Substituição dos Lynx

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Charlie Jaguar

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #105 em: Agosto 13, 2013, 01:08:57 pm »
Citação de: "PedroI"
Bom dia,

Em termos de area do convês necessaria para a operação de helicopetros qual é a diferença nas necessidades do:
Lynx (como operamos agora)
Lynx Wildcat (novo)
NH-90
AW101 - Merlin

Obrigado,

As dimensões tanto das aeronaves como do convés de voo, ou melhor, da área do convés de voo e hangares nas nossas fragatas, vasos de guerra onde os helicópteros operam primordialmente. Super Lynx e AW159 Wildcat é tu cá, tu lá, quase não há diferenças quanto ao comprimento da fuselagem e diâmetro do rotor; o NH90 NFH é já um helicóptero de porte médio, de maiores dimensões, e que como já por aqui falámos iria requerer alterações nos navios para os operarmos, mas possível como se pode ver pelos casos holandês e belga (isto no que respeita às fragatas da classe M, as nossas "Bartolomeu Dias"). Quanto às Meko 200, há decerto colegas por aqui bem mais informados a esse respeito, mas creio que também nestes vasos de guerra seria possível a alteração do convés de voo, e hangar, para operar um NH90 NFH.

O EH-101, ou AW-101 Merlin, já é um capítulo à parte; trata-se de um helicóptero médio/pesado, cujas dimensões só permitiriam a operação a partir de um navio com um convés de voo de dimensões generosas, por exemplo o NavPol, ou construídos de raíz a pensar na sua utilização. Com quase 20 metros de comprimento e 19 de diâmetro de rotor (mesmo com as engenhocas que os nossos Mk.516 CSAR possuem que permitem dobrar as pás e a cauda para ocupar menos espaço quer no convés, quer no hangar), não é em qualquer um que este poderá operar.  :wink:
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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PedroI

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #106 em: Agosto 13, 2013, 02:29:32 pm »
Obrigado pela resposta.

Mas em termos de dimensões concretas é possível precisa. Arrisco dizer, provavelmente cometendo um erro, que além do espaço para o helicóptero efectivamente aterrar a medida que limita o tamanho será do centro do "H" até a estrutura do Navio mais próxima, usualmente, a porta do hangar, já que as restantes 3 "faces" do convés de voo "dão" para o mar.

Cumprimentos,
 

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luis filipe silva

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #107 em: Agosto 13, 2013, 03:44:13 pm »
O único navio português que poderia operar o Merlin, é em teoria o Bérrio. Digo em teoria, porque ao fim de tantos anos de vida, não sei se o aço que suporta o parque do helicóptero terá ainda a resistência suficiente.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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Charlie Jaguar

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #108 em: Agosto 13, 2013, 05:31:21 pm »
Citação de: "luis filipe silva"
O único navio português que poderia operar o Merlin, é em teoria o Bérrio. Digo em teoria, porque ao fim de tantos anos de vida, não sei se o aço que suporta o parque do helicóptero terá ainda a resistência suficiente.

Só em teoria mesmo Luís, porque de facto não aguenta. Isso foi-me dito há tempos tanto por gente da Marinha, como da Força Aérea, e é por essa razão que não mencionei o Bérrio, bem como os patrulhões e corvetas já que todos eles possuem convés para helicópteros, embora nas velhinhas corvetas só desse para um Alouette II/III e nos NPO para o Super Lynx. Creio que no caso do Bérrio o problema é mais estrutural do que a ver com o facto do diâmetro do rotor em funcionamento deixar pouca margem de segurança junto à superestrutura. Isto porque, apesar de não ter hangar, a classe Rover pode operar com Sea Kings, como acontece de vez em quando na Royal Navy, e estes são apenas um pouco mais pequenos, mas mais leves, que o Merlin.

Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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Get_It

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #109 em: Agosto 13, 2013, 10:10:14 pm »
Olá a todos,
Este assunto fez-me lembrar agora de uma dúvida que eu tenho já há algum tempo. Mas continuando; há uns anos atrás tive um professor que foi radarista na Marinha até por altura do final da Guerra Fria e uma vez contou-nos que tinha assistido a um helicóptero Puma a aterrar no convés de voo de uma corveta. Na altura até me esqueci de perguntar em que corveta foi porque estava demasiado a perguntar se tinha sido realmente numa corveta e se realmente tinha sido um Puma e não um Alouette III.

Seja como for, até hoje ainda não encontrei nenhuma informação acerca de um Puma conseguir/aterrar numa corveta da Marinha. Alguém por acaso tem alguma informação sobre isto?

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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luis filipe silva

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #110 em: Agosto 14, 2013, 03:29:08 am »
Citar
Seja como for, até hoje ainda não encontrei nenhuma informação acerca de um Puma conseguir/aterrar numa corveta da Marinha. Alguém por acaso tem alguma informação sobre isto?

Não existe nenhuma informação, porque era impossível. Allouetes III, aterraram alguns, mas só.
-----------------------------
saudações:
Luis Filipe Silva
 

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Charlie Jaguar

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #111 em: Agosto 14, 2013, 12:54:11 pm »
Citação de: "Get_It"
Este assunto fez-me lembrar agora de uma dúvida que eu tenho já há algum tempo. Mas continuando; há uns anos atrás tive um professor que foi radarista na Marinha até por altura do final da Guerra Fria e uma vez contou-nos que tinha assistido a um helicóptero Puma a aterrar no convés de voo de uma corveta. Na altura até me esqueci de perguntar em que corveta foi porque estava demasiado a perguntar se tinha sido realmente numa corveta e se realmente tinha sido um Puma e não um Alouette III.

Seja como for, até hoje ainda não encontrei nenhuma informação acerca de um Puma conseguir/aterrar numa corveta da Marinha. Alguém por acaso tem alguma informação sobre isto?

Aterrar nunca aterrou, era impossível nas corvetas, mas os Puma, quando era necessário, operavam à vertical dos navios para, por exemplo, efectuar operações VERTREP ou de recolha/colocação de pessoal. Os Alouette III sim, conseguiam, ou conseguem, operar a partir das corvetas, tanto na altura da Guerra Colonial, como mais raramente depois disso.










(Peço desculpa pela falta de crédito nas imagens, mas desconheço a sua proveniência)
Saudações Aeronáuticas,
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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #112 em: Fevereiro 15, 2014, 10:15:24 am »
 

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #113 em: Abril 28, 2014, 03:37:13 pm »
 

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #114 em: Julho 12, 2014, 11:20:23 pm »
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ACADO

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #115 em: Julho 13, 2014, 07:32:15 pm »
Citação de: "Charlie Jaguar"
Citação de: "luis filipe silva"
O único navio português que poderia operar o Merlin, é em teoria o Bérrio. Digo em teoria, porque ao fim de tantos anos de vida, não sei se o aço que suporta o parque do helicóptero terá ainda a resistência suficiente.

Só em teoria mesmo Luís, porque de facto não aguenta. Isso foi-me dito há tempos tanto por gente da Marinha, como da Força Aérea, e é por essa razão que não mencionei o Bérrio, bem como os patrulhões e corvetas já que todos eles possuem convés para helicópteros, embora nas velhinhas corvetas só desse para um Alouette II/III e nos NPO para o Super Lynx. Creio que no caso do Bérrio o problema é mais estrutural do que a ver com o facto do diâmetro do rotor em funcionamento deixar pouca margem de segurança junto à superestrutura. Isto porque, apesar de não ter hangar, a classe Rover pode operar com Sea Kings, como acontece de vez em quando na Royal Navy, e estes são apenas um pouco mais pequenos, mas mais leves, que o Merlin.


Peço desculpa mas o Berrio aguenta com os EH. A forca aérea é que nao quer certificar ninguém percebe porque!!

Quantos aos lynx! Compravam mais, têm bom preço qualidade, ja estamos habituados e são extremamente polivalentes!
Até para missões anti-carro servem.
Para quê inventar muito
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Cabeça de Martelo

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #116 em: Julho 15, 2014, 10:16:41 am »
Acado há Lynx, mas será que há no modelo que a Armada tem? A outra questão é que os Lynx que falas é da versão do Exército, o da Marinha (Sea Lynx), no máximo dos máximos são os misseis anti-navio Sea Skua.

Atenção apesar do que escrevi sou um dos que defende que a Armada devia ter mais Lynx e que os NPO que serão (?) construidos, deveriam ter um helicoptero embarcado e nem precisavam de estarem equipados para a luta anti-submarino, bastava as ML.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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ACADO

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #117 em: Julho 15, 2014, 02:03:16 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Acado há Lynx, mas será que há no modelo que a Armada tem? A outra questão é que os Lynx que falas é da versão do Exército, o da Marinha (Sea Lynx), no máximo dos máximos são os misseis anti-navio Sea Skua.

Atenção apesar do que escrevi sou um dos que defende que a Armada devia ter mais Lynx e que os NPO que serão (?) construidos, deveriam ter um helicoptero embarcado e nem precisavam de estarem equipados para a luta anti-submarino, bastava as ML.

Os da marinha se tiverem o software para mísseis e rockets disparam tanto como os outros!
Nos NPO nao vejo de necessidade constante de heli embarcado. Mas essa capacidade deve estar presente e para isso é preciso haver a mais.
Os Hélis da Marinha deviam estar prontos para fazer aquilo q os do exercito eram para fazer. So assim podem dar apoio aos Fuzileiros. Se continuarem a ser so anti-submarino, estamos como a forca aérea que so tem taxis...
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Cabeça de Martelo

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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #118 em: Julho 15, 2014, 02:34:37 pm »
Posso estar errado mas os nossos Lynx foram originalmente pensados para serem uma das armas das fragatas, digamos um dos componentes e não como algo pensado de raiz para ajudar os Fuzos nas suas missões.

No entanto graças às operações anti-pirataria em áfrica os nosso Lynx receberam várias pequenas melhorias que as tornam em algo melhor do que simples táxis. Quando a Armada foi resgatar o pessoal na Guiné os nossos Lynx nem metralhadoras tinham, mas agora já têm (12.7mm).
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Re: Substituição dos Lynx
« Responder #119 em: Julho 16, 2014, 11:39:24 pm »
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Posso estar errado mas os nossos Lynx foram originalmente pensados para serem uma das armas das fragatas, digamos um dos componentes e não como algo pensado de raiz para ajudar os Fuzos nas suas missões.

No entanto graças às operações anti-pirataria em áfrica os nosso Lynx receberam várias pequenas melhorias que as tornam em algo melhor do que simples táxis. Quando a Armada foi resgatar o pessoal na Guiné os nossos Lynx nem metralhadoras tinham, mas agora já têm (12.7mm).

Exacto, é só,quererem e as coisas adaptam-se.
O seahawk também foi pensado para a mesma função e vejam lá hoje em dia a parafernália de equipamento q consegue levar e as inúmeras missões em os Seals os têm usado...
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Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama

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