Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #60 em: Junho 20, 2019, 04:31:44 pm »
Transferência das seções 3 e 4 do submarino Humaitá (S-BR2)


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A ICN – Itaguaí Construções Navais concluiu ontem (19/6) a transferência das seções do Submarino Humaitá (S41) da fábrica para o estaleiro, dando início a fase final de preparação para a união final de todas seções, formando o casco resistente da embarcação.

As seções 3 e 4 representam a parte de vante do submarino, abrigando importantes elementos como a sala de controle, mastros, periscópio e os tubos de lançamento de torpedos, entre outros equipamentos de navegação.

Juntas, as seções pesam mais de 440 toneladas e têm aproximadamente 30 metros de comprimento.

Ao final da fabricação, o Humaitá terá 72 metros de comprimento e irá deslocar uma massa de aproximadamente 2 mil toneladas, tendo sua previsão de entrega para o segundo semestre de 2020.

As equipes da Marinha do Brasil e ICN – Itaguaí Construções Navais em especial aos Integrantes da UFEM (Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas), tiveram papel fundamental em mais esse importante avanço industrial para a conclusão do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha – PROSUB.

 :arrow: https://www.naval.com.br/blog/2019/06/20/transferencia-das-secoes-3-e-4-do-submarino-humaita-s-br2/
 

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #61 em: Junho 23, 2019, 05:48:45 pm »
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Vídeo – Transferência das seções 3 e 4 do Submarino ‘Humaitá’


 :arrow:  https://www.defesaaereanaval.com.br/naval/video-transferencia-das-secoes-3-e-4-do-submarino-humaita
 

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #62 em: Agosto 08, 2019, 01:07:18 pm »
Submarino Riachuelo (S40) iniciará os testes de mar em agosto


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O Jane’s noticiou que a construtora naval brasileira Itaguaí Construções Navais (ICN) – uma joint venture entre o Naval Group e a Odebrecht Engenharia e Construção – e a Marinha do Brasil iniciarão em agosto os testes no mar do Riachuelo (S40), primeiro dos quatro submarinos de ataque diesel-elétricos S-BR (classe Scorpène modificado) do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Os testes no mar estão programados para durar até o primeiro semestre de 2020, enquanto o comissionamento do submarino está programado para outubro de 2020, informou a Marinha.

O Riachuelo foi lançado em cerimônia realizada no Complexo Naval de Itaguaí em 14 de dezembro de 2018.

Um torpedo pesado F21 de 533 mm do Naval Group e um mock-up de um míssil antinavio MBDA Exocet SM39 Bloco 2 Mod 2 serão lançados durante os testes de mar do Riachuelo, informou a Marinha.

O Riachuelo será seguido pelos submarinos Humaitá (S41), com lançamento previsto para 2020, o Tonelero (S42) em 2021 e o Angostura (S43) em 2022.

Perfil do submarino Riachuelo S40.

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2019/08/07/submarino-riachuelo-s40-iniciara-os-testes-de-mar-em-agosto/
 
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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #63 em: Setembro 27, 2019, 01:59:12 pm »
Submarino Riachuelo inicia provas de mar


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O submarino Riachuelo (S40), primeiro dos quatro submarinos de ataque diesel-elétricos S-BR (classe Scorpène modificado) do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), iniciou hoje suas provas de mar.

Os testes no mar estão programados para durar até o primeiro semestre de 2020, enquanto o comissionamento do submarino está programado para outubro de 2020.

O Riachuelo foi lançado em cerimônia realizada no Complexo Naval de Itaguaí em 14 de dezembro de 2018.

Um torpedo pesado F21 de 533 mm do Naval Group e um mock-up de um míssil antinavio MBDA Exocet SM39 Bloco 2 Mod 2 deverão ser lançados durante os testes de mar do Riachuelo, informou a Marinha.

O Riachuelo será seguido pelos submarinos Humaitá (S41), com lançamento previsto para 2020, o Tonelero (S42) em 2021 e o Angostura (S43) em 2022.

FONTE: https://www.naval.com.br/blog/2019/09/25/submarino-riachuelo-inicia-provas-de-mar/
 

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #64 em: Outubro 17, 2019, 02:33:33 pm »
Marinha conclui o processo de união das seções do submarino ‘Humaitá’


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A Marinha do Brasil concluiu, na tarde de hoje (11), uma importante etapa da construção do Submarino “Humaitá” (SBR-2), o segundo dos quatro previstos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Em cerimônia realizada no Complexo Naval de Itaguaí (RJ), houve a união das cinco seções que integram o submarino.

O evento contou com a presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro; do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo; do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior; do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar, Antonio Carlos Moretti Bermudez; do Comandante Militar do Leste, General de Exército Júlio Cesar de Arruda; do Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; e do Diretor Presidente da Itaguaí Construções Navais, André Portallis.

O Comandante da Marinha afirmou em seu discurso que o cumprimento dessa etapa do PROSUB é motivo de honra para a Força Naval. “A integração final das seções do ‘Humaitá’, além de efetivar uma operação de elevada sofisticação tecnológica, reitera o êxito de um complexo processo de absorção de tecnologia e conhecimento de valor estratégico”, afirmou. O Almirante Ilques também ratificou a relevância do submarino para a indústria de Defesa nacional. “O submarino ‘Humaitá’ possui a seção de tubos de torpedos integralmente fabricada no País – fato inédito na nossa história de construção de submarinos”, disse.

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, destacou que o PROSUB permitiu a transferência de tecnologia em diversas áreas e enfatizou a relevância do programa para o Brasil. “É importante destacar que o PROSUB não se limita à construção de submarinos, mas transcende esse escopo contemplando a construção de um complexo industrial e de apoio com estaleiros, uma base naval e uma unidade de fabricação de estruturas metálicas, o que já vem trazendo grande desenvolvimento socioeconômico ao município de Itaguaí, ao estado do Rio de Janeiro e ao nosso País”, declarou.

Após acionar a alavanca que deu início à união das seções, o Presidente Jair Bolsonaro destacou o fato de o “Humaitá” ter sido construído no Brasil. “Hoje não seria muito dizermos ‘dê ao povo brasileiro meios e liberdade que ele elevará o Brasil’. A prova material disso está aqui à minha frente [o submarino] – trabalho do povo brasileiro, do mais gabaritado engenheiro ao mais humilde trabalhador”, afirmou.




Sobre o PROSUB


O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) prevê a construção de cinco submarinos – quatro de propulsão elétrica e um, de nuclear. O primeiro, “Riachuelo”, foi lançado ao mar no final de 2018 e está em fase de testes.

FONTE: Marinha do Brasil  - https://www.naval.com.br/blog/2019/10/11/marinha-conclui-o-processo-de-uniao-das-secoes-do-submarino-humaita/
 

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #65 em: Outubro 17, 2019, 02:35:23 pm »
 

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #67 em: Novembro 22, 2019, 02:12:37 pm »
FOTOS: Primeira imersão estática do Submarino Riachuelo


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O submarino Riachuelo, primeiro das quatro unidades de propulsão diesel-elétrica em construção no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil (PROSUB), realizou hoje (20/11) seu primeiro teste de Imersão Estática, procedimento decisivo na avaliação de sua estabilidade no mar.

O teste foi realizado em área marítima próxima ao Complexo Naval de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, litoral Sul do estado do Rio de Janeiro. Esta é a primeira de uma série de avaliações que precederão a entrega definitiva do Riachuelo ao Setor Operativo – Comando da Força de Submarinos, prevista para o segundo semestre de 2020.

A imersão estática do Riachuelo consiste na admissão controlada da água nos tanques de lastro do submarino, até a sua imersão completa, sem utilizar sua propulsão.

Desse modo, é possível aferir não apenas a estanqueidade e estabilidade do submarino quando mergulhado, mas também coletar dados sobre o volume de água que foi admitido nos tanques internos, essenciais para o conhecimento do seu deslocamento total.

FONTE:  https://www.naval.com.br/blog/2019/11/20/fotos-primeira-imersao-estatica-do-submarino-riachuelo/




 
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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #68 em: Novembro 27, 2019, 11:32:47 am »
O Primeiro teste de submersão estática do submarino Riachuelo


Durante quase um ano, engenheiros e técnicos da Itaguaí Construções Navais (ICN) estiveram, em cooperação com a Marinha do Brasil (MB), trabalhando na montagem e testes dos sistemas eletrônicos, mecânicos e hidráulicos do submarino Riachuelo.

Passado este período de finalizações, que incide desde o seu lançamento ao mar, o submarino realizou na última quinta-feira (21) o seu primeiro teste de submersão estática.

“O Riachuelo é uma combinação da tecnologia francesa com as necessidades da Marinha do Brasil (MB), para proteger o precioso patrimônio da ‘Amazônia Azul’ “, falou o diretor-presidente da ICN, André Portalis, durante breve explanação a imprensa antes do embarque.

A força de trabalho para a construção e o desenvolvimento dos quatro submarinos convencionais é algo entorno de 17 mil pessoas, que trabalham em uma instalação industrial de última geração, para a construção de submarinos ultramodernos. São mais de 520 mil m² de oficinas, cais e meios industriais voltados para o projeto.

O início do teste

As 8h30 o submarino começou a ser desatracado do cais 13, localizado no Complexo Naval de Itaguaí. Dois rebocadores fizeram a vez de motor e leme do navio (neste tipo de teste de imersão estática, o submarino não usa nenhum tipo de propulsão), conduzindo-o até um ponto onde fica uma bóia.

No local, afastado oito quilômetros da costa, o submersível fora fundeado para que se pudesse começar o mergulho de 15 metros, a chamada profundidade de periscópio. Apesar de muitas funções a bordo ainda não estarem operacionais, os tripulantes aproveitam cada momento para aperfeiçoar o treinamento.

“Esse teste é extremamente importante porque é nele que a gente vai conseguir medir a estabilidade do submarino. A gente vai conseguir mensurar se o que foi projetado está correspondendo com a realidade, e que a gente possa continuar com os outros testes em segurança”, explicou o comandante do submarino, capitão de fragata Vale.

O submarino nacional

O navio desloca 1.870 toneladas e mede 72 mts. Pode alcançar velocidade de até 37 km / h (20 nós).  Projetado para ter autonomia de até 70 dias no mar, com uma tripulação de 35 militares, o “Riachuelo”, possui em seu arsenal: torpedos pesados, misseis de longo alcance e faz a deposição de minas.

Quando esta nova frota de submergíveis, começou a ser pensada, por volta de 2007, fora colocado que esta nova arma teria como elemento básico, a dissuasão naval.

As características de sua furtividade, imprevisibilidade e poder de fogo, são fundamentais nas ações de: vigilância, patrulha e eventual ataque de interdição. Mesmo contra inimigos de maior porte, a efetividade é garantida pela habilidade.








 :arrow:  https://www.defesa.tv.br/primeiro-teste-de-submersao-estatica-do-submarino-riachuelo/
« Última modificação: Novembro 27, 2019, 11:33:46 am por Vitor Santos »
 

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #70 em: Abril 29, 2020, 05:58:22 pm »
Marinha detalha os próximos passos do Prosub para 2020


Por Davi de Souza – Petronoticias

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil terá novos e importantes avanços ao longo de 2020. Nesta terça-feira (28), o Petronotícias publica uma entrevista exclusiva com o Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen.

À frente do órgão desde o ano passado, ele detalha quais foram os avanços obtidos no primeiro ano de sua gestão e revela os próximos passos: a ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira; a transferência do Submarino “Riachuelo” para o Setor Operativo; o lançamento ao mar do Submarino “Humaitá”; e a união das seções de casco do Submarino “Tonelero”.

Sobre submarino nuclear, Olsen afirma que o projeto “entra na fase inicial do seu projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade”. O Almirante também contou que a Marinha está desenvolvendo a capacidade de projetar e construir pequenos reatores nucleares no Brasil. “Esses reatores poderão ser utilizados tanto na propulsão de submarinos quanto em centrais nucleares para a produção de energia elétrica e dessalinização de água, em regiões não atendidas pela rede nacional de distribuição de energia”, explicou.

Almirante, gostaria de pedir que o senhor destacasse as principais atividades e avanços da DGDNTM ao longo do seu primeiro ano (2019) à frente do órgão.

O ano de 2019 deu continuidade a avanços expressivos no âmbito do Setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, especialmente em razão de sua recente reestruturação. Esse processo promoveu a centralização do gerenciamento das atividades clássicas de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), que passaram à subordinação do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ); bem como incorporou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM), sob a responsabilidade do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), atribuindo maior eficiência de gestão para alavancar os projetos em andamento e agregando maior visibilidade junto aos demais atores de CT&I do País.

Entre as realizações das ICT subordinadas ao CTMRJ, vale destacar a fabricação do Equipamento de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) MK3, que será incorporado ao programa de construção das Fragatas Classe Tamandaré; a instalação, os testes de aceitação bem-sucedidos de fábrica, porto e mar, e as autorizações de emprego do Sistema CISNE de sensores e navegação eletrônica em 18 navios da Marinha do Brasil; além da evolução da eletrônica do sonar EDO 997 (SONAT MKII) das Fragatas Classe Niterói e Corveta “Barroso”.

Outro destaque foi a atuação efetiva do Laboratório de Geoquímica Ambiental do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) na análise e mapeamento da poluição por óleo ocorrida nas praias do nordeste brasileiro no segundo semestre de 2019.

LABGENE em construção no inicio de 2018 – imagem de palestra da MB em evento da indústria nuclear

Na área de desenvolvimento do PNM, no âmbito do CTMSP, pode-se salientar a obtenção da licença parcial junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para o avanço da construção do vaso de contenção do reator do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que é o protótipo em terra da planta de propulsão do submarino com propulsão nuclear. Paralelamente, para viabilizar a construção do vaso de contenção, foi assinado um contrato com a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (NUCLEP), que também contou com a participação da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL).

Adicionalmente, merece relevo a continuação das obras civis nos prédios do LABGENE, com a instalação do motor elétrico de propulsão (MEP) no interior do chamado bloco 20, que abriga os componentes do sistema de acionamento elétrico do eixo propulsor do protótipo.

Ainda no que concerne ao submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR), destacam-se o êxito nos testes a quente da bomba de resfriamento do circuito primário do protótipo e a análise de duas propostas apresentadas pelo Naval Group, parceiro francês do PROSUB: a do projeto básico do Complexo de Manutenção Especializado (CME), que oferecerá apoio logístico e operativo ao SN-BR; bem como a proposta relativa às três seções de cais, às subestações e às centrais de utilidades dedicadas ao SN-BR que serão construídas na futura Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM), no Complexo Naval de Itaguaí, Rio de Janeiro.

Visão em corte simplificada do SN-BR. futuro submarino brasileiro com propulsão nuclear

Em 2019, também houve avanços no PROSUB, com a realização dos testes de aceitação de cais e a bem-sucedida imersão estática, que marcou o início dos testes de aceitação no mar do Submarino “Riachuelo”, o primeiro dos quatro meios com propulsão diesel-elétrica previstos no citado Programa. Ao mesmo tempo, houve a integração das seções do segundo submarino, o “Humaitá”, seguida da soldagem final e da união definitiva do casco, ocorrida em outubro de 2019. No âmbito do PROSUB, foi iniciado, ainda, o desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), que dotará o SN-BR.

Tão importantes quanto as etapas cumpridas nos campos tecnológico e industrial foram os avanços na área da Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), no que diz respeito à elaboração do primeiro lote de normas de licenciamento do SN-BR e ao início da estruturação do Centro de Acompanhamento de Respostas a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE), em estrito cumprimento aos requisitos definidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Paralelamente, a Agência obteve, com a sanção da Lei nº 13.976/2020, o amparo legal que necessitava para elaborar o arcabouço regulatório necessário ao licenciamento de meios navais dotados de propulsão nuclear.

Pode nos detalhar um pouco do plano de ações para 2020?

A DGDNTM elaborou para 2020 um Portfólio de Metas integralmente alinhado às diretrizes da Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) da Marinha. Desse Portfólio, na área do PROSUB, as ações planejadas mais relevantes são a ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira; a transferência do Submarino “Riachuelo” para o Setor Operativo; o lançamento ao mar do Submarino “Humaitá”; e a união das seções de casco do Submarino “Tonelero”.

O documento prevê, ainda, a instalação e os testes de mar do sistema sonar ativo SONAT MKII a bordo da Fragata “Defensora” e da Corveta “Barroso”; a entrega do Simulador de Velame Aberto para Saltos de Paraquedas a Grandes Altitudes e também para Saltos Noturnos; o desenvolvimento de um sistema de comunicações submarinas de dados digitais; a finalização, pelo IEAPM, de uma série de estudos de oceanografia física na área marítima de Cabo Frio; e a fabricação do primeiro lote de propelente sólido do tipo compósito (“base bleed”) para munição naval.

Na área do PNM, no que se refere ao LABGENE, estão previstas novas etapas da pré-instalação dos principais equipamentos no bloco onde serão instalados o reator e o circuito primário, denominado “Bloco 40”, além da instalação e montagem do vaso da contenção do reator em si. Também estão previstos o comissionamento de novas subunidades e sua integração com os demais sistemas da Unidade de Fabricação de Hexafluoreto de Urânio (USEXA), no Complexo Nuclear e Industrial de Aramar, em São Paulo, além da produção do primeiro lote de pastilhas de combustível nuclear (UO2) para carregamento do núcleo do reator do LABGENE.

LABGENE e seus equipamentos (clique na imagem para ampliar)

O senhor pode nos atualizar sobre o andamento dos testes de mar do Submarino “Riachuelo”?

Os testes estão sendo executados perseguindo-se a conformidade com o planejamento. Cabe ressaltar que, após o sucesso da imersão estática realizada em 2019, estão em curso os testes dos sistemas de propulsão e geração de energia do “Riachuelo”. Em seguida, serão realizados os testes de navegação na superfície e em imersão, seguindo-se os testes de Imersão a Grande Profundidade e o lançamento de torpedos eletroacústicos do tipo F21. Ao final dessa série de testes, o Riachuelo será transferido para o Setor Operativo da Marinha.

Também gostaria de ouvir do senhor como estão os trabalhos no “Humaitá” (S 41). O lançamento dele ao mar ocorrerá neste ano?

No caso do “Humaitá”, após a soldagem e a integração final do casco realizadas no ano passado, a próxima etapa envolve atividades de alta complexibilidade tecnológica em que se observa a integração de centenas de sistemas e equipamentos, para que o submarino possa ser lançado ao mar em dezembro deste ano.

Para finalizar as questões sobre o PROSUB, pode nos detalhar também acerca do projeto de desenvolvimento do submarino nuclear? Em que fase se encontra?

Concluídos os projetos conceitual e básico, o SN-BR agora entra na fase inicial do seu projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade. Para este ano, está previsto o início da fabricação das seções de qualificação do SN-BR, com o objetivo de se obter a homologação de processos, instalações e de mão de obra que serão utilizados durante a construção.

As seções de qualificação, vale lembrar, não farão parte do submarino, já que, propositalmente, serão submetidas a diversos ensaios destrutivos e não destrutivos que contribuirão para a qualidade e a segurança do projeto. Em paralelo, uma série de outras atividades previstas no processo construtivo do SN-BR continuarão sendo conduzidas, como as já mencionadas etapas sequenciais de trabalho no LABGENE e o enriquecimento isotópico e a fabricação do combustível nuclear para o submarino; o treinamento e qualificação dos futuros operadores da Planta Nuclear Embarcada (PNE); além do projeto e da construção, no País, de equipamentos para a PNE.


Por fim, gostaria de um comentário sobre esse o momento atual do setor nuclear brasileiro. A tecnologia nuclear vem ganhando mais atenção no País. Ao seu ver, quais serão os benefícios para o Brasil a partir dessa postura?

O Setor Nuclear Brasileiro teve um recente ponto de inflexão para o seu desenvolvimento com a retomada das atividades do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). O CDPNB é um colegiado de alto nível, do qual participam onze ministérios, que tem como missão assessorar diretamente o Presidente da República no estabelecimento de diretrizes e metas para o desenvolvimento e acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, a fim de contribuir para o desenvolvimento nacional e para a promoção do bem-estar da sociedade brasileira. Ao longo de pouco mais de dois anos de retomada das suas atividades, o CDPNB tem produzido resultados satisfatórios. O primeiro e mais relevante foi a promulgação da Política Nuclear Brasileira (Decreto nº 9.600, de 5 de dezembro de 2018), utilizada como referência para a reestruturação desse estratégico Setor.

Dessa forma, o CDPNB reúne atributos que o habilita a tratar de temas importantes que impactam no desenvolvimento tecnológico, com especial ênfase na inovação da área nuclear. Destaca-se como característica fundamental desse Comitê a visão ampla de macroprojetos acoplada à articulação interministerial, sob a égide do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para deliberações no nível político mais elevado.

Contextualizando uma das áreas-alvo daquele Comitê, a Marinha do Brasil tem desenvolvido tecnologias visando ao domínio completo do ciclo do combustível nuclear e contribuído para a autossuficiência do País na produção desse material. A Marinha vem desenvolvendo também a capacidade de projetar e construir, no País, pequenos reatores nucleares que permitam o uso pacífico da energia nuclear para a produção de energia elétrica. Esses reatores poderão ser utilizados tanto na propulsão de submarinos quanto em centrais nucleares para a produção de energia elétrica e dessalinização de água, em regiões não atendidas pela rede nacional de distribuição de energia.

Nessa vertente, a CNEN, com o apoio da Marinha e de universidades, iniciou um Projeto de Dessalinização Nuclear de Água, denominado DESSAL, utilizando o calor residual de um reator compacto. Os diferentes componentes do projeto poderão ser usados em prol das seguranças hídrica e alimentar, como já ocorre em países como Canadá, Rússia, Paquistão e Argentina. O DESSAL se mostra um caminho economicamente viável para resolver a escassez de água em nível nacional, já que o Brasil dispõe da sexta maior reserva de urânio do mundo e possui autonomia no enriquecimento e na produção de elementos combustíveis. Importante ressaltar que tais reatores, utilizados de forma modular, representam a tendência atual e estão no foco das atenções internacionais.

Uma segunda possibilidade aponta para a conveniência da flexibilização do monopólio da União quanto à pesquisa e lavra de minérios nucleares. Foi proposta uma minuta de ato normativo para estabelecer os conceitos de “recurso estratégico de minério nuclear” e de “estoque estratégico de material nuclear”, alterando a redação do Decreto nº 90.857, de 24 de janeiro de 1985, cujo objetivo é flexibilizar o monopólio de exploração de urânio, até então sob o domínio exclusivo da União.

Ações propositivas foram adotadas nesse sentido para dinamizar o setor de mineração em geral, como ocorrerá com Santa Quitéria, no Ceará. O Projeto Santa Quitéria é baseado em uma rocha fosfática com urânio associado. O produto principal será o fosfato, que será utilizado para fabricação de fertilizantes e ração animal, e o subproduto será o concentrado de urânio, que será entregue à INB para ser utilizado na fabricação do combustível nuclear para geração de energia elétrica. O empreendimento será realizado com capital privado, de forma controlada e fiscalizada, e em parceria com a própria INB, com perspectivas, segundo a estatal, de aumentar em 10% a produção de fosfato do País.

Mas é relevante destacar que a Mina de Engenho, em Caetité, na Bahia, retomará as atividades de produção do “yellow cake”, matéria-prima para as etapas subsequentes de conversão e enriquecimento de urânio. Após ajustes operacionais realizados em 2019, a INB reduziu a dependência de recursos do Tesouro Nacional, diminuindo significativamente as compras de urânio no exterior e objetivando duplicar a capacidade de beneficiamento do urânio, que atualmente é de cerca de 400 ton/ano.

Enxerga-se na área de segurança energética a terceira perspectiva de crescimento do Setor. Em fase final de definição do modelo a ser adotado para a conclusão de Angra 3, a busca de parceiros está nos últimos ajustes. Assim, espera-se que a assinatura do contrato e a retomada das obras ocorra no segundo semestre deste ano. Angra 3 deve começar a gerar energia em caráter de teste em 2025 e, em janeiro de 2026, deverá ser iniciada sua operação comercial, quando de fato fornecerá energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional. É oportuno salientar que o planejamento energético brasileiro prevê a construção de mais 4 gigawatts de capacidade instalada para geração de energia elétrica por usinas nucleares.

CONTINUA...
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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #71 em: Abril 29, 2020, 06:00:39 pm »


Outro campo com expectativas de crescimento é o setor de medicina nuclear. O desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), fruto da parceria exitosa entre a Marinha, representada pela AMAZUL, a CNEN e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), é um bom exemplo. O RMB será destinado prioritariamente à geração de radioisótopos utilizados para a produção de radiofármacos, empregados na medicina nuclear, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de doenças como o câncer. Uma vez em operação, o RMB economizará divisas relevantes com a eliminação da importação daquela matéria-prima e ampliará o emprego da medicina nuclear às camadas menos favorecidas da sociedade, pois estima-se que somente 30% desses procedimentos contam com a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). Trará também considerável retorno social, com a geração de empregos de elevado nível de especialização nas regiões de Iperó e Sorocaba (SP). O RMB poderá, ainda, ser utilizado para testes de materiais e combustível nuclear.

De modo similar, o êxito dessas parcerias se estende também a outros projetos voltados ao bem-estar social, como o desenvolvimento do irradiador de alimentos (beneficiando notadamente frutas e legumes), que tenham potencial para ingressar em mercados importadores, reduzindo significativamente sua perecibilidade durante o frete.

No que se refere à segurança nuclear, amparada pela legislação, a Marinha ativou a Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), que vem a ser um órgão regulador e fiscalizador, o qual desempenha relevante papel no contexto do licenciamento nuclear e de segurança da plataforma de meios navais e de transporte de combustível nuclear.

A indústria nacional, por fim e não menos importante, se beneficiará diretamente ao participar de todos esses empreendimentos, gerando emprego e renda no Brasil.

FONTE: petronoticias.com.br - https://www.naval.com.br/blog/2020/04/29/marinha-detalha-os-proximos-passos-do-prosub-para-2020/
 
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Vitor Santos

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Re: Programa de Desenvolvimento de Submarinos (SSK/SSN) - PROSUB
« Responder #72 em: Maio 25, 2020, 01:29:49 am »
VÍDEO: Submarino Riachuelo realiza teste de desempenho da propulsão


Mais uma demonstração de superação foi realizada pelo time ICN, que segue trabalhando em regime especial de operação, seguindo todos os protocolos de segurança e preservação da saúde contra a Covid-19.

Dessa vez o marco alcançado foi nos testes do motor elétrico de propulsão, simulando operações do submarino em alto mar.

Agora, falta muito pouco para os testes da Marinha do Brasil, que irá operar o submarino convencional mais moderno do mundo em águas brasileiras.

DIVULGAÇÃO: Itaguaí Construções Navais
 

 

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