...para além das velinhas de cera e da reserva de água que tenho em casa, tenho ainda todo o material que usava quando até 2020 trabalhava no estrangeiro por meses a fio em sítios isolados e em condições rudes. Conseguia viver com bastante conforto graças a um painel solar de 160W ligado a uma bateria de descarga lenta que me alimentava um pequeno frigorifico a compressão, uma pequena TV, etc.
Para o aquecimento tinha (tenho) um aquecedor a petróleo, e se o petróleo acabasse (nunca acabou) ia à lenha

Entretanto modernizei-me e comprei uma
portable power station Bluetti AC180 (passe a publicidade) que já vem com um painel solar portátil de 200W .
Eu não acho necessário o pessoal investir em material especifico para o sobrevivencialismo. Temos todos em casa a maior parte do que é necessário, ou deveríamos ter. Quando houve o apagão houve muita gente que não tinha um radio a pilhas ou se o tinha, faltavam-lhes as pilhas.
Quanto à comida, também não vejo necessidade de pagar uma fortuna por porcarias (peço desculpa) tipo barras energéticas, e mais não sei o quê do género. Tenham a despensa bem aprovisionada do essencial que costumam gastar no dia-a-dia para não ter que fazer figuras de urso nas bichas do supermercado. A maior parte dos produtos que gastamos tem prazos de validade muito grandes.
Uma coisa MUITO importante é a variedade,...o que vos vai permitir de variar os
menus ao longo dos dias se for o caso disso. Quando se está confinado muito tempo no mesmo sítio é muito importante ter comida variada, boa e saborosa.
Outra coisa muito importante é ter meios de distração : livros, filmes, música, jogos.
Da minha experiência pessoal retenho uma coisa : muitos dos meus colegas, obrigados como eu a permanecer durante semanas em relativo isolamento iam-se abaixo psicologicamente, ou seja, não aguentavam o estresse da solidão ou de estar sempre a aturar as mesmas caras o que muitas vezes gerava conflitos. Situações destas aconteceram frequentemente durante o Covid, onde pessoas mesmo da mesma familia andavam à chapada dentro de casa porque se saturavam uns dos outros.