"Portugal é apenas esperança"-Hernâni Carvalho

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TOMSK

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"Portugal é apenas esperança"-Hernâni Carvalho
« em: Dezembro 12, 2008, 12:33:35 pm »
Deixo aqui, à vossa apreciação, uma recente entrevista aquele que eu considero ser um dos mais esclarecidos portugueses do nosso tempo.

Hernâni Carvalho é um dos jornalistas portugueses mais premiados. Esteve na Bósnia, debaixo de fogo, em Timor, cuja experiência lhe valeu a escrita de um livro, e mais recentemente, esteve no Afeganistão. Arriscou várias vezes a vida, chegando por vezes a sítios onde mais nenhum jornalista conseguia chegar. Hoje participa semanalmente no programa da TVI “Você na TV”, na rúbrica CRIME DIZ ELE.



1- Estando Portugal perto de completar 865 anos de existência, no próximo 5 de Outubro, pergunto-lhe o que é para si, em pleno século XXI, ser Português?

É pouco mais do que esperança. É tudo quanto nos resta. Muitos calam-se, os bons partem e os mediocres continuam a governar e a decidir. Culpa de todos nós, é claro.

2- Que análise faz às 3 Republicas Portuguesas, tendo em conta que também no próximo dia 5 de Outubro, serão as comemorações dos 98 anos da Proclamação da Republica?

A primeira foi a vingança dos miseráveis. A monarquia liberal tinha muito mais representatividade, por exemplo no parlamento, que a primeira Republica teve. Veja-se, nesses dias, quem perdeu direito de voto e quantos. A própria ideia de imperio nasce por essa altura. A segunda fechou-nos e isolou-nos à modernidade e ao desenvolvimento. A terceira prometeu, prometeu, mas os homens do Maio de 68, chegados ao governo são um flop. Em toda a Europa.

3- Para si, o que é mais importante? Celebrar a Fundação do País ou a Republica? O que é que para si deveria unir mais os Portugueses?

Importante é celebrar Portugal. O que nos devia unir é a globalização. Estamos a ser despidos das tradições que nos fizeram crescer. Estamos a ser normalizados

4- Faz sentido, hoje, em pleno século XXI, ser-se Monárquico e defender-se este ideal?

Faz hoje mais do que nunca!

5- Procurando, eu, sempre que posso, ver a sua rúbrica na TVI “Crime diz ele”, que comentário faz ao nosso sistema de Justiça?

Quando ocorreu o 25 de Abril de 74, oito por cento dos portugueses sabia que aquele edifício estava podre e vivia da impossibilidade de o povo ter direito à Justiça. Hoje sabem-no provavelmente oitenta e oito por cento dos portugueses. A miséria é maior agora. A título de exemplo, por aqueles dias de 74, os juízes fascistas que presidiram a tribunais plenários onde o direito a liquidar uma pessoa era quase pleno, foram administrativamente reciclados em vinte e quatro horas. A 26 de Abril desse mesmo ano, os mesmo juízes foram reciclados administrativamente e transformados em exemplares e democratas cidadãos e de novo colocados no pedestal a decidir a vida das pessoas que pedem justiça. Temos leis a mais e eficácia quase nula.

6- É apologista da Prisão Perpétua?

Sou apologista de penas eficazes e, sem pudor, assumo que uma pena deve ser um castigo e não uma reinserção, ao contrário do que defendem os modernistas da filosofia do direito. Isso não existe nem no eden. As raras excepções não dependeram do sistema. Falar em reinserção na prisão é ser calvinista e hipócrita, mas reconheço que é politicamente mais correcto. A prisão definitiva (com execepção de alguns casos - não encontro outra pena para quem, sendo dado como imputável, viola estripa e mata pessoas em série…) parece-me um risco numa sociedade democratica.

7- Que análise geral faz ao actual sistema político português?

É um logro. Desde logo pela base. O presidente da assembleia municipal não é votado pelo povo, como se faz crer nas campanhas, mas sim pelos eleitos nessa assembleia. E esta, em si, é outro logro pois os presidentes de junta de freguesia eleitos votam a escolha do presidente da assembleia municipal. Reconheço que os presidentes de Junta devam ter direito a expressar problemas e matérias na Assembleia Municipal mas sou contra terem direito a voto. Defendo que os municipios devem ser geridos pelos vereadores eleitos na lista vencedora. Defendo os circulos uninominais no parlamento nacional

8- Como comenta o Tratado de Lisboa? Vê nele benefícios para Portugal? Se sim, quais? Não será antes o pronunciamento do príncipio do fim de Portugal como Estado Soberano, nomeadamente relativamente à perda das águas territoriais?

Um país onde o ministro das Finanças decreta o fim da crise e outro afirma haver um deserto na margem sul, não carece de apresentações. Nesse país tudo é possível. Os medíocres escolhem sempre mediocres.

9- Faz sentido, um homem com cadastro, como Aquilino Ribeiro, no Panteão Nacional?

Julgar a História é arriscado. A estátua mais alta de Lisboa é a do Marquês de Pombal… Há outras matérias mais preocupantes. Mas percebo a questão.

10- Acredita que a Monarquia Parlamentar e Democrática poderá ser uma realidade a médio prazo?

Não. Tenho pena, mas não acredito.

11- Que opinião tem do “boom” de sites de informação monárquica que se foram formando até há bem pouco tempo?

Espero para ver. É cedo. Tenho esperança de que não se transformem na defesa das capelinhas miseráveis que tenho visto ocorrer noutros registos…

12- Já tinha conhecimento do PDR-Projecto Democracia Real? Que opinião tem sobre este aumento do interesse pela Monarquia em Portugal? Acredita que os Portugueses podem ver a Monarquia como uma esperança se os monárquicos conseguirem passar a mensagem?

São muitas perguntas numa só. Não conheço o PDR nem acredito nesse “aumento do interesse pela Monarquia em Portugal”, que refere. Não o vislumbro nem o ouço no dia a dia das pessoas com quem falo ou das que observo. Ademais, “se os monárquicos conseguirem passar a mensagem” é um problema com noventa anos.

13- Como analisa a situação em Timor-Lorosae?

O estado Timorense não tem essa designação. Está a viver as naturais dores de crescimento. Mas sobre o neo-colonialismo australiano e os escandolosos privilégios dos funcionários da ONU em Timor, denunciei-os em 1999 e 2000 e chamaram-me incendiário.

14- Considera que a CPLP pode fazer mais do que tem feito, podendo, por exemplo, criar uma “Confederação Lusofona”?

No domínio das ideias é possível… mas já se provou que impraticável.

15- Que Portugal deseja para o futuro?

O que desejo não é o que prevejo. Desejo um país onde a Justiça não seja um sonho. Onde os pobres também tenham acesso e direito a ela. Onde ela, a Justiça, seja de facto o fiel da balança dos outros dois pilares – Parlamento e Governo. Onde o mais alto magistrado da nação não seja símbolo a prazo, como qualquer contratado a recibos verdes. Onde os homens pensem e projectem o país no real interesse da nação e não no interesse da camarilha a que pertencem. Mas repito: O que desejo, pena minha, não é o que prevejo.
 

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« Responder #1 em: Dezembro 12, 2008, 01:26:04 pm »
Citar
Um país onde o ministro das Finanças decreta o fim da crise e outro afirma haver um deserto na margem sul, não carece de apresentações. Nesse país tudo é possível. Os medíocres escolhem sempre mediocres.


está tudo dito.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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« Responder #2 em: Dezembro 12, 2008, 02:52:43 pm »
Este não é o individuo que esteve na origem de muitas das teorias da conspiração no caso Maddie, que se provaram ser falsas ?

Vi a credibilidade do individuo cair dramaticamente pelo cano, quando vi uma gravação em que fizeram o cão entrar no carro dos pais da criança desaparecida pela porta do condutor.

Deixaram o cão lá dentro e depois abriram a porta traseira.
O cachorro, obviamente, desejando sair dali, escapuliu-se para a traseira do carro e saiu.
Depois voltaram a mandar o pobre cachorro para a traseira do carro para que cheirasse qualquer coisa.
Finalmente concluíram que o cachorro tinha descoberto provas incriminatórias.

As melhores testemunhas contra os pais da criança foram apresentadas/divulgadas por esse senhor. Curiosamente, e convenientemente, as melhores testemunhas que encontraram, não falam português. Aliás, não falam nenhuma lingua.
Convenientemente, os cachorros podem ser utilizados para tentar incriminar as pessoas, mas não podem ser contra-interrogados em Tribunal.

Não se pode perguntar ao cão:

Senhor cachorro, você foi para a porta traseira porque cheirou-lhe a cadáver, ou foi para a porta da traseira, porque não queria estar dentro do carro e lhe apontaram o lugar onde deveria cheirar ? :mrgreen:

Um dos mais miseráveis casos de jornalismo dito de «investigação». Na Grã Bretanha, esse senhor teria sido obrigado a pagar uma indemnização muuuito choruda pelas mentiras e pela desinformação que forneceu em doses industriais nos patéticos programas da manhã da TV portuguesa.

E esse é realmente o problema. Quando parármos para olhar para o umbigo e percebermos que o país que temos é o que nós próprios criamos com os nossos actos do dia-a-dia.
 

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TOMSK

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« Responder #3 em: Dezembro 12, 2008, 03:08:44 pm »
Citar
Deixaram o cão lá dentro e depois abriram a porta traseira.
O cachorro, obviamente, desejando sair dali, escapuliu-se para a traseira do carro e saiu.
Depois voltaram a mandar o pobre cachorro para a traseira do carro para que cheirasse qualquer coisa.
Finalmente concluíram que o cachorro tinha descoberto provas incriminatórias.


O que é que quer dizer com isso?

Este senhor limitou-se a apresentar factos, que por sinal, não eram nada abonatórios para os pais.
Não me diga que acredita na história dos "pobres" dos pais que perderam a sua filha, tão inocentes... Acho que este caso falou por si, nem há mais nada a acrescentar.
Ter amigos ricos ou na política de top ajuda muito...

E quando não lhes agradou o rumo que a investigação estava a seguir, depois de já terem largamente insultado Portugal e a sua policía, com os nossos governantes caladinhos perante o velho aliado, o Gonçalo Amaral foi despedido...

Mais do que incriminar estes pais, o Hernâni Carvalho elucidou muito bem, o facto de quando a portuguesa e pobre Joana desapareceu, nada daquele aparelho policial e jornalístico foi mobilizado...
 

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PereiraMarques

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« Responder #4 em: Dezembro 12, 2008, 04:40:53 pm »
Se o ridículo matasse :anjo: ...É tipo o "Omo", "lava mais branco"... :P
 

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TOMSK

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« Responder #5 em: Dezembro 12, 2008, 05:15:29 pm »
Eu não coloquei a entrevista por ele ser monárquico ou não...se fosse tinha realçado isso.

E quem disse que o Paulo Teixeira Pinto é um santo não fui eu de certeza...

Pode colocar a vontade entrevistas a republicanos que eu vou ter todo o prazer de comentar, não sou "anti" nada.

Supra-sumo da inteligência, herói, iluminado, mas alguém disse isso?...Ridículo...

Se falar antes de ter a certeza de uma coisa também matasse :roll: ...
 

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PereiraMarques

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« Responder #6 em: Dezembro 12, 2008, 05:28:13 pm »
Citação de: "TOMSK"
E quem disse que o Paulo Teixeira Pinto é um santo não fui eu de certeza...

Tem razão, mas é que há uns tempos apareceram ai uns "corregionários" que só faltavam "endeusar" o homem...até os "mamarachos" que o homem pinta eram do outro mundo...

Citação de: "TOMSK"
Eu não coloquei a entrevista por ele ser monárquico ou não...se fosse tinha realçado isso.


Sinceramente não parece, nomeadamente quando, coincidência ou não, as quatro primeiras perguntas versam precisamente essa temática...
 

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papatango

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« Responder #7 em: Dezembro 12, 2008, 07:13:34 pm »
Tomsk ->

Eu nem fiz qualquer comentário a qualquer das declarações adicionais dese senhor "jornalista".
O problema é que algumas das informações que foram passadas para a comunicação social foram baseadas nas meias verdades contadas com o ar "jingão" de "Gabirú de taberna" que caracterizam o homem.

Eu vi o caso da "prova" do cão, e fiquei embasbacado com aquilo. A famosa prova dos cães especiais de corrida, baseava-se em fazer entrar o cão pela porta da frente, e abrir a porta de trás do carro.

Eu não sou psicólogo canino, mas já tive cães, e se eu abrisse a porta do carro o cão normalmente ía para a traseira. Se eu abrisse a porta de trás do carro, o cão, feliz da vida saltava para fora.

O meu problema, é facilidade com que esse senhor ajudou a criar a ideia de que os cães tinham encontrado alguma coisa, quando qualquer pessoa olhando para as imagens com olhos de ver, percebe que os famosos cães são levados a cheirar um lugar especifico e não encontraram nada por acaso.

A situação chegou a ser patética com o senhor jornalista a explicar aos telespectadores que o cão escolheu aquele carro em toda a garagem, quando a garagem estava praticamente vazia e quando apenas o carro dos pais da criança tinha gente à volta.

Para mim, a forma como essa pretensa "prova" foi apresentada, sendo para mim absolutamente claro que ela poderia ser facilmente fabricada porque os cães foram induzidos a escolher o caminho, foi para mim a prova definitiva para saber que credibilidade dar ao senhor Hernani Carvalho.

Peço desculpa se pareço inconveniente. Mas sinceramente a minha opinião foi muito condicionada por uma pretensa demonstração de eficiência canina, que emfim...
 

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123go

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Re: "Portugal é apenas esperança"-Hernâni Carvalho
« Responder #8 em: Dezembro 12, 2008, 07:18:39 pm »
Sem dúvida que o Hernâni Carvalho é um homem de coragem e sem papas na língua com uma inteligência acima da média.

Antes que mandem bocas foleiras digo desde já que não sou monárquico nem tenho complexos em relação à monarquia.

Nas últimas eleições votei no Sócrates e estou bastante desapontado.


Citação de: "TOMSK"
1- Estando Portugal perto de completar 865 anos de existência, no próximo 5 de Outubro, pergunto-lhe o que é para si, em pleno século XXI, ser Português?

É pouco mais do que esperança. É tudo quanto nos resta. Muitos calam-se, os bons partem e os mediocres continuam a governar e a decidir. Culpa de todos nós, é claro.

Ser português hoje em dia vale muito pouco.

O mais importante é ser políticamente correcto.

Os portugueses se não estão bem que emigrem.


Citação de: "TOMSK"
2- Que análise faz às 3 Republicas Portuguesas, tendo em conta que também no próximo dia 5 de Outubro, serão as comemorações dos 98 anos da Proclamação da Republica?

A primeira foi a vingança dos miseráveis. A monarquia liberal tinha muito mais representatividade, por exemplo no parlamento, que a primeira Republica teve. Veja-se, nesses dias, quem perdeu direito de voto e quantos. A própria ideia de imperio nasce por essa altura. A segunda fechou-nos e isolou-nos à modernidade e ao desenvolvimento. A terceira prometeu, prometeu, mas os homens do Maio de 68, chegados ao governo são um flop. Em toda a Europa.

O regicídio marcou a entrada das corporações no poder a carbonária era uma das sub-divisões da maçonaria.

O caos provocado levou a guerras civis, fascismos, etc... anos perdidos.

No 25 de Abril cometeram-se os mesmos erros revolucionários com o PREC.

Esta esquerda que teve políticos com alguma personalidade e ideais agora está podre.


Citação de: "TOMSK"
3- Para si, o que é mais importante? Celebrar a Fundação do País ou a Republica? O que é que para si deveria unir mais os Portugueses?

Importante é celebrar Portugal. O que nos devia unir é a globalização. Estamos a ser despidos das tradições que nos fizeram crescer. Estamos a ser normalizados

Completamente de acordo, estão a tentar destruir a independência e a identidade dos países europeus contra a vontade dos cidadãos.

Ninguém me perguntou se era isto que eu queria para o meu país.

A globalização tem por base a subserviência de interesses económico/políticos.

É um mercado onde tudo se vende e tudo se compra já não há princípios ou valores.

E quem tem poder económico tem poder político.

Citação de: "TOMSK"
4- Faz sentido, hoje, em pleno século XXI, ser-se Monárquico e defender-se este ideal?

Faz hoje mais do que nunca!


Faz sentido devido à traição constante dos valores e interesses nacionais e à primazia de interesses de corporações estrangeiras e multinacionais.

Sem dúvida já ninguém sabe onde começa a política e acabam os interesses económicos e a facilidade como as elites saem de empresas e entram nos partidos e como saem dos partidos e entram nas empresas e são sempre os clientes do costume.
 

Citação de: "TOMSK"
5- Procurando, eu, sempre que posso, ver a sua rúbrica na TVI “Crime diz ele”, que comentário faz ao nosso sistema de Justiça?

Quando ocorreu o 25 de Abril de 74, oito por cento dos portugueses sabia que aquele edifício estava podre e vivia da impossibilidade de o povo ter direito à Justiça. Hoje sabem-no provavelmente oitenta e oito por cento dos portugueses. A miséria é maior agora. A título de exemplo, por aqueles dias de 74, os juízes fascistas que presidiram a tribunais plenários onde o direito a liquidar uma pessoa era quase pleno, foram administrativamente reciclados em vinte e quatro horas. A 26 de Abril desse mesmo ano, os mesmo juízes foram reciclados administrativamente e transformados em exemplares e democratas cidadãos e de novo colocados no pedestal a decidir a vida das pessoas que pedem justiça. Temos leis a mais e eficácia quase nula.


A justiça em Portugal é lenta, cara e arrogante e está tudo dito.

Citação de: "TOMSK"
7- Que análise geral faz ao actual sistema político português?

É um logro. Desde logo pela base. O presidente da assembleia municipal não é votado pelo povo, como se faz crer nas campanhas, mas sim pelos eleitos nessa assembleia. E esta, em si, é outro logro pois os presidentes de junta de freguesia eleitos votam a escolha do presidente da assembleia municipal. Reconheço que os presidentes de Junta devam ter direito a expressar problemas e matérias na Assembleia Municipal mas sou contra terem direito a voto. Defendo que os municipios devem ser geridos pelos vereadores eleitos na lista vencedora. Defendo os circulos uninominais no parlamento nacional

Nas eleições legislativas a assembleia da república é eleita pelo povo e cada deputado representa o povo de um distrito.

A maioria dos portugueses vota no partido e não nas pessoas que às vezes mudam consoante a conveniência dos partidos.

Não fazem a mínima ideia em quem é que desse partido faz parte das listas do partido e quem é o deputado que o está a representar.
E nem vale a pena tentar contactá-los que eles estão-se a marimbar para os nossos problemas ou opiniões.

E depois é claro que esses deputados votam consoante as posições da direcção dos partidos e não consoante a vontade dos cidadãos que os elegeram.

Basicamente é uma partidocracia onde a fidelidade dos deputados existe para com os partidos e não para com os cidadãos.


Citação de: "TOMSK"


8- Como comenta o Tratado de Lisboa? Vê nele benefícios para Portugal? Se sim, quais? Não será antes o pronunciamento do príncipio do fim de Portugal como Estado Soberano, nomeadamente relativamente à perda das águas territoriais?

Um país onde o ministro das Finanças decreta o fim da crise e outro afirma haver um deserto na margem sul, não carece de apresentações. Nesse país tudo é possível. Os medíocres escolhem sempre mediocres.



É incrível como os governos da UE não respeitam a vontade popular e para evitarem o chumbo nos referendos pelo povo que é suposto eles representarem aprovam as medidas no parlamento de forma que a legislação passe de certeza.

Este Tratado de Lisboa é profundamente anti-democrático.

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TOMSK

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« Responder #9 em: Dezembro 12, 2008, 07:40:29 pm »
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É incrível como os governos da UE não respeitam a vontade popular e para evitarem o chumbo nos referendos pelo povo que é suposto eles representarem aprovam as medidas no parlamento de forma que a legislação passe de certeza.

Este Tratado de Lisboa é profundamente anti-democrático.


Exactamente...
Então onde está aí a representatividade que a República e os republicanos tanto defendem?
Ninguém nos garante que com um Rei fosse diferente, claro.

A nossa última esperança para o Não ao Tratado de Lisboa,( para quem defende o Não, é claro!) era a Irlanda, que já parece que afinal vai dizer Sim... :cry:
 

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Daniel

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« Responder #10 em: Dezembro 12, 2008, 08:36:36 pm »
Bom quero dizer que não conheço o conteúdo do tratado de Lisboa, mas gostava que me explicassem, se consta algo que tenha a ver com esta pergunta, porque se tem é preocupante. c34x

Citar
8- Como comenta o Tratado de Lisboa? Vê nele benefícios para Portugal? Se sim, quais? Não será antes o pronunciamento do príncipio do fim de Portugal como Estado Soberano, nomeadamente relativamente à perda das águas territoriais?
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Cabecinhas

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« Responder #11 em: Dezembro 12, 2008, 09:18:54 pm »
O novo referendo da Irlanda tem as alterações referentes à neutralidade militar, política do abordo e a nível fiscal
Um galego é um português que se rendeu ou será que um português é um galego que não se rendeu?
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« Responder #12 em: Dezembro 12, 2008, 10:28:48 pm »
Citação de: "TOMSK"
Eu não coloquei a entrevista por ele ser monárquico ou não...se fosse tinha realçado isso.

E quem disse que o Paulo Teixeira Pinto é um santo não fui eu de certeza...

Pode colocar a vontade entrevistas a republicanos que eu vou ter todo o prazer de comentar, não sou "anti" nada.

Supra-sumo da inteligência, herói, iluminado, mas alguém disse isso?...Ridículo...

Se falar antes de ter a certeza de uma coisa também matasse :lol:    é bom sinal !
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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« Responder #13 em: Dezembro 13, 2008, 10:37:09 am »
o Hernani Carvalho pelo menos foi dos poucos a ter coragem de desmascarar os compadrios entre os governos inglês e português para encobrir o caso Maddie e safar os "coitadinhos dos paizinhos"
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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« Responder #14 em: Dezembro 13, 2008, 11:30:19 am »
O Governo é eleito de 4 em 4 anos.

Mas na realidade quanto tempo governa um governo?

No 1º ano anda a apalpar o terreno e a aprender a governar

No 2º ano anda a pôr as culpas no governo anterior para justificar medidas e reformas.

No 3º ano põe essas medidas em prática

No 4º ano anda em inaugurações e prepara as próximas eleições


Estima-se-se que 5 milhões de pessoas vivem do Estado quer sejam subsídios ou funcionários públicos.

E parece que o número de eleitores também anda à volta de 5 milhões de pessoas.

Ora faz sentido pensar que grande parte desses eleitores vive do estado e irão votar não no candidato que será melhor para o país mas sim naquele que lhes proporcionar melhores condições de vida.

É normal esta reacção que é se pode esperar de pessoas que vivem da política, eles primeiro têm que pensar no futuro deles e na sua carreira.

A coisa pública implica competências, sacrifícios, abnegação, entrega, patriotismo e desinteresse, e estas pessoas estão a ocupar cargos porque querem tacho para as clientelas.


http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007 ... BE338DC%7D


Citação de: "Daniel"
Bom quero dizer que não conheço o conteúdo do tratado de Lisboa, mas gostava que me explicassem, se consta algo que tenha a ver com esta pergunta, porque se tem é preocupante. c34x

Citar
8- Como comenta o Tratado de Lisboa? Vê nele benefícios para Portugal? Se sim, quais? Não será antes o pronunciamento do príncipio do fim de Portugal como Estado Soberano, nomeadamente relativamente à perda das águas territoriais?


Não há nada como ler-mos o documento por nós mesmos e pensar pela nossa própria cabeça.

O que as elites querem são um povo ignorante e manipulável para manterem o seu status quo.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=344614

 

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