O Fim da atual Europa e os velhos demonios....

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Cabeça de Martelo

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #30 em: Outubro 05, 2013, 06:31:26 pm »
Caça aos nazis na Grécia

Numa operação policial meticulosamente preparada, o dirigente máximo do partido nazi Aurora Dourada, Nikolaos Michaloliakos, e quatro deputados, incluindo o porta-voz Ilias Kasidiaris, foram capturados na madrugada de sábado
Depois da detenção histórica de líder e deputados do partido de extrema-direita Aurora Dourada, o Parlamento grego debate agora a aprovação de uma lei de emergência para cortar todo o financiamento público ao partido.
Apesar da condenação praticamente unânime das acções do Aurora Dourada, o debate está a ser manchado por trocas de acusações entre a Nova Democracia (no poder) e o SYRIZA (oposição de esquerda). Os ânimos ficaram especialmente inflamados na terça-feira depois de Failos Kranidiotis, um advogado próximo do primeiro-ministro Antonis Samaras, ter escrito no Facebook que estava "a guardar as balas para o verdadeiro inimigo", aludindo ao SYRIZA. À esquerda, há quem tema que os conservadores utilizem a nova legislação para limitar a oposição.

Direita militarista

O Aurora Dourada surgiu em 1980 na forma de uma revista nazi dirigida por Michaloliakos. A publicação atrairia saudosistas da ditadura militar numa altura em que os gregos começavam a virar à esquerda. A transformação em partido dá-se desde 1985 até à legalização em 1993.

A militarização acontece com a ajuda de supremacistas brancos da África do Sul e aprofunda-se com a guerra da Bósnia – vários membros do Aurora Dourada participaram no massacre de Srebrenica ao lado dos nacionalistas sérvios, em nome da aliança cristã ortodoxa. Os problemas com a lei surgem logo nos anos 90, com agressões a activistas de esquerda e a morte de imigrantes. Sempre que cercado, o Aurora Dourada defendia-se com a suspensão da actividade do partido e a migração dos dirigentes e militantes para outras forças.

A chegada ao Parlamento deu-se no ano passado, com a Grécia mergulhada na fase mais negra do período da troika. Desde então, repetem-se os incidentes protagonizados por dirigentes do partido. Ainda em 2012, Kasidiaris, agora detido, agrediu uma deputada comunista durante um debate televisivo.
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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #31 em: Janeiro 15, 2014, 10:36:05 pm »
"Queremos permanecer numa Europa reformada ou sair?"


"É tempo de mudar a União Europeia e a relação que o Reino Unido tem com ela, antes de pôr a decisão nas mãos do povo britânico. Queremos permanecer numa Europa reformada ou preferimos sair?", interrogou-se o ministro das Finanças britânico, George Osborne, em Londres, numa conferência organizada por duas organizações eurocéticas, Open Europe e Fresh Start Project.

"A Europa tem necessidade urgente de reformas económicas. A integração da zona euro é necessária para preservar o mercado único e fazer com que o Reino Unido possa permanecer na UE", insistiu o governante britânico, defendendo mais uma vez a proteção da City de Londres (centro financeiro britânico).

Membro do Partido Conservador, tal como o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o ministro George Osborne admitiu, porém, que a saída do seu país da UE poderia ser mau para os britânicos, mas sublinhou que também seria uma má hipótese para a própria Europa.

Cameron, que lidera o Executivo coligação entre conservadores e liberais-democratas, tem defendido uma devolução de poderes do nível europeu para o nível nacional. Pressionado pela ala mais à direita do Partido Conservador e pela subida nas sondagens do Partido para a Independência do Reino Unido (UKIP), Cameron tem adotado políticas no sentido de não deixar fugir eleitores para a formação de extrema-direita, que é liderada pelo eurodeputado Nigel Farage.

O endurecimento das políticas destinadas a restringir o acesso dos imigrantes aos benefícios sociais tem sido uma das suas medidas mais criticadas, até pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados da ONU (ACNUR). Para 2017, se for reeleito nas legislativas de 2015, Cameron prometeu convocar um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. No domingo, o jornal Sunday Telegraph noticiou que um grupo de cem deputados conservadores britânicos pediram a Cameron que a câmara dos Comuns passe a ter poder de veto sobre toda e qualquer nova legislação europeia futura.

DN
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #32 em: Agosto 03, 2014, 02:10:23 pm »
Saída britânica é melhor do que ficar numa UE sem reformas


Um relatório encomendado pelo presidente da câmara de Londres, Boris Johnson, concluiu que a saída da Grã-Bretanha da União Europeia seria melhor para a cidade do que continuar num bloco europeu não reformado, de acordo com a imprensa inglesa.

Segundo o The Sunday Telegraph e The Sunday Times, o conservador Boris Johnson deverá dar o seu apoio ao relatório num discurso esta semana para lançar o documento. O presidente da câmara de Londres vai falar para uma audiência de negócios na quarta-feira.

O relatório contém oito pedidos de reforma que vão além das ambições fixadas pelo também conservador primeiro-ministro, David Cameron.Caso continue no n.º 10 de Downing Street (residência do primeiro-ministro britânico) depois das eleições gerais de maio, David Cameron quer renegociar a relação de Londres com Bruxelas e realizar um referendo no final de 2017 para aferir se a Grã-Bretanha deve ou não permanecer na União Europeia. "O melhor cenário económico para a Grã-Bretanha nos próximos 20 anos é estar numa União Europeia profundamente reformada", disse Gerard Lyons, assessor económico do presidente da Câmara de Londres, ao The Sunday Telegraph.

O economista apontou que "a Grã-Bretanha pode atingir reformas significativas na União Europeia, se realmente assumir que quer sair". "O nosso estudo detalhado demonstra que é definitivamente uma opção viável para o Reino Unido estar fora da União Europeia", indicou. O The Sunday Times citou uma fonte próxima de Boris Johnson, de que o "mayor" de Londres é favorável a uma "renegociação na qual a Grã-Bretanha permaneça no mercado comum, o qual deve ser concluído".

"Ele acredita que é possível, desde que haja ousadia na renegociação em vez de medo em sair. Se os eleitores disserem que não é suficiente e nós sairmos, os aspetos a longo prazo dessa decisão não serão tão prejudiciais como as pessoas poderão imaginar", acrescentou. O The Sunday Telegraph reporta que o relatório de Lyons' apurou que Londres tem um Produto Interno Bruto de 350 biliões de libras (440 biliões de euros) - cerca de um quinto da economia britânica.

Segundo o relatório, o PIB de Londres poderá aumentar para 640 biliões de libras (801 biliões de euros) em 2034 se a Grã-Bretanha permanecer numa União Europeia reformada e orientada para o comércio com mercados crescentes fora do bloco dos 28 membros. Por outro lado, o PIB londrino poderia aumentar para 614 biliões de libras (768 biliões de euros) se a Grã-Bretanha abandonasse o bloco europeu para prosseguir as suas próprias políticas de comércio, segundo o jornal inglês.

Caso a Grã-Bretanha permaneça numa União Europeia não reformada, o PIB da capital inglesa poderia crescer para apenas 495 biliões de libras (620 biliões de euros) durante o mesmo período, enquanto deixar a União Europeia mas falhar na adoção de uma política mais orientada para o comércio externo iria limitá-lo a 430 biliões de libras (538 biliões de euros).

Lusa
 

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Cabeça de Martelo

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #33 em: Novembro 22, 2014, 12:34:49 pm »
O que tem, afinal, este Iglesias?

É a nova estrela política de Espanha. Fomos ouvi-lo em direto e ao vivo para perceber porque chegou ao topo das sondagens eleitorais. E é verdade que o homem sabe muito. Sabe-a quase toda.

É mais um Iglesias famoso que vem de Espanha. Este é Pablo, líder do Podemos que aos 36 anos é já um enorme estratega político. Sobe ao palco do comício internacional organizado pelo Bloco de Esquerda e já se sabe que é ele a estrela da noite. A sala cala-se, num silêncio de atenção que o homem aproveita.

As primeiras palavras são música para os ouvidos da audiência. Diz "boa noite" e o povo derrete-se por o estrangeiro até se dar ao trabalho de saber português. Depois, elogia a nossa capacidade de entender todas as línguas e "quem nos dera ter essa capacidade em Espanha" e o público já está derretido. É então que Pablo desfere a estocada final, arranca para o elogio direto, diz que "quem nos dera ter a sabedoria de construir frases e canções tão lindas" e vai direto ao "povo é quem mais ordena". A plateia está KO técnico. E ainda nem o primeiro round começou a sério.

Às primeiras palavras percebe-se a técnica apurada, o domínio das praças, o poder da sedução. Com uma multidão de bloquistas empedernidos transformados em manteiga, Pablo Iglesias avança. Fala com calma e com voz baixa. De camisa aos quadrados, como se tivesse acabado de nos abrir a sua porta de casa, cabelo apanhado num enorme rabo de cavalo, vai amaciando a barba enquanto fala com os cotovelos apoiados no palanque. Parece estar em casa, parece estar num ambiente intimista.

Com o cenário bem montado, avança ainda mais para o coração dos presentes, agora em tom de confidência. Resolve contar dois segredos, porque "aqui ninguém nos ouve" e "estamos entre amigos". Discursa há menos de cinco minutos, e já a sala acha que tem ali um amigo íntimo... Já se viu que vai longe.

E foi. Passou pela confissão intimista de estar a ser perseguido por "detectives privados" e por "jornalistas precários" que procuram podres nos cantos mais recônditos da sua vida. Explicou como a vinda a Portugal lhe "custou vários insultos" porque preferiu vir ate este cantinho do que aos estudios da TeleCinco dar uma entrevista em prime time.

O homem sabe muito. Derrete primeiro e com a casa preparada vale quase tudo. Dá lições sobre o segredo do seu sucesso -e do Podemos, by the way- como se falasse para um infantário ou para débeis mentais. O discurso infantiliza-se.

Começa a criar uma fábula do país dos "ratones" que é governado por gatos e parece um educador de infância. Porque é preciso "empatia", porque é preciso "a língua que todos percebem", diz o ideólogo, da receitas, porções matinas.

Não há Marx, nem Lenine no seu discurso. As referências passam a ser as histórias infantis, ou no máximo Obelix e Asterix para se falar em poções mágicas úteis à esquerda que sonha sempre em ser governo. Pablo Iglesias sabe que passa.

O acadêmico já disse que 95% da política é feita para os media, pela imagem e vê-se que não está disposto a perder a vantagem. A imagem 'cool', desprendida, de quem nem se preocupa na roupa que tira do armário não podia ser mais enganadora. Pablo joga na imagem como cartão de visita principal. E mesmo no fim do discurso abre o jogo. Pede à esquerda mais "empatia, porque aqui se pode ganhar muita coisa". Motivo? Simplesmente, como todo o seu discurso, porque "a casta política é feia, é uma gente que não sabe falar e o povo não gosta". Pablo sabe o que o povo gosta.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-que-tem-afina ... z3Jnfyw6xE
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Crypter

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #34 em: Novembro 22, 2014, 02:20:24 pm »
Há uns 70 anos atrás tb apareceu um assim lá pros lados da Germania...
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #35 em: Janeiro 04, 2015, 06:17:33 pm »
Merkel está disposta a aceitar saída da Grécia da zona do euro


A chanceler federal alemã, Angela Merkel, está disposta a aceitar que a Grécia deixe a zona do euro, caso os gregos escolham um governo que mude a política de austeridade vigente no país, noticia hoje o semanário alemão Der Spiegel.

A reportagem, que cita fontes próximas ao governo alemão, é publicada num momento em que, a três semanas de eleições antecipadas na Grécia, as sondagens de intenção de voto indicam a vitória de um partido de esquerda.

O partido Syriza, de Alexis Tsipras, prometeu reverter as reformas impostas pelos credores internacionais e renegociar o acordo de ajuda à Grécia com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

«O governo alemão considera ser quase inevitável uma saída do país da zona do euro, se o líder da oposição Alexis Tsipras assumir o governo após a eleição, abandonar a disciplina orçamentária e deixar de pagar as dívidas do país», avançou o Der Spiegel na sua versão online.

Tanto Merkel como o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, terão passado a considerar, conforme o jornal, uma possível saída da Grécia da zona do euro de forma menos dramática. Ambos acreditam agora que as consequências seriam «suportáveis», devido aos progressos da zona euro desde o auge da crise, em 2012. A recuperação de outras economias antes problemáticas, como a Irlanda e Portugal, a criação de um fundo permanente de resgate da zona do euro e a criação de uma união bancária reforçam a certeza do governo alemão de que um contágio por uma nova crise grega tenha alcance limitado, segundo a publicação.

O Parlamento da Grécia foi dissolvido na quarta-feira depois de os deputados não conseguirem escolher um sucessor para o presidente Karolos Papoulias, após três votações sucessivas.

A dissolução do Parlamento obrigou a convocação de eleições antecipadas para 25 de Janeiro.


Diário Digital
 

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Lusitano89

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #36 em: Março 04, 2015, 05:03:14 pm »
Economista britânico diz que Europa está na iminência de um "IV Reich"


O economista britânico Stuart Holland disse hoje em Lisboa que a Europa está "na iminência de um IV Reich", referindo-se à situação na Grécia e à "hegemonia de Berlim" na União Europeia.

"Temos uma hegemonia alemã que (os antigos chanceleres) Willy Brandt e Helmut Kohl não queriam. Eles não queriam uma Europa alemã, mas Angela Merkel que não tem as referências da Europa Ocidental não aceita conceitos como a solidariedade", disse à Lusa o economista britânico, à margem da conferência "Grécia e Agora?", que decorre na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Stuart Holland disse que a hegemonia de Berlim face aos restantes países da Europa pode levar a um "IV Reich" - numa referência à terminologia nacional-socialista (nazi), que chamava 'III Reich' ao regime de Hitler -, para criticar diretamente a chanceler alemã. Questionado sobre as críticas do governo português, às posições do governo grego, liderado pelo partido da esquerda radical Syriza, o economista britânico ironizou, afirmando que o chefe do governo português está a "fazer o jogo de Berlim".

"Eu creio que é admirável. Ele (Pedro Passos Coelho) vai para eleições com cartazes que mostram a bênção de Angela Merkel. Deus o ajude. Deus ajude Portugal", afirmou. Para Holland, critico das medidas de austeridade impostas ao Estado grego desde 2012, existe presentemente na Europa uma situação política que desvirtua os tratados europeus e, sobretudo, o Tratado de Roma que, afirmou, estabelecia compromissos sobre "padrões de vida, coesão económica e social e solidariedade".
"Já não temos isso. Nem sequer intenções e procedimentos comunitários. Por parte da Alemanha, por exemplo, no quadro do Eurogrupo não existe e isto é uma tragédia", lamentou o economista.

Mesmo assim, o antigo conselheiro do Partido Trabalhista britânico disse que há processos institucionais como a "cooperação reforçada" que pode ser usada "contra" Berlim.
Stuart Holland explicou que a Alemanha pensa erradamente que tem poder de veto sobre a 'cooperação reforçada' tendo utilizado o processo para "flanquear" o Reino Unido.

"A Alemanha usou isto na proposta das taxas sobre as transações financeiras para ultrapassar David Cameron. O resto da Europa, especialmente os grandes países: França, Itália, Polónia, Reino Unido devem fazer o mesmo para flanquear a Alemanha e negar assim o 'IV Reich'", afirmou. Stuart Holland, 75 anos, antigo conselheiro do primeiro-ministro trabalhista Harold Wilson e autor do livro "Europe in Question: And what to do about it", entre outros, é declaradamente defensor das propostas anti-austeridade do ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, de quem é amigo.

A conferência "Grécia e Agora?", organizada pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal e pelo Instituto Europeu, conta com as presenças, entre outros, do académico grego Elias Souziakis, do economista e antigo líder do Bloco de Esquerda Francisco Louçã, da deputada do PSD Mónica Ferro, de Rui Tavares, do Partido Livre e do antigo presidente da Assembleia da República, Mota Amaral.

Lusa
 

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #37 em: Maio 03, 2015, 07:53:23 pm »
Saída da Grécia da zona euro atirará a Europa para o caos


Hung Tran, diretor executivo do Institute of International Finance (IFF), avisou que uma saída da Grécia da zona euro teria implicações mais profundas do que aquelas que estão a ser antecipadas pelos mercados. Tran, que participou nas negociações que levaram, em 2012, a uma reestruturação da dívida pública grega que estava na posse de investidores privados, referiu ao jornal britânico Telegraph que aquele cenário iria atirar a zona euro para o caos e colocar em causa “toda a coesão da aliança ocidental”.

Os bancos reduziram a exposição à Grécia e a economia do país representa apenas 2% do produto interno bruto (PIB) da região da moeda única, mas os investidores estão a ser demasiado complacentes na avaliação das implicações de um Grexit, afirmou Hung Tran, que, a verificar-se, terá ramificações políticas de longo alcance e aumentará a polarização entre os países que constituem o “núcleo duro” do euro e as nações periféricas. O responsável do IFF declarou-se otimista quanto à existência de “margem para um compromisso de última hora” entre os credores internacionais e Atenas, mas alertou que se a Grécia for forçada a abandonar o euro as consequências serão complexas e não estão a ser “completamente entendidas”.

No curto prazo, prosseguiu Hung Tran, é provável que o contágio de uma subida das taxas de juro para países periféricos como Portugal ou Espanha fosse mais limitada do aquilo que sucederia em 2010 ou em 2012. No entanto, acrescentou, haveria efeitos a prazo sobre as expectativas dos mercados pelo facto de ficarem a saber que o euro, afinal, era um projeto reversível. “A questão natural seria: quem será o seguinte?”, referiu Tran.

O diretor do IFF colocou ainda outras dúvidas em cima da mesa. “Se uma saída da Grécia da zona euro colocaria sob tensão a relação do país com a União Europeia, também se levantariam questões sobre o alinhamento do país em termos de política externa e segurança”. Tran adiantou que o atual programa de injeção de liquidez na economia protagonizado pelo Banco Central Europeu (BCE), que “vale” 60 mil milhões de euros por mês, tem criado um falso sentimento de segurança que se sobrepõe a qualquer sentido dos perigos que a crise grega representa.

“Tem havido uma polarização aguda à esquerda e à direita, sob o argumento de que a austeridade não funcionou. Por isto, o fracasso num entendimento com a Grécia e a sequente saída da zona euro faria este debate ficar ainda mais extremado e mais problemático”, avisou, ainda, Hung Tran. Para este especialista, a esperança é a de que haja um compromisso “prático e sensível” entre o Eurogrupo e Atenas que, por um lado, amarre o país à “concretização de reformas que reanimem o crescimento”, e, por outro lado, que proporcione “um calendário de ajustamento que não seja demasiado apertado”.

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #38 em: Janeiro 28, 2016, 11:29:14 pm »
Britain First carries out Christian Patrol in Islamist hotspot Bury Park, Luton

Chocante.
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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #39 em: Fevereiro 20, 2016, 06:32:27 pm »
 

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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #40 em: Abril 16, 2019, 11:26:58 pm »


Sinto um estranho presságio com esta imagem....
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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #41 em: Abril 17, 2019, 09:46:52 am »
Não tenhas dúvidas!

Já começa a circular pela net vídeos suspeitos acerca disto. A mim cheira-me que a extrema direita vai subir ao poder e depois disso... é uma incógnita.
« Última modificação: Abril 17, 2019, 09:48:20 am por Cabeça de Martelo »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #43 em: Julho 12, 2019, 12:22:50 pm »

EU at the Crossroads: Integration or Disintegration
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Re: O Fim da atual Europa e os velhos demonios....
« Responder #44 em: Novembro 16, 2019, 02:43:15 pm »
A revista Sábado de dia 14 de Novembro tem um artigo interessante de Jonathan Holslag.

Citar
Professor de política internacional na Universidade Livre de Bruxelas, é conselheiro da Comissão Europeia e de várias empresas mundiais. Critica a inação dos líderes europeus e avisa que as alterações climáticas podem destruir a nossa sociedade ainda este século.

Citar
Escreveu o livro mais recente, Guerra e Paz, Uma História Política do Mundo (Ed. D. Quixote) porque sentiu que as obras sobre diplomacia que usava nas aulas começavam todas nos séculos XVII ou XIX, um período dominado pelo Ocidente. Isso, diz, provoca uma visão parcial do mundo e dificulta a compreensão entre povos. Nesta entrevista, analisa a tensão entre o Ocidente e a China e a Rússia e explica como a Europa pode estar a entrar numa decadência irreversível.

Citar
Guerra ou paz, qual é o estado natural do nosso planeta?
O mundo foi sempre uma selva. Por vezes, grandes civilizações criam um espaço de tranquilidade, mas raramente dura muito. Mesmo quando dizemos ter paz, ela costuma significar algo completamente diferente para outros. A Pax Romana, as dinastias chinesas ou a Pax Americana foram períodos de prosperidade para os que estavam no centro do império, mas de abuso e exploração para os da periferia. Harmonia, normalmente, significa hierarquia. Por isso os poderes na periferia enfrentam sempre os do centro para mudar a balança de poder. É o que vemos hoje com a China e os EUA.

O que garante um período de paz?
Poder e modéstia. No fim da linha, a paz é sobre a capacidade de defender o nosso modo de vida e isso requer poder. Quando o equilíbrio de poder se altera há tensão. Mas mesmo que se tenha poder, ele deve ser usado com sabedoria, não entrar em guerras imprudentes, como fizemos nas últimas décadas, não se tomar arrogante, não gastar o poder económico nos concorrentes, como a UE também fez com a China e a Rússia. Enriquecemos os nossos rivais e agora estamos nervosos.

Então a paz não é alcançável através do comércio e da democracia?
Temos esta ideia romântica de a Rota de Seda ser uma avenida para a cooperação e as trocas culturais. Bem, a Rota da Seda, através da história, estava alinhada com fortalezas. Onde quer que haja comércio, os Estados vão querer controlá-lo. A conectividade, seja ela por mar, terra, ou, actualmente, pela Internet, é crucial para o poder. Em relação à democracia, a história recente mostra que o comércio não é seguido pela democracia. Olhe para a China e para a Rússia. Trocamos mais, eles tomam-se menos democráticos.

Mas acredita que o período de grandes guerras já ficou para trás?
Não. Porque é que o nosso tempo seria diferente? O comércio não nos impede de voltar às políticas de poder mais duras. A democracia criou o Brexit, Trump e Bolsonaro. A destruição em massa também não impediu os países de irem para a guerra. É a assunção de que as grandes guerras de poder se tomaram improváveis que as tomam mais prováveis.

Incluiria a guerra ao terrorismo na lista das grandes guerras?
Se considerar o custo financeiro, certamente. É a segunda mais cara desde a II Guerra Mundial (GM) e matou meio milhão de pessoas. É também importante porque esgotou o Ocidente, criou novos inimigos e tomou a população avessa ao poder militar.

Então ela alcançou o que os terroristas queriam: exaurir o Ocidente e perpetuar o terrorismo?
Os terroristas têm muitos objetivos: no caso do Estado Islâmico (EI), subverter o Estado sírio e o iraquiano, corrigir a discriminação sunita, enriquecer através do crime organizado... Mas um objetivo é enfraquecer oOcidente e nesse sentido foram bem-sucedidos. O terrorismo não desaparecerá. A raiva contra o Ocidente no mundo islâmico também vai aumentar. Cerca de 10% da população do Médio Oriente e Norte de África simpatiza com o terrorismo. Se, desses, considerar que 1% está pronto a lutar, terá uma força de meio milhão. Não estamos a derrotar o terrorismo, estamos a reprimi-lo.

Há cada vez mais conflitos mas vivemos também em prosperidade e segurança. É contraditório?
É o melhor dos mundos e o pior dos mundos, como Dickens diria. Já estivemos aqui. Pense em Keynes, que se descrevia a beber chá em Londres e a beneficiar de todas as coisas boas do mundo a poucos anos da II GM. O principal problema da Europa é que nos preocupamos, mas não fazemos nada. Olhamos com medo para o Sul, mas abandonamo-lo e criamos um vazio de poder onde o extremismo e outros males se alimentam. Olhamos com medo para a Rússia, mas deixamos Putin ganhar mais de 100 mil milhões por ano em exportações de gás. Ficamos chocados com os Estados do Golfo que financiam o terrorismo, mas enviamos-lhes armas e compramos o seu petróleo. Estamos preocupados com o aumento do poder da China, mas aceitamos os seus produtos baratos. Destruímos a nossa própria segurança. Isso é típico de uma sociedade rica e voltada para o interior. Chamava-se decadência.

Ou seja, não estamos a proteger os nossos princípios e valores?
Sim. A política de poder não deve ser sobre abandonar os nossos ideais e tomarmo-nos oportunistas. Ela deve ser sobre aumentar o poder e a influência para preservar os nossos valores e ideais. Abandonar os valores é rendição e cobardia.

É também por isso que estamos a virar para uma era de protecionismo e nacionalismo?
O nacionalismo nunca nos deixou. Apenas ficámos inconscientes dele. No momento em que celebrávamos a globalização, foram feitos planos na China para tomar uma parte da nossa indústria e tecnologia; no Médio Oriente para lutar contra o liberalismo ocidental; na Rússia para repelir a influência europeia A nossa globalização alimentou o nacionalismo em muitas partes do mundo mas durante muito tempo, os líderes chineses, os xeques e os reis fingiram nos fóruns internacionais, como Davos, que estavam a abraçá-la. Esses países juntaram-se à globalização para a mudar, não para se submeterem às nossas regras.

Tal como os populistas entraram no Parlamento Europeu (PE) para subverter a UE?
Certamente. Há populistas no PE com interesses de negócios na China e financiamento da Rússia. Pense também nos conservadores britânicos a receber dinheiro russo, em Vicktor Orbán, a China a oferecer apoio a políticos de direita, antigos políticos como Gerhard Schrtider e jean-Pierre Raffarin que se tornaram fantoches de Moscovo e Pequim. Um político ou funcionário público deve servir a nossa sociedade, não os nossos rivais. Hoje há uma completa falta de patriotismo, lealdade e dedicação à sociedade. A forma como os nossos políticos sucumbem a investimento e a dinheiro da China, ao 5G da Huawei e ao gás da Gazprom ou do Qatar, não é muito diferente dos líderes africanos do século XV, que venderam os seus países por um punhado de vidros e sinos.

Como devemos lidar com populistas como Putin, Orbán ou Trump, que minam a democracia?
Devemos começar por ler a oração fúnebre de Pendes. O líder ateniense enfatizou a beleza da democracia, mas também que ela requeria patriotismo. Uma democracia saudável requer um equilíbrio entre abertura, simbolizada pelo porto de Pireu, no caso de Atenas, identidade e um sentimento de pertença, pense no templo da Acrópole, e segurança, simbolizada pelas muralhas. Nas últimas décadas as nossas elites cuidaram dos portos mas esqueceram-se do resto. As grandes companhias viraram as costas à sociedade. As pessoas tornaram-se consumidores, não cidadãos. Trump tem razão quando critica os cosmopolitas que falam da harmonia no mundo mas falham em preservá-la em casa. Não estou a dizer que gosto das suas políticas mas não podemos ser abertos e inclusivos se não há segurança e um sentimento de pertença.

Estes lideres vão marcar a história ou ser uma nota de rodapé?
Os atuais líderes pragmáticos ou as gerações passadas de líderes pragmáticos marcaram a história? O populismo é o produto de décadas de lideranças falhadas do centro político. Obama, por exemplo, prometeu conter a influência das grandes multinacionais, mas quem é que ele enfrentou? O comportamento desses políticos era mais civilizado mas faltava-lhes coragem. Agora temos coragem sem civismo. Estas gerações vão ficar na história como gerações decadentes, sem paixão cívica, que consumiram riqueza mas nada fizeram para a preservar. Arriscamo-nos a passar à história como a idade que lixou tudo para o Ocidente.

No seu livro percebemos que as alterações climáticas foram uma preocupação constante ao longo da história Porquê?
O primeiro conselho que grandes pensadores estratégicos como Sun Tzu ou o indiano Kautilya davam aos seus governantes era para se preocuparem com o ambiente, porque todos os poderes dependem muito dele e dos recursos naturais. Vemos as alterações climáticas contribuírem para a violência, uma e outra vez: invasões dos Povos do Mar, dos Hunos, Mongóis e assim por diante. Não penso que hoje seja diferente. As forças que estão a crescer no Sul são um resultado de pobreza, crescimento demográfico e as alterações climáticas têm o potencial de destruir a nossa sociedade no que resta deste século, sobretudo se as combinarmos com a atual ausência de estratégia em relação à África e Médio Oriente. A migração em massa não vai continuar pacífica nas próximas décadas e não precisamos de pertencer à extrema-direita para dizer isso. O que estamos a fazer? Um lado quer salvar refugiados, outro quer construir muros e o centro político tenta ganhar tempo ao subornar líderes como o Presidente Erdogan.

O que nos ensinam os últimos 3000 anos sobre a política atual?
Gostava de salientar uma coisa: a armadilha da fortaleza vazia. Em tempos de incerteza, as sociedades ricas tendem a recuar e a esconderem-se atrás de muros. Mas no longo prazo os muros não resultam, são sempre derrubados. A Europa não se pode esconder. Deve reforçar o seu poder, como economia, como comunidade de valores, como ator militar e retomar a iniciativa no seu quintal. Ou governamos ou somos governados. Os fortes fazem o que querem, os fracos sofrem o que devem, disse Tucídides. O desafio é exercer influência com sabedoria e empatia.
« Última modificação: Novembro 16, 2019, 02:47:59 pm por Lightning »
 
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