Reformar e Modernizar as Forças Armadas

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Lightning

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3450 em: Dezembro 23, 2024, 05:56:14 pm »
Isso pode ser inclusivé um argumento usado pelos EUA para baixar o valor dos 5%, a compra de material Americano.

Não podem. Os EUA não são os donos da NATO. Tem tanto direito como os franceses de dizerem aos americanos que tem de gastar x% em armamento francês.
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3451 em: Dezembro 23, 2024, 05:59:08 pm »
5% é totalmente impossivel.  O trump atira esse valor para o ar porque é um completo ignorante - nem os EUA gastam isso.

Estamos a falar de um sujeito que um dia destes ficou admirado porque... "existiam muitos países".  Sim, para o trump é uma novidade existirem muitos países!

Vindo do mesmo génio que quer tornar o Canadá no 51° estado, tomar posse do canal de Panamá e anexar a Gronelândia.   :mrgreen:
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3452 em: Dezembro 23, 2024, 08:31:42 pm »
Preparem-se para 5 % do PIB em defesa.

Nisso não acredito, nem os EUA gastam isso.

Mas já acredito em valores próximos dos 3,5% e mais rapidamente do que se pensa, se calhar.

Com esta argumentação o que o Trump se calhar está a fazer é preparar a eventual saída da NATO, que já não é a sua prioridade. E é óbvio que os EUA já não conseguem travar 2 guerras de alta intensidade ao mesmo tempo, contra a China e contra a Rússia. Por isso a Europa que se cuide.
Aos EUA basta manter a aliança com a Grã-Bretanha e pouco mais. E, estranhamente, E Portugal até pode vir a desempanhar um papel de relevo, por causa das Lajes.

Agora o que me parece é que os EUA se estão a esquecer que o aumento das verbas para a Defesa não significa necessariamente um aumento das encomendas à indústria americana. No médio prazo até pode significar o oposto....
Cumprimentos,
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3453 em: Dezembro 23, 2024, 09:54:28 pm »
Preparem-se para 5 % do PIB em defesa.

Nisso não acredito, nem os EUA gastam isso.

Mas já acredito em valores próximos dos 3,5% e mais rapidamente do que se pensa, se calhar.

Com esta argumentação o que o Trump se calhar está a fazer é preparar a eventual saída da NATO, que já não é a sua prioridade. E é óbvio que os EUA já não conseguem travar 2 guerras de alta intensidade ao mesmo tempo, contra a China e contra a Rússia. Por isso a Europa que se cuide.
Aos EUA basta manter a aliança com a Grã-Bretanha e pouco mais. E, estranhamente, E Portugal até pode vir a desempanhar um papel de relevo, por causa das Lajes.

Agora o que me parece é que os EUA se estão a esquecer que o aumento das verbas para a Defesa não significa necessariamente um aumento das encomendas à indústria americana. No médio prazo até pode significar o oposto....
Não sei a Gronelândia tb pertence a um pais da nato e os EUA querem ficar com aquilo na mesma... Não vejo o que os Açores poderá ser diferente
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3454 em: Dezembro 23, 2024, 10:00:15 pm »
Eu proponho criar um grupo de trabalho para como gastar 2% do PIB, outro como gastar 3%  e finalmente outro para como gastar 5%. Com direito a bar aberto sempre que reunirem. Coisa mais tuga não existe e com isso sempre se gastar mais uns trocados em "defesa"
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3455 em: Dezembro 23, 2024, 10:46:18 pm »
Eu proponho criar um grupo de trabalho para como gastar 2% do PIB, outro como gastar 3%  e finalmente outro para como gastar 5%. Com direito a bar aberto sempre que reunirem. Coisa mais tuga não existe e com isso sempre se gastar mais uns trocados em "defesa"

E para o Grupo de Trabalho, convidavam-se pessoas de relevo, canhotas e com uma enorme admiração pela Defesa Nacional, como:
Ana Gomes, Mariana Mortágua, Francisco Louçã, Daniel Oliveira e o Líder do PSD no Parlamento Europeu o Sebastião Bugalho (que queria que Portugal apenas apostasse em equipamento defensivo como os coletes anti-bala!!!!!)  :mrgreen:
« Última modificação: Dezembro 23, 2024, 10:46:42 pm por Viajante »
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3456 em: Dezembro 24, 2024, 03:28:10 pm »
Isso pode ser inclusivé um argumento usado pelos EUA para baixar o valor dos 5%, a compra de material Americano.

Não podem. Os EUA não são os donos da NATO. Tem tanto direito como os franceses de dizerem aos americanos que tem de gastar x% em armamento francês.

Teoricamente não, mas na prática quantos países não dependem dos EUA em caso da activação do artigo 5º?

O caminho parece-me relativamente claro: Ou aumentam os gastos militares (e a industria americana lucra expectavemente com isso) ou os EUA saem da NATO, algo que o Trump já defendem há algum tempo.

A verdade é que para os EUA a verdadeira guerra é e será com a China.
 

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Lightning

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3457 em: Dezembro 24, 2024, 06:17:00 pm »
Pois, não acho errado ele exigir que todos os países da aliança cumpram com os valores acordados, para não estarem à sombra da Protecção americana, e in extremis, até pode ameaçar com a saida dos EUA da aliança.

Exigir que os países europeus gastem em material americano, é ao nivel de pagar à mafia por protecção.

Os europeus, podem fazer isso, que na prática significa pagar para ter protecção americana, ou podem desenvolver a sua própria indústria de material militar...

Eu até gosto do material americano, tem muito boa relação preço-qualidade em relação ao construido na Europa, principalmente porque eles constroem em maior quantidade, F-16, Black Hawk, C-130, etc.
Mas se tiver que escolher, entre essas duas hipóteses escolho a última.
« Última modificação: Dezembro 24, 2024, 06:19:09 pm por Lightning »
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3458 em: Janeiro 18, 2025, 01:35:41 pm »
Preparem-se para 5 % do PIB em defesa.

Fictício.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Charlie Jaguar

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3459 em: Fevereiro 19, 2025, 09:54:00 am »
Notícia na edição de hoje do DN.

Citar
“Sem uma reforma profunda, a irrelevância das Forças Armadas é uma certeza matemática”, alertam generais

Valentina Marcelino
Publicado a: 18 Fev 2025, 23:48

O Grupo de Reflexão que integra ex-Chefes militares não costuma ser otimista. Desta vez, o diagnóstico agrava-se: “A Defesa Nacional está perante o pior cenário possível dos últimos 50 anos.”

https://www.dn.pt/edicao-impressa/sem-uma-reforma-profunda-a-irrelev%C3%A2ncia-das-for%C3%A7as-armadas-%C3%A9-uma-certeza-matem%C3%A1tica-alertam-generais


E a coluna de opinião da jornalista Valentina Marcelino, especialista em assuntos de Defesa e diretora-adjunta do DN, no seguimento da peça que infelizmente apenas está disponível para assinantes.

Citar
Opinião
Forças Armadas e a “irrelevância” fatal

É penoso que o nosso Conceito Estratégico de Defesa Nacional seja ainda o de 2013, no qual, entre outras pérolas, apresenta a Rússia como “parceiro estratégico”

Valentina Marcelino
Publicado a: 19 Fev 2025, 00:00

É dramático quando áreas de soberania do Estado acumulam problemas que se arrastam e agravam no tempo. Acontece na justiça, na segurança e na defesa e em comum têm semelhantes faltas de investimento ao longo dos anos e, principalmente, nos dois últimos setores, dificuldade em recrutar e reter recursos humanos.

Mais grave nas Forças Armadas (FFAA) quando esse problema já foi diagnosticado e antecipado há vários anos. Aqui no DN fizemos manchete a 22 de fevereiro de 2020 com uma alarmante carta de um conjunto de oficiais-generais do Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) endereçada ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na qual advertiam para a situação de “pré-falência” das FFAA. “Processo de desconstrução”, “dificuldades inéditas”, “mínimos” de efetivo “nunca verificados”, “situação em geral grave, mas no caso do Exército de emergência institucional”, “dificuldades de sustentação e manutenção” - foram alguns dos factos elencados.

Praticamente cinco anos depois, eis que de novo vem o GREI recuperar o diagnóstico que, não só se mantém atual, como, perante a atual conjuntura internacional e o desafio que se impõe para a defesa europeia, as lacunas se tornam ainda mais evidentes e expõem toda a nossa fragilidade. É penoso que o nosso Conceito Estratégico de Defesa Nacional seja ainda o de 2013, no qual, entre outras pérolas, apresenta a Rússia como “parceiro estratégico”. O ministro Nuno Melo já disse que o novo documento, com base na proposta que tinha saído de um longo trabalho da ‘comissão de sábios’ presidida por Nuno Severiano Teixeira, seguirá em breve para o Parlamento.

Entretanto, o mundo voltou a mudar com Donald Trump de novo a liderar os Estados Unidos e, sem surpresas, a provocar uma tempestade nas relações transatlânticas. Há quem veja aqui uma oportunidade para a Europa se fortalecer, investir realmente na sua indústria de defesa. Porém, não é preciso ser muito cético para a desconfiança dominar a perceção. O General Valença Pinto, antigo Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, pediu, num artigo publicado aqui no DN, um “toque de alvorada”, o qual, segundo o cerimonial militar, se segue ao toque de finados. Para tal, sublinhou “vai ser precisa muita vontade política, muita determinação e lideranças que realmente o sejam”.

Lendo o novo documento do GREI deparamo-nos quase com uma sentença de morte, que só um milagre pode travar. O desinvestimento, as políticas públicas pensadas no imediato e não a longo prazo, a falta de conhecimento da cultura militar, o ostracismo a que dirigentes políticos condenam os militares, como se não constituíssem uma das mais relevantes, organizadas e disciplinadas forças de defesa de todos nós (só lembrar o papel que tiveram durante a pandemia da Covid-19), têm sido a prática. É por tudo isso que quando temos oficiais superiores a dizer que “o funcionamento das FFAA encontra-se dependente de um número reduzido de militares que asseguram a operação e a sustentação do Serviço de Forças, em condições de crescente carga laboral devida à rarefação de efetivos” e que “casos existem até, em que se verificam situações que se aproximam perigosamente de patamares de risco pessoal e material inaceitáveis”, sentimos que começa a faltar um sobressalto cívico.

Segundo o GREI, a defesa nacional está “perante o pior cenário possível dos últimos 50 anos” e que caso não seja feita uma “reforma profunda” a “irrelevância militar das FFAA é uma certeza matemática”. E será certamente fatal para todos nós.



Diretora-adjunta do Diário de Notícias

https://www.dn.pt/opiniao/for%C3%A7as-armadas-e-a-irrelev%C3%A2ncia-fatal
Saudações Aeronáuticas,
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"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3461 em: Fevereiro 19, 2025, 02:53:20 pm »
Serviço público o do Charlie ao colocar aqui o artigo do DN.
Obrigado.

Mas nem assim.

Um comentário benigno que aqui se aplica:



Isto é, objectiva e demonstradamente, a democracia a funcionar:

« Última modificação: Fevereiro 19, 2025, 02:57:47 pm por Luso »
Isto é um Limited hangout. Boa parte dos participantes são bots militares. Evitar.
 
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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3462 em: Fevereiro 21, 2025, 11:08:48 am »
Exemplo para o boneco da playmobil:

https://x.com/i/status/1892709607715287486
Isto é um Limited hangout. Boa parte dos participantes são bots militares. Evitar.
 

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3463 em: Fevereiro 21, 2025, 12:31:52 pm »
O Hegseth é dos mais incompetentes que há
 
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Cabeça de Martelo

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Re: REFORMAR E MODERNIZAR AS FORÇAS ARMADAS
« Responder #3464 em: Fevereiro 21, 2025, 12:44:14 pm »
O Hegseth é dos mais incompetentes que há

Dava um bom Presidente do estilo Português, não decidia nada de muito importante, sabe falar/comunicar, o mulherio gosta do estilo e após meia dúzia de whiskeys deve dar música para dar e vender.

Na prática será um "yes men", deixando o Musk com o seu DOGE verificar tudo e todos e repetindo o que é a linha definida pelo Trump. Ou seja, é perfeito para o que o Trump quer.
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...