Fuzileiros da Armada Portuguesa

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Cabeça de Martelo

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Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Responder #1365 em: Maio 07, 2020, 10:43:09 am »
Pessoalmente não gosto de utilizar expressões demasiado ligeiras do tipo “ o que dizes não faz sentido” ou “o que dizes é absurdo”, porque acho que pouco trazem à discussão e são uma forma de evitar o aprofundamento dos assuntos.

No entanto, devo dizer que o que acabaste de dizer não faz sentido e não é sustentado pelos factos. Primeiro, o BLD, ainda há cerca de 10 anos, efectuava exercícios com várias centenas de homens (se calhar era uma companhia “muita” grande). Depois, o LPD que referiste ainda é um recurso almejado na Marinha. Ora se “existem” 300 milhões que depois passaram a 150 para adquirir um LPD, é porque a Marinha não abdicou de expandir os Fuzos para guarnecer tal navio — ou estás a ver a Marinha a cingir-se ao papel de serviço Uber do Exército?

É verdade, depois de uma pesquisa muito profunda de 5 segundos no tio google, vi que estava errado e no meu tempo os Fuzos ainda faziam exercícios em que participavam todo BLD.

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O que se passa e está à vista de todos os que querem ver, é os tachistas de algibeira menosprezarem por completo o interesse nacional.

Epá, mas força nisso. Se quiseres continuar a justificar o injustificável, continua, estás no teu direito. Eu, por agora, vou dormir que já se faz tarde por estas bandas. Abraço.

Espero que tenhas dormido bem, eu cá depois de duas horas na horta, dormi que nem um anjinho, o pior foi levantar da cama às 7 da matina para ir dar uma volta com a cadela e depois vir para o serviço.

Ok, então vamos lá explicar por partes.

Cada M119 é guarnecido por um Sargento e cinco Praças, agora múltiplica isso pelo número obuses que achas que essa Bateria deveria ter, mais as equipas de observação avançada, os operadores de radar, a equipa de protecção, as viaturas para o transporte... quantos Fuzos é que tu irias empatar nesta brincadeira? Ainda por cima sabendo que é mais caro formar um Fuzileiro que um Paraquedista ou mesmo um Comando, por isso o estado iria gastar ainda mais dinheiro em transformar os Fuzos em Artilheiros, quando as FFZ já tem apoio de fogos graças aos Morteiros Pesados e às Fragatas.

O Corpo de Fuzileiros tem falhas colossais no seu equipamento e armamento, a dita força tem um deficit de meios humanos e pensas que o melhor para os Fuzos era empatar meios com algo que nem sequer está na mesa?!

Que tal começar pelo mais básico, tais como:

- Assegurar cursos que permiti-se a renovação do efectivo do CF;
- Substituição do armamento ligeiro (vê o Exército);
- Aquisição de mais NVG;
- Aquisição de VBTP 4x4.

O RMC tem toda uma Brigada e no entanto a GAC é formada por uma unidade do Exército, tal como a sua unidade de Engenharia.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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tenente

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Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Responder #1366 em: Maio 07, 2020, 01:22:43 pm »
Se os ST5 são tão bons porque é que o exercito espanhol opera o Iveco LMV?

Talvez porque foram adquiridos quando não havia a versão ST5?!

Por falar em LMV, viste o que os Belgas disseram desse veículo?

Quer a compra dos LMV quer o ST5 são de 2013.

O que os Belgas disseram?

Os Belgas disseram isto:

Belgium to replace its fleet of IVECO LMV Lynx armored vehicles

On November 22, the Belgian government announced its decision - which has been pending for some time - concerning the replacement of the 437 Light Multipurpose Vehicles IVECO Lynx 4 × 4 currently in service in the armed forces by 322 new Command and Liaison Vehicles (CLV).


IVECO LMV Lynx fitted with an RWS, one of the two versions suffering chassis cracks because of the overweight (Picture source: Army Recognition)

The Belgian Ministry of Defense will launch the procedure for the purchase of 322 CLVs with a multi-year maintenance contract, as will happen with the Griffon and Jaguar from the CaMo program shared with France. They will replace the 437 Lynx currently in service, which will be retired by 2026, when they were built in 2005 and entered service in 2007 (data published on the Belgian Defense website). This exceptionally short life span for vehicles in the Belgian army is explained by cracks in the chassis and then in the roof armor of 120 SPS and RPK vehicles equipped with a RWS and additional armor, a significant extra weight not foreseen by the manufacturer (4.855 kg for the basic Lynx, 6.212 kg for the RPK version and up to 6.383 kg for the RPK and SPS versions). In external operations even more than during their use in Belgium and maneuvers in NATO countries, mechanics have long complained about this vehicle because of the heavy and expensive maintenance it requires as operated by the Belgian army.

The strategic vision for the Belgian Defense (2016-2030) is the guiding thread until 2030 in terms of defense policy, associated investments, the evolution of operation, Defense organization as well as personnel management. It translates the government agreement and was developed by defense specialists, supported by the Defense Staff and inspired by ideas developed by Parliament and the academic world. The Defense Strategic Vision was released on June 29, 2016 along with the Introductory Preamble adopted by the Government. In particular, it plans to allocate M€ 125.05 for Lynx operated by the Land Component and M€ 16.24 for vehicles in service within the Air and Medical Components.

It is said that Nexter will probably propose its Serval for the replacement of the LMV, playing on the argument that its light armored reconnaissance vehicle will combine with the Griffon VBMR and Jaguar EBRC vehicles also purchased by Belgium.

http://www.thefifthcolumn.xyz/Forum/viewthread.php?tid=42&page=20

Abraços
 

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Red Baron

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Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Responder #1367 em: Maio 07, 2020, 02:27:03 pm »
Se os ST5 são tão bons porque é que o exercito espanhol opera o Iveco LMV?

Talvez porque foram adquiridos quando não havia a versão ST5?!

Por falar em LMV, viste o que os Belgas disseram desse veículo?

Quer a compra dos LMV quer o ST5 são de 2013.

O que os Belgas disseram?

Os Belgas disseram isto:

Belgium to replace its fleet of IVECO LMV Lynx armored vehicles

On November 22, the Belgian government announced its decision - which has been pending for some time - concerning the replacement of the 437 Light Multipurpose Vehicles IVECO Lynx 4 × 4 currently in service in the armed forces by 322 new Command and Liaison Vehicles (CLV).


IVECO LMV Lynx fitted with an RWS, one of the two versions suffering chassis cracks because of the overweight (Picture source: Army Recognition)

The Belgian Ministry of Defense will launch the procedure for the purchase of 322 CLVs with a multi-year maintenance contract, as will happen with the Griffon and Jaguar from the CaMo program shared with France. They will replace the 437 Lynx currently in service, which will be retired by 2026, when they were built in 2005 and entered service in 2007 (data published on the Belgian Defense website). This exceptionally short life span for vehicles in the Belgian army is explained by cracks in the chassis and then in the roof armor of 120 SPS and RPK vehicles equipped with a RWS and additional armor, a significant extra weight not foreseen by the manufacturer (4.855 kg for the basic Lynx, 6.212 kg for the RPK version and up to 6.383 kg for the RPK and SPS versions). In external operations even more than during their use in Belgium and maneuvers in NATO countries, mechanics have long complained about this vehicle because of the heavy and expensive maintenance it requires as operated by the Belgian army.

The strategic vision for the Belgian Defense (2016-2030) is the guiding thread until 2030 in terms of defense policy, associated investments, the evolution of operation, Defense organization as well as personnel management. It translates the government agreement and was developed by defense specialists, supported by the Defense Staff and inspired by ideas developed by Parliament and the academic world. The Defense Strategic Vision was released on June 29, 2016 along with the Introductory Preamble adopted by the Government. In particular, it plans to allocate M€ 125.05 for Lynx operated by the Land Component and M€ 16.24 for vehicles in service within the Air and Medical Components.

It is said that Nexter will probably propose its Serval for the replacement of the LMV, playing on the argument that its light armored reconnaissance vehicle will combine with the Griffon VBMR and Jaguar EBRC vehicles also purchased by Belgium.

http://www.thefifthcolumn.xyz/Forum/viewthread.php?tid=42&page=20

Abraços

É o problema de serem dos primeiros a adotarem um meio(KC-390 cof cof)

Mas nós não íamos ter esse problema visto não usarmos RWS em 4x4. :-P

Agora mais a serio, só queria o LVM 2 o original era fraquinho.
 

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NVF

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Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Responder #1368 em: Maio 10, 2020, 03:21:05 am »
Obrigado pela “explicação”. Um nada desnecessária, pois já sabia que a melhor opção para certas pessoas é manter as coisas pequeninas e próximas. Nada de merdas excessivas, para quê Patriots ou Nasams quando um shoradzinho chega? Para quê uma peça de 30 mm num navio militar quando uma 12.7 chega? Para quê obuses quando uns morteiros e uns morteiretes chegam perfeitamente?

Afinal todos sabemos que o IN é um gajo porreiro e não vai atacar de longe, ou com forças pesadas. Para quê desperdiçar 60 ou 70 homens que tanta falta fazem como motoristas e moços de recados para os “senhores” oficiais? o quê preciso é contemporizar com o status quo.
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goldfinger

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Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Responder #1369 em: Maio 10, 2020, 09:32:09 am »
Se os ST5 são tão bons porque é que o exercito espanhol opera o Iveco LMV?

Los IVECO LMV fueron una compra de urgencia cuando aun no se había desarrollado el ST5 para nuestras tropas en Afganistán, por eso una vez que UROVESA puso en servicio el ST5 ya no se adquirieron mas IVECO, pasándose todas las compras al VAMTAC.

No soy comercial de Urovesa, pero entiendo que antes de criticar o alabar algo, hay que tener datos y esperar un tiempo a ver si les dan problemas los ST5.

La IM española probo los primeros modelos de VAMTAC no quedando muy conforme, prefiriendo los HUMMER, pero una vez que UROVESA hizo las modificaciones solicitadas por la IM los ST5 entregados funcionan de maravilla y están encantados con ellos.
Los pocos problemas con respecto al HUMMER para la IM es la diferencia de peso pues los HUMMER no van blindados y los ST5 si.....pero blindaje sin peso no existe, no se puede tener todo.
A España servir hasta morir
 
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Re: Fuzileiros da Armada Portuguesa
« Responder #1370 em: Maio 10, 2020, 01:59:53 pm »
Obrigado pela “explicação”. Um nada desnecessária, pois já sabia que a melhor opção para certas pessoas é manter as coisas pequeninas e próximas. Nada de merdas excessivas, para quê Patriots ou Nasams quando um shoradzinho chega? Para quê uma peça de 30 mm num navio militar quando uma 12.7 chega? Para quê obuses quando uns morteiros e uns morteiretes chegam perfeitamente?

Afinal todos sabemos que o IN é um gajo porreiro e não vai atacar de longe, ou com forças pesadas. Para quê desperdiçar 60 ou 70 homens que tanta falta fazem como motoristas e moços de recados para os “senhores” oficiais? o quê preciso é contemporizar com o status quo.

Não fossem as quintinhas e está discussão nem estaria a decorrer. Houvesse verdadeira interoperabilidade entre os ramos, nenhuma força militar deste país se veria privada de apoio de artilharia (e não só). Para mim não é uma questão de "não precisar" de artilharia nos Fuzileiros, é sim criar condições, ou seja, reforçar a arma de artilharia do Exército, de modo a que este pudesse apoiar os Fuzileiros numa missão em que fosse essencial.

Se calhar dado o baixo número de sistemas, que o orçamento para substituir os M-114, vai dar para comprar, se estes fossem de facto AP como o Caesar, não seria de descurar a aquisição de uma dúzia de M-777 ex-USMC, passando o GAC da BrigInt a operar os dois sistemas. O Caesar serviria para operações onde a mobilidade no terreno e rápida mudança de posição fosse essencial, no acompanhamento das forças de Pandur, enquanto os M-777 favoreciam as operações aerotransportadas, como seria o caso da mobilização destes sistemas de um navio (fosse LPD, LST, MRV, LHD) para terra.

Mas mesmo com estes ajustes todos ao GAC e aos seus sistemas, parece-me que o essencial, e a base do sucesso desta ideia, é a interoperabilidade entre os ramos.
 

 

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