Futuro dispositivo naval da Marinha portuguesa

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papatango

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« Responder #15 em: Junho 19, 2004, 09:05:08 pm »
Outra curiosidade:

O 4º Albacora, foi o S-165 "NRP Cachalote"
Foi para o Paquistão onde foi equipado com sub-harpoon.

Coisas...

Cumprimentos
 

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papatango

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« Responder #16 em: Junho 19, 2004, 09:13:48 pm »
AXS : Sail Training Vessel
TMO : não sei. O termo devería ter qualquer coisa a ver com gestão de trafego. Não sei se se referirá a um balizador. (guessing)

cumprimentos
 

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Spectral

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« Responder #17 em: Junho 19, 2004, 11:00:58 pm »
Ah Papatango, estava a ver que mais niguém reparava nesse pormenor no LPH Enforcer!  :roll:  :roll:
Seria mais justo compará-lo com o LPH Enforcer 24000ton

http://www.scheldeshipbuilding.com/schelde_enforcer_lhd_24000.htm

De qualquer maneira, lembro-me de ler em qualquer lado que o LL espanhol ficaria por cerca de 300M€, o que está fora do nosso orçamento ( se alguém tiver a certeza dos preços diga...).

Quanto ficará o NPL ? 100M€ ? Pelo que deduzi  dos planos na página da Armada, será melhor equipado que o Galicia e o Amsterdam, logo deverá ser mais caro :?
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emarques

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« Responder #18 em: Junho 20, 2004, 01:23:39 am »
Já tinha visitado a página da linha Enforcer, e sempre achei bastante estranho que os navios tipo Rotterdam tenham capacidade para 600 soldados e mais lanchas de desembarque que os outros modelos. Mesmo o LPD de 17.000 t., embora mantenha capacidade para 615 soldados e tenha mais 500 m^2 de área de estacionamento, perde capacidade de projecção de forças ao ter capacidade para menos lanchas de desembarque. Deve sacrificar a doca e o aumento de tamanho às áreas de armazenamento e ao hangar.

Será que aumentar a quantidade de material transportado, diminuíndo a capacidade de projectar esse material ao passar de 6 para 4 lanchas, é uma boa ideia?
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
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Jorge Pereira

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« Responder #19 em: Junho 20, 2004, 01:42:57 am »
A ideia dos 4 submarinos não é de todo disparatada. Se como o papatango referiu e bem, um submarino passa bastante tempo (cada vez menos) em manutenção, o quarto dar-nos-ia a garantia (salvo algum problema inesperado com outro submarino) de que teríamos sempre 3 operacionais.

Este número (3) significa que poderíamos colocar em permanência (caso fosse necessário) 1 submarino em cada um dos vértices que formam o triângulo estratégico português, com todas as consequências que esse facto representaria para qualquer unidade naval ou task-force hostil.

Por outras palavras, quase que poderíamos garantir o controlo total do dito triângulo “só” à custa de 4 submarinos.

É também importante lembrar que a capacidade de os submarinos poderem “desaparecer” torna-os numa arma terrivelmente dissuasiva e de um valor inestimável, especialmente para um país que tem uma ZEE com as dimensões da nossa.

Mas… vamos por partes, primeiro temos que garantir o terceiro.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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NVF

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« Responder #20 em: Junho 20, 2004, 01:57:44 am »
Daí ter referido a falta de necessidade ou de capacidade para operar o 4º submarino (e continuo sem uma ideia formada), mas por alguma razão aconteceu a venda.

De qualquer modo, recordo-me de em tempos (longíquos) ler uma entrevista com um oficial da Marinha, em que este justificava o porquê da necessidade de ter 3 submarinos e do número de fragatas também dever ser em múltiplos de 3. Tinha algo a ver com os ciclos de manutenção: 1 navio operacional, 1 em stand by/pequena reparação e 1 em manutenção profunda. Se alguém puder elucidar melhor...
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Fábio G.

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« Responder #21 em: Junho 20, 2004, 09:48:09 am »
O preço do LL espanhol será de cerca de 360M euros.
 

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papatango

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« Responder #22 em: Junho 20, 2004, 12:13:27 pm »
O previsto para o NavPol são
€ 245 milhões

Cumprimentos
 

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emarques

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« Responder #23 em: Junho 20, 2004, 01:35:22 pm »
Parafraseando a Maria Rueff, os preços da LPM não devem ser vistos literalmente, são apenas uma metáfora que significa "Isto vai ficar caro". ;)
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Spectral

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« Responder #24 em: Junho 20, 2004, 01:39:41 pm »
Ui, esse preço está mesmo muito elevado para um LPD de 17000ton. Deve vir com os extras todos (mísseis AA, equipamento de comando e controlo completo, etc.)
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Rui Elias

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« Responder #25 em: Junho 21, 2004, 02:53:29 pm »
Jorge Pereira:

Com o devido respeito, essa sua ideia do 4º submarino deve ter sido tirado de uns posts que eu coloquei aqui, na 1ª fase da minha peresença, em que lutei com todas as forças insistindo que para comprar apenas 2, mais valia não ter nenhum e aplicar o dinheiro em meios de superfície.

De outro modo, congratulo-me por não estar só nesta causa.

É que de acordo com o que disse, e eu assino por baixo, com apenas 2, passamos na realidade a ter apenas um estado de completa operacionalidade, e com três poderiamos em tempos de crise termos pelo menos 2, enquanto o terceiro estaria em manutenção e/ou reabastecimento.

O ideal seriam 4 ou mesmo 5 para o tamanho das nossas águas.



Mas voltando ao tema e pegando no plano atribuído por Nuno Rogeiro à Marinha em 1997, sublinharia o segunte:

Quem planificou uma força de 14 fragatas e apenas um reabastecedor de esquadra, apenas um NPL, deve ter uma noção de Marinha muito desiquilibrado, tendendo a esquecer a capacidade logística que é hoje em dia a 2ª arma mais importante para qualquer estado envolvido em conflitos, cenários de crise humanitária ou em manobras.

A capacidade de transporte de homens, equipamentos, meios aéreos e anfíbios, a capacidade de reabastecimento autónomo em teatros de guerra longínquos é o que torna qualquer força naval notável, como o é a dos EUA, por exemplo.

Por isso insisto na necessidade de menos fragatas (um máximo de 8 fragatas a 10 anos) dois NPL's, ou em alternativa, um, como o que está projectado mais um porta-helicópteros (abandono para já a minha ideia do navio-hospital dedicado) e um segundo reabastecedor de esquadra para juntar ao Bérrio.

No caso de se optar por 6 fragatas ou mesmo 5 em vez das 8, poderia ser iniciado o estudo financeiro e de formação para a aquisição de 2 cruzadores ou destroyeres para juntar à frota de fragatas.



Mas o mais grave disto tudo é que a actual LPM nem sequer prevê o que vai ser das actuais fragatas para daqui a 15 anos.

Terá sido isto um lapso, ou teremos para breve uma surpresa no sapatinho? :wink:
 

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C. E. Borges

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Polígono de acústica submarina
« Responder #26 em: Junho 21, 2004, 03:48:51 pm »
Gostaria de colocar uma pergunta ao Forum.
Alguém conhecerá as razões por que o polígono de acústica submarina da Ilha de Santa Maria foi desactivado ? Já uma vez li - mas achei que a resposta era talvez estranha - que tal se deveu ao fim da guerra fria...
E já agora :
Eu calculo que deva ser muito mais cómodo utilizar siglas na designação dos navios da Armada... mas quem não esteja «por dentro» só os vê mesmo passar ao largo... se houvese um pequeno léxico, por exemplo, no lado oposto aos ícones das emoções...
Melhores cumprimentos.
 

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Rui Elias

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« Responder #27 em: Junho 21, 2004, 04:07:19 pm »
Eu também concordo com o C. E. Borges:

Porque é que para facilidade de comunicação, uma vez que nem todos somos peritos, não falam sem usar esses chavões como OHP, LPH, LL, NPO, etc.?

Chamem-se os bois pelos nomes:

Porta-Aviões, Porta helicópteros, Navios Logísiticos assim ou assado, Fragatas, Corvetas, Cruzadores.

Obrigado.

Rui, o chato :wink:
 

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Spectral

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« Responder #28 em: Junho 21, 2004, 09:22:58 pm »
Bem, acho que sou um dos principais culpados do uso de siglas. aqui vão algumas.

Se isto ficasse grande talvez fosse melhor pôr num tópico à parte

OHP: fragata americana da classe "Oliver Hazard Perry" como as que vêm para Portugal

NPO:navio de patrulha oceânico

LPD: navio de transporte de tropas, que as pode desembarcar através de lanchas ou de helicópteros.

LPH: navio de transporte de tropas, com uma maior capacidade para a operação de helicópteros. Tem um convés corrido, como um porta-aviões.

LL: designação espanhola de um LPH.

NPL: designação portuguesa de um LPD

AOR: navio reabastecedor da armada ( combustíveis e outros géneros). Neste momento temos o NRP Bérrio nesta função.

SSK: submarino de propulsão convencional ( diesel) por oposição aos nucleares ( SSNs)

missões:
AAW: guerra anti-aérea
ASuW: guerra anti-superfície
ASW: guerra anti-submarina

se houver algum termo que tenha sido referido e escapado avisem
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Lynx

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« Responder #29 em: Junho 21, 2004, 11:26:50 pm »
Quanto ao numero dos submarinos acho que até deveriamos ter mais de 4 para assim podermos utilizar uma tactica utilizada pelos Alemães tanto na 1ª como na 2ª guerra mundial assim controlariamos o atlantico e as entradas no mediterraneo. Mas a minha ideia era 3 para missões normais como patrulha, anti-narcotráfico etc... o 4º submarino serviria para transporte de tropas especiasi como o DAE. Hoje em em dia o DAE utiliza o NRP Delfim e eles veem-se a rasca para arranjar espaço para o seu material. Por isso acho que o 4º submarino seria fundamental para a marinha. Aliás na semana passada os EUA lançaram á agua um submarino da classe sea wolf especializado para recolher informações(transporte de seals, escutas a cabos subaquaticos, sensores especiais ...)
mas isso já era pedir muito para a nossa marinha.
 

 

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