Um «mini» LPD para a Nova Zelândia

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papatango

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Um «mini» LPD para a Nova Zelândia
« em: Junho 01, 2007, 12:10:11 pm »
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A marinha da Nova Zelândia recebeu o seu novo navio de utilizações múltiplas, ou MRV de «Multiple Role Vessel».

Trata-se de mais um da miríade de navios de apoio logístico que se estão a tornar comuns em praticamente todas as marinhas dos países ocidentais, e que tem como objectivo permitir transportar homens e material e apoiar tropas expedicionárias em regiões que tenham costa marítima.

Com um deslocamento de 9000 toneladas e 132 metros de comprimento e 23.4 metros de largura máxima, o MRV pode deslocar-se a uma velocidade de 19 nós e é capaz de transportar viaturas blindadas ligeiras do tipo Pandur/Piranha/AMV.

Ele também pode acomodar 250 homens, além da sua tripulação normal de 83, entre pessoal do navio e pessoal especializado e tem hangar para transportar quatro helicópteros do tipo NH-90. Transporta igualmente duas lanchas de desembarque de 60 toneladas, que serão utilizadas onde não houver instalações portuárias adequadas.

Em operações num porto, o navio utiliza um guindaste com capacidade para 70 toneladas.

O navio foi construído na Holanda, tendo sido posteriormente transportado para os estaleiros da empresa Tenix na Austrália onde foi terminado o acabamento com a instalação de sistemas de suporte e da parte electrónica.
O Canterbury é baseado num projecto civil de um navio Ro-Ro (Roll on Roll off), mas tem capacidades idênticas às de outros navios logísticos mais caros, complexos e complicados de operar.
Imagem do Canterbury navegando: Um navio logístico com um custo mínimo

Por isto provavelmente a característica mais interessante do novo navio, é que o governo da Nova Zelândia tinha inicialmente um orçamento de 70 (setenta) milhões de Euros para a sua construção. Sendo possível que o custo final se eleve relativamente ao inicialmente previsto, o custo do navio será de qualquer forma baixo quando comparado com o orçamentado para outros navios, não ultrapassando em circunstância alguma os 100 milhões.

O MRV é uma solução de pés-no-chão que faz parte de um projecto do governo da Nova Zelândia país para construir um numero de navios para a sua defesa e projecção de forças de contam além do MRV com dois navios de patrulha oceânica de 1600 toneladas e quatro navios de patrulha costeira de 380 toneladas. Todo o programa custará 260 milhões de Euros para os sete navios.

destinada a garantir apoio tão próximo quanto possível às forças da Nova Zelândia que se encontram destacadas em vários pontos do mundo.


Entretanto, nas terras de Viriato...
 

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luis filipe silva

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« Responder #1 em: Junho 01, 2007, 01:57:11 pm »
Caro Papatango.

Isto nem parece seu. Mini LPD??? :lol:

Parece quase o título de uma edição do Sol ou Correio da Manhã, que ao ser lido "não tem nada a ver".
Para ser LPD falta-lhe o principal que é a doca. Este navio é apenas um RO/RO militarizado(o que já não é mau).
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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papatango

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« Responder #2 em: Junho 01, 2007, 02:13:17 pm »
:oops:
 

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SSK

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« Responder #3 em: Junho 01, 2007, 03:25:58 pm »
Já era muito bom, mas a doca...
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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papatango

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« Responder #4 em: Junho 01, 2007, 07:42:06 pm »
Que operação é que efectuámos em que este tipo de navio não pudesse ser utilizado?

A doca, e um LPD a sério, tem acima de tudo um objectivo, que é o de ter alguma palavra a dizer em operações da NATO, onde um LPD a sério é evidentemente um LPD com «tudo em cima».

Também estou de acordo com o LPD, mas como já tenho dito, acho que um único navio não é suficiente, se se quiser ter uma marinha que sirva também para apoiar as populações onde houver necessidade disso.
 

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luis filipe silva

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« Responder #5 em: Junho 01, 2007, 08:34:35 pm »
Papatango escreveu:
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Que operação é que efectuámos em que este tipo de navio não pudesse ser utilizado?


Para lhe ser sincero , só efectuámos operações onde até um navio desses fazia falta, na Guiné e anteriormente Açores.
De salientar que é um meio que a Marinha nunca teve, e já que políticos e militares falaram nisso, eu pessoalmente gostava que fosse mesmo um LPD pelas mesmas razões NATO que o Papatango mencionou.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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Leonidas

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« Responder #6 em: Junho 02, 2007, 03:01:20 am »
Saudações guerreiras

Este navio seria uma excelente opção, mas somente como segundo NPL.
Se o 1º (e principal) se construir para um segundo NPL até já me contentava com um do tipo que Singapura dispõe.

Cumprimentos
 

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« Responder #7 em: Junho 02, 2007, 08:57:09 am »
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras

Este navio seria uma excelente opção, mas somente como segundo NPL.
Se o 1º (e principal) se construir para um segundo NPL até já me contentava com um do tipo que Singapura dispõe.

Cumprimentos


E a classe Absalon dinamarquesa ?



Um NPL musculado ?
Ou um destroyer polivalente ?
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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SSK

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« Responder #8 em: Junho 02, 2007, 10:48:15 am »
E a doca, talvez o mais importante num navio para este tipo de missões...
"Ele é invisível, livre de movimentos, de construção simples e barato. poderoso elemento de defesa, perigosíssimo para o adversário e seguro para quem dele se servir"
1º Ten Fontes Pereira de Melo
 

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Bravo Two Zero

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« Responder #9 em: Junho 02, 2007, 02:44:52 pm »
Referia-me a incorporar um destes navios como complemento do futuro  :?:  LDP...........
Mas...onde estão as verbas ?
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luis filipe silva

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« Responder #10 em: Junho 03, 2007, 02:01:09 pm »
citação:
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E a classe Absalon dinamarquesa ?

Sempre achei esta classe muito interessante.
Um exemplo práctico para o seu uso, a intervenção da ONU no Líbano.
Um Absalon transporta efectivos e material que deixa a operar em terra, e a partir daí pode permanecer como fragata na força naval que lá se encontra.
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saudações:
Luis Filipe Silva
 

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Leonidas

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« Responder #11 em: Junho 08, 2007, 02:48:40 am »
Saudações guerreira

Citação de: "BTZ"
E a classe Absalon dinamarquesa ?


Acho também um conceito muito interessante, mas não sei até que ponto satisfaria as nossas próprias necessidades! Alguém do meio que se pronuncie. Nunca digo quer não a nada, mesmo que seja a coisa mais maluca. É uma questão de se estudar a fundo a questão, mas...

 ... Se já é um martírio para que ao menos se inicie a construção do NPL, que se ouve e discute há décadas... Se foi um martírio para que se iniciasse a construção dos submarinos, que já cá que deviam estar... Se foi um martírio para a construção dos NPO, que já deviam ter entrado ao serviço há anos... Se foi só há última que se compraram fragatas, mas foi uma sorte encontrá-las “á medida”...  

Há quem diga que é no martírio que está a salvação! Uma chibatada, uma marretada... Qualquer coisa que inflija dor, por favor...

Cumprimentos
 

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zocuni

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????
« Responder #12 em: Agosto 11, 2007, 03:34:05 pm »
Tudo bem,

Gostei do conceito desse NPL neo-zelandês.Hoje em dia,a participação de muitos países são de cariz humanitário,situações de grandes catástrofes naturais.Penso que esse conceito seria perfeito para essas operações.Um NPL-Hospital.Desculpem os especialistas se estou escrevendo asneiras.Não sei se em nosso orçamento poderíamos dispender de 70 milhões de euros,para tal fim,mas penso que seria uma mais valia e tanto.
Essas missões de salvamento,provocam junto às populações locais,uma maior simpatia que qualquer outro tipo de missão,seria muito solicitado.
Portugal,entre outras coisas se calhar mais urgentes(LPD),não coloco isso em questão,deveria ter essa estratégia.

Abraços,
zocuni
 

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luis filipe silva

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« Responder #13 em: Agosto 11, 2007, 10:25:45 pm »
citação:
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Portugal,entre outras coisas se calhar mais urgentes(LPD),não coloco isso em questão,deveria ter essa estratégia.


Caro Zocuni.
Entre o LPD (que nunca tivemos) e um NPL  mais barato e igual ao Neo - Zelandês , prefiro o LPD porque pode acudir a mais situações, com maior capacidade. Portanto tem vantagem custo/eficiência.
No caso de tragédia em território português, os meios da FAP são mais rápidos, eficazes, e futuramente suficientes, quando vierem os C 235.
Em caso de actuação no estrangeiro tanto militar como humanitária, o LPD tem maior capacidade, maior polivalência e e maior autonomia operacional (não me refiro só a milhas).
-----------------------------
saudações:
Luis Filipe Silva
 

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zocuni

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????
« Responder #14 em: Agosto 12, 2007, 12:37:33 pm »
Tudo bem,

Luis Filipe Silva.
Concordo e entendo o que afirma.No entanto não acho que um seja excludente do outro,por entender que se complementam.Claro,que um LPD,é muito mais completo e versátil e útil a Portugal no momento.Mas pensei em cenários de alta intensidade,para salvamentos c-sar(sinceramente não vejo,como os c-235,(não seriam os c-295),consigam realizar tais tarefas,ou em lugares sem pista).Coloquei se caso tivessemos um orçamento sobrando e de certeza que não temos,este conceito neo-zelandês ou outro similar,na minha opinião complementaria as nossas participações.


Abraços,
zocuni
 

 

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