Por aqui exige-se que um navio científico/auxiliar, assumidamente não combatente, tenha a capacidade de se defender em cenários de alta intensidade... e então colocam-se cenários virtuais.
Como se a versão militarizada prevista do mesmo tivesse ela própria essa mesma capacidade nos TO's atuais.
É só ver o que se está a passar nos arredores (distantes) do Irão, em que uma fortaleza naval americana, já de si a uma distância considerável de território inimigo, debandou mais umas centenas largas de quilómetros para se distanciar ainda mais assim que foi supostamente alvejada por mísseis.
Mas insiste-se na minorização das capacidades do D. João II, como se a sua função estivesse relacionada com aquilo que depois escrevem.
Era só colocar-lhe um radar melhor, umas Phalanx e uns VLS e já faria toda a diferença...
Tanta palavra para dizer asneira.
Ninguém disse em lado nenhum que o PNM tem que se defender em cenários de alta intensidade. Se tu interpretaste isso, é mesmo défice cognitivo.
Depois, uma guerra de alta intensidade, tem vários níveis de ameaça, dependendo do local e/ou da proximidade da linha da frente. Uma guerra mundial pode envolver várias frentes com níveis de intensidade diferentes. O nível de ameaça pode reduzir-se à medida que conseguires degradar as capacidades do adversário.
Se tu não sabes distinguir a linha da frente do resto, lá está, é défice cognitivo.
No caso português, o PNM foi desenhado para ter também utilidade militar, basta ver a intenção de poder transportar ST5.
O "navio científico" foi pintado da mesma cor que qualquer outro navio de guerra da Marinha. O navio em si tem um design semelhante a um LHD, navio que é obviamente considerado militar.
Navio este que na Marinha terá certamente algum tipo de participação em cenários de baixa intensidade.
Cenários de baixa intensidade que hoje em dia podem envolver drones, acessíveis a qualquer grupo terrorista.
Os NRE+ partilham o esquema de pintura, e têm dimensão e deslocamento parecidos ao do PNM, e todos estes têm/podem ter funções logísticas. Os NRE+ são navios para "alta intesidade", mas o PNM já não é?
Tirando os Phalanx, na prática não há diferença na capacidade de sobrevivência entre os 2 tipos de navio, ou mesmo muitos LPDs/LHDs.
Gostava que nos explicasses qual é a diferença entre um NRE+, apenas com algum armamento defensivo, abastecer fragatas a centenas de kms da linha da frente de alta intensidade, e um PNM, com algum armamento defensivo, a desempenhar funções logísticas ou de vigilância com os seus drones nas nossas águas.
Se calhar vais descobrir que as guerras não são unidimensionais.
É engraçado que para os caças, a parte da alta intensidade não importa para nada, nem sequer existe, mas para o PNM só existe alta intensidade.