E cedi à tentação de usar uma IA para avaliar a hipótese de MMPC / EPC - versão LRM - para a Marinha, após integrar as FREMM Evo; preocupação em ter o máximo de compatibilidade com os sistemas da FREMM Evo e capacidade ASW...
Esta configuração detalha como a LRM (Long Range Multipurpose) se transforma numa plataforma de combate sofisticada através da sua modularidade, mantendo o radar "nativo" do projeto, mas adotando o "sistema nervoso" e o armamento da FREMM Evo.
1. O Radar Indra no MMPC Call 2
O radar da Indra é um dos pilares da Call 2 para garantir a soberania tecnológica europeia.
* Tecnologia: É um radar AESA (Active Electronically Scanned Array) de face rotativa, operando na banda E/F (banda S).
* Capacidades: Foi desenhado para ser "multi-missão", capaz de detetar desde pequenos drones (UAVs) até mísseis antinavio supersónicos.
* Vantagem na LRM: Sendo mais leve e compacto que os radares de faces fixas das fragatas pesadas, permite que a LRM mantenha a sua estabilidade e grande autonomia sem sacrificar a precisão da imagem tática necessária para guiar os mísseis CAMM-ER.
2. A "Mission Bay" (Baia de Missão): O Coração do ASW
A grande diferença da LRM para a versão de combate (FCM) é o generoso espaço modular na popa (abaixo do convés de voo). É aqui que a capacidade ASW é "instalada".
* Configuração "Plug & Fight": A baia utiliza guias e ligações standard (tipo contentor ISO) para receber o módulo Thales CAPTAS-2. O guincho do sonar e a eletrónica de processamento são inseridos como um bloco.
* Flexibilidade: Se o navio não estiver em missão ASW, o sonar pode ser removido para dar lugar a:
- Sistemas de lançamento e recuperação de USVs (drones de superfície) para deteção acústica remota.
- Células de apoio para forças especiais ou contentores de ajuda humanitária.
- Lançadores de Torpedos: Na configuração que definimos (Evo-Style), os lançadores de torpedos MU90 podem ser instalados de forma fixa nas laterais ou através de módulos lançadores "ocultos" na baia de missão, mantendo o perfil stealth do navio.
3. Resumo Técnico: LRM "Evo-Compatible" (Consolidado)
Esta tabela resume a configuração final, unindo o radar nativo da LRM com a suíte de combate da FREMM Evo.
| Sistema | Especificação (MMPC Call 2) | Relação FREMM Evo / Função |
| Radar Principal | Indra AESA (Banda E/F) | Standard LRM. Radar digital de alta definição para vigilância e tiro. |
| CMS (Gestão) | Leonardo Athena (SADOC 4) | Idêntico à Evo. Garante integração total na rede da Marinha. |
| AAW (Mísseis) | Albatros NG (CAMM-ER) | Defesa Robusta. Alcance +45km; defesa contra mísseis e aviões. |
| VLS (Lançador) | Sylver A43 ou módulos VLS | 8 a 16 células verticais na proa (conforme espaço reservado). |
| ASW (Sonar VDS) | Thales CAPTAS-2 | Modular. Versão compacta da tecnologia de deteção da FREMM. |
| ASW (Sonar Casco) | Thales Kingklip MK2 | Permanente. Vigilância acústica de curto alcance e aviso de torpedos. |
| Torpedos | MU90 Impact | Padrão Evo. Lançadores integrados ou modulares. |
| Artilharia | 76/62mm Super Rapido | Sistema Strales. Usa munição DART para defesa antimíssil. |
| Propulsão | CODLAD (Diesel-Elétrico) | Permite silêncio acústico crítico para operação do sonar.
4. Porquê esta configuração para uma Marinha com FREMM Evo?
* Interoperabilidade Total: Ao usar o Athena SADOC 4, a corveta não é apenas um navio isolado; ela funciona como um "sensor avançado" para a fragata FREMM Evo. A fragata pode, teoricamente, disparar um míssil baseado nos dados de radar da corveta (Cooperativa Engagement Capability).
* Economia de Escala: Os mesmos torpedos (MU90), as mesmas munições de 76mm (DART) e os mesmos mísseis (família MBDA) simplificam drasticamente a logística e o treino das guarnições.
* Versatilidade: Tens um navio que pode fazer patrulha de rotina de baixo custo (usando os motores elétricos e o radar Indra) mas que, em caso de crise, tem "dentes" reais para enfrentar submarinos e ameaças aéreas.