Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"

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dc

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1200 em: Hoje às 04:48:39 pm »

Porque carga de água é que haveriam de se incluir esses aviões no negócio? As trotinetes são feitas no Brasil, se eles as quisessem, comprariam certamente ao Brasil, até porque não precisam de "versão NATO". E Portugal não ganharia nada com a compra de STs pela RD.

Mas quem é que disse que estavam incluídos no negócio?  ??? 
Há quem não deixa passar uma oportunidade de falar mal..    :-X

A República Dominicana poderia candidatar-se à NATO até.  :mrgreen:

Concordo. Vocês não deixam de dar mau nome ao país, ao tentar constantemente fazê-lo de bitch da Embraer.

Mas eu só estou a tentar perceber qual o racional de falar num produto estrangeiro, ao invés de falar de oportunidades de negócio para vendas de produtos portugueses. Tipo os NPO, ou até os futuros NPC, os diversos drones, camiões, o LUS-222, ou material que vamos retirar de serviço e pudéssemos vender.
 

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sivispacem

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1201 em: Hoje às 05:23:16 pm »
Eu acho que uma coisa é olhar para a questão disciplinar, outra é a questão do estado da Marinha.

Noutros países, bem mais relevantes que nós, a questão da operacionalidade de meios é tornada pública sem problemas. Sabe-se por exemplo as taxas de disponibilidade de várias frotas de aeronaves de combate da USAF. Vão dizer que é num patrulha costeiro que se traçam os limites?  ???

A disponibilidade da frota F-35 é estrategicamente menos importante que a disponibilidade do Mondego? Mas está tudo maluco?

A questão estratégica nada mais é que uma desculpa esfarrapada. Quanto muito podem dizer que 2 errados não fazem 1 certo, agora fingir que as chefias da MGP e também Governos até então não tinham culpa nenhuma, e que cada militar deve sujeitar-se a fazer o que lhe mandam independentemente do estado do equipamento ou da função que lhe é incumbida, não faz sentido nenhum.

Agora fico curioso para saber qual é a linha que separa uma insubordinação aceitável de uma inaceitável. Se um oficial pede a um soldado para decapitar um civil, como é? Se um oficial exige que um militar transporte uma munição instável, com risco de explosão, resta ao militar aceitar? E se for para operar um submarino avariado? Um veículo sem travões? Um avião com pouca fiabilidade de motores? É aceitar tudo, e esperar que haja um acidente para se começar a resolver os problemas?

O erro do CEMA, foi ter vindo mentir a público de que não havia qualquer problema com o navio. Navio este que poucos dias depois voltou a avariar. Se em público é assim, então imagine-se nos "bastidores", onde um militar queixa-se que determinado equipamento não está em condições, e nada é feito nem tornado público. E assim se vive nas Repúblicas das Bananas.

COncordo em absoluto com o que dizes sobre haver um limite para a aceitação de utilização dos meios militares (mas não só), independentemente do seu estado de conservação. Que estava longe de ser famoso, como se sabe...

Mas a verdadeira questão nem era tanto o estado (decrépito) do NRP Mondego. É que esse era - com excepção de um submarino que creio que estava activo na ocasião - o estado geral da Marinha, que pura e simplesmente não tinha meios capazes de enviar para mar aberto, Nem na Madeira nem no Continente. E que, logo, não podiam acompanhar o trânsito de um navio russo pelas nossas águas territoriais.
Esse é que foi o drama e essa é que foi a situação que se revelou em todo o seu esplendor a Portugal (para aqueles que ainda não tinham querido abrir os olhos) e à NATO.

E depois tivemos esse inenarrável almirante a fazer um ralhete público de uma acção disciplinar que devia ter sido tratada no recato da instituição, a declarar a operacionalidade de um meio que voltou a avariar depois da reparação de emergência a que foi submetido e de ter saido 3 milhas do porto, da decisão do tribunal que anulou o processo da Marinha, etc, etc, etc.
Cumprimentos,
 
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Duarte

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1202 em: Hoje às 05:46:18 pm »

Concordo. Vocês não deixam de dar mau nome ao país, ao tentar constantemente fazê-lo de bitch da Embraer.

Mas eu só estou a tentar perceber qual o racional de falar num produto estrangeiro, ao invés de falar de oportunidades de negócio para vendas de produtos portugueses. Tipo os NPO, ou até os futuros NPC, os diversos drones, camiões, o LUS-222, ou material que vamos retirar de serviço e pudéssemos vender.

Quem está obcecado com a Embraer não sou eu... 
Pois eu falei em drones, e até pensei em F-16 usados quando chegar o dia, mas no país em que o desporto nacional é falar mal de tudo e todos, mais parece que estamos condenados à mediocridade perpétua e não se vende nada.
« Última modificação: Hoje às 05:48:37 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

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Lampuka

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1203 em: Hoje às 06:14:28 pm »
Então é "normal" publicitar que o único meio da MP alocado à RAM está INOP?
Ainda por cima militares em serviço do próprio navio?
E estão preocupados com o acompanhamento ao navio russo, essa missão da treta para o povinho ver, em que se limitam a tirar umas fotos para os OCS publicarem como "missões importantíssimas"...
Já os traficantes ficarem a saber que estão à vontadinha, ou que os pescadores ilegais também,  ou que qualquer criminoso pode ter a certeza que no mar está seguro, disso ninguém se lembrou.
Pobres de nós...
Que a MP e restantes ramos das FA's estão de rastos,  já todos sabemos.
Daí a nem sequer existir disciplina,  compromisso, respeito institucional, dever de sigilo e por aí fora, vai uma grande distância.

Se já chegamos a este ponto, nem vale a pena investir em mais nada.
João Pereira
 
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yuwanko

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1204 em: Hoje às 08:53:44 pm »
Há muitos montes de merda de abril, parasitas do Estado,  que só têm palco porque os cordeiros mansos permitem.

Até agora, como servia para denegrir o CEMA, todos achavam os "heróis do Mondego" militares exemplares.
Nunca achei, não porque até não pudessem existir problemas no navio, mas porque há assuntos que não podem ser tratados com a ligeireza que aconteceu, tornando informações importantes sobre a operacionalidade de meios militares, do conhecimento geral, sem autorização.
Eu, que não era militar, enquanto fornecedor,  sabia de situações provavelmente muito mais delicadas e mantive o dever de sigilo a que estava obrigado.
Estes senhores, com outros deveres e obrigações,  deram informações que nunca poderiam ter dado.
Deviam ter sido julgados em tribunal militar e expulsos da MP. Simples.
Mas no país dos heróis das redes sociais e dos danoninhos de chumbo, o circo continua.
O povo adora este tipo de enredo, e a classe política também. E agradece.  No fundo,  serve para denegrir as FA's...
Giro era cair o negócio por causa desta palhaçada.
E depois querem que isto vá para a frente... :bang:

As instituições fazem-se com regras e procedimentos, aliás veneram-se muito as Forças Armadas pelo cumprimento rigoroso das regras.
Neste caso o antigo CEMA não só mentiu, como desrespeitou as regras ao dar um ralhete público para aparecer como herói na televisão, quando as repreensões devem ser dadas em privado e directamente aos infractores, como desrespeitou os mais básicos princípios dos processos disciplinares. Não há aqui outro culpado senão o ex-CEMA, que como tal deveria ser o melhor conhecedor destas mais básicos princípios, como deveria primar pelo exemplo.

Agora resta às instituições fazer cumprir a lei porque, felizmente, num Estado de Direito os detentores de altos quadros militares não estão acima da lei.
« Última modificação: Hoje às 08:54:38 pm por yuwanko »