F-16 ex-FAP

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Charlie Jaguar

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #195 em: Setembro 30, 2016, 12:10:17 pm »
Eram 39 foram vendidos 12 à Roménia e comprados 3 aos EUA para se finalizar com 30.

Por acaso até eram 38 (perdas do 15111 e 15140), e comprados 4 aos EUA para serem modernizados para a versão MLU: 3 para a Força Aérea Portuguesa, e 1 para a Roménia. No final deste negócio a FAP deverá ficar efectivamente com 27 F-16AM/BM e a aguardar a modernização de 3 células vindas do AMARG de modo a completar as 30 unidades.

Citar
(...) No final da cerimónia, Azeredo Lopes deixou claro que Portugal não está em condições de alienar mais F16, tendo já atingido o número ideal de aparelhos a manter sob o comando da Força Aérea portuguesa para garantir a operacionalidade nacional. Até porque, para concluir a venda de doze aparelhos (os três F16 seguintes partem até ao final de 2016 e os últimos três descolam em setembro de 2017), Portugal teve de recorrer aos Estados Unidos e comprar quatro aeronaves. Em Monte Real ficam 30. “Portugal não está a vender os anéis para ficar com os dedos”, sublinha Azeredo Lopes. (...)

http://observador.pt/2016/09/28/f16-portugal-ja-recebeu-1636-milhoes-de-euros/
« Última modificação: Setembro 30, 2016, 12:16:47 pm por Charlie Jaguar »
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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #196 em: Setembro 30, 2016, 12:16:46 pm »
Isso, bem me parecia que as contas não estavam certas.

Não seria mais proveitoso ficarmos com os 4 americanos?
« Última modificação: Setembro 30, 2016, 12:22:17 pm por Alvalade »
 

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Charlie Jaguar

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #197 em: Setembro 30, 2016, 12:21:23 pm »
Um hipotético futuro negócio para a venda de uma segunda esquadra de 12 F-16MLU à Roménia passaria primeiro pela obtenção de autorização dos norte-americanos, seguido da aquisição de células ao AMARG, respectiva modernização e venda ao Estado romeno, nunca por alienação directa de mais caças da FAP.
« Última modificação: Setembro 30, 2016, 12:23:18 pm por Charlie Jaguar »
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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #198 em: Setembro 30, 2016, 12:54:07 pm »
Esses aviões serão repostos por outros similares ou simplesmente se vão por nada no lugar?

Isso foi iniciativa de Portugal ou foi um "pedido" da OTAN?

Quantos F16 Portugal ainda tem no inventário?

Essa Romênia fica numa região muito boca quente mesmo, barra pesada.

Eram 39 foram vendidos 12 à Roménia e comprados 3 aos EUA para se finalizar com 30.

Portugal queria vender e a Roménia queria comprar.

Estranha negociação, estão no final da vida útil? um preço muito baixo.

Argentina vai comprar 24 T-6 dos EUA, avião inferior ao A-29 por 300 milhões de dólares, os 20 A-29 para o Afeganistão custaram 425 milhões de dólares.

Achei o preço irrisório, quase uma doação.
 

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Alvalade

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #199 em: Setembro 30, 2016, 01:45:57 pm »
600 milhões de euros é irrisório? Os 78 falados são só a parcela desta ano.
 

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NVF

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #200 em: Setembro 30, 2016, 01:51:08 pm »
Se você for mais atrás neste tópico, ou procurar no Google, vai ver que o valor total do negócio a pagar pela Roménia ultrapassa os 700 milhões de USD, armamento incluído. 180 milhões de euros é o valor pago a Portugal pelas aeronaves, respectiva modernização e treino de pessoal da FA Romena. Os programas de aquisição de aeronaves militares têm custos para além do simples preço dos aviões ou helicópteros.

O F-16A foi desenhado para 6000 horas de voo, com os upgrades fica apto para 8000 horas. Para os F-16C, a USAF planeia estender a vida útil para 12000 horas e eles usam os seus caças de forma mais intensa que a maioria das outras forças aéreas.
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Burro

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #201 em: Setembro 30, 2016, 02:14:15 pm »
Beleza, de qualquer forma, perderam 12 aviões, há algum plano para repor essas perdas?

F-16 novos ou quem sabe, Gripen Gavião?
« Última modificação: Setembro 30, 2016, 02:17:46 pm por Burro »
 

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #202 em: Setembro 30, 2016, 02:26:46 pm »
Beleza, de qualquer forma, perderam 12 aviões, há algum plano para repor essas perdas?

F-16 novos ou quem sabe, Gripen Gavião?
Não
 

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #203 em: Setembro 30, 2016, 02:36:18 pm »
Em suma, vão apenas vender 12 F-16 (com possibilidade de mais vendas?) sem repor nada no lugar?

Qual a lógica disso?
 

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Crypter

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #204 em: Setembro 30, 2016, 02:36:33 pm »
Beleza, de qualquer forma, perderam 12 aviões, há algum plano para repor essas perdas?

F-16 novos ou quem sabe, Gripen Gavião?

Não se perdeu 12. Perdemos 9 no inventário, 3 foram comprados aos EUA para revenda. Já foi explicado várias vezes ao longo deste post.

Passamos de 39 para 30 F-16's.

 

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #205 em: Setembro 30, 2016, 02:47:21 pm »
Beleza, de qualquer forma, perderam 12 aviões, há algum plano para repor essas perdas?

F-16 novos ou quem sabe, Gripen Gavião?

Não se perdeu 12. Perdemos 9 no inventário, 3 foram comprados aos EUA para revenda. Já foi explicado várias vezes ao longo deste post.

Passamos de 39 para 30 F-16's.

Amigo, não tem lógica se desfazer de material de defesa, quando a lógica é comprar ou manter o que se tem, exceto claro se esta negociação envolver a venda ou repasse de material bélico a preços camaradas para países amigos, algum tipo de ação geo política, o que não me parece que seja o caso, mesmo assim, sempre tendo em vista adquirir algo novo e mais moderno.

O Brasil costuma doar material de defesa para o Paraguai, recentemente doou vários caminhões traçados modelo Mercedes, em ótimo estado, dezenas de conjuntos de pneus de Urutu, já doou Tucanos, Xavantes, mas o Brasil tem interesse em manter o Paraguai alinhado.

Essa última doação foi feita na usina hidrelétrica de Itaipu, local emblemático para os dois países.

É isso que eu não entendo, foi uma ação puramente comercial, então?

Estranhérrimo.
 

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #206 em: Setembro 30, 2016, 03:40:11 pm »
Beleza, de qualquer forma, perderam 12 aviões, há algum plano para repor essas perdas?

F-16 novos ou quem sabe, Gripen Gavião?

Não se perdeu 12. Perdemos 9 no inventário, 3 foram comprados aos EUA para revenda. Já foi explicado várias vezes ao longo deste post.

Passamos de 39 para 30 F-16's.

Amigo, não tem lógica se desfazer de material de defesa, quando a lógica é comprar ou manter o que se tem, exceto claro se esta negociação envolver a venda ou repasse de material bélico a preços camaradas para países amigos, algum tipo de ação geo política, o que não me parece que seja o caso, mesmo assim, sempre tendo em vista adquirir algo novo e mais moderno.

O Brasil costuma doar material de defesa para o Paraguai, recentemente doou vários caminhões traçados modelo Mercedes, em ótimo estado, dezenas de conjuntos de pneus de Urutu, já doou Tucanos, Xavantes, mas o Brasil tem interesse em manter o Paraguai alinhado.

Essa última doação foi feita na usina hidrelétrica de Itaipu, local emblemático para os dois países.

É isso que eu não entendo, foi uma ação puramente comercial, então?

Estranhérrimo.

Não há nada de estranho. Portugal comprou nos anos 90 e em 2 tranches 39 F-16. Até agora só estamos a utilizar 30. Havia 9 F-16 que estiveram sempre encaixotados a ganhar pó! Surgiu uma oportunidade de Portugal vender 9 F-16 que NUNCA UTILIZOU! Achas um negócio estranho? A Roménia queria 12 F-16, e Portugal comprou + 3 da AMARG que estavam armazenados no deserto.

Os 30 F-16 vão continuar em Portugal até 2030. Obviamente bem antes dessa data, espero eu, Portugal vai escolher um substituto para reformar os F-16.

E como a Roménia ficou contente com o negócio, já pediu a Portugal mais 12 F-16..... que obviamente terão de vir da AMARG.

É tudo uma questão de gestão e racionalização de meios.

Gostávamos de ter mais de 30? Gostávamos, mas não é de momento possível! Por exemplo, quantos caças tem o Brasil para defender um território de 8,5 milhões de Km2?
Eu gostava de ter um Ferrari, um Porsche, etc, mas como não posso, tenho de olhar para aquilo que é possível ter.............
 

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #207 em: Setembro 30, 2016, 03:46:05 pm »
Não há nada de estranho: a Força Aérea Portuguesa planeava ter duas Esquadras de Combate com 20 aeronaves cada, porém vários factores determinaram que a nível de custos e eficiência o melhor seriam duas Esquadras com quinze aparelhos cada, logo 30 aparelhos, mais bem equipados. E dado o F-16 em Portugal ter "apenas" 22 anos de serviço face aos quase 40 de alguns dos nossos parceiros europeus, será uma aeronave que continuará a operar pelo menos por mais uma dezena de anos, sendo sucessivamente actualizada e modernizada.

Em meados da próxima década terá forçosamente de se ter já em vista o seu substituto, mas até lá há ainda bastante vida útil nas aeronaves para continuarem a servir o país, mesmo naquelas adquiridas em segunda-mão no final da década de 90 e que passaram, por exemplo, pelo programas Falcon Up/Falcon Star aquando da sua modernização para a versão MLU. Ter 30 aparelhos é o mínimo exigível, veja-se por exemplo o caso da Dinamarca que tem uma frota de dimensões similares e nem por isso deixa de cumprir com qualquer missão que lhe seja incumbida, seja na Europa ou na luta contra o autoproclamado Estado Islâmico.

Além disso Portugal, sendo membro fundador da NATO e pertencendo à União Europeia, não necessita de manter ninguém alinhado. Já é parte integrante de organizações que se alinharam mutuamente quer a nível de Defesa (NATO), quer a nível económico e social (CEE/UE). Tratou-se de um negócio oportuno entre dois Estados soberanos - um que queria vender material militar a mais, outro que queria comprar -, nada mais do que isso, e com um retorno financeiro ainda respeitável. "A win-win situation" como dizem na língua inglesa.
Saudações Aeronáuticas,
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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #208 em: Setembro 30, 2016, 04:09:08 pm »
E não esquecendo a formação dada em Portugal a técnicos e pilotos romenos durante os últimos anos,.

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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: F-16 ex-FAP
« Responder #209 em: Setembro 30, 2016, 05:07:14 pm »
Os posts anteriores, mais acima, só mostram mais uma vez a diferente realidade geo-política entre Portugal e Brasil e como a cooperação forçada em algumas áreas não faz qualquer sentido.

Esperemos é que Portugal consiga um feito tão grande como o do Brasil, que está a preparar-se para praticamente roubar o Gripen aos suecos. Portugal deve é aproveitar a eventual retirada de serviço do F-16 nos EUA, de Israel e dos principais operadores europeus e tentar colocar-se como o principal fornecedor de F-16 a nível de formação, modernização de aparelhos e suporte.

Há que também aproveitar que os suecos andam indecisos entre vender os seus Gripens C/D em segunda-mão ou se os devem canibalizar e utilizar os seus componentes na produção dos novos Gripen E. Tirando estes Gripen em segunda-mão não estou a ver mais nenhum caça em segunda-mão barato e compatível com sistemas NATO disponível no mercado sem ser o F-16.

Mas devíamos ir ainda mais além e fazer um esforço para substituir as nossas aeronaves de treino e melhorar ainda mais a nossa infraestrutura a nível de formação para estabelecer um centro de formação, por forma a atrair estes países a continuarem a enviar para cá os seus pilotos e técnicos para receberem formação ao invés de os enviarem para os EUA, Canadá ou França.

Cumprimentos,
« Última modificação: Setembro 30, 2016, 05:09:07 pm por Get_It »
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