Carreira militar através da Academia - anos de serviço

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Carreira militar através da Academia - anos de serviço
« em: Setembro 17, 2007, 04:10:16 pm »
Boas a todos!

O meu nome é Tiago e sou um estudante que recentemente entrou no 12º ano de escolaridade. Pretendo após a conclusão do secundário entrar na Academia Militar, para o curso de Engenharia de Transmissões ou Engenharia Mecânica de Guerra.

Gostaria de saber se após a conclusão do curso quais sao as prespectivas de trabalho, ou seja, vou ser empregado pelo estado, mas como será o trabalho? Vou ser destacado para missões? E importante, qual é o tempo que terei obrigatoriamente que estar ligado ao Estado?

Um abraço e viva Portugal!  :D
 

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PereiraMarques

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« Responder #1 em: Setembro 17, 2007, 04:44:32 pm »
A perspectivas de emprego são óbvias, Oficial do Quadro Permanente do Exército, as "universidades" militares são as únicas do país que conseguem um grau de empregabilidade de 100%.

As licenciaturas de Engenharia da Academia Militar são reconhecidas pela Ordem dos Engenheiros ( http://www.ordemengenheiros.pt/Default. ... =511&pid=0 ), pelo que a transição para o mercado civil não deve causar problema. É provavél que exista um tempo mínimo de permanência nas fileiras antes de se poder sair para a vida civil, agora quanto tempo não sei.

As Forças Armadas requerem disciplina e hierarquia, pelo que existem sempre os "voluntários à força" para as missões. Claro que militares de Infantaria têm sempre mais probabilidade de integrar missões externas. Contudo, recordo que em meados da década de 90, o Exército Português teve um Batalhão de Transmissões integrado na missão de paz da ONU em Moçambique e que a actual força portuguesa no Líbano é de Engenharia Militar, portanto...

Por fim saliento que as Licenciaturas da Academia Militar servem para formar Oficiais, se quiser ser apenas Engenheiro, aconselho-o a ponderar bem os prós e contras, até porque o que não falta por ai é Universidade e Politécnicos com bastantes vagas por preencher...
 

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jmg

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« Responder #2 em: Setembro 17, 2007, 10:18:06 pm »
Camarada, olá!
Não me leves a mal mas parece-me que estás enganado quanto ao teu futuro.
Ainda não entraste para a Academia e já estás a pensar na saída.
O tempo mínimo que se deve estar ao dispor da arma quando se ingressa para o quadro permanente é de sete anos.
Quem quer saír antes tem de indemnizar a instituição. Pois, não se pagam propinas, recebe-se fardamento, alimentação, alojamento e pré, o estado não pode ficar prejudicado.
Mesmo após o tempo à disposição da arma a saída da instituição está sempre dependente do despacho favorável do CEME.
Mas sinceramente não aconselho ninguém a concorrer a não ser que tenha amor a camisola ou seja gosto pela vida militar, porque senão adivinha-se uma vida de eterna frutração e insastifação.
Para as missões certamente que a arma de transmissões oferece mais possibilidades, e para quem é amante das novas tecnologias, mais aliciante.
Não te quero desencorajar, pelo contrario, quero que estejas ciente de que se concorreres deves estar preparado para ficares na tropa até a reserva.
Não te fies de mim, se te faltar valentia.
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zecouves

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« Responder #3 em: Setembro 18, 2007, 10:02:12 am »
Concordo com o jmg: não percebo porque queres entrar para uma instituição se as tuas duvdas são relativas à forma sobre como sair dela ... Percebo que tirar um curso superior à conta do contribuinte é bastante atractivo, não fosses tu português :wink:  ....

Para esclareceres essas duvidas pergunta a: am.concurso@exercito.pt
 

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zecouves

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« Responder #4 em: Setembro 18, 2007, 10:07:54 am »
Só para terminar: se já estás a pensar em sair então é melhor não concorreres porque se entrares podes ocupar uma vaga de alguem que até quer ser oficial, não porque tira um curso de engenheiro "à pala", mas porque, antes de tudo o mais, quer efectivamente ser militar e servir o pais.

O Exército já está cheio de xicoespertos, não precisa de mais um.

Passa bem!
 

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jmg

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« Responder #5 em: Setembro 18, 2007, 10:24:53 am »
Citação de: "zecouves"
Só para terminar: se já estás a pensar em sair então é melhor não concorreres porque se entrares podes ocupar uma vaga de alguem que até quer ser oficial, não porque tira um curso de engenheiro "à pala", mas porque, antes de tudo o mais, quer efectivamente ser militar e servir o pais.

 yu23x1
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nelson38899

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« Responder #6 em: Setembro 18, 2007, 12:07:43 pm »
boas

quanto ao nosso colega forista que quer fazer um curso no exercito e sair pouco tempo depois, eu sugiro duas possibilidades tiras o curso cá fora em engenharia mecânica e depois no fim do curso acabado tentas entrar no exercito como engenheiro mecânico, penso que isso é possivel. A segunda sugestão e visto que gostas do exercito antes de entrar para a universidade fazes dois anos como regime de voluntário e depois escolhes academia ou universidade pública, e assim ja tens experiencia de passar pela tropa. Se queres tirar o curso e não tens dinheiro, nas universidades públicas podes sempre candidatar-te a uma bolsa de estudo, dependendo das propinas, podes receber entre 90€ e 401€, e se fores para longe de casa, tens direito a residencia em que se quiseres essa bolsa cobre, pois a residencia pode ser paga com a bolsa.

Cump.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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3520

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« Responder #7 em: Setembro 19, 2007, 08:54:41 pm »
Ena  :o  , ele só fez simples perguntas e quis informar-se sobre as possibilidades de entrada e as perspectivas após a a saída como todos os possíveis candidatos à academia.  


Só faltou mesmo chamarem-lhe espanhol..  :roll:
 

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jmg

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« Responder #8 em: Setembro 19, 2007, 09:27:03 pm »
Não pretendo rebaixar ninguém, mas estamos fartos de ter militares que só buscam a segurança do emprego estatal e se estão borrifando para a Instituição Castrense.
Nós é que temos de aturá-los no dia a dia e é muitas vezes por causa dessas pessoas que nós militares somos apelidados de chulos do estado.
Por isso eu só aconselhei o camarada a refletir se realmente é esse o estilo de vida que pretende.
Citar
O Aluno da Academia Militar é orgulhoso e feliz da sua vocação militar, considerando como suprema honra a carreira das armas que escolheu.
O Aluno da Academia Militar respeita e prestigia a Escola a que pertence como aluno, procurando colocar-se ao nível das suas tradições educativas, por uma constante fidelidade no cumprimento do dever.
O Aluno da Academia Militar aceita, defende e impõe a si próprio a mais rigorosa disciplina militar.
O Aluno da Academia Militar veste com o maior garbo a sua farda e apresenta-se em público de modo a impôr-se à consideração daqueles que o rodeiam, pela dignidade do seu porte.
O Aluno da Academia Militar é sempre delicado na manifestação dos sentimentos, cavalheiresco e urbano no trato social, sem deixar nunca de ser firme nas suas convicções, austero e sóbrio na sua conduta.
O Aluno da Academia Militar é irrepreensivelmente honesto em todos os actos da sua vida, não faltando jamais à verdade nem procurando obter por meios condenáveis aquilo a que não tem direito ou que não pode conseguir à custa do seu próprio esforço.
O Aluno da Academia Militar vê no seu chefe um educador e um amigo, por isso deposita nele inabalável confiança, distingue-o com provas de lealdade e obedece-lhe com entusiástica prontidão mesmo com sacrifício dos seus próprios interesses.
O Aluno da Academia Militar manifesta para com todos os seus companheiros uma camaradagem sólida e viril, estando sempre disposto a ajudar os que precisam dele, mas recusa intransigentemente colaborar em quaisquer acções contrárias à honra e à disciplina militar.
O Aluno da Academia Militar ama devotadamente a sua Pátria e forja os seus ideais no culto dos grandes valores humanos e cristãos que a encheram de glória no passado.
O Aluno da Academia Militar procura regular-se em todas as circunstâncias pelas normas da virtude, sabendo que nunca poderá ser bom como soldado se não for perfeito como homem.  

Esse é o espirito que deve ter quem concorre à Academia. (É o código de honra do aluno).
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zecouves

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« Responder #9 em: Setembro 19, 2007, 09:47:49 pm »
Se o rapaz quer realmente entrar na Academia Militar, não desistirá do seu sonho por algumas palavras mais duras.

Curiosamente, de todos os jovens que tenho conhecido que pretendem concorrer à Academia militar, geralmente, só os que pensam concorrer aos cursos de medicina e das engenharias é que manifestam mais preocupação quanto à forma de sair do exército, após o curso terminado à borlix ... coincidências ...
 

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3520

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« Responder #10 em: Setembro 19, 2007, 09:57:42 pm »
Mas vamos la ver uma coisa, não são obrigados a ficar um determinado numero de anos ao serviço em que inclusivamente até recebem menos que qualquer outro engenheiro ou médico cá fora, e se não terminarem o contrato obrigatorio têm que pagar ao estado, portanto onde é que está o borlix? e o chulanço ao estado?

Santa paciência.  

É perfeitamente normal que ele se informe sobre a remuneração e prespectivas futuras, uma vez que é precisamente o futuro dele que está em jogo, e as coisas são como são e não me venham com "tretas" , porque para mim servir o país era quando o regime era obrigatorio, hoje em dia não passa de um emprego de risco como outro qualquer e é para esta mesma ideologia que se estão a virar os exercitos ocidentais. Mas tem a vantagem de ser um emprego de risco onde se é relativamente facil de entrar ( tirando as academias militares ) e que oferece alternativas válidas de vida a muito boa gente que se calhar ainda hoje andava aos caidos num qualquer centro de emprego.


PS: "O Aluno da Academia Militar ama devotadamente a sua Pátria e forja os seus ideais no culto dos grandes valores humanos e cristãos que a encheram de glória no passado."  
Portugal supostamente não é um país laico?
 

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Luso

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« Responder #11 em: Setembro 19, 2007, 10:36:45 pm »
Citação de: "3520"
PS: "O Aluno da Academia Militar ama devotadamente a sua Pátria e forja os seus ideais no culto dos grandes valores humanos e cristãos que a encheram de glória no passado."  
Portugal supostamente não é um país laico?


Ora esta é uma questão que até merece ser abordada (noutro tópico) e de maneira diferente da que foi no passado. Preparem-se no entanto os espíritos para a viagem porque poderão ter que engolir muita frase feita - como eu engoli.
O tema merece ser discutido porque cada vez mais os fundamentos devem ser clarificados a bem de se poder reconstruir solidamente a casa que a olhos vistos se arruina.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lightning

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« Responder #12 em: Setembro 20, 2007, 12:13:18 am »
Essa conversa sobre os engenheiros já é velha.
Também existe na Força Aérea.
A realidade é que um militar que faça um serviço que tenha equiparação na vida civil vai ter sempre a ideia de se comparar a eles (até que por exemplo na Força Aérea os médicos e engenheiros tiram os cursos em universidades civis de lisboa, só que com tudo pago e possuem um ordenado, o unico revez é que de vez em quando tem que ir há AFA ter cadeiras especificamente militares e no fim do curso tem que servir a FAP um certo numero de anos obrigatorios, penso que são 8 anos e o seu ordenado como militar será sempre conforme o posto que possui e não a função que ocupa).

Um exemplo ainda mais extremo na Força Aérea é os pilotos.
 

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ricardonunes

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« Responder #13 em: Setembro 20, 2007, 12:23:06 am »
O "xicus- expertux", um mimo :?:
Potius mori quam foedari
 

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Pirex

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« Responder #14 em: Setembro 20, 2007, 01:14:01 am »
O que há mais na tropa é destes candidatos a dois empregos...Se aumentaram o tempo de permanência obrigatória aos pilotos deviam aumentar para todos, quem quer abraçar uma carreira de armas não pode vir com segundas intenções. Depois à pala de alguns senhores militaresqualquer coisa pagam os restantes que se dedicam totalmente e cumprem o juramento que um dia fizeram mas que alguns um dia esquecem...Dos esquecidos não precisamos e se ainda antes de entrar já tes esses pensamentos, pensa bem pois 7 anos na Academia Militar não são sete anos a passear livros ns corredores da faculdade.
 

 

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