Guerras por recursos e energia

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Lancero

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Guerras por recursos e energia
« em: Julho 06, 2007, 10:42:10 pm »
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Canal Social
El control de los recursos naturales y las fuentes energéticas será el motor de las guerras del futuro, según Oxfam
 
La organización afirma que la movilización ciudadana es el único camino para "cambiar las cosas"
   MADRID, 6 Jul. (EUROPA PRESS) -

   El deterioro del medio ambiente y la crisis energética serán las principales causas de las guerras futuras, según se desprende de las conclusiones alcanzadas por el curso de verano que ha organizado Intermon Oxfam en El Escorial (Madrid), donde se han reunido representantes del Gobierno, organizaciones sin ánimo de lucro y académicos para estudiarla creación de una alianza española por los derechos de la población civil en los conflictos.

   En declaraciones a Europa Press, la directora del curso y responsable de Campañas y Estudios de Intermón, Irene Milleiro, explicó que "existen toda una serie de combustibles que alimentan las diferencias y que hacen que los conflictos iniciados por motivos étnicos o políticos se prolonguen en el tiempo, como lo son el petróleo y los recursos naturales".

   En este sentido, el máximo responsable de las operaciones humanitarias de Oxfam Internacional, Fernando Almansa, concretó en una de las ponencias que "el petróleo será, más que nunca, el combustible de los conflictos" y más teniendo en cuenta que "la demanda mundial de crudo y gas aumentará un 60 por ciento en los próximos 25 años", especialmente por el creciente consumo de India y China que, sin embargo no lo producen.

   Frente a esta demanda creciente, la comunidad internacional pone sus miras en "Estados demasiado frágiles y poblaciones vulnerables" como lo son algunas regiones de Oriente Próximo y países africanos que, en palabras de Milleiro "están descubriendo ahora o lo han hecho hace muy poco, que tienen petróleo en sus tierras", algo que está ocurriendo en Mauritania y Chad, por ejemplo.

   Esta realidad, prosiguió la responsable de Campañas de IO, se ve agravada por "la falta de voluntad política para buscar soluciones a estos conflictos". Para combatirlos "necesitamos plantearnos nuestro modelo energético" lo que podría evitar que el petróleo se convirtiera "no sólo en el principal combustible energético, sino en el principal combustible bélico".

   Asimismo, "los Gobiernos deben implicarse mucho más en el trabajo diplomático para pacificar las regiones en guerra; deben hacer realidad el compromiso para paliar la pobreza, invertir en ayuda al desarrollo y cumplir los Objetivos del Milenio, entre otras medidas", apuntó Milleiro, para quien esto no se hará mientras no exista una verdadera demanda por parte de la ciudadanía.

LA CLAVE CIUDADANA.

   Precisamente sobre la implicación de la población en la lucha contra estos conflictos armados versó gran parte de las intervenciones durante el curso, durante el que se estudió la posibilidad de constituir una "alianza ciudadana" en defensa de la población civil que se ve afectada por las guerras y en contra de los llamados 'conflictos olvidados'.

   "Hay algo que une a todas las civilizaciones y es la protección de la población civil", explicó la responsable de IO, para quien "no existen realmente las crisis olvidadas, sino los conflictos ignorados a veces deliberadamente por la comunidad internacional, consciente de que darlos a conocer, podría remover demasiado las conciencias". Como ejemplo, Milleiro señaló las crisis del Norte Uganda, Sri Lanka, y la República Democrática del Congo.  

   "Es muy importante movilizarse porque al final, quienes sufren y quienes están atrapados son los civiles, que a menudo, se utilizan como el blanco del conflicto, sin haber querido meterse en una guerra. Sólo en Darfur, cuatro millones de personas dependen de la ayuda humanitaria", apuntó.  

   Sin embargo, las organizaciones son conscientes de que no siempre resulta fácil involucrar a la ciudadanía para que se movilice. En opinión de Fernando Almansa, la clave está en "simplificar el lenguaje y hablar con claridad" para "decir bien alto que estamos indignados, que hay situaciones obvias que son una vergüenza".

   Reclaman para ello el apoyo de "todos los agentes sociales" porque, en palabras de Irene Milleiro, "muchos conflictos no aparecen en los medios de comunicación, no se da información y no se visibilizan. Lo primero que tiene que tener una persona es información sobre lo que está pasando, para después poder tomar partido" y "manifestar al Gobierno sus preocupaciones".

   Para ello "hay muchas vías, como las cartas al director, internet o las manifestaciones, pero es imprescindible porque al final, los gobiernos reaccionan a la presión social y las empresas reaccionan ante sus consumidores. Con ellas, lo que debemos hacer es ser responsables y exigir una serie de garantías en sus actividades". Así, concluyó, se han conseguido "logros" y aunque no tan rápido como se deseaba, "hemos conseguido cambiar algunas cosas".


Fonte
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Lightning

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Re: Guerras por recursos e energia
« Responder #1 em: Março 22, 2013, 11:23:19 pm »
Para comemorar o dia da Água :mrgreen:, o mais importante recurso para a existência de vida.

 

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Daniel

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Re: Guerras por recursos e energia
« Responder #2 em: Fevereiro 27, 2018, 11:04:08 am »
Clima: falta de água ameaça metrópoles
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/clima-falta-de-agua-ameaca-metropoles-273519


Será que a próxima Guerra mundial, seja pelo controlo da água potável? O problema está na escassez da água, ou está no excesso da população, o que vocês acham?
« Última modificação: Fevereiro 27, 2018, 11:13:52 am por Daniel »
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Daniel

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Re: Guerras por recursos e energia
« Responder #3 em: Fevereiro 27, 2018, 11:21:19 am »
"Se não fizermos nada, há cidades na Europa que vão ficar submersas e outras que podem ficar sem água"
http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2018-02-27-Se-nao-fizermos-nada-ha-cidades-na-Europa-que-vao-ficar-submersas-e-outras-que-podem-ficar-sem-agua

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Selma Guerreiro, investigadora na área da hidrologia e alterações climáticas, liderou um estudo inédito da Universidade de Newcastle, apresentado na semana passada, sobre as mudanças no clima que vão atingir 571 cidades europeias na segunda metade do século, incluindo 18 portuguesas (Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Setúbal, Aveiro, Faro, Sintra, Gaia, Matosinhos, Gondomar, Guimarães, Santa Maria da Feira, Famalicão, Vila Franca de Xira, Barcelos, Maia e Leiria).

Emigrada há oito anos em Inglaterra, esta portuguesa e os seus colegas recorreram a todos os modelos climáticos existentes para estudarem, pela primeira vez a nível europeu, as alterações ao nível de três fenómenos climáticos extremos: ondas de calor, secas e cheias. Ao fim de quase quatro anos de investigação, e partindo de um quadro em que não vão ser aplicadas "medidas drásticas de redução de emissões de gases com efeito de estufa", o estudo apresenta três cenários de acordo com o grau do impacto: baixo, médio e elevado.

"É um pouco assustador", admite, em entrevista à VISÃO ONLINE, Selma Guerreiro, licenciada em engenharia do ambiente pela Universidade Nova de Lisboa, que pede rapidez nas decisões políticas para se minimizarem as consequências na vida das pessoas. Por cá, a seca prolongada é para levar muito a sério: "Não devemos ver o que está a acontecer neste momento em Portugal como exceção, mas sim como algo a que teremos de nos habituar."

Uma das ideias-chave deste estudo diz-nos que os fenómenos climáticos extremos vão atingir a Europa com uma intensidade ainda maior do que indicavam previsões anteriores. Em que medida?

Já existem vários estudos a demonstrar o aumento de secas no Sul, inclusivamente um estudo meu sobre as bacias hidrográficas em Portugal e Espanha, mas, quando olhamos para o cenário mais pessimista dos três que temos, vemos que as cidades do Norte da Europa também podem vir a ser atingidas por secas. Isto é algo que não estava estudado.

Das 18 cidades portuguesas analisadas, quais serão mais afetadas pelas alterações climáticas?

Todas as cidades portuguesas vão ser afetadas em termos de ondas de calor e secas. No caso das cheias - as de rios e não as que ocorrem nas cidades em resultado de trovoadas ou chuvas -, possíveis aumentos só aparecem no cenário mais pessimista em algumas cidades do Norte.

Braga, Barcelos, Aveiro e Famalicão surgem num grupo de cidades europeias que vão sofrer dois dos três fenómenos estudados com uma gravidade “sem precedentes”. O que pode acontecer?

Essas quatro cidades surgiram com resultados anómalos porque mostravam um aumento das secas para os três cenários, além da possibilidade de um aumento de cheias no cenário mais pessimista. No entanto, este estudo não deve ser utilizado para fazer previsões cidade a cidade, uma vez que não tomámos em consideração aspetos específicos de cada uma, como as proteções existentes, que são importantes num quadro de cheias. Teríamos de fazer um estudo local e este é continental, com o objetivo de vermos onde estão as prioridades.

Lisboa será das capitais que vai sentir mais secas, a par de Madrid. Sobre isto não há volta a dar na Península Ibérica...

O que esperamos é um aumento das secas em Portugal, Lisboa incluída, mesmo num cenário mais otimista. Secas de maior magnitude e também secas mais frequentes. No cenário mais pessimista, estamos a falar de secas mesmo muito graves, já com um clima diferente daquele a que estamos habituados.
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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mafets

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Re: Guerras por recursos e energia
« Responder #4 em: Março 03, 2018, 10:15:41 am »
http://www.dailymail.co.uk/news/article-5436051/Argentinas-coast-guard-fires-Chinese-boat.html?ito=social-facebook

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Argentina's coast guard said it fired on a Chinese boat illegally fishing in its waters before embarking on an almost eight-hour chase to capture it.

Nobody was reportedly injured and no fishermen were detained.

In a statement on Friday, the Argentine Naval Prefecture said its officers fired shots at the Jing Yuan 626 after the vessel was caught illegally fishing in the country's exclusive economic zone.

The Chinese embassy in Argentina did not immediately provide a statement about the incident, which occurred Thursday after four other vessels also flying under a Chinese flag attempted to ram into coast guard boats.



Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-5436051/Argentinas-coast-guard-fires-Chinese-boat.html#ixzz58gC4WIxJ
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Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Lusitan

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Re: Guerras por recursos e energia
« Responder #5 em: Março 03, 2020, 05:27:04 pm »
https://nationalinterest.org/blog/buzz/neo-malthusian-world-coronavirus-127947

The Neo-Malthusian World of the Coronavirus

Let’s start with China’s coronavirus, which constitutes the most significant geopolitical event since the 2008-09 Great Recession, threatening the reputation and perhaps eventually the survivability of some regimes. With world population increasing from 7.7 to nearly 11 billion people by 2100, with human beings in intimate contact with wildlife in developing countries, and with intercontinental passenger air travel having increased by leaps and bounds since the end of the Cold War, pandemics will continue to be a natural accompaniment to a neo-Malthusian world.

Super-storms, earthquakes, droughts, floods, and bushfires are common in the history of the earth. But never before have they occurred in places inhabited by vast urban conurbations, in environmentally fragile places where human beings were perhaps never meant to live in such large numbers in the first place. Because world population has soared five-fold since 1900, even normal climatic and seismic variations – never mind climate change – will take an ever-larger toll in lives and material property as we increase in numbers to almost 11 billion. Hurricane Katrina in New Orleans in 2005 and Hurricane Harvey in Houston in 2017 - together costing a quarter of a trillion dollars in damage - in addition to the vast suffering from perennial floods in Mozambique and the 2011 earthquake in Japan that caused the Fukushima nuclear disaster, are just a few of the many examples of natural events interacting with historic population growth that requires unprecedented energy and infrastructure to sustain.

Moreover, with 40 percent of the human population living within 60 miles of a coastline, a rise in sea levels will be increasingly catastrophic. The Indian Ocean tsunami of 2004 which killed an estimated 225,000 people was one example of a natural event joined to massive population increase over a relatively short period of time. Tens of millions of people in the Nile Delta and Bangladesh, living at sea level by the Mediterranean and the Bay of Bengal, could be threatened by melting polar ice sheets in the course of the century. As the planet heats up, geopolitics will become more tumultuous.

Indeed, with no major carbon emitter coming even close to meeting the spirit of the Paris Agreement to limit global warming to 1.5 degree Celsius, we are facing an increasingly hotter planet, again, with more and more people on it, most recently symbolized by massive crowds of Australians fleeing into the sea to avoid the heat from bushfires in the southeastern part of the continent.

It may only be a matter of time before we have an environmentally driven regime change in a geopolitically pivotal country. The right-wing Nicaraguan junta of Anastasio Somoza fell from power in 1979 because of a train of events that began with his inadequate response to the earthquakes of 1972. The 1992 Cairo earthquake rattled the regime of President Hosni Mubarak because of the dramatically efficient response of the Muslim Brotherhood in distributing relief supplies. Current Egyptian President Abdel Fattah el-Sisi, governing a poverty-stricken and polluted country of 100 million people – up from 60 million in 1992 – is even more repressive than Mubarak: an example, perhaps, of an environmentally driven hard regime that essentially has no answers to the conundrum of keeping order without risking anarchy.

Islamic radicalism is organically related to these neo-Malthusian trends. As populations in the Arab world and Iran have soared over the decades, leading to a historically unprecedented migration to the cities and shantytowns, religion is no longer unconsciously part of the age-old pattern of traditional village life. It has had to be reinvented in the grim anonymity of badly urbanized environments in starker and more abstract ideological form.

The combination of urbanization, climate change, increasingly nutrient-poor soils, and in some cases the creation of new middle classes will drive sub-Saharan African migration gradually northward to Europe in the course of the 21st century, keeping populism there on a permanent low boil. As conditions get harder, on account of the interplay of rising temperatures and rising populations, many Africans will, concomitantly - by virtue of middle-class status for the first time in modern history - have the economic wherewithal to cross the Mediterranean into Europe. This is to say nothing of refugees from African and Middle Eastern wars which are themselves partially propelled by environmental and demographic background noises. To repeat, climate change and growing populations do not cause wars and upheavals: but they do interact with political, ethnic, and sectarian causes, making them worse.

Social media is not directly related to population growth and urbanization, but it does intensify their effects, by abetting crowd psychology. The more urban - the more refined and sophisticated we are compared to country dwellers - the more conformist and motivated by the herd instinct we become in everything from fashion to politics: though everyone declares the opposite. The neo-Malthusian 21st century is - and increasingly will be - a century of crowd formations, potentially driving politics to extremes and placing the political center under threat.

More people need more energy. For much of modern history up to the present, that has meant hydrocarbons polluting and warming the atmosphere. That, in turn, has led to political pressure for cleaner energy. The natural gas revolution is a bridge to that cleaner future. Though, this is arguably a positive development, it, too, is indirectly related to population growth as the race for technological innovation must stay ahead of the increasing planetary demand for it.

Developments in clean energy have been changing the power relationships in the Middle East. Saudi Arabia can no longer depend on U. S. military support to the degree that it used to, partly because of the natural gas fracking revolution in the United States. And that revolution was necessitated by a growing American population’s need for cheaper and cleaner fuel. Geopolitics will continue to change in many direct, indirect, and ambiguous ways as we as a species increase to almost 11 billion before leveling off.

The original Cold War was a static conflict about ideology, which began and ended in Europe, even if the violent battles were tragically fought in the developing world. The developing world at that time was undergoing its own neo-Malthusian changes to which the ideologically oriented superpowers were largely ambivalent. But the recent past of the developing world is the present of our own: in which disease and political disorder are not matters of only the poorest quarters of human habitation. Thus, do not expect the outcome of these new great power struggles to be as linear as the Cold War, which was in fact a tailpiece of World War II. Intellectuals prefer to see history as merely a battle of ideas and ideologies, which are, in turn, products of their own highly evolved urban environments, divorced from nature as they are. But what lies ahead of us will be an interplay of ideologies and nature itself.

Through it all, however, the webwork of planetary interactions among humanity will intensify, precisely because of the common neo-Malthusian problems we all face. So just as there will be unending conflict, there will also emerge an increasing consciousness that we will share as a species. Populism and neo-isolationism have been reactions to this overarching trend. But they may in the fullness of time prove to be epiphenomena. A common destiny in which we eventually prove Malthus wrong once again may be the result – but only after dealing with problems that he alerted us to. For the moment, the face of humanity wears a mask over its nose and mouth.
 
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