vão tentar replicar muita coisa. Certo que o Kf21 não tem para já encomendas, mas os Polacos e Sauditas estão interessados (assim como os espanhóis no Kaan)

https://min.news/en/military/08a84e31fa37f68b1c21c8ac4054e722.html#google_vignette

 No que  diz respeito ao Kaan, parece-me que o caminho face às dúvidas sobre os turcos é o que a Espanha está a fazer com o hurjet: Compra o aparelho e entrega-lhe o máximo de componentes possíveis da Airbus e da sua própria indústria. Não será certamente um F35 mas com certeza será pelo menos superior a um Su57 (seja como for a Indonésia encomendou 48).

https://seasia.co/short/indonesia-signs-us10-billion-agreement-to-purchase-48-turkiyes-kaan-fighter-jets

https://en.wikipedia.org/wiki/KAI_KF-21_Boramae





Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4611 em: Março 06, 2026, 12:57:40 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?

Para mim o problema do KAAn é o motor, sem os norte-americanos eles não vão conseguir produzir em série tão cedo.

É provável que não vá haver Block III. Falasse que após o Block II, eles passem para outro projecto de um caça de 6ª geração.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4612 em: Março 06, 2026, 01:28:56 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?

Para mim o problema do KAAn é o motor, sem os norte-americanos eles não vão conseguir produzir em série tão cedo.

É provável que não vá haver Block III. Falasse que após o Block II, eles passem para outro projecto de um caça de 6ª geração.

Metem um motor dos bifes ou francês. Até o gripen já se fala com um motor da R&R.

https://www.military-stuff.org/how-rolls-royce-turned-the-gripen-e-into-a-pentagon-nightmare/

O Kaan provavelmente regressando a Turquia ao programa F35, ficará por quanto muito, pela substituição de caças como o F4 e o F5. Até porque, além dos custos de desenvolvimento são 100 milhões a unidade (o F35 está nos 80 milhões).

https://defencesecurityasia.com/en/kaan-price-turkiye/

Não sei se as encomendas firmes de nações como a dos Emirados ou mesmo a Polónia, não fariam os Sul Coreanos mudar de ideias e avançar com o Kf21 Block III. Então de Indonésia e Malásia se chegaram á frente, nem que seja apenas para exportação.

https://defencesecurityasia.com/en/south-korea-uae-kf21-15billion-fighter-alliance/#google_vignette

https://aerospaceglobalnews.com/news/kf21-boramae-fighter-jet-indonesia-order-poland-test-flight/

https://defence-blog.com/south-korea-buys-20-more-kf-21-fighter-jets/

Citar
The KF-21 has already attracted interest from Poland, Peru, and the United Arab Emirates, where potential buyers are seeking alternatives to more costly Western fifth-generation platforms. While no export contracts have been finalized, these countries have reportedly shown interest in the aircraft’s blend of advanced capability and affordability.

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4613 em: Março 06, 2026, 03:14:56 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?

Para mim o problema do KAAn é o motor, sem os norte-americanos eles não vão conseguir produzir em série tão cedo.

É provável que não vá haver Block III. Falasse que após o Block II, eles passem para outro projecto de um caça de 6ª geração.

Metem um motor dos bifes ou francês. Até o gripen já se fala com um motor da R&R

Não estou lembrado de um único motor europeu com as características do escolhido norte-americano. Na verdade eu já tinha feito uma comparação entre o motor usado pelo EF, o Rafale e o KAAN as características eram bastante diferentes.

Citar
https://www.military-stuff.org/how-rolls-royce-turned-the-gripen-e-into-a-pentagon-nightmare/

O Kaan provavelmente regressando a Turquia ao programa F35, ficará por quanto muito, pela substituição de caças como o F4 e o F5. Até porque, além dos custos de desenvolvimento são 100 milhões a unidade (o F35 está nos 80 milhões).

https://defencesecurityasia.com/en/kaan-price-turkiye/

Não sei se as encomendas firmes de nações como a dos Emirados ou mesmo a Polónia, não fariam os Sul Coreanos mudar de ideias e avançar com o Kf21 Block III. Então de Indonésia e Malásia se chegaram á frente, nem que seja apenas para exportação.

https://defencesecurityasia.com/en/south-korea-uae-kf21-15billion-fighter-alliance/#google_vignette

https://aerospaceglobalnews.com/news/kf21-boramae-fighter-jet-indonesia-order-poland-test-flight/

https://defence-blog.com/south-korea-buys-20-more-kf-21-fighter-jets/

Citar
The KF-21 has already attracted interest from Poland, Peru, and the United Arab Emirates, where potential buyers are seeking alternatives to more costly Western fifth-generation platforms. While no export contracts have been finalized, these countries have reportedly shown interest in the aircraft’s blend of advanced capability and affordability.

Saudações

Tudo é possível, mas as últimas vinda da Coreia eram mesmo essas.

 :arrow: https://x.com/mason_8718/status/2018688961615651110?s=20
« Última modificação: Março 06, 2026, 03:17:26 pm por Cabeça de Martelo »
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4614 em: Março 06, 2026, 04:38:05 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?

Para mim o problema do KAAn é o motor, sem os norte-americanos eles não vão conseguir produzir em série tão cedo.

É provável que não vá haver Block III. Falasse que após o Block II, eles passem para outro projecto de um caça de 6ª geração.

Metem um motor dos bifes ou francês. Até o gripen já se fala com um motor da R&R

Não estou lembrado de um único motor europeu com as características do escolhido norte-americano. Na verdade eu já tinha feito uma comparação entre o motor usado pelo EF, o Rafale e o KAAN as características eram bastante diferentes.

Citar
https://www.military-stuff.org/how-rolls-royce-turned-the-gripen-e-into-a-pentagon-nightmare/

O Kaan provavelmente regressando a Turquia ao programa F35, ficará por quanto muito, pela substituição de caças como o F4 e o F5. Até porque, além dos custos de desenvolvimento são 100 milhões a unidade (o F35 está nos 80 milhões).

https://defencesecurityasia.com/en/kaan-price-turkiye/

Não sei se as encomendas firmes de nações como a dos Emirados ou mesmo a Polónia, não fariam os Sul Coreanos mudar de ideias e avançar com o Kf21 Block III. Então de Indonésia e Malásia se chegaram á frente, nem que seja apenas para exportação.

https://defencesecurityasia.com/en/south-korea-uae-kf21-15billion-fighter-alliance/#google_vignette

https://aerospaceglobalnews.com/news/kf21-boramae-fighter-jet-indonesia-order-poland-test-flight/

https://defence-blog.com/south-korea-buys-20-more-kf-21-fighter-jets/

Citar
The KF-21 has already attracted interest from Poland, Peru, and the United Arab Emirates, where potential buyers are seeking alternatives to more costly Western fifth-generation platforms. While no export contracts have been finalized, these countries have reportedly shown interest in the aircraft’s blend of advanced capability and affordability.

Saudações

Tudo é possível, mas as últimas vinda da Coreia eram mesmo essas.

 :arrow: https://x.com/mason_8718/status/2018688961615651110?s=20

São de facto diferentes mas em caso de vacas magras.  ;)

https://www.secretprojects.co.uk/threads/comparison-of-modern-fighter-turbofans.37652/

Os turcos também com a escolha do F110 para o Kaan, provavelmente, fizeram as contas aos F16 que usam, e que podem lhes dar uma maior quantidade de motores e peças disponíveis, além de uma linha logística semelhante. Além de ser feito na Turquia.

https://en.wikipedia.org/wiki/General_Electric_F110

https://en.wikipedia.org/wiki/Tusa%C5%9F_Engine_Industries

Não estou a ver o EAU a patrocinarem um caça de geração 4++ quando têm vários disponíveis (fala-se em comprarem o Rafale ou o Typhoon). Aliás, as informações que existem é, quererem um caça de geração 5, inclusive piscando o olho ao Kaan, como complemento aos tais 4,5G.

https://defencesecurityasia.com/en/uae-eyes-game-changing-entry-into-turkeys-kaan-fighter-jet-program/

https://www.turkiyetoday.com/region/uae-pivots-from-f-35-hopes-to-kf-21-and-kaan-fighter-programs-report-3205459

Citar
The United Arab Emirates (UAE) has quietly shifted away from acquiring F-35 stealth fighters, instead pursuing partnerships with South Korea's KF-21 program and expressing interest in Türkiye's KAAN fifth-generation fighter project.

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4615 em: Março 06, 2026, 06:03:56 pm »
Da IA...

"Os problemas de pintura do F-35 estão diretamente ligados à integridade do seu Material Absorvente de Radar (RAM), essencial para manter a sua baixa detetabilidade. Embora o F-35 utilize uma tecnologia avançada onde parte deste material é integrada diretamente nos painéis de compósito, a camada superficial ainda enfrenta desafios críticos que podem comprometer a furtividade.
Principais Problemas de Pintura e Revestimento
Danos por Voos Supersónicos: Em velocidades elevadas (Mach 1.3+), o calor gerado pelo atrito aerodinâmico causou bolhas e descamação no revestimento da cauda horizontal e da estrutura traseira, especialmente nos modelos F-35B e F-35C.
Corrosão e Oxidação: O revestimento contém partículas de ferro para absorver ondas de radar. Em ambientes marítimos (porta-aviões), a humidade e o sal podem causar a oxidação destas partículas, resultando em manchas acastanhadas que parecem ferrugem.
Desgaste Operacional: O uso frequente, a exposição a fluidos (óleo, combustível) e até o caminhar das equipas de manutenção sobre a aeronave podem degradar a superfície.
Manutenção Intensiva: Riscos, lascas ou qualquer irregularidade na superfície, mesmo milimétrica, podem refletir ondas de radar. A reparação exige processos precisos e ferramentas de medição portáteis para garantir que a assinatura de radar não foi alterada.
Relação com a Perda de Furtividade
Aumento da Assinatura de Radar (RCS): A função da "pintura" é converter a energia eletromagnética do radar em calor. Se o revestimento descascar ou estiver danificado, as ondas de radar batem diretamente na estrutura metálica ou nos ângulos internos, tornando o avião muito mais visível.
Limitações Táticas: Para evitar danos graves ao revestimento furtivo, o Pentágono impôs limites de tempo para voos supersónicos em certas variantes, o que pode restringir a capacidade de interceptação da aeronave em combate real.
Vulnerabilidade Térmica: Danos no revestimento também podem afetar a assinatura infravermelha (calor), facilitando a deteção por sensores térmicos inimigos.

 
Para mitigar estes problemas, o Gabinete do Programa Conjunto (JPO) introduziu um novo revestimento projetado para ser mais durável e resistente à descoloração e corrosão em ambientes severos. "

Meu caro,  o único a fazer papel de estúpido aqui és tu.

E dada a persistência,  começo a admitir que seja um mal crónico.

Podes dar as voltas que quiseres.  O problema existe,  é factual e reconhecido.

A influência na operacionalidade é  relativa.

A partir daí,  não sei porque insistes. Fazer o quê...  :bang:

Tu leste sequer, ou só fizeste copy paste?

É que em lado nenhum de todo esse monte de palha, fala numa correlação entre a mudança de cor da pintura, com a perda de furtividade.

A perda de furtividade que fala, é quando a pintura sofre danos, mencionando alguns exemplos que podem causar esses danos. Também não se sabe quão severa seria a perda de furtividade em caso de danos à cobertura RAM. Mas tu saltas para a narrativa de que uma lasca na pintura e o F-35 passa a ter o RCS dum B-52. Não é assim que funciona.

A IA várias vezes comete erros graves. Usares um resumo IA como certeza de que a mudança da cor do avião afecta a furtividade, não tem qualquer lógica.

E a questão é esta. Tu não questionas se a mudança da cor devido à oxidação da camada superior da cobertura, afecta ou não a furtividade, e o quanto afecta. Tu vens aqui debitar certezas de que afecta, e que afecta severamente.

De onde tiras as certezas? Certamente o mesmo sítio de onde tiras a grande maioria das participações absurdas que fazes aqui.
 

*

dc

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Re: F-35A Lightning II na FAP
« Responder #4616 em: Março 06, 2026, 06:51:57 pm »
A vossa "fé" no Kaan continua a espantar-me... não vejo como a indústria turca consegue "queimar etapas" para ter algo similar ao F-35 em integração de sensores e, especialmente, em materiais próprios da 5G - pinturas RAM, como referido, por exemplo; eu percebo que a "aerodinâmica" do Kaan já é um grande avanço face ao Eurofighter, mas (deve) faltar muita coisa outra coisa (face ao F-35).

Já na indústria coreana tenho mais confiança; mas mesmo o KF-21 Block II é muitas vezes classificado como um "4.5++", tendo é certo um "radar cross-section (RCS)" reduzido - talvez o Block III já seja muito comparável ao F-35A Block 4?

Não é uma questão de ter fé. É perceber que numa comparação directa, o Kaan e o KF-21 terão mais sobrevivabilidade que os 4.5G, e conseguem-na supostamente com custos de aquisição inferior.

Entre os 2, o KF-21 Block II seria a minha preferência, por me parecer mais adiantado, e menos ambicioso de momento (menos riscos), além de já ter certificada a inclusão de armamento europeu como o Meteor.

Se a ideia é ter uma FAP de segunda linha, este cumpre, a um custo menor, e com maior sobrevivabilidade.

Nenhum deles será equiparável ao F-35. Mas também não é esse o objectivo, já que estamos a olhar para as opções disponíveis num prazo relativamente curto, e que consigam ser um meio termo entre os 4.5G e os 5G.


Depois temos as fantasias de operar 2 modelos de caças. Parece-me que a única maneira disto acontecer, é acabar por adquirir um avião de treino a jacto, supersónico e decentemente armado/equipado.

Formar um mix hi-low com 24-32 F-35 + 12 FA-50, ou em alternativa 24-32 KF-21 + 12 FA-50, seria relativamente plausível, graças ao preço simpático do FA-50.

O M-346FA também é bom, mas é caro.