Energias Renováveis

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Re: Energias Renováveis
« Responder #30 em: Março 15, 2018, 08:00:13 pm »
Antiga colónia portuguesa funciona 100% com energia solar





A antiga colónia portuguesa de Diu, hoje parte da Índia, funciona exclusivamente com energias renováveis, tendo passado a obter toda a sua eletricidade com base em painéis solares. Agora Diu tornou-se também o primeiro território indiano com excesso de produção de energia com bases em fontes renováveis.

Até 2015, Diu (que é administrada diretamente, em conjunto com Damão, pelo governo federal indiano, não tendo sido integrada em nenhum estado) recebia toda a sua eletricidade do estado vizinho de Gujarat, com quebras de eletricidade frequentes. Tendo apenas 42 quilómetros quadrados de área, as autoridades locais reservaram 20 hectares para a instalação de uma rede de painéis solares, e montaram outros em vários telhados da cidade.

O resultado é que esta instalação gera 10,5 MW diários de eletricidade, suficiente para atender às necessidades dos mais de 50 mil habitantes de Diu, que não consomem mais de 7 MW. Diu pode assim fornecer energia a outros territórios indianos, enquanto a população local viu os custos da eletricidade caírem em 12 por cento face à época em que tinham de importar do Gujarat.


>>>>>>  https://www.motor24.pt/motores/ecologia/antiga-colonia-portuguesa-funciona-100-energia-solar/
 

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Lusitano89

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Re: Energias Renováveis
« Responder #31 em: Março 21, 2018, 10:27:04 am »
Estrume de elefantes e vacas pode servir para fazer papel


O estrume de animais como elefantes ou vacas pode ser uma excelente fonte de celulose para fazer produtos de papel, mais baratos e uma forma ambientalmente limpa de acabar com os detritos.

Os resultados de uma investigação nesse sentido são apresentados hoje no 255.º Encontro Nacional e Exposição da Sociedade Americana de Química (ACS na sigla original), a maior sociedade científica do mundo que se reúne até quinta-feira com 13.000 apresentações científicas na agenda.

A ideia de aproveitar o estrume surgiu na ilha grega de Creta, onde Alexander Bismarck passou férias numa pequena aldeia e reparou que as cabras mascavam ervas secas. “Percebi que o que saía no final era matéria da planta parcialmente digerida, pelo que devia haver celulose”, disse Bismarck, da Universidade de Viena, Áustria.

“Os animais comem biomassa de baixa qualidade contendo celulose, mastigam-na e expõem-na a enzimas e ácidos no seu estômago, e depois produzem estrume. Dependendo do animal, até 40% do estrume é celulose, que é então facilmente acessível”, disse o investigador, acrescentando que é preciso muito menos energia e tratamentos químicos, comparando com a madeira crua, para transformar o material parcialmente digerido em nanofibras de celulose.

Depois de trabalhar com estrume de cabra, Bismarck e Andreas Mautner, ajudados por estudantes de pós-graduação, fizeram experiências com estrume de cavalos, de vacas e até de elefantes.

No caso dos elefantes o fornecimento de matéria prima é substancial nos parques de África, onde centenas de elefantes produzem diariamente toneladas de estrume, e, lembrou Mautner, as grandes explorações pecuárias nos Estados Unidos e Europa produzem autenticas montanhas de estrume.

Os investigadores trataram o estrume com uma solução de hidróxido de sódio (soda cáustica), que remove parcialmente a lignina (macromolécula das plantas, que pode depois ser usada como fertilizante ou combustível) e outras impurezas, incluindo proteínas e células mortas.

Para remover completamente a lignina e fazer a polpa branca para o papel o material tem de ser branqueado com hipoclorito de sódio (um desinfetante, conhecido por água sanitária). E praticamente não é necessária moagem para criar as nanofibras para o papel.

“É necessária muita energia para moer a madeira e fazer a nanocelulose”, salientou Mautner, acrescentando que com o estrume se reduzem as etapas para fazer a pasta de papel, porque o animal já mastigou a planta e a atacou com vários enzimas.

“Produz-se nanocelulose mais barata com as mesmas ou melhores propriedades que a nanocelulose da madeira e com menos consumo de energia e de produtos químicos”, disse o investigador.

O produto derivado do estrume pode ter aplicações como o reforço para compósitos de polímeros ou filtros para águas residuais, ou para fazer papel para escrever.

Os investigadores procuram agora perceber se o processo pode ser ainda mais sustentável, produzindo-se primeiro biogás a partir do estrume e depois extraindo as fibras de celulose.


>>>>>>> https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estrume-de-elefantes-e-vacas-pode-servir-para-fazer-papel
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #32 em: Outubro 18, 2018, 11:00:55 am »
Veículos solares enfrentam deserto de Atacama


 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #33 em: Novembro 21, 2018, 03:15:30 pm »
Navios de cruzeiro vão usar peixe podre como combustível para se tornarem mais ecológicos

A Hurtigruten, a maior linha de cruzeiros de expedições do mundo, está a reformar os seus navios para torná-los menos poluentes e planeia usar um subproduto de peixe podre como combustível para as embarcações.



A empresa norueguesa Hurtigruten, conhecida pelos navios que transportam os turistas ao longo dos fiordes e da costa do país até o Ártico, vai  investir cerca de 725 milhões de euros, ao longo de três anos, para adaptar a frota. Seis dos seus navios mais antigos serão adaptados para funcionar com uma combinação de gás natural liquefeito, baterias elétricas e biogás.

O biogás será proveniente de resíduos orgânicos, como peixes mortos, da agricultura e da silvicultura, segundo adiantou Daniel Skjeldam, presidente-executivo da Hurtigruten, em entrevista ao The Telegraph. A Hurtigruten, que é a maior operadora de cruzeiros de expedições do mundo para destinos como Antártida, Svalbard e Gronelândia, também encomendou três novos navios que funcionarão a eletricidade, tendo um motor a diesel apenas como reserva.

O setor marítimo está a enfrentar regulamentações internacionais mais rígidas, incluindo cortes nas emissões de CO2 de pelo menos 50% até 2050 em comparação com os níveis de 2008.

A ideia principal seria reduzir as emissões de CO2 e tornar as embarcações mais amigas do ambiente. Skjeldam diz que o objetivo final é operar os navios completamente isentos de emissões.

Este ano, a linha de cruzeiros anunciou a proibição do uso de plástico em toda a sua frota de 17 navios.

No próximo ano, ocorre o lançamento do MS Roald Amundsen, o primeiro navio de cruzeiro com bateria híbrida do mundo. Com motores quase silenciosos, também evitará perturbar a vida selvagem. A Hurtigruten será, ainda, a primeira empresa a usar biogás como combustível para navios de cruzeiro.

https://viagens.sapo.pt/viajar/noticias-viajar/artigos/navios-de-cruzeiro-vao-usar-peixe-podre-como-combustivel-para-se-tornarem-mais-ecologicos

 :o ???
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #34 em: Dezembro 10, 2018, 10:36:38 am »
Nova bateria pode armazenar dez vezes mais energia do que a de lítio

As baterias são o calcanhar de Aquiles da evolução dos veículos eléctricos. Nesse sentido, a Caltech, a NASA e a Honda uniram-se para desenvolver uma nova bateria extraordinária.

A nova tecnologia química de baterias é baseada em flúor e poderá ter maior densidade de energia, além de ser menos prejudicial ao meio ambiente do que a actual tecnologia com recurso a lítio.



Bateria de iões de fluoreto pode ser a verdadeira alternativa ao lítio

O Instituto de Investigação da Honda tem vindo a trabalhar com cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech) e do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA numa nova química de baterias que poderia apresentar uma alternativa mais ecológica às baterias de iões de lítio, segundo um artigo publicado sexta-feira na revista Science.



O mundo dos eléctricos depende dos iões de lítio

Actualmente, os carros eléctricos do mundo são – com poucas excepções – alimentados por baterias de iões de lítio.

O ião de lítio tem muitos benefícios sobre a tecnologia química das baterias mais antigas, como o hidreto metálico de níquel (NiMH), graças às taxas mais favoráveis ​​de carga e descarga e ao facto de ser menos provável desenvolver uma “memória” se não for totalmente descarregada antes de ser recarregada.

Mais seguras, mais ricas e mais amigas do ambiente

As baterias de iões de lítio também apresentam algumas desvantagens significativas, a saber, os danos ao meio ambiente que ocorrem quando o lítio e o cobalto são extraídos e a propensão das células em se incendiar e serem muito difíceis de extinguir, uma vez a arder.

A química da bateria à base de flúor, que está a ser desenvolvida pela Honda, NASA e CalTech aliviaria muitos destes problemas.

Um dos benefícios mais empolgantes da tecnologia química do flúor é o seu potencial para ser muito mais denso em energia que o lítio.

Isto significaria que um carro eléctrico equipado com esta nova tecnologia de bateria poderia ir mais longe num qualquer “pacote” do mesmo tamanho físico ou a mesma distância com um pacote de bateria fisicamente muito menor.



Iões de fluoreto não são uma novidade

As baterias de iões de fluoreto não são tecnologia totalmente nova, mas as versões anteriores exigiam que o seu electrólito de estado sólido fosse aquecido até cerca de 149 graus Celsius para funcionar adequadamente.

Os avanços da Honda, JPL e CalTech são a criação de um electrólito de flúor líquido à temperatura ambiente (também conhecido como combinação de éter de fluoreto de sal de tetraalquilamónio) e cátodo de núcleo trifluoreto de lantânio-cobre (também uma novidade) que trabalham juntos para fazer a função de célula.

O trabalho em equipa, como dizem, faz o sonho funcionar.

Tudo isto é muito interessante e entusiasmante, mas não iremos ver tão cedo as baterias de iões de fluoreto, isto porque embora já se domina a tecnologia, há ainda muito trabalho. o mercado terá de esperar para que este produto seja realmente um produto de produção em massa.

https://pplware.sapo.pt/motores/nova-bateria-pode-armazenar-dez-vezes-mais-energia-do-que-a-de-litio/comment-page-1/
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #35 em: Outubro 11, 2019, 02:15:19 pm »
Portugal: Substituir a bateria de um Nissan Leaf custa 25 mil euros?


Os carros elétricos estão na moda! Segundo dados do relatório da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, Portugal é um dos países da UE onde se compram mais carros elétricos.
No entanto, sempre que se compra um carro é importante ter em conta quando custa a manutenção! Recentemente um utilizador revelou que a substituição de uma bateria do Nissan Leaf custou 25 mil euros?



Foi no Twitter que um condutor fez saber que substituir a bateria do seu  Nissan Leaf custou-lhe 25 mil euros.  De acordo com as informações, o carro era de 2014 e a bateria a trocar seria de 24kWh. Como é apresentado na fatura, da própria Nissan, só a bateria custaria 19 386, 02 euros (isso mesmo).
Mas calma… o preço é sem iva, o que significa que a nova bateria custará 23845 euros. O resto do valor é referente à mão de obra, tampas e afins.



Tendo em conta tal valor, é comum dizer-se em Portugal que mais vale comprar um carro novo. De acordo com o site da Nissan, o Leaf tem um preço base de 32.400 €.
Segundo declarações do diretor-geral da Energy Services da Renault-Nissan, Francisco Carranz,as baterias do Nissan Leaf estão desenhadas para ter uma vida útil de 12 anos.  A bateria, fabricada com processos inovadores e tecnologia de ponta, é também 99% reciclável. No final da sua vida útil, os seus componentes são selecionados e reciclados para lhes dar uma segunda vida, promovendo a sustentabilidade e a gestão da energia.

A garantia da bateria cobre a perda de capacidade abaixo de 9 Barras (de um total de 12) por 8 anos ou 160.000 km (o que ocorrer primeiro).

https://pplware.sapo.pt/motores/nissan_leaf_bateria/

A Entreposto de Lisboa (Concessionário da Nissan), pediu 25.000€ para mudar as pilhas de um LEAF de 5 anos!!!!!!! É quase o preço do carro novo!!!!!!!
Boa sorte com os eléctricos! Enquanto as baterias não tiverem um custo aceitável e serem duráveis….. os carros a combustão reinam!
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #36 em: Dezembro 24, 2019, 12:13:51 am »

As alterações e vantagens que o hidrogénio teria no dia a dia principalmente na estrutura dos aviões.
Interessante que os russos já planeavam o Tu-155 no final dos anos 80 e testaram-no em 1988. E evolução, o Tu-156 que iria voar em 1997 foi cancelado porque o petróleo era MUITO mais barato na altura.
« Última modificação: Dezembro 24, 2019, 02:46:54 am por HSMW »
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Re: Energias Renováveis
« Responder #37 em: Dezembro 24, 2019, 03:51:11 pm »

As alterações e vantagens que o hidrogénio teria no dia a dia principalmente na estrutura dos aviões.
Interessante que os russos já planeavam o Tu-155 no final dos anos 80 e testaram-no em 1988. E evolução, o Tu-156 que iria voar em 1997 foi cancelado porque o petróleo era MUITO mais barato na altura.

Estou plenamente convencido que o futuro da mobilidade reside no hidrogénio. Tenho aconselhado amigos meus que estão a ponderar comprar electrico, a esperar um pouco mais. Não vejo futuro sustentável no lítio, considero que Portugal, com toda essa historia da exploração de lítio, é estar a apostar numa coisa de curta vida.
A Toyota está a empenhar-se no hidrogénio, a Hyundai também já está a trilhar esse caminho e, assim que houver massa critica suficiente, passará a ser rentável a criação de uma estrutura logística massificada como a que existe hoje em dia para os combustíveis fosseis.

Sobre os avanços soviéticos/russos nesse campo. Fico siderado com a quantidade e visão "fora da caixa" dos projectos científicos da era final da URSS. Só podemos imaginar e certamente por defeito, a que ponto estaríamos hoje com tais projectos a ver a luz do dia e com a nossa resposta (Ocidental) nessa corrida. Especialmente na engenharia naval como na engenharia aeroespacial estaríamos num outro patamar digno de ficção cientifica.
 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #38 em: Dezembro 24, 2019, 04:38:30 pm »
A ex-URSS tinha muitos projectos em mente, mas pouco financiamento, tal como a Alemanha na 2ª Guerra Mundial, tinha muitos projectos mas poucas matérias primas neste caso.

E os EUA podem agradecer e muito aos avanços alemães no pós-guerra, desde os aviões a jacto, ao próprio projecto espacial, que seria impossível sem a ajuda dos cientistas alemães convertidos!!!!

Quanto aos carros eléctricos, eles existem à quase 200 anos!!!!! Ficaram para trás devido à baixa performance e custos elevados!!!!
Mas concordo, também sou céptico em relação aos eléctricos, por vários motivos, não só os carregamentos são um grande problema, associado à longevidade das baterias, como o próprio custo associado a estas.

Pergunto se os donos de cada Nissan Leaf, têem noção de que vão ter de gastar pelo menos 25.000€ a trocar de baterias, quando o carro atingir os 200.000km sensivelmente!?!?!? E este é o preço para 2020, porque até à pouco tempo, foi notícia um taxista de Lisboa que lhe pediram 30.000€ para substituir as baterias no seu táxi com 200.000km (postei aqui a notícia)

Só alguém que não saiba fazer contas é que acha um eléctrico um bom negócio!!!!! A não ser que estejamos a falar de empresas, aí sim há muitas vantagens porque deduz o IVA integralmente (são logo 23%), quer na compra como em todos os custos de manutenção associados e ainda por cima não têem tributações autónomas como os outros carros a combustão de passageiros (chega a ser de 35% sobre todas as despesas dessas viaturas..... e se tiver prejuízo, a empresa paga 70% de imposto sobre todas as despesas desses carros e não pode deduzir IVA nenhum!!!!!!!).

O hidrogénio parece tentador, mas eu vejo 2 enormes problemas, o abastecimento do hidrogénio (não é nada barato de produzir, transportar e disponibilizar a cada esquina) e convenhamos, quem se sente à vontade a transportar hidrogénio num carro!?!?!!?!?
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #39 em: Dezembro 24, 2019, 07:21:50 pm »

O hidrogénio parece tentador, mas eu vejo 2 enormes problemas, o abastecimento do hidrogénio (não é nada barato de produzir, transportar e disponibilizar a cada esquina) e convenhamos, quem se sente à vontade a transportar hidrogénio num carro!?!?!!?!?

No vídeo tem um teste com uma fuga e incêndio de um depósito de Hidrogénio e um depósito de gasolina. 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #40 em: Janeiro 04, 2020, 06:50:49 pm »

Sobre a produção e transporte do hidrogénio,
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Re: Energias Renováveis
« Responder #41 em: Janeiro 05, 2020, 07:46:00 pm »
Até que ponto não será possível a produção e armazenagem "caseira" de hidrogénio para abastecimento da viatura particular?
Os japoneses são extravagantes em muita coisa mas para estarem a apostar no hidrogénio é porque nas contas deles, tem rentabilidade.
 

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Re: Energias Renováveis
« Responder #42 em: Janeiro 08, 2020, 12:57:06 am »
Coisas "caseiras" não são boas para o negócio... Ainda menos se não pagam os impostos para o estado.
Nem álcool, tabaco, droga e muito menos combustíveis.

Isso era um sonho. Ter um gerador eólico e também solar a produzir hidrogénio para os carros e casa da família a partir de água de um poço com sal.

E já agora:

Parte crítica. Transporte e armazenamento.
« Última modificação: Janeiro 08, 2020, 12:59:26 am por HSMW »
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Re: Energias Renováveis
« Responder #43 em: Fevereiro 05, 2020, 05:29:08 pm »
Painel Anti-Solar pode gerar eletricidade à noite, dizem os investigadores

Não é a primeira vez que se fala de painéis solares que tiram partido da irradiação terrestre. Nesse sentido, a ideia em volta da tecnologia existente tem como finalidade conseguir produzir energia elétrica, mas durante a noite. Assim, segundos os investigadores da Universidade da Califórnia, para desenvolver painéis solares que geram eletricidade à noite, é necessário que estes operem exatamente da forma oposta aos painéis solares que funcionam durante o dia.
Poderemos em breve ter painéis a captar energia 24 horas por dia.



Produzir energia com um Painel Anti-Solar

Um dos problemas dos painéis solares é que estes não geram eletricidade à noite, então temos que armazenar a eletricidade que é gerada durante o dia para alimentar as coisas durante a noite. Isto funciona bem, mas e se pudéssemos desenvolver painéis solares que gerassem eletricidade durante a noite? É possível, e a forma como funciona é bastante surpreendente.
Investigadores da Universidade da Califórnia explicam num artigo publicado na revista ACS Photonics que se quisermos criar um painel solar que gere eletricidade à noite, então tem de ser criado um que funcione exatamente da maneira oposta àquela que os painéis solares funcionam durante o dia. Nesse sentido, o “novo painel” solar está a ser apelidado de “painel anti-solar”.



Os painéis solares são frios em comparação com o Sol, por isso absorvem a luz do Sol e transformam-na em energia. O espaço é frio, então se apontarmos um painel na Terra que é comparativamente quente para o espaço, ele irradiará calor como luz infravermelha invisível. Isto permite que seja gerada eletricidade ao captar essa energia. O artigo afirma que tal dispositivo poderia gerar cerca de um quarto da eletricidade à noite que um painel solar normal gera durante o dia.
 
Captar de dia ou de noite, são apenas usados os Motores de calor

Jeremy Munday, autor do artigo, refere à Inverse que, seja um painel solar ou este painel anti-solar, estas coisas são essencialmente apenas “motores de calor”.
Temos energia térmica vinda do Sol em direção à Terra e esta célula solar normal capta a energia à medida que ela é transmitida do Sol para a Terra, então basicamente precisamos desses dois corpos de temperatura diferentes e alguma forma de converter essa energia. O que este dispositivo noturno faz é um tipo de coisa semelhante – onde está apenas a levar um corpo quente e um corpo frio – mas agora o corpo relativamente quente é a Terra e o espaço é o corpo frio. Como este calor está a fluir da Terra para o espaço, ele está a usar isso para converter em energia”.
Explicou Munday.

Este tipo de dispositivo usa as chamadas células termo-radiativas para gerar eletricidade, ao contrário da célula fotovoltaica usada por um painel solar convencional. Onde um painel solar é normalmente feito de silício, que é bom para captar a luz que está em grande parte no espectro visível, este dispositivo tem que ser produzido com algo que possa captar luz de comprimento de onda extremamente longo. O investigador está a olhar para as ligas de mercúrio como uma boa opção.



Painel “solar”, mas para radiação do solo

Conforme foi referido no início, esta projeto não é único. Já outros investigadores estão a estudar métodos para  fazer painéis solares, ou “painéis anti-solares”, que geram eletricidade durante a noite.

Um dispositivo desenvolvido por cientistas da Universidade de Stanford, gera eletricidade a partir de variações de temperatura. Especificamente, aproveita o arrefecimento irradiante, pelo qual uma superfície exposta ao céu transfere o seu calor para a atmosfera à noite, através da radiação térmica. Este fenómeno faz com que a superfície exposta arrefeça mais do que o ar ambiente, o que explica a formação de gelo, e pode agora ser utilizado para gerar eletricidade.
Ao contrário dos geradores termoelétricos tradicionais, o nosso dispositivo une o lado frio do módulo termoelétrico a uma superfície virada para o céu que irradia calor para o frio do espaço e tem o seu lado quente aquecido pelo ar ao redor, permitindo a geração de eletricidade à noite.
Referem os investigadores no artigo.

As baterias têm melhorado lentamente durante anos, assim como os painéis solares. Segundos os investigadores, não precisamos necessariamente de painéis solares que possam gerar eletricidade à noite para atender às nossas necessidades energéticas. No entanto, se conseguirmos conceber um sistema que possa gerar energia limpa 24 horas por dia, poderemos possivelmente produzir mais energia do que precisamos e armazená-la para vários fins.

https://pplware.sapo.pt/ciencia/painel-anti-solar-pode-gerar-eletricidade-a-noite-dizem-os-investigadores/

Ideia muito interessante. Se conseguissem criar painéis que produzissem sensivelmente a mesma energia que os painéis “diurnos”, tínhamos um grande problema resolvido e a quase eliminação de baterias para armazenar energia (só o suficiente para evitar picos).
 
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Re: Energias Renováveis
« Responder #44 em: Fevereiro 10, 2020, 04:29:09 pm »
Bill Gates compra iate de 590 milhões de euros a hidrogénio com 7000 km de autonomia

Bill Gates, o cofundador da Microsoft, vai passar a ser proprietário do primeiro super iate movido a hidrogénio do mundo. O Aqua, está avaliado em cerca de 590 milhões de euros. A embarcação foi recentemente apresentada no evento Monaco Yacht Show, mede 112 metros de comprimento, tem capacidade para 14 passageiros e 31 tripulantes.

Segundo o jornal britânico The Telegraph, Gates já encomendou o barco que tem uma sala de hidromassagem, sala de yoga, plataforma de banho e plataforma de praia, piscina infinita e até um heliporto.



Bill Gates vai gastar 590 milhões no Aqua movido a hidrogénio

Chama-se Aqua, foi apresentado recentemente num evento no Mónaco e será a mais recente compra do multimilionário Bill Gates. Conforme podemos ver na descrição em baixo, esta embarcação é um super iate elétrico com um sistema de hidrogénio que se tornará o maior modelo de emissão zero já construído.
Além disso, a luxuosa embarcação arrasta pelo mares do mundo o exemplo de navegar com a melhor alternativa aos sistemas poluentes.

Ao relembrar cada pormenor deste navio, é notória a aposta em algo inovador, diferente e concetual. Esta embarcação de 112 metros de comprimento foi concedida à empresa de navegação holandesa Feadship. Como tal, o construtor da embarcação terá a tarefa de desenhar e fabricar um modelo futurista que também terá todos os luxos e avanços tecnológicos.
Conforme foi apresentado em outubro do ano passado, o Aqua é capaz de percorrer 3750 milhas náuticas (6945 quilómetros). Poderá deslocar-se a uma velocidade de cruzeiro entre 10 e 12 nós e um máximo de até 17 nós (31,4 km/h) graças ao hidrogénio liquefeito armazenado em dois tanques de 28 toneladas que são mantidos a uma temperatura de -253ºC.
Em caso de falta de hidrogénio, o projeto inclui a instalação de um sistema diesel. Esta alternativa funcionará como um extensor de alcance, caso o iate precise de se deslocar para uma área onde não haja fornecimento.








Fatura a apresentar aos cofres do co-fundador da Microsoft
Segundo os dados revelados, o valor desta embarcação ronda os 644 milhões de dólares (cerca de 588 milhões de euros). Este barco deverá estar pronto para iniciar a sua viagem em 2024. Assim, Bill Gates terá uma criação tecnológica capaz de provar que é possível criar transportes marítimos que não façam os valores das emissões de CO₂ chegar aos atuais 800 milhões de toneladas por ano.

Além disso, existe outro tipo de emissões, as dos grandes navios que funcionam com um combustível cujo teor de enxofre é de 35 000 partes por milhão de enxofre. Isto é 3500 vezes superior ao combustível para carros particulares, que é 10 partes por milhão de enxofre.

https://pplware.sapo.pt/informacao/bill-gates-compra-iate-de-590-milhoes-de-euros-a-hidrogenio-com-7000-km-de-autonomia/