Reformar e Modernizar as Forças Armadas

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4381 em: Março 12, 2026, 10:34:37 pm »
Portugal alcançou 2% do PIB em Defesa em 2025, diz Nuno Melo

O objetivo é agora assegurar que os "2% se mantêm". Sobre as novas compras com empréstimos europeus, ainda não há contratos fechados. Custo de amortização e juros andarão por "sete mil milhões, oito mil milhões".



 Os gastos nacionais em Defesa que são reconhecidos ao nível da NATO atingiram no ano ano passado os 2% do PIB, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Nuno Melo, em audição parlamentar.

"A nota que temos é que Portugal atingiu os 2% (do PIB) em 2025", afirmou o responsável do Governo numa audição pedida para explicações sobre o recurso à assistência financeira europeia para compras em Defesa através do mecanismo SAFE (Security Action for Europe) e sobre a resposta das Forças Armadas ao recente comboio de tempestades.

Contudo, o ministro disse não sabe ainda se o o valor de compra de equipamentos previsto na Lei de Programação Militar (LPM) para 2025 (429 milhões de euros) foi atingido. "A simples avaliação da LPM sem SAFE é equívoca, porque sabemos que o SAFE irá concretizar compra de equipamentos que estão na própria LPM", argumentou.

 A NATO, recorde-se, reconhece uma conjunto alargado de gastos que vão para além do programa orçamental da Defesa, incluindo despesa com pensões, escolas e hospitais militares, entre outros, e onde as compras de equipamento são apenas uma pequena parte (o compromisso é que representem uma fatia de 20%).

A concretização dos 2% do PIB em despesa militar alargada, objetivo da NATO assumido em 2014, significará face às estimativas do PIB de 2025 um valor global de gastos superior a 6,1 mil milhões de euros, nos cálculos do Negócios.

O cumprimento da nova meta de 3,5% do PIB (mais 1,5% do PIB de despesa em uso dual) assumido para 2032, contudo, ainda será para avaliar. O objetivo, indicou Nuno Melo, é "assegurar que os 2% se mantêm". "Acima de 2% essa avaliação terá de ser feita", juntou o ministro, lembrando que em 2029 haverá avaliação intercalar das metas da NATO. Assim, o Governo ainda não decidiu se aumentará os gastos para um valor acima de 2% neste ano. "Em relação a 2026, essa avaliação ainda não foi feita", disse Melo.

 Sobre o recurso aos empréstimos do SAFE e compras de equipamento militar previstas, o governante continuou sem adiantar dados sobre o reforço de capacidades programado, sobre calendários ou participação das indústrias nacionais no valor de financiamento que supera os 5,8 mil milhões de euros. De acordo com o ministro, porque não foi ainda fechado qualquer contrato.

"Estamos numa fase pré-contratual", indicou, juntando que "os portugueses terão a resposta que for possível quando tiver de ser".

A compra de três fragatas a Itália, que poderá consumir mais de metade do empréstimo, é já dada como certa, e os deputados quiseram saber que participação no valor terão as empresas nacionais. Nuno Melo lembrou que a produção estará no país do origem, mas aludiu a um investimento de "150 a 200 milhões" de euros no Arsenal do Alfeite.

 Apesar de não conseguir indicar a percentagem global de participação da indústria portuguesa nos 5,8 mil milhões de euros, em resposta ao deputado socialista Luís Dias, Melo assegurou que esta "será de grande dimensão" e "em média, alta".

Sobre as aquisições, o ministro aproveitou também para dar conta de um investimento, não quantificado, de uma empresa finlandesa na produção de satélites em Portugal. "Os satélites que vamos comprar vão ser produzidos em Portugal", explicou.

O ministro confirmou também o plano de compra de blindados GTK Boxer ao consórcio ARTEC, da Rheinmetall, avançando que haverá produção localizada em Portugal. "Se tudo correr como planeamos, teremos uma fábrica a produzir blindados em Portugal", afirmou.

Noutro exemplo de integração em Portugal de capacidade de produção de equipamento militar, o ministro referiu ainda que as munições que vierem a ser adquiridas serão igualmente produzidas em Portugal.

 No que diz respeito à capacitação da defesa anti-aérea, o SAFE suportará a compra de novos sistemas antimíssil de  baixa altitude, que serão instalados nos novos blindados, e de médio alcance, até 150 quilómetros, que serão instalados nas novas fragatas.

Quanto aos custos dos empréstimos - discutidos já no passado dia 23 com o grupo especial do SAFE da Comissão Europeia - o ministro afastou um cenário de juros de 4%."Achamos lógico que esses juros possam atingir 2%, 3%, mas tendo de entrar em conta com tudo o resto. Nomeadamente, inflação, custo da dívida. Fará com que tudo sopesado, no final, o valor dos encargos que o Estado suportará andará nos sete mil milhões, oito mil milhões", avançou.

O Governo, indicou, fará uso dos dez anos de carência e do prazo de 45 anos para amortização.

Na audição, Nuno Melo admitiu ainda que os investimentos SAFE não venham a ser integrados na Lei de Programação Militar, que deverá este ano ser revista no Parlamento."Tendencialmente, o SAFE é o SAFE e não faz muito sentido a sobreposição de instrumentos", afirmou.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/portugal-alcancou-2-do-pib-em-defesa-em-2025-diz-nuno-melo#loadComments

A mentira: Portugal investiu 2% do PIB em 2025!!!!! O PIB nacional em 2025 foram 307 mil milhões de euros, 2% são 6,14 mil milhões de euros!!!!!!
Cabe lá o SAFE!

Os 5,8 mil milhões ainda estão em fase pré-contratual, mas o Ministro assume a escolhe das fragatas italianas (FREMM EVO) e refere que a contrapartida é o investimento em Alfeite de 150 a 200 milhões de euros!
 
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Ghidra

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4382 em: Março 13, 2026, 01:46:32 am »
Presidente polaco rejeita programa militar SAFE. “Nunca assinarei uma lei que viole a nossa soberania”

Presidente polaco recusou esta quinta-feira promulgar a participação do país no mecanismo de financiamento europeu SAFE, do qual a Polónia seria a maior beneficiária, com mais de 40 mil milhões de euros para aquisições militares.

“Decidi não assinar a lei que permitiria à Polónia contrair o chamado empréstimo SAFE (SecurityAction For Europe, sigla em inglês). Nunca assinarei uma lei que viole a nossa soberania, a nossa independência e a nossa segurança económica e militar”, declarou o nacionalista Karol Nawrocki numa comunicação ao país.

O chefe de Estado polaco propôs um projeto de lei alternativo contemplando a utilização de recursos nacionais em vez de empréstimos da União Europeia (UE) para financiar novos investimentos em Defesa.

Desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, os governos polacos vêm a aumentar os gastos com a Defesa, mas, enquanto o governo liberal liderado por Donald Tusk está disposto a coordenar esforços com a UE, Nawrocki tem-se mostrado mais eurocético e mantido uma relação mais próxima com o governo norte-americano de Donald Trump.
Nawrocki e o principal partido da oposição, que o apoia, o nacionalista e conservador Lei e Justiça (PiS, na sigla em polaco), argumentam que o dinheiro vem com condições e que o programa encoraja aquisições aos produtores europeus, com prejuízo dos norte-americanos. Os Estados Unidos também criticaram abertamente o SAFE, através do embaixador na UE, Andrew Puzder, e na NATO, e Matthew Whitaker, num artigo de opinião publicado em fevereiro pelo POLITICO Europe.

“Os Estados Unidos manifestaram preocupação com a forma como as iniciativas de Defesa da UE, como o SAFE e o Programa Europeu da Indústria de Defesa (EDIP), restringem o acesso ao mercado para as empresas americanas”, escreveram os diplomatas. Desde que assumiu o cargo, no ano passado, Nawrocki tem-se posicionado como um dos principais opositores do influente primeiro-ministro, vetando repetidamente leis propostas pelo executivo.
https://eco.sapo.pt/2026/03/12/presidente-polaco-rejeita-programa-militar-safe-nunca-assinarei-uma-lei-que-viole-a-nossa-soberania/

Se a Polónia sair vai sobrar muito dinheiro até podiam distribuir pelos outros e criar uma espécie de safe 2 sem mais custos.
 

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LM

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4383 em: Março 13, 2026, 08:21:52 am »
Teria sempre custos - para quem o usar; não esquecer que é dinheiro que, através da UE (que o pede), é emprestado pelos mercados financeiros e será pago. Tem, é certo, períodos de carência e, estatisticamente, um tratamento diferente para as contas do orçamento.
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Duarte

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4384 em: Março 13, 2026, 03:01:37 pm »
Parte destes 40 MM rejeitados não podem vir para Portugal?  :mrgreen:
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
1917 - The Russian Empire collapsed. 1991 - The Soviet Union collapsed.  The collapse of the Russian Federation is next