Sector da Construção

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miguelbud

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Re: Sector da Construção
« Responder #30 em: Agosto 30, 2011, 11:33:57 am »
Teixeira Duarte: prejuízos atingem os 58 milhões
A Teixeira Duarte apresentou resultados já na noite de segunda-feira. O balanço comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revela um prejuízo de 58 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, pelo que a construtora passou de lucros a perdas.

Em pormenor, os prejuízos registados na primeira metade do ano alcançaram os 57.822 milhões de euros, quando no mesmo período do ano passado a empresa tinha contabilizado lucros de quase 52 milhões de euros.

Este indicador foi influenciado pelo «registo de uma perda por imparidade, na participação detida no Banco Comercial Português, S.A, com impacto nos resultados de 42.798 milhares de euros)». As acções do BCP descem a esta hora 0,39% para os 25 cêntimos.

Mais: «A alienação de 50% da participação que o grupo detinha na sociedade de direito espanhol ARENOR, S.L e a perda por imparidade nos remanescentes 50% tiveram um impacto negativo de 11.464 milhares de euros em resultados líquidos atribuíveis a detentores de capital».

Nota ainda a Teixeira Duarte, no mesmo comunicado, que «os resultados no primeiro semestre de 2011 foram ainda penalizados, em 12.300 milhares de euros, pela desvalorização face ao euro das divisas com que o grupo opera em certos mercados».

A construtora lembra ainda que, nos primeiros seis meses de 2010, os resultados tinham sido influenciados «pela incorporação de 71.183 milhares da mais-valia apurada com a alienação da participação na CIMPOR», bem como pela «apropriação de resultados dessa participada até à data da sua venda, no montante de 9.237 milhares de euros».

Um último destaque para o volume de negócios da empresa, que ascendeu aos 611 milhões de euros (uma quebra de 8,4% face ao mesmo período de 2010), para o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) que aumentou 6,83%, superando os 76 milhões de euros e ainda para o endividamento líquido de 1.148 milhões de euros.

Apesar dos resultados negativos, as acções da Teixeira Duarte avançam, fora do PSI20, mais de 6% para os 33 cêntimos.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/emp ... -1728.html
 

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miguelbud

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Re: Sector da Construção
« Responder #31 em: Setembro 26, 2011, 04:31:14 pm »
Governo baixa requisitos exigidos às construtoras com alvará

O objectivo é salvar 2.000 empresas do sector da construção.

O Governo baixou os requisitos exigidos às empresas de construção detentoras de alvarás, de modo a criar condições que lhes permitam manter-se em actividade no actual contexto de crise, segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República.

O documento, assinado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, baixa os requisitos exigidos às empresas ao nível da liquidez geral e de autonomia financeira.

Assim, o rácio exigido para a autonomia financeira no exercício de 2010 baixa de 15% para 5%, enquanto a liquidez passa de 110% para 100%.

Os anteriores valores, lê-se na portaria, revelam-se "claramente inadequados" pelo "grau de exigência requerido" nas "nas circunstâncias económicas e financeiras que o mercado da construção enfrenta actualmente".

"A manter-se o actual regime, cerca de 2.000 empresas não conseguiriam atingir as condições mínimas de permanência em actividade previstas" no decreto-lei n.º 12/2004, de 9 de Janeiro, argumenta o Governo.

Os novos valores definidos na portaria aplicam-se ao exercício de 2010 "e aos exercícios posteriores, até à fixação de novos indicadores ou valores".

http://economico.sapo.pt/noticias/gover ... 27518.html
 

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Get_It

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Re: Sector da Construção
« Responder #32 em: Janeiro 15, 2017, 05:23:34 pm »
Mais uma indústria onde nunca vão aprender a lição. Não se adaptam ao mercado e pensam que o mercado é que tem de se adaptar a eles para eles continuarem a ter aviões a jacto e helicópteros privados e a terem 4 ou 5 carros de luxo na garagem. Querem que seja o Estado a safá-los através de mais mama como foram muitas construções no passado (estádios, parques escolares, etc.). E ainda por cima estão a chorar por terem ido para mercados frágeis e por continuarem a tentarem depender da corrupção que por aí vai.

Portugal deveria era de cinco em cinco anos mandar abaixo todas as pontes, estádios e escolas e voltar a construir tudo do zero por forma a garantir que estas grandes empresas tenham sempre trabalho e uma vida de luxo.

Obras paradas fazem construção voltar a tremer
(14 de Janeiro de 2017)
Citação de: Sofia Martins Santos, Sol
A construção civil viveu em 2016 mais um ano de desespero. A esperança dos empresários era de que o sector começasse a melhorar, mas, em vez disso, o ano passado ficou marcado por mais uma queda, a nona consecutiva. A estimativa aponta para que, em 2016, em volume, a produção seja inferior a 45% da produção do ano de 2001, aquando do auge da actividade. Pior: pelas contas feitas pelos empresários do sector, melhorias só em 2018.

Até porque se levantam várias questões. Não há obras, nem dinheiro. Além disso, o que vinha servir de balão de oxigénio às empresas eram os mercados alternativos a Portugal, nomeadamente, Angola. Agora, resta arranjar alternativas, mas o sector alerta para o facto de ser um processo que leva tempo e que exige capacidade financeira.

A crise que pesa nas contas das empresas nacionais é de tal forma grave que levou mesmo António Mota, patrão da Mota-Engil, a considerar que pior é impossível: «O sector não existe, acabou. Não há obras em Portugal».

A agravar o cenário está o facto de, em 2015, já se considerar que falávamos do pior ano desde a entrada da troika. O alerta foi dado no início do ano passado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que garantia que os dados falavam por si: as promoções de concursos de obras públicas caíram 22% face a 2011 e o volume de contratos celebrados registou uma quebra de 35% em relação a 2014.

As dificuldades têm-se acentuado, aliás, de ano para ano. Se recuarmos até 2002, estavam nesta actividade 618 mil pessoas, um número que foi caindo desde então. No terceiro trimestre de 2015 havia apenas 276 mil trabalhadores no sector.

Analisando o período entre 2007 e 2014, o total de pessoas a trabalhar na construção caiu de 527 mil para 276 mil, o que significa que, em apenas seis anos, o sector da construção ficou quase sem metade dos postos de trabalho que tinha.

Esta evolução reflecte o impacto e a persistência da crise neste sector. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, o ano mais crítico dos últimos seis foi o de 2012, com uma queda de 15,5% no total do emprego nesta área. Mas este é apenas um dos vários sintomas. Lado a lado com a quebra no emprego está o desaparecimento de 45 mil empresas entre 2008 e 2013.

Recorde-se que, até aos dias de hoje, muitas empresas escapam ao mediatismo por serem de dimensão mais reduzida, mas mesmo dentro das maiores empresas de construção, como o caso da Soares da Costa – que fez um despedimento colectivo e invocou o estatuto de empresa em reestruturação – não é inédito. Em Outubro de 2015, também a Somague anunciou que iria despedir cerca de 273 trabalhadores no âmbito de um processo de reestruturação, igualmente motivado pela retracção em Angola, Moçambique e Brasil.

Com o mercado interno parado, muitas empresas apostaram no mercado externo, mas confrontam-se agora com instabilidade nos destinos onde apostaram.

Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), explica que a situação em Angola e Brasil não pode ser esquecida. «Numa altura em que havia menos trabalho em Portugal, as empresas começaram a internacionalizar-se. Em 2011, as empresas portuguesas tinham grande parte da sua actividade concentrada em Angola. Muitas foram também para África e América Latina. Mas são todos países onde a economia depende muito das matérias-primas e dos seus valores».

O mercado angolano sempre foi uma grande aposta para o sector da construção civil. Mas com a crise a fazer-se sentir neste país, a realidade mudou. Grande parte dos trabalhadores que perderam o posto de trabalho pertenciam ao sector da construção. E, em parte, foram as dificuldades de Luanda em fazer pagamentos que estiveram na origem deste corte na força laboral.

O Brasil também foi um dos países para onde as empresas portuguesas viraram as suas atenções quando o trabalho começou a faltar em Portugal. Mas, também neste mercado, a situação começou a agravar-se. Também a Venezuela e Moçambique foram palco de uma mudança de cenário para aqueles que, em tempos, tinham visto nestes países uma solução.

(...)

De acordo com a AICCOPN, Angola foi responsável por 2,1 mil milhões dos 10,4 mil milhões de euros das exportações do sector em 2014, acabando por penalizar este mercado. Também Moçambique começou, entretanto, a evoluir a um ritmo abaixo do previsto e o Brasil a revelar-se «muito complicado».

(...)

Também a falta de investimento público tem sido um problema para todos os que sempre apostaram nesta área. E é um dos factores apontados como um dos principais culpados da estrangulação do sector. Até porque falamos de níveis tão baixos que apenas podem ser comparados com o que era praticado há 30 anos.

[continua]
Fonte: http://sol.sapo.pt/artigo/543962

Cumprimentos,
« Última modificação: Janeiro 21, 2017, 06:16:42 pm por Get_It »
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Lightning

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Re: Sector da Construção
« Responder #33 em: Fevereiro 06, 2017, 04:04:27 pm »
Não há inocentes, mas a Parque escolar quando fechou a torneira também lixou bem algumas empresas de construção civil, vi num episodio do sexta às 9 que falou nisso, em que várias empresas ficaram sem receber dinheiro das obras em escolas, as empresas sem receber pararam as obras, a parque escolar multou essas empresas por não terem completado as obras e finalizou com uma lei que indica, a parque escolar desiste de receber o dinheiro da multa mas também não paga nada do que devia às empresas, resultado, se aquilo já não estava muito bem, ainda ficou pior pois individaram-se na compra de material, há até um caso de uma empresa que faliu e o dono suicidou-se.

Claro que as empresas estão nisto para fazer lucro, mas para mim o pior tem sido a parque escolar, acredito que o dinheiro que se gasou podia ter sido muito melhor gasto, e teria dado para muitas mais escolas do que realmente deu, mas a comprar candeeiros do Siza Viera, casas de banho cheias de mármore, estores eléctricos, etc, o dinheiro desaparece rápido.
« Última modificação: Fevereiro 06, 2017, 04:09:02 pm por Lightning »
 
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Re: Sector da Construção
« Responder #34 em: Fevereiro 06, 2017, 08:46:02 pm »
A Construção Civil está de rastos, muito poucas empresas escaparam incólumes. No caso da Parque Escolar, claramente beneficiou poucas escolas e gastou-se muito dinheiro. O caso dos candeeiros de Siza Vieira são apenas um dos casos em que o estado comprou "Rolls-Royces" para as Escolas e depois não houve dinheiro para intervir em todas as Escolas.

Mas o caso das empresas de construção civíl foi muito complicado. Dou um exemplo abstrato. Todas as obras públicas, exigem que a empresa que ganhar o concurso, entrega uma garantia bancária de 5 a 10% do valor da obra até terminar a garantia da obra (5 anos). No caso de uma garantia junto do BCP (sei que os bancos muito dificilmente emprestam dinheiro a construtoras e se o fizerem exigem muitas garantias monetárias ou mesmo de imóveis), esta custa 3% de imposto de selo e tem um custo estimado de 2 a 12% ao ano. Imagina uma obra de 10 milhões de euros, se tiver de apresentar uma garantia bancária de 10% são logo 1 milhão de euros e que custa à empresa no 1º ano (2 + 3%) cerca de 50.000€ e 20.000€ nos anos seguintes!!!!

Pior, se formos aos Municípios, conheço casos de empresas que estão à anos à espera que lhes paguem as obras!!!!! Eu pergunto como é que podem sobreviver? Ou que margens têem de cobrar ao estado para não falirem!?
 

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Re: Sector da Construção
« Responder #35 em: Agosto 27, 2020, 06:09:29 pm »
Quem são os chineses da Mota-Engil? EUA impôs restrições à "Huawei" das infraestruturas

Gigante chinês CCCC entrou na lista americana que trava a venda de tecnologia dos Estados Unidos a empresas públicas chinesas, por causa da ofensiva de Pequim no mar do sul da China.



São quatro Cs, um para comunicações, outro para construção, outro para companhia e outro para China. A China Communications Construction Company (CCCC) está em vias de entrar no capital do maior grupo de construção português, a Mota-Engil. Mas quem é a CCCC? Descrita como uma empresa estatal, mas também com capital cotado nas bolsas de Xangai e Hong-Kong, a CCCC é um conglomerado do setor das infraestruturas, que está envolvido em vários projetos internacionais, alguns dos quais apontados como fazendo parte da estratégia de recriação da Rota da China lançada pelo presidente Xi Jinping.

E foram essas operações no Mar do Sul da China que terão levado várias empresas do grupo chinês a uma lista do departamento de Estado do comércio norte-americano, que impôs sanções comerciais, nomeadamente ao nível da exportação de tecnologia, a sociedades detidas pelo Estado chinês, que são vistas como pontas de lança da ofensiva territorial e económica de Pequim no mar do Sul da China.

De acordo com vários jornais americanos, 24 empresas chinesas, incluindo cinco subsidiárias da CCCC, foram incluídas numa lista de empresas a quem as companhias americanas não podem fornecer tecnologia originária do país sem uma autorização especial. O departamento de Estado também admite vir a restringir a atribuição de vistos para entrada no país a alguns executivos chineses, que são apontados como estando envolvidos em atividades descritas como”malignas” no Mar do Sul da China, de acordo com o Wall Street Journal.

A lista foi conhecida no dia anterior ao do anúncio do acordo de parceria entre a CCCC e a empresa portuguesa que não tem operações relevantes no mercado norte-americano. Num primeiro comunicado, a Mota-Engil não identificou o futuro parceiro, mas com a notícia de que seria a CCCC  a sair em vários jornais, acabou por o confirmar horas mais tarde à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O Wall Street Journal cita um responsável sénior do Governo americano, segundo o qual esta decisão americana está enquadrada num esforço para classificar a CCCC como “a Huawei das infraestruturas”, numa referência ao cerco levantado pelos Estados Unidos ao gigante chinês da tecnologia e telecomunicações, dentro e fora do país. Mais recentemente, foi a rede social chinesa, o TikTok, a ser alvo de represálias por parte da administração Trump.

Os responsáveis do Governo dos Estados Unidos, referidos pelo jornal americano, acusam ainda a CCCC e as suas subsidiárias de estarem envolvidas em práticas de corrupção, financiamento predatório e destruição ambiental em países como o Sri Lanka, Malásia, Quénia, Tanzânia e Filipinas. Num briefing, cuja transcrição foi entretanto disponibilizada, os quadros do Departamento de Estado americano deram vários exemplos para sustentar estas acusações, dando especial ênfase às empresas do grupo CCCC.



Pequim tem vindo a reclamar a soberania sobre a maioria do mar do sul da China, reivindicações que entram em choque com o território reclamado por vários países da região. A estratégia chinesa tem passado por construir ilhas artificiais na envolvência de recursos controladas pelos chineses, onde são instalados dispositivos militares. Empresas do grupo CCCC tem estado envolvidas no desenvolvimento destas ilhas, a nível de construção e dragagens.

A aplicação destas sanções surge na sequência da declaração formal feita por Washington em julho, na qual se opôs às reivindicações chinesas nesta área geográfica. O secretário de Estado, Mike Pompeu, justificou a mudança de política como parte de um esforço para dar mais força à lei internacional contra aquilo que classificou como uma campanha chinesa de o poder faz o direito ou a razão (might makes right) para intimidar os vizinhos de forma a eles cederem aos seus interesses.

CCCC disposta a pagar quase o dobro do valor de mercado

Apesar de ser um gigante das infraestruturas a nível mundial, a CCCC ficará, de acordo com um comunicado emitido esta quinta-feira, com uma participação minoritária no grupo Mota-Engil que será “ligeiramente superior” a 30%. Já a holding da família Mota, a Mota Gestão e Participações, cede o controlo (fica abaixo dos 50%), mas assegurará uma participação de 40% do grupo.

O negócio foi feito muito acima do preço do mercado, praticamente o dobro, face ao fecho das ações na véspera do anúncio da parceira quando a capitalização bolsista da Mota-Engil andava na casa dos 340 milhões de euros. O anúncio diz que os termos da transação valorizam a empresa em 750 milhões de euros, mas não se sabe porque foi esta operação revelada antes de estar fechada e do que depende ainda a sua execução, para além dos reguladores. Já esta quinta-feira e após ser conhecido o acordo, as ações do grupo dispararam mais de 30% em bolsa, elevando o valor de mercado da Mota-Engil para os 451 milhões de euros.

A concretizar-se a entrada na Mota-Engil, este será o regresso do investimento chinês a uma empresa portuguesa depois de algumas operações made in China que falharam, por várias razões. Em 2018, a Fundação Gulbenkian travou o processo negocial com outra empresa chinesa para a venda da Partex, a CEFC. Esta empresa, cujo presidente terá sido afastado após investigações das autoridades chinesas também estava na calha para comprar a seguradora do grupo Montepio, mas o regulador dos seguros pôs termo ao negócio por falta de informação.

Já em 2019 caiu a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela China Three Gorges sobre a totalidade do grupo EDP por chumbo dos acionistas. Este negócio era incómodo para a elétrica portuguesa que tem uma forte presença nos Estados Unidos na área das renováveis, sobretudo num contexto da crescente pressão da administração Trump sobre as empresas portuguesas. E foram vários os avisos feitos publicamente por responsáveis políticos americanos para as eventuais repercussões da presença chinesa no capital da EDP.

https://observador.pt/2020/08/27/quem-sao-os-chineses-da-mota-engil-eua-impos-restricoes-a-huawey-das-infraestruturas/

Mais uma empresa que fica ao alcance da China e que é "apenas" a maior construtora nacional, com 30 000 trabalhadores e facturação de mais de 2 mil milhões de euros!
Quando falávamos que a Alemanha ou os EUA íam ficar com as nossas empresas...... eu vejo os sectores estratégicos a caírem em mãos chinesas!!!! E a Banca nas mãos dos espanhóis!!!!!!
Bem sei que a CCCC fica com pouco mais de 30% e a Holding que controlava a Mota-Engil ainda fica com 40% do capital, mas....... se a empresa nacional estiver em dificuldades, os accionistas nacionais têem "pedalada" para o aumento de capital? Porque a CCCC não tenho dúvidas de que tem capacidade de acompanhar qualquer aumento de capital!!!!

Para os mais desatentos, a CCCC é controlada directamente pelo Governo Chinês, tem 118 000 trabalhadores e factura 70 mil milhões de dólares!!!!
Posso estar enganado, mas a maior construtora do país pode cair nas mãos do governo chinês, mais ano menos ano!!!!!!
« Última modificação: Agosto 27, 2020, 06:21:14 pm por Viajante »
 

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Re: Sector da Construção
« Responder #36 em: Agosto 29, 2020, 03:42:44 pm »
Claro que as empresas estão nisto para fazer lucro, mas para mim o pior tem sido a parque escolar, acredito que o dinheiro que se gasou podia ter sido muito melhor gasto, e teria dado para muitas mais escolas do que realmente deu, mas a comprar candeeiros do Siza Viera, casas de banho cheias de mármore, estores eléctricos, etc, o dinheiro desaparece rápido.

Típico tuguismo. Umas escolas com vidros e estores partidos, outras com estores eléctricos. Umas com lâmpadas fundidas e candeeiros quase a cair do tecto, outros com candeeiros "de marca". Nem vou falar das escolas que nem o básico têm para manter as salas a uma temperatura decente, seja no tempo frio ou quente.

Mas noutros sectores vê-se este tipo de prioridades. Basta ver que os carros do Estado, que para pouco mais servem que para passear, são actualizados com frequência, mas depois vemos ambulâncias velhas em muitas localidades.

Quanto à CCCC. Com a guerra que os chineses andam a comprar com meio mundo, se esta guerra rompesse, como é que ficariam as empresas e entidades compradas pelos chineses?
 

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Viajante

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Re: Sector da Construção
« Responder #37 em: Agosto 30, 2020, 12:39:13 am »
Claro que as empresas estão nisto para fazer lucro, mas para mim o pior tem sido a parque escolar, acredito que o dinheiro que se gasou podia ter sido muito melhor gasto, e teria dado para muitas mais escolas do que realmente deu, mas a comprar candeeiros do Siza Viera, casas de banho cheias de mármore, estores eléctricos, etc, o dinheiro desaparece rápido.

Típico tuguismo. Umas escolas com vidros e estores partidos, outras com estores eléctricos. Umas com lâmpadas fundidas e candeeiros quase a cair do tecto, outros com candeeiros "de marca". Nem vou falar das escolas que nem o básico têm para manter as salas a uma temperatura decente, seja no tempo frio ou quente.

Mas noutros sectores vê-se este tipo de prioridades. Basta ver que os carros do Estado, que para pouco mais servem que para passear, são actualizados com frequência, mas depois vemos ambulâncias velhas em muitas localidades.

Quanto à CCCC. Com a guerra que os chineses andam a comprar com meio mundo, se esta guerra rompesse, como é que ficariam as empresas e entidades compradas pelos chineses?

A questão das Escolas é o retrato do país, do caciquismo, dos grupos que berram e chove dinheiro e os outros que nada dizem bem morrem à fome!!!!.

Na educação está a decorrer uma alteração muito significativa de descentralização do estado para as autarquias e é sobre estas que vai recaír a gestão dos edifícios, contratações de pessoal, excepto professores. Apesar de tudo, as autarquias estão a recusar (principalmente do interior), devido aos custos brutais e sem controlo que as Escolas representam para Municípios tão pequenos e com poucas transferências do estado para cobrir essas despesas.

Estou a dizer-lhe de problemas que se estão a passar no terreno, até porque é no sector onde trabalho (mas no Ensino Profissional).
Outro problema, para além do custo de pessoal estratosférico das Escolas, os Presidentes das Câmaras e Vereadores não apreciam gerirem Escolas onde os professores do secundário, no topo da carreira (e como sabe, o Mário Nogueira obriga ao Estado a que coloque todos os professores no topo da carreira, o equivalente nas FA a passarem a ser todos Generais e Almirantes antes de irem para a reforma), ganham mais do que um vereador ou Presidente da Cãmara!!!!! Para ter uma ideia, no concelho onde trabalho, a Escola pública (1º ao 9º ano) tem o dobro do nosso tamanho (alunos), mas em salários, gasta 10 vezes mais!!!!! Gasta mais que nós e o Município juntos em salários!!!!!!!! Uma brutalidade!
Ou para ter uma ideia mais exacta, só em salários ultrapassa os 2 milhões de euros por ano, quando o orçamento do Município é de 6 milhões para tudo (novas obras, salários, reparação de estradas, AEC, etc..........). Serão poucos os Municípios a aceitarem as Escolas a serem geridas localmente (excepto a contratação de professores que permanece centralizado).

Em relação a um possível conflito do "mundo" com a China, no caso português da sua maior empresa construtora (30 mil trabalhadores), basta ver o que se passou com a EFACEC nas mãos da Isabelinha.

A EFACEC no passado passou por dificuldades (entrou quase em colapso quando se meteu na aventura de expandir em solo Trumptiano), as necessidades de fundo maneio do investimento arrastaram a EFACEC quase para a falência.
A Isabelinha comprou a EFACEC a preço de saldo, com dinheiro ganho a vender ovos em Luanda, como sabe, o que permitiu financiar e salvar a empresa. A EFACEC ultimamente não tinha o menor problema financeiro, até os nossos espertos dos políticos, por pressões de Angola, perseguirem e congelarem todas as contas bancárias das empresas da Isabelinha!!!! Com este passo de mestre, a EFACEC ficou sem poder movimentar as contas bancárias!!!!! Deve ter passado despercebido a quem decidiu arrestar as contas, que hoje em dia as empresas não movimentam notas, nem pagam em notas aos trabalhadores.........
Se o estado português não tivesse nacionalizado a EFACEC, estavam agora mais 500 quadros no desemprego e uma empresa saudável a ser desmantelada!!!!!

Voltando à sua última questão..... é voltar a ler o meu último parágrafo e mudar o nome de EFACEC para Mota-Engil. Com a diferença de que desta vez em vez de 500 são 30 000 trabalhadores!!!!!!!!
« Última modificação: Agosto 30, 2020, 12:42:37 am por Viajante »
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Sector da Construção
« Responder #38 em: Janeiro 15, 2021, 02:01:48 pm »
A maior empreitada de Lisboa não se vê. Mas protege a cidade

É um plano a cem anos e quer proteger a cidade da subida do nível das águas e evitar inundações, especialmente em épocas de chuvas. As obras para a construção de dois grandes túneis avançam já em março, numa empreitada de 133 milhões de euros.



 :arrow: https://www.dinheirovivo.pt/economia/a-maior-empreitada-de-lisboa-nao-se-ve-mas-protege-a-cidade-13202176.html?fbclid=IwAR2S3LBJ8NRMv1TgOJCKRZCfEvVus2EFkdgTIsoskNLSX8yqxvN7ESRa3_o
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 
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