Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #180 em: Maio 17, 2019, 01:26:46 pm »
‘Operação Joana D’arc’: Marinha do Brasil e da França realizam exercícios combinados


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A Marinha do Brasil e a Marinha Nacional Francesa realizaram a “Operação Joana D’arc”, no início de maio, que consistiu em exercícios combinados de desembarque para cerca de 250 militares brasileiros e franceses, por meio de Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) e de Embarcações de Desembarque de Carga Geral. Foram feitos também adestramentos no mar, durante a PASSEX, com a participação dos navios da Esquadra Brasileira, todos na área marítima entre a cidade do Rio de Janeiro e a Marambaia, no Rio de Janeiro.

Essa operação faz parte de uma conduta de exercícios navais entre as duas Marinhas e envolve diferentes meios. Entre eles, os navios franceses: o BPC “Tonnere”, o BSAH “Seine” e a Fragata “La Fayette”; e os navios brasileiros: o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, o Porta-Helicóptero Multipropósito “Atlântico”, a Fragata “Independência”, o Navio de Patrulha Oceânico “APA” e a Embarcação de Desembarque de Carga Geral “Marambaia”, além das aeronaves UH-12, UH-15 e SH-16.

Essa também é uma oportunidade de trocar conhecimento, aperfeiçoar e colocar em prática as doutrinas militares pré-estabelecidas para os treinamentos propostos. Assim como promover o intercâmbio cultural entre os militares das duas nações.

FONTE:  https://www.naval.com.br/blog/2019/05/12/operacao-joana-darc-marinha-do-brasil-e-da-franca-realizam-exercicios-combinados/

 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #181 em: Maio 27, 2019, 03:53:19 pm »
CFN: Curso Especial de Operador de Carro Lagarta Anfíbio


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No período de 13 a 19 de maio, foi realizado, na Área de Apoio Administrativo de Itaoca, exercício de conclusão do Curso Especial de Operador de Carro Lagarta Anfíbio (C-Esp-Op-CLAnf) COROEX-2019.

No exercício, os alunos do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) colocaram em prática todo aprendizado adquirido, seja conduzindo o CLAnf em terra ou no mar.

Houve ainda a utilização dos novos CLAnf (3° geração) na transposição de arrebentação na praia, exercício de movimento navio-terra diurno e noturno, pista de orientação com o CLAnf e na de obstáculos dos blindados.

Durante os adestramentos, os alunos foram avaliados pela equipe de instrução e, ao término do exercício, tornaram-se “clanfistas”.


FONTE:  https://www.forte.jor.br/2019/05/24/cfn-curso-especial-de-operador-de-carro-lagarta-anfibio/
 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #182 em: Junho 18, 2019, 07:35:52 pm »
Tropa de Reforço realiza SUBEX-REF/2019


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No período de 25 de maio a 1º de junho, foi realizado o Exercício SUBEX-REF/2019, na região de Itaóca-ES, que reuniu os principais recursos logísticos de que dispõe o Corpo de Fuzileiros Navais,  envolvendo as Unidades Militares da Tropa de Reforço responsáveis por seu planejamento, condução e controle, com apoio de outras Unidades da Divisão Anfíbia.


Durante o exercício, ocorreram adestramentos de acordo com as peculiaridades e missões específicas de cada organização militar por meio da utilização de Situações Táticas, tais como atuação em hospitais de campanha, missões de engenharia de combate, ações de policiamento, preparação e estabelecimento das Praias de Desembarque (PraDbq) por superfície e das Zonas de Desembarque (ZD), transportes logísticos, manutenção e operação de viaturas diversas e dos Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf).

A SUBEX-REF é importante para o adestramento, integração e sinergia das Unidades da Tropa de Reforço, bem como para o preparo dos seus recursos humanos e materiais, aprimorando procedimentos táticos e logísticos de Fuzileiros Navais na prestação do Apoio ao Combate e Apoio de Serviço ao Combate nas operações terrestres de caráter naval.

FONTE: http://tecnodefesa.com.br/tropa-de-reforco-realiza-subex-ref-2019/
 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #183 em: Julho 18, 2019, 03:02:26 pm »
Operação Formosa 2019 – Uma tenente no combate anfíbio!


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A cerca de 80 quilômetros de Brasília, 1,9 mil fuzileiros navais (Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil) viveram, durante dez dias, situações reais de conflito.

Nomeada Operação Formosa, a atividade prepara os militares para condições de pronto emprego em um terreno de mais 60 de quilômetros de extensão.

Considerado o maior exercício realizado pela Marinha no Planalto Central, a ação dos militares envolvidos ocorre de 8 a 18 de julho, no Campo de Instrução de Formosa (cedido pelo Exército Brasileiro), em Goiás.

O período de montagem até a desmontagem de todo aparato dura, em média, três meses.

A operação, que ocorre uma vez por ano, é dividida em três partes.

Na primeira, os fuzileiros recebem orientações táticas.

Já na segunda, iniciam a fase prática quando vão a campo realizar atividades como descontaminação de agentes nucleares, biológicos, químicos e radiológicos, efetuar procedimentos no Hospital de Campanha e desativar artefatos explosivos, por exemplo.

Por último, simulam o que chamam de cabeça de praia, como se a tropa tivesse desembarcado dos navios transportes para ocupar o território inimigo e assegurar possíveis acessos ou avanços.

Durante o exercício, pela primeira vez uma mulher comandou um pelotão de infantaria.

À frente de um grupo de cerca de 50 militares, a Tenente Liana de Magalhães avaliou a experiência como gratificante. “Estou vibrando bastante. Realmente era isso que eu queria e a Marinha me deu esse espaço”, disse. Ela ingressou no Corpo de Fuzileiros Navais há 18 anos como musicista. Depois passou para o quadro de oficiais e, recentemente, fez o curso de Aperfeiçoamento em guerra anfíbia.

Com entusiasmo semelhante ao de Liana, o Tenente Gabriel da Rocha vê a operação como oportunidade enriquecedora para a vida pessoal e militar.

Desde 2010 na Marinha, durante o exércício ele vive a difícil experiência de chefiar um pelotão de blindados.

Em Formosa, o Segundo Tenente é comandante dos Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf). “É um desafio, mas essa é uma operação conjunta em que podemos realizar com todos os meios do corpo de fuzileiros navais para manter a melhor coordenação e maior controle. Isso contribui para o maior aprestamento da tropa”, diz o Tenente lotado no Batalhão de Viaturas Anfíbias, no Rio de Janeiro.

Além dos Carros Lagarta, no exercício são empregadas aeronaves, veículos blindados, mísseis superfície-ar (MSA), aeronaves remotamente pilotadas (ARP), obuseiros de artilharia e lançadores múltiplos de foguetes ASTROS.

Novidade

Na edição deste ano da Operação Formosa, foi utilizado pela primeira vez o recém-adquirido Sistema Integrado de Comando e Controle do Corpo de Fuzileiros Navais (SIC2CFN).

A entrega do sistema está prevista para novembro deste ano e o emprego durante o exercício foi como teste.

O equipamento facilita o gerenciamento das ações no campo de batalha, possibilita a obtenção de dados, viabiliza a comunicação entre os elementos de combate e realiza ações de guerra eletrônica contra forças adversas. “Por ser eletrônico é importante para termos a informação em tempo real, utilizando, inclusive, imagens de satélites onde temos os acompanhamento das nossas tropas”, destaca o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Leonardo Puntel.

A demonstração foi coordenada pela Força de Fuzileiros de Esquadra (FFE), que é a responsável pela área operativa dos Fuzileiros Navais.
Com intuito é preparar seus militares para atuar em diferentes tipos de conflito, desde os de alta intensidade, tais como as guerras convencionais, até em operações de caráter humanitário e de paz, as atividades prosseguem até a quinta-feira, 18.

FONTE: http://tecnodefesa.com.br/operacao-formosa-2019-uma-tenente-no-combate-anfibio/


























 

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Vitor Santos

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Cabeça de Martelo

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #185 em: Julho 18, 2019, 05:55:45 pm »
Este camuflado... :o

7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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NVF

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #186 em: Julho 19, 2019, 12:53:23 am »
Já vem 15 anos atrasado e o padrão é nitidamente inferior ao actual. Provavelmente é mais funcional que o actual (bolsos, ventilação, etc.) mas o padrão senhor...

Já agora Vítor, o camuflado actual dos Fuzileiros parece-me mais claro que o do Exército. Pode ser devido ao terreno poeirento... Podes confirmar se há diferenças? 
« Última modificação: Julho 19, 2019, 12:56:29 am por NVF »
Everyone you will ever meet knows something that you don't.
- Bill Nye
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #187 em: Julho 21, 2019, 02:20:31 am »
Este camuflado... :o



De fato o padrão está claro demais. Além do mais é extremamente sem estética.

Se serve de alento se trata de um protótipo, ou seja, em fase de testes o que significa que não será o novo padrão definitivo.
« Última modificação: Julho 21, 2019, 02:26:57 am por Vitor Santos »
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #188 em: Julho 21, 2019, 02:24:35 am »
Já vem 15 anos atrasado e o padrão é nitidamente inferior ao actual. Provavelmente é mais funcional que o actual (bolsos, ventilação, etc.) mas o padrão senhor...

Já agora Vítor, o camuflado actual dos Fuzileiros parece-me mais claro que o do Exército. Pode ser devido ao terreno poeirento... Podes confirmar se há diferenças?

Afirmativo, NFV. O camuflado é mais claro em relação ao do Exército em razão do ambiente em que os fuzileiros são especializados em atuar (praias, regiões costeiras e zonas ribeirinhas).
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: NVF

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #189 em: Julho 21, 2019, 09:26:33 pm »
Corpo de Fuzileiros Navais inicia fase de testes com novo uniforme camuflado


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A Marinha do Brasil, representada pela Diretoria de Abastecimento da Marinha e o Comando do Material de Fuzileiros Navais (CMatFN), vem trabalhando para aprovar, em breve, o novo uniforme operativo do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). A fase inicial de testes começou no dia 8 de julho, no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais – Batalhão Tonelero. O novo camuflado também foi utilizado, em caráter experimental, por um pelotão de Fuzileiros Navais durante a Operação “Formosa”, realizada entre os dias 8 e 17 de julho, no município de Formosa-GO.
 
A Gerência de Equipagens Operativas do CMatFN está à frente do projeto e vem trabalhando intensamente para testar e aperfeiçoar o uniforme, produzido em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (SENAI/CETIQT), que cuida do projeto e da integração da cadeia de fornecimento; a Santista, responsável pelo desenvolvimento tecnológico e pelas funcionalidades do tecido; e a BDS Confecções, encarregada do desenvolvimento do projeto e da confecção do uniforme.

As características modernas do tecido nyco, utilizado pelas principais Forças Armadas do mundo, como a dos Estados Unidos da América, representam a principal diferença do atual para o novo camuflado. É o que diz o Gerente de Equipagens Operativas do CMatFN, Capitão de Mar e Guerra Figueiredo. “O novo camuflado possui um tecido muito confortável, com propriedades térmicas, que distribuem melhor o calor pelo corpo, repelem insetos e são antimicrobianas. O uniforme também é resistente e de alta durabilidade, entre outros benefícios”.

Outra diferença importante é que o novo camuflado será confeccionado em dois padrões de cores. O atual será mantido para emprego em operações ribeirinhas, devido às especificidades do ambiente de selva e sua vegetação mais escura. Para atuação em área urbana e rural, onde o cenário é mais claro, foi produzida uma cor com predominância de tons em bege, cinza e verde-claro, ideal, por exemplo, para uso durante operações de Garantia da Lei e da Ordem.

O novo camuflado vem sendo desenvolvido desde 2018, como produto estratégico de Defesa, uma vez que estimula a produção da indústria têxtil e de confecção nacional. Nos testes realizados até agora, o balanço vem sendo bastante positivo, na opinião do Comandante Figueiredo. “O camuflado se mesclou muito bem ao ambiente, proporcionando uma boa camuflagem ao usuário. Sob a observação de equipamentos de visão noturna com irradiação infravermelha, o tecido camuflado manteve a mesma eficiência de ocultamento”, avaliou.

Os testes continuarão ao longo deste ano, de modo a verificar seu desempenho nos diversos biomas existentes no País. A próxima previsão de utilização do novo camuflado será durante a Operação “Dragão”, que ocorrerá em novembro.

Com informações da Marinha do Brasil.

FONTE: https://orbisdefense.blogspot.com/2019/07/corpo-de-fuzileiros-navais-inicia-fase.html
 

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Vitor Santos

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #190 em: Julho 21, 2019, 09:31:09 pm »
Sistema Integrado de Comando e Controle do Corpo de Fuzileiros Navais (SIC2CFN)

A novidade este ano é a utilização do Sistema Integrado de Comando e Controle do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), que visa facilitar o gerenciamento das ações no campo de batalha, possibilitar a obtenção de dados, viabilizar a comunicação entre os elementos de combate e realizar ações de guerra eletrônica contra forças adversas.

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Por Roberto Caiafa

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) realizou a Operação Formosa 2019, de 8 a 17 de julho, no Campo de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás.

A novidade do evento este ano foi a utilização do recém-adquirido Sistema Integrado de Comando e Controle do Corpo de Fuzileiros Navais (SIC2CFN), um sistema que tem por objetivos facilitar o gerenciamento das ações no campo de batalha, possibilitar a obtenção de dados, viabilizar a comunicação entre os elementos de combate e realizar ações de guerra eletrônica contra forças adversas.

O SIC2CFN é composto por quatro módulos, o de Gestão do Campo de Batalha, o de Artilharia, o de Comunicações e o de Guerra Eletrônica.

Segundo o CMG FN R1 Cícero, gerente do Programa, o sistema só estará completo em outubro próximo, quando será testado em sua plenitude durante a Operação Dragão 2019.

Trata-se do Estado da Arte em Comunicações, Comando e Controle e Gerenciamento do Campo de Batalha, mais os módulos de Logística, Inteligência de Sinais (SIGINT), e de comunicações (COMINT), de Artilharia (integrado ao Sistema Gênesis da Imbel, para controle do tiro de Artilharia) e podendo receber anexos para veículos aéreos não tripulados e seus sensores, comunicações satelitais e georeferenciamento de toda a tropa em carta digital, em tempo real (dentre outras possibilidades).


 :arrow: http://tecnodefesa.com.br/sistema-integrado-de-comando-e-controle-do-corpo-de-fuzileiros-navais-sic2cfn/
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #191 em: Julho 23, 2019, 02:08:40 pm »
Operação Formosa 2019














 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #192 em: Agosto 26, 2019, 12:17:27 am »
Em campo com os caçadores do Corpo de Fuzileiros Navais


Na atualidade da guerra moderna em todos os seus espectros, desde as montanhas do Afeganistão, passando pelas savanas africanas e chegando à selva urbana do Rio de Janeiro, a simples presença de um atirador de elite, atirador de precisão ou sniper, já é suficiente para que a tropa saiba que o combate vai ser duro e o inimigo já tem a batalha por perdida...


Independente da glamourização do cinema, quem estuda profundamente o tema, sabe que a atividade de um atirador de precisão é algo complexo, com exigências muito acima da média para outros tipos de operadores em todos os sentidos, e, em todos os processos de seleção e cursos específicos, somente os realmente mais capazes conseguem o êxito de se formar "Atirador de Precisão", Caçador ou Sniper (o nome varia conforme a Força).


Durante minha experiência na Operação Formosa, realizada pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, tive a grata oportunidade de acompanhar um dos muitos tipos de treinamento super realista de um grupamento de atiradores de elite,  integrantes de uma equipe de operações que simulava uma emboscada à um comboio terrorista, tudo ao melhor estilo anti-Talebãn que as vezes vemos no cinema, com a diferença que eu senti na pele uma pequena amostra de todos os duros percalços que tal missão oferece aos que se voluntariam para tal.

A preparação da missão começa muito antes

Somente com o empenho da preparação prévia com estudos diversos que vão desde a análise topográfica do terreno, a checagem de todos os equipamentos, checagem da saúde e capacidade física dos operadores envolvidos, entre outros detalhes restritos.


E tudo orbita ao redor do planejamento da emboscada; a espera, tocaia ou cilada, que é o ato de esperar às escondidas pelo inimigo para atacá-lo de surpresa. È uma técnica que vem da guerra de guerrilha, onde os atacantes escondem-se em lugares por onde irá passar a tropa inimiga ou grupo dessa,  para se prepararem e   atacarem de surpresa esse inimigo que passa pelo local escolhido. E tudo isso mesmo estando em desvantagem numérica, mas aproveitando a configuração do terreno e as muitas habilidades táticas características da doutrina operacional dos COMANF's.


Pelo que pude observar superficialmente, para cada hora de ação em campo, ocorreram pelo menos 48h ou mais de estudos e planejamentos diversos para a ação.

A marcha até o alvo

A missão começa às 04:00ham, com um deslocamento diferenciado para nosso pequeno grupo de observadores que acompanhou a missão, pois o grupamento de COMANF's que estava empenhado na missão partiria embarcado em um helicóptero EC-725 "Super Cougar" do Esquadrão HU-2 "Pégasus" da Marinha do Brasil para o reconhecimento aéreo prévio do local, e, nosso grupo partiria ao local da infiltração inicial de caminhão, para observar e registrar o desembarque inicial a partir da chegada da aeronave no ponto de infiltração.


Depois de registrar o desembarque por via aérea no ponto de infiltração, acompanhamos a marcha, com navegação por bússola, GPS e outros métodos que não pude observar (restritos aos operadores COMANF's). Em meus cálculos, acredito que percorremos aproximadamente 10km pela região de vegetação mais alta e espessa até o ponto onde aconteceria a ação da emboscada, em uma marcha que não foi nada fácil devido à vegetação espinhosa do cerrado goiano, e principalmente ao calor estava beirando os 45°C ou mais!


Sabiamente aproveitamos as paradas de reorientação para descansar e recompor a alimentação de maneira mais leve possível para não comprometer o desempenho físico na marcha. Entre minhas câmeras, equipamentos de sobrevivência e água/alimentos eu tinha aproximadamente 10kg de carga, mas os operadores COMANFS carregavam 30KG ou mais, pois no caso do operador que portava o fuzil  Hécate II  calibre 12,7 mm (.50 BMG) o peso unitário do mesmo é de 16kg fora a munição e acessórios!


A emboscada

Ao chegar ao ponto aproximado da emboscada todos diminuíram o passo até que fosse obtido contato visual com o local aonde ocorreria a emboscada e também o contato visual com os respectivos alvos. Como existiam outros dois grupamentos com armas diferentes, ocorreu a coordenação do reposicionamento dos operadores em seus respectivos grupos, tudo em uma geometria devidamente estudada nos dias anteriores e readaptada conforme alguns pequenos detalhes surpresa do terreno.


E quando o momento "ZERO" chegou, todos dispararam suas armas em uma sincronia perfeita para causar o máximo de destruição e confusão ao inimigo... E então, o "grand finale", com o comboio de terroristas sendo completamente "neutralizado" pela ação dos Commandos Anfíbios...


FONTE:  https://orbisdefense.blogspot.com/2019/08/em-campo-com-os-cacadores-do-corpo-de.html
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #193 em: Agosto 26, 2019, 12:22:45 am »















ADSUMUS!!!  :diabo:
 

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Re: Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil
« Responder #194 em: Outubro 29, 2019, 02:43:37 pm »
Batalhão Tonelero realiza capacitação no Chile para operações em clima frio


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Oito Comandos Anfíbios do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais – Batalhão Tonelero foram capacitados em técnicas e procedimentos básicos para operações em clima frio, de 23 de setembro a 6 de outubro, na região do vulcão Lonquimay, na Patagônia Oriental chilena, porção Leste da Cordilheira do Andes.

Este treinamento faz parte do Programa de Intercâmbios da Marinha do Brasil com a Armada da República do Chile, sob a coordenação do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, com o propósito de qualificar pessoal e ampliar o apoio dos Fuzileiros Navais às atividades desenvolvidas para o ambiente de clima frio.

Durante o intercâmbio, conduzido por uma equipe de Comandos da Marinha do Chile, foram ministradas instruções teóricas e práticas, voltadas para o desempenho de atividades operativas e de apoio em ambientes gelados, como os encontrados na Antártica. Algumas das atividades desenvolvidas foram primeiros socorros, escaladas no gelo, marchas na neve, ações de busca e resgate de pessoal.

A equipe de Comando Anfíbios do Batalhão Tonelero foi capacitada com técnicas e procedimentos para o uso de equipamentos especiais, como as raquetes e esquis para neve, trenós para transporte de pessoal e material e demais itens empregados nas escaladas e deslocamentos naquele ambiente. A escalada do vulcão Lonquimay (2.865 m) coroou o intercâmbio e foi realizada em quatro dias, com pernoites em abrigos, alguns construídos pelos próprios militares, sob nevascas e temperaturas extremas, com sensação térmica de até 15º C negativos.

Com informações da Marinha do Brasil & Corpo de Fuzileiros Navais.

FONTE:  https://www.defesa.tv.br/batalhao-tonelero-realiza-capacitacao-no-chile-para-operacoes-em-clima-frio/


 

 

Acidente durante exercício de tiro entre Brasil e Argentina

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