Artilharia Antiaerea portuguesa?

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Asa

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Artilharia Antiaerea portuguesa?
« em: Outubro 26, 2007, 10:01:49 am »
Artilharia anti-aérea desativada

Peça AA 7,5 cm S.A. m/932
 

Calibre: 75 mm L/43
Comprimento: 3,225 mm
Peso: 3,325 kg (total), 2,825 kg (pronto para disparo)
Alcance máximo: 10,000 metros
Ângulo horizontal de disparo: 360 graus
Ângulo Vertical de disparo: 90 graus
Granada: peso 6.5 kg
Velocidade de boca: 750 - 850 m/s
Quantidade total recebida: 36

Historial: Em Dezembro de 1932, o Exército Português adquire o seu primeiro material de Antiaérea, proveniente de Inglaterra, a peça “Vickers-Amstrong” de 75mm, com um alcance de 9.200 m e uma cadência máxima de 15 tiros por minuto. Esta peça cujo único exemplar existente em Portugal se encontra no Museu do Regimento de Artilharia Antiaérea nº1, viria a equipar as 3 primeiras Baterias, do Grupo de Artilharia Contra Aeronaves (GACA), criado em 17 de Junho de 1935.
 Em 1933 entra em serviço a Peça 7,5 cm SA m/932 (Vickers- Amstrong); em Junho de 1933 é desembarcada de dois navios no Tejo a primeira Bateria Anti-Aérea, constituída por quatro daquelas peças e quatro tractores e em Junho de 1935 nasce, no aquartelamento de Cascais, a primeira unidade de defesa contra aeronaves.

________________________________________Peça AA 4 cm m/1940/42
 
Modelo: 1934
Calibre: 40 mm L40
Comprimento: 5,18 m (embasado) e 6,25 m (transporte)
Comprimento do Tubo: 2,25 m
Largura: 4,038 m (embasado) e 1,93 m (transporte)
Altura: 1,689 m (embasado) e 2,1 m (transporte)
Peso: 1.920 Kg
Elevação: de –5º a +90º
Conteira: 360º
Munição: Alto-explosivo-traçante, com espoleta de contato ou granada penetrante de blindagem. Depois foi equipado com espoleta de proximi
Peso do Projétil: 2,15 kg (completo), 1 kg (granada) e 0,3 kg (carga de projeção)
Velocidade Inicial: 850 m/seg.
Alcance Máximo: 9.000 m (horizontal) e 5.000 m (teto)
Cadência de Fogo: 80 a 90 tiros por minuto (prático)
Guarnição: 3 (apontador em elevação, apontador em conteira e municiador), mais 4 serventes.
Quantidade total recebida: 322

Historial: Desenhado na Suécia, este é provavelmente o canhão de maior uso no mundo, sendo usado por quase todos os beligerantes na 2ª Guerra, aliados e do eixo (inclusive soviéticos e japoneses); em reparos de terra, aerotransportados e navais. No final da guerra, os aliados equiparam sua munição com uma espoleta de proximidade (radar), aumentando em muito a eficiência da arma, a ponto de torná-la extremamente eficaz contra as bombas voadoras V1. Devido a excelência do desenho, foi produzido sob licença em diversos países, inclusive o Brasil (na década de 1950). Ainda permanece em uso em diversos países. Portugal recebeu em 1941 36 peças deste modelo de produção sueca,tendo recebido posteriormente peças de fabrico inglês “Peca AA 4cm m/942”(60 unidades) e outra versão de fabrico francês “Fléche – Haute m/980 “.
Tendo actualmente armazenado 322 unidades de diferentes versões. Este modelo foi utilizado pelos três ramos das forças armadas estando ainda em uso na marinha portuguesa na versão 40/L70 Mod.1958 sendo este tipo de peça de artilharia praticamente utilizado em todos os navios da marinha portuguesa.

 


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Metralhadora Pesada AA 20 mm m/943 (2cm Flak 38 – Waffe)
 
Modelo: Flak 30
Calibre: 20 mm
Comprimento: 4,08 m (total) e 1,30 m (tubo)
Largura: 1,81 m
Altura: 1,60 m
Peso: 450 Kg (em ação) e 770 Kg (em movimento)
Conteira: 360º
Elevação: -12º a +90º
Velocidade Inicial: 897 m/s (munição explosiva) e 830 m/s (perfurante)
Alcance Vertical: 1.050 m (efetivo), 2.020 m (máximo, pois a granada detonava)
Alcance Horizontal: 4.400 m (máximo)
Cadência de Fogo: 120 tiros por minuto (efetivo), 280 tiros por minuto (cíclica)
Munição: 120 gramas (Explosiva), 148 gramas (perfurante) - carregador para 20 cartuchos
Guarnição: 7 homens
Quantidade total recebida: ?

Historial: Desenho do início da década de 20, sofria do sério problema de cadência de fogo muito baixa para combater aviões em vôo razante, tentou-se solucionar o problema com uma peça ligeiramente modificada (Flak 38). Essa ainda foi insuficiente, obrigando a adoção de um recurso, que foi a montagem de quatro canhões em um reparo adaptado (Flakvierling 38). Apesar de seus problemas, foi adotada pelas três forças armadas alemãs (mais de 150.000 tubos entregues) e pelos exércitos da China e da Holanda e Portugal.
 
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Peca AA 9,4 cm m/940

 
Calibre: 94 mm L50
Comprimento: 4.96m
Comprimento do Tubo: 4,7 m
Peso: 9,317 Kg
Munição: 12.7 kg (total)
Velocidade Inicial: 792 m/seg.
Alcance Máximo: 18.000 m (horizontal) e 9.000 m (teto)
Cadência de Fogo: 10 a 20 tiros por minuto (prático)
Guarnição: 7
Quantidade total recebida: 54

Historial:




 

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Peça AA de 20mm, CHK1, m/953

 

Rate of fire   450rds per min
Effective ceiling   6630 ft
Muzzle velocity   2725 ft/s
Rifling   Concentric RH twist, 1 in 720
Magazine capacity   30rd box or 60rd drum
Overall length of gun   84"
Length of barrel   57"
Weight of gun   126lb (57kg)
Weight of 60rd mag empty   31lb 8oz (14.3kg)
Weight of 60rd mag full   64lb (29kg)
Weight of 20mm round   8oz (225g)
Date of manufacture   1944
Manufacturer   John Inglis Company, Canada
Mounting weight   3910lb (1777kg)
Platform weight   1320lb (600kg)
Carriage weight   1665lb (757kg)
Total weight of quad gun   6895lb (3134kg)

________________________________________

Metralhadora Quádrupla AA 12,7 mm m/953 (Mount Trailer Multiple cal .50 Machine Gun M55)

 

Caliber: .50 inches (12.7mm)
Muzzle Velocity: 2,930 feet per second
Effective range: 2,500 yards
Rate of fire: 1,600 - 2,200 rounds per minute
Weight: approximately 2,400 pounds
Height (guns level): 55 inches
Height (guns fully elevated): 75 inches


________________________________________
Sistema Míssil AA Ligeiro CROTALE m/974


 

Builder   
Length   2.89 m
Diameter   0.15 m
Wing span   0.54 m
Launch weight   84 kg
Propulsion   solid propellant rocket motor
Guidance   command control
Warhead   15 kg HE fragmentation with contact and proximity fuzing
Max speed   750 m/s
Max effective altitude   5,000-5,500 m (depending upon target velocity)
Min effective altitude   15 m
Reaction time, sec   6.5
Reload time   2 min (full 4-round load)
intercept range   maximum range >10,000 m
minimum range 500 m
Target altitude    (maximum) >5,000 m
(minimum) 15 m
Single-Shot Kill Probability    0.8
Radar(s)   Thomson-CSF J-band monopulse radar
Detection range, km   18.5
Emplace/displace time (min)   
Basic load on vehicle   4 (no reload missiles on board)
Support vehicles   radar vehicle
Chassis   4 x 4 TEL



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Míssil Portátil AA BLOWPIPE m/982
 

Os Blowpipe vieram do Reino Unido, no início dos anos 80, em forma de apoio NATO para a formação da Brigada NATO (BMI), juntamente com outra sucata Britânica como os Ferret e Saladin. O Blowpipe equipou uma bateria de AAA no então CIAA em Cascais. Eram em número reduzido, 12-15 lançadores.
Comprimento    1.35 M
Diâmetro    76 mm
Velocidade do Missíl   Mach 1.5 (510 m/s)
Alcance    500 m  a 3.5 km
Peso do míssil     11kg
Ogiva     2.2kg
Peso do sistema   22 Kg
Número de Unidades   57
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Se algem tiver mais informaçoes ,se me podessem ajudar a completar melhor esta lista agradecia!
 

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SCYTHE9

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Outubro 26, 2007, 12:33:06 pm »
Rheinmetall 20 mm Twin Anti-Aircraft Cannon

 * Calibre: 20 mm
 * Elevation: -5.5 ° to +85 °
 * Range: 2,000 m
 * Rate of Fire: 1,000 round/min
 * Traverse: 360 °
 * Weight: 2,160Kg
 * Crew: 3 or 4
 * Muzzle velocity: 1,050 to 1,150 m/s (3,440 to 3,770 ft/s)
 * Projectile weight: 134 g (0.3 lb)
"Ab Uno Disce Omnes"
 

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MERLIN

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« Responder #2 em: Outubro 26, 2007, 04:52:31 pm »
Portugal nunca teve o sistema CROTALE.
Cumptos
"Se serviste a patria e ela te foi ingrata, tu fizestes o que devias, ela o que costuma"
Padrea Antonio Vieira
 

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Luso

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« Responder #3 em: Outubro 26, 2007, 04:57:16 pm »
Citação de: "MERLIN"
Portugal nunca teve o sistema CROTALE.
Cumptos


Comprou o sistema para defender Cahora Bassa mas despachou-o(s) logo a seguir.
Assim como muitas outras coisas.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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PereiraMarques

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« Responder #4 em: Outubro 26, 2007, 05:05:06 pm »
Citação de: "Luso"
Citação de: "MERLIN"
Portugal nunca teve o sistema CROTALE.
Cumptos

Comprou o sistema para defender Cahora Bassa mas despachou-o(s) logo a seguir.
Assim como muitas outras coisas.


Bom correndo o risco de introduzir algumas incorrecções/lapsos, uma vez que apenas tive a oportunidade de desfolhar o livro...

O livro “Armamento de Artilharia Antiaérea”, da Editora Prefácio, da autoria do Coronel João Vieira Borges, refere que os CROTALE foram adquiridos para fazer face à ameaça dos caças da Guiné-Conakri, que se temia que podessem ser utilizados pelo PAIGC.

O facto mais interessante deste livro refere-se a aquisição de 200 Redeye (lançadores/misseís?) nos meses anteriores ao 25 de Abril, que foram pagos e cujo carregamento nunca chegou a Portugal... :shock:
 

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Luso

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« Responder #5 em: Outubro 26, 2007, 09:11:07 pm »
Essa é nova para mim, Pereira.
Também li algures (tenho que procurar as fontes) que se estava a pensar em comprar Mirages III para garantir a superioridade aérea face a essas e outras ameaças.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Duarte

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« Responder #6 em: Outubro 26, 2007, 09:49:41 pm »
Também sempre li que os Crotale eram para defender Cabora Bassa, embora seja possível que se tenha considerado usá-los em outras áreas. Os Mig da Guiné-Conakri eram de facto uma ameaça, tanto que destruí-los era um dos objectivos (infelizmente não atingido) da operação Mar Verde.
 

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MaisAlto

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« Responder #7 em: Outubro 26, 2007, 10:03:07 pm »
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Luso"
Citação de: "MERLIN"
Portugal nunca teve o sistema CROTALE.
Cumptos

Comprou o sistema para defender Cahora Bassa mas despachou-o(s) logo a seguir.
Assim como muitas outras coisas.


Os Crotale (algumas unidades) chegaram em vésperas do 25A e estiveram algumas semanas no AT 1. Atendendo à evolução política, alguns sectores mais conservadores das FAs procederam à sua devolução.
Redeye, é urban mith...
 

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Asa

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« Responder #8 em: Outubro 27, 2007, 06:28:17 pm »
Eu so tenho indicaçoes da aquisiçao de uma unidade crotale!.Esta informaçao obtida pelo centro de documentaçao de coimbra!
 

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papatango

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« Responder #9 em: Outubro 28, 2007, 12:55:40 pm »
Os Redeye estavam na Alemanha em 25 de Abril.

Por causa dos embargos americanos, foi feito um acordo com os E.U.A. e com Israel, através do qual os Israelitas receberiam material dos americanos a mais que entregariam a Portugal como compensação pela utilização da base das Lajes durante a guerra do Yom Kipur em 1973.

O transito do material seria através da Alemanha, só não me lembro porquê. Creio que a explicação está no livro de memórias do embaixador de Portugal em Washington na altura.

Cumprimentos.
 

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Johnnie

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« Responder #10 em: Outubro 28, 2007, 01:33:44 pm »
Uma pena foi não terem chegado a tempo os Mirages   :roll:
«When everything is coming your way... You are in the wrong lane!!!!"
 

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Ricardo

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« Responder #11 em: Maio 15, 2008, 11:04:11 am »
               
 

 

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