Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama

  • 8301 Respostas
  • 2270818 Visualizações
*

Lampuka

  • Investigador
  • *****
  • 2167
  • Recebeu: 1013 vez(es)
  • Enviou: 972 vez(es)
  • +481/-2283
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8295 em: Março 12, 2026, 06:53:52 pm »
Destaco...
Citar
FSAF-PAAMS air and missile defence system
João Pereira
 

*

Pilotasso

  • Perito
  • **
  • 375
  • Recebeu: 277 vez(es)
  • Enviou: 197 vez(es)
  • +64/-68
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8296 em: Março 12, 2026, 07:04:25 pm »
Neste momento, está-se a tentar passar o médio alcance para o Exército (IRIS SLM) e a FA ficar com 1 bateria de SAMP/T.
Cps
 

*

dc

  • Investigador
  • *****
  • 10850
  • Recebeu: 5552 vez(es)
  • Enviou: 893 vez(es)
  • +5391/-1491
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8297 em: Hoje às 01:53:12 am »
Duvido que os helis e pacote de mísseis, torpedos e munições guiadas para os sistemas de armas das FREMM EVO estejam incluídos nos 3 MM Euro. Os helis e mísseis/ torpedos e munições guiadas devem custar mais 1 MM ou mais, e serem incluídos na próxima revisão da LPM. Estes 1 MM Euros ou mais deve sair do OE, não do programa SAFE. As 3 FREMM EVO com heli e armamento devem ficar em 1,3 MM cada ou mais.
A este ritmo é mesmo para chegar aos 3,5%  c56x1

Helis também duvido que estejam incluídos. Munições devem estar, pelo menos um número mínimo. Não é inconcebível que se compre uma quantidade minimalista, tipo 16 Teseo, 12 torrpedos, 16 Aster 15, etc, só para os navios não andarem vazios.

Se for mais que isto, ficaria surpreendido.

Já os 3.5%, estás muito longe. Seriam cerca de 10000M por ano na Defesa. Os 3.5% é um dado quase adquirido de que nunca serão atingidos. 2.5% e já lhe chamavam um figo.
 

*

Duarte

  • Investigador
  • *****
  • 7572
  • Recebeu: 1519 vez(es)
  • Enviou: 3497 vez(es)
  • +4023/-1855
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8298 em: Hoje às 02:41:44 am »
Que pensam da possibilidade de se converter 3 ou 4 EH-101 em verão ASW para operar nas FREMM? Deve ser possível, mas o preço se calhar será proibitivo?
A FAP continuaria a poder fazer serviço SAR 24/7 com apenas 8 ou 9 EH-101 a operar a partir da BA6 (5-6) e BA4 (3)?  :conf
« Última modificação: Hoje às 03:07:07 am por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next
 

*

dc

  • Investigador
  • *****
  • 10850
  • Recebeu: 5552 vez(es)
  • Enviou: 893 vez(es)
  • +5391/-1491
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8299 em: Hoje às 03:32:40 am »
Dos 12 Merlin, apenas os 4 CSAR seriam embarcáveis (cauda e pás dobráveis).

O custo dessa conversão devia ser tal, que provavelmente pouco mais barato seria que comprar Lynx Wildcat. Ou mais depressa iam buscar SH-60 usados, aproveitando o trabalho que tem sido feito com os UH-60 que temos recebido.

Os 4 CSAR deviam sim ser modernizados, para oferecerem às FA um heli maior que pode ser embarcado quando necessário a bordo das FREMM, mas ASW/ASuW deviam ficar a cargo de helis dedicados.
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Bubas

*

sivispacem

  • Investigador
  • *****
  • 2103
  • Recebeu: 1291 vez(es)
  • Enviou: 1439 vez(es)
  • +657/-790
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8300 em: Hoje às 12:04:19 pm »
Dos 12 Merlin, apenas os 4 CSAR seriam embarcáveis (cauda e pás dobráveis).

O custo dessa conversão devia ser tal, que provavelmente pouco mais barato seria que comprar Lynx Wildcat. Ou mais depressa iam buscar SH-60 usados, aproveitando o trabalho que tem sido feito com os UH-60 que temos recebido.

Os 4 CSAR deviam sim ser modernizados, para oferecerem às FA um heli maior que pode ser embarcado quando necessário a bordo das FREMM, mas ASW/ASuW deviam ficar a cargo de helis dedicados.

Acresce que, consderando uma taxa de disponibilidade dos EH que nem nos melhores dias atinge 60%, sobrariam menos de 5 aparelhos para as necessidades do continente e ilhas, o que é manifestamente insuficiente...
Cumprimentos,
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Duarte

*

Charlie Jaguar

  • Investigador
  • *****
  • 7677
  • Recebeu: 9031 vez(es)
  • Enviou: 6124 vez(es)
  • +10248/-3047
Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8301 em: Hoje às 12:53:28 pm »
Citar
Compra de fragatas prevê até 200 milhões de investimento no Arsenal do Alfeite
O valor foi avançado pelo ministro da Defesa Nuno Melo, durante a audição na Comissão de Defesa, esta quinta-feira no Parlamento.

ECO - Ana Marcela
12 Março 2026

Nuno Melo não adianta se as fragatas que Portugal vai comprar no âmbito do programa de empréstimo europeu SAFE são “italianas, francesas, holandesas ou espanholas” enquanto os contratos não estiverem fechados, mas assegura que como “condição para a aquisição de fragatas” há um montante “próximo de 150 a 200 milhões de euros” que terá de ser investido no Arsenal do Alfeite. O ministro da Defesa aponta que o Estado poderá ter custos com juros entre sete a oito mil milhões com o empréstimo de 5,8 mil milhões do SAFE.

“O que diga neste momento a esse propósito tem sempre uma dose que é, ou pode ser, especulativa”, disse Nuno Melo, quando questionado sobre os encargos de juros para o Estado com o empréstimo para a compra de equipamento de defesa. “Há uma notícia que é publicada, contemplando juros de 4%”, disse o ministro da Defesa esta quinta-feira em audição na Comissão de Defesa no Parlamento. “Achamos lógico que esses juros possam atingir 2%-3%, mas tendo também em conta tudo o resto, nomeadamente a inflação, o custo da dívida, e que fará com que, tudo sopesado, no final, o valor do encaixe que o Estado suportará, andará nos 7 mil milhões, 8 mil milhões, ou seja, muitíssimo longe dos 12 mil milhões dessa notícia“, considera o Ministro da Defesa. “Ora, se tiverem em conta o investimento e o montante mutuado, que anda perto dos 6 mil milhões, e a longevidade do instrumento, do mecanismo, é então realmente muito bom”, acrescenta.

Questionado sobre se o Governo vai usar os 10 anos de carência previstos nas condições do empréstimo ou se tem a intenção de iniciar o pagamento no decurso desta legislatura, Nuno Melo responde. “O instrumento prevê 10 anos de carência e foi uma das razões da aceitação do próprio mecanismo, tendo esse prazo de carência como virtuoso. Não obstante, se o Ministério das Finanças, que é a entidade competente, entender que é vantajoso para o Estado português fazer outra coisa qualquer… Não é a minha área de ciência, não é a minha competência e, portanto, sobre isso nem me atrevo em dever decisões”, disse.

Impacto para a economia portuguesa

Na audição parlamentar, o tema do retorno para a indústria nacional deste empréstimo europeu voltou a ser foco de atenção dos deputados. Nuno Melo não quis falar de equipamentos concretos “antes de os contratos estarem fechados”, mas frisou que o retorno para a economia nacional foi fator que pesou na decisão. “Em alguns equipamentos, o retorno para a indústria nacional é de 100%, como é o caso dos drones, totalmente feitos em Portugal. Noutros equipamentos, a participação das indústrias portuguesas será menor, em média será alta, mas posso-lhe assegurar que neste ciclo de vida de 30 anos, as empresas portuguesas estarão permanentemente empenhadas”, diz.

E dá vários exemplos, como é o caso dos navios que serão comprados para a Marinha Portuguesa. “Por exemplo, como condição para a aquisição de fragatas, teremos um montante, posso dizer, próximo de 150 a 200 milhões de euros que tem que ser investido no Alfeite, que vai modernizar”, diz. Ou dos satélites. “Tivemos a capacidade de captar o investimento estrangeiro, que posso dizer é finlandês, as salas limpas estão a ser criadas, e os satélites serão cá feitos. Logo será uma empresa portuguesa, para serem vendidos a Portugal, mas também exportados”, diz. “As munições que vamos comprar, e nós precisamos de reservas de munições, serão produzidas em Portugal. Esta foi uma capacidade que Portugal perdeu e vai voltar. E temos o parceiro”, diz.

Mais, serão comprados blindados que serão produzidos em Portugal. “Portanto, é uma empresa portuguesa. Posso dizer até que vai ser mais uma região do interior que será beneficiada com esta empresa, se tudo correr bem”, afirma. “À volta disto há empresas que se implantam, há empresas que se reforçam, há postos de trabalho que são criados, porque, evidentemente, é em Portugal que estará instalado e são clusters que se inovam como foi a Autoeuropa”, aponta.

https://eco.sapo.pt/2026/03/12/compra-de-fragatas-preve-ate-200-milhoes-de-investimento-no-arsenal-do-alfeite/
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
"

Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Duarte