Rússia testa novo míssil com múltiplas ogivas nucleares

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Jorge Pereira

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Rússia testa novo míssil com múltiplas ogivas nucleares
« em: Maio 31, 2007, 01:40:06 pm »
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A Rússia testou hoje, com sucesso, um novo míssil intercontinental balístico capaz de levar inúmeras ogivas nucleares, em meio ao clima de tensão gerado pelos planos dos Estados Unidos de posicionar componentes antimísseis na Europa.

"Esses mísseis são capacitados para superar tanto os (sistemas) existentes como os futuros sistemas de defesa antimísseis", afirmou Serguei Ivanov, vice-primeiro-ministro da Rússia e ex-ministro da Defesa.


Recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou responder "adequadamente" às intenções americanas na República Tcheca e Polônia. A Rússia acredita que o plano de colocar escudos antimísseis nesses países conduzirá a uma nova "corrida armamentista".


O míssil intercontinental RS-24 com ogivas múltiplas também deveria servir para modernizar o obsoleto arsenal nuclear russo, uma das prioridades do Kremlin para os próximos anos.


Segundo um porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, esse é o primeiro lançamento desse tipo de míssil balístico, e coincide com o pior momento nas relações russo-americanas desde o desmantelamento da antiga União Soviética.


"O lançamento do novo míssil RS-24 foi realizado às 14h20 (7h20 em Brasília) a partir de uma plataforma móvel na base de Plesetks", a 800 quilômetros ao norte de Moscou, como informou o porta-voz às agências russas.


O míssil caiu no alvo previsto, em Kura, na península de Kamchatka, a mais de oito mil quilômetros de distância do lugar do lançamento.


Os novos RS-24 substituirão os RS-18 (SS-19 Stilleto, de acordo com a classificação da Otan) e os RS-20, (SS-18 Satan segundo a Aliança Atlântica), estes últimos, os mísseis balísticos nucleares mais potentes do mundo.


O porta-voz afirmou que os RS-24 estão de acordo com o estabelecido nos acordos de desarmamento nuclear assinados entre a Rússia e os EUA: o Start-1 de 1991 e o Tratado de Redução de Potenciais Estratégicos Ofensivos de 2002.


O presidente americano, George W. Bush, disse que este último tratado deveria servir para "acabar com o legado da Guerra Fria".


Horas depois, porém, a Rússia testava o novo míssil cruzeiro de classe tático-operacional Iskander-M, a partir de uma rampa móvel em Astrajan, no mar Cáspio. O lançamento foi observado por Ivanov.


Em seguida, o vice-primeiro-ministro russo anunciou que, a partir de 2009, esse tipo de arma tático-operacional entrará em serviço, com um alcance máximo de 300 quilômetros.


Os mísseis Iskander-M, destinados ao Exército, são capazes de abater, com alta precisão, alvos de tamanho reduzido a distâncias de entre 50 e 280 quilômetros. Eles podem levar, ainda, 54 elementos destruidores.


Ao mesmo tempo em que os novos armamentos são testados, Putin advertiu hoje sobre o perigo de transformar a Europa em um "barril de pólvora", com o posicionamento dos escudos antimísseis americanos.


Acrescentou que "isso criará novos e desnecessários riscos para todos os sistemas de relações européias e internacionais".


O presidente russo também criticou a "falta de vontade" de alguns membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte de ratificar o convênio de 1999, que modificaria o tratado de Forças Armadas Convencionais na Europa (Face), assinado em 1990.


Putin expressou sua firme oposição aos componentes antimísseis americanos na semana passada, durante sua reunião, em Moscou, com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.


Moscou considera os planos de Washington uma "ameaça direta" à segurança russa, e, em resposta, ameaçou suspender o cumprimento do Face.

Condoleezza Rice respondeu que o posicionamento dos escudos antimísseis não é "uma ameaça para ninguém", e que não é possível ignorar o risco representado pelo Irã e pela Coréia do Norte para a segurança mundial.

Washington planeja instalar um radar na República Tcheca e uma bateria de mísseis interceptores na Polônia, como primeiros componentes do Sistema Nacional de Defesa Antimísseis na Europa.

Os analistas reconhecem que ainda não existem circunstâncias para falar de uma nova Guerra Fria entre Moscou e Washington.

Por isso, um novo nome foi criado para descrever a atual era de tensão entre as duas maiores potências nucleares.

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RS-24 / SS-X-29?
A highly modified Topol-M or Improved RS-22, SS-24 SCALPEL?

RS-24 ICBM

On 29 May 2007 Russia conducted the first reported test of the new RS-24 intercontinental ballistic missile (ICBM) with multiple independently targeted reentry vehicles (MIRV). A Russian Defense Ministry spokesman said "the prototype of the new ICBM, RS-24 with multiple independently targeted reentry vehicles was launched at 2:20 p.m. [ Moscow time, 10:20 GMT] from a mobile launcher remodeled to test the new ICBM from the Plesetsk test cosmodrome". "The test launch of the RS-24 (ICBM) occurred at 14:20 Moscow time ( 1:20 GMT) at Plesetsk and at the designated time the warheads struck the assigned region at the Kura base on Kamchatka," a spokesman for Russia's Strategic Rocket Forces told the news agency Interfax.

The RS-24 missile can be armed with up to 10 warheads, the Defence Ministry told Interfax. Six war heads are carried by the SS-19 Stiletto while 10 warheads are carried by the SS-18 Satan. The spokesman said the RS-24 will replace ICBMs of the previous generations RS-18 (SS-19 Stiletto) and RS-20 (SS-18 Satan) capable of carrying six and ten warheads respectively. It can also be expected to replace the aged 10 warhead SS-24, Scalpel. It was further stated by the Strategic Rocket Forces spokesman that “It is a genuine new missile but it uses technologies of the Topol-M,” according to AFP. This is in order to penetrate any existing anti-ballistic missile system.

Confusing Information Considerations

Later First Deputy Prime Minister Sergei Ivanov a former defense minister expected to run for President of Russia next year stated that “the missile was a new version of the Topol-M, first commissioned in 1997 and known as the SS-27 in the West, but one that can carry multiple independent warheads,” ITAR-TASS is quoted as saying. It is said to be compliant with the START-1 treaty and the Moscow Treaty of 2002 requirements.

The latter attributed statement by First deputy Prime Minister Sergei Ivanov has tended to confuse the RS-24's warhead carrying capacity issue. That is because if the RS-24 is indeed a highly modified version of the Topol-M, SS-27 then its potential warhead capacity would only be 3 warheads. However if it indeed there were 10 warheads tends to suggest that the missile is a new improved Russian produces RS-22, SS-24 SCALPEL ICBM. Prior to this flight test of the full RS-24 system Russia had done at least two research and development flight test in 2005 – 2006 using the older Topol-M derivation for MIRV development. Russia’s military had announced that it intended to produce an ICBM carrying multiple warheads, based on the single warhead Topol-M missile when the US withdrew from the Anti Ballistic Missile treaty during 2002. This was the first flight test of the full up completely revised RS-24 launch vehicle that greatly increases the booster stages payload capacity in order to carry a multiple warhead package to full range.

The Means of Accomplishing the Task

This could be accomplished for the Topol-M variation if the Moscow Institute of Heat Engineering (MIT) State Enterprise design bureau was to adapt revised versions of the existing Start-1 and Start satellite launch vehicles upper stages to accommodate a larger payload throw weigh capacity that was 1.2 tons for a single warhead to at least 3.6 tons or more throw weight over 6,000-6,500 kilometers range. In order to accommodate 10 warhead throw weight capability the Russians would have to put into limited production the improved SS-24 with a throw weight of 4.05 tons which is not inconceivable.

Prior to the announcement of this test, the RS-24 ICBM was not previously attested. The "RS" designation system is used in the bilateral START arms control agreements, and internal Russian or the US and NATO designations of this missile were not immediately apparent. As described, launched from a mobile launcher with ten warheads, it would appear to be a successor to the RT-23, 15Zh60, Molodets, RS-22, SS-24 transporter erector launcher (TEL) modified for the redesigned RS-24 characteristics.

Considerations of the SS-X-26

There was initially some considerations that the systems heritage came from the former Soviet Unions cancelled research and development SS-X-26, Kuryer large solid propellant super ICBM. The logistic mass handling issues of this large SS-X-26 ICBM concept presumable brings into question whether this is the design approach utilized by the design bureau, Moscow Institute of Heat Engineering (MIT) State Enterprise of the Moscow region. That design was in fact produced in the Ukraine which is a non viable option for Russia today. With the collapse of the former Soviet Union one of the first Western desired actions was for the Ukraine to destroy both the facilities and the capability to produce the SS-X-26. This makes this option for what the Russian chose highly improbable.

RS-22, SS-24 SCALPEL Considerations

However another alternative considered was a revival of the RS-22, SS-24 SCALPEL ICBM for silo deployment in the existing SS-19 and SS-18 silos which is indicated from the announcement. The RS-24 as described it apparently used a modified existing road mobile Transporter Erector Launcher (TEL) SS-27, Topel-M or SS-24, Scalpel equipment. This brings up the question of just how mobile such a system could be made because of its suggested size since it was once railroad deployed and at least one group of them remains deployed. That was because the railroad mobile equipment was more able to handle the mass and logistic operation. The Railroad mobile system left much to be desired even though some remain deployed today from the Soviet era. It was however quite troubling to the US Defense Department during that era. This new Russian RS-24 development with its present intent to place them in the existing silos as a modernized replacement of the existing field deployed aged large ICBM systems however holds open the question that potentially the Russians could renewing the railroad mobile program modernized is also implicit with this development and other associated developments.

The missile would have to be mobile enough to transport to the existing SS-24, SS-19 and SS-18 silos though modified for which it would potentially be deployed. If this is the option Russia has chosen to replace the aged solid propellant SS-24's, liquid propellant SS-19's and SS-18's with the solid propellant RS-24 would become their replacement. It has been known that the aged SS-24's as well as the SS-19's and SS-18's needed to be replaced with an updated more modern system since refurbishing them is probably more expensive than it is worth especially where the SS-18 is concerned. The SS-18's were designed and built in the Yuzhnoy, Yangel design bureau factory in the Ukraine. Having been produced in the Ukraine makes revising the SS-18's a non viable option since Russia would insist that they be re-built in Russia.

There are already limited numbers of the SS-24 deployed in Russia but they are known to be degraded. The existing logistic equipment and other support hardware somewhat modernized could in fact support such a program with few new elements actually required. The cost comes in developing the solid motors and its experimental development and experimental production base in Russia which only once existed in the Ukraine. How much cooperation on this effort from the Ukraine has taken place is improbable but not inconceivable and unclear at this point. All of these developments coming out of the Moscow Institute of Heat Engineering (MIT) State Enterprise have not emerged from the public sources in recent years as the Russian defense ministry has held close its intent. There is however absolutely no open indication that Moscow has undertaken any effort to develop a production base for the SS-24’s much less a revised version of that Ukrainian design but that does not preclude its possibility. Many of these aged missile systems will become obsolete by 2010 according to Ministry information and must soon there after or before be replaced. Further flight test of the RS-24 can be expected to follow this first known flight test to finish its development and clarify these issues during the President Putin administrations remaining time in offic.

Fonte

Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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Lancero

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Maio 31, 2007, 09:40:18 pm »
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Rússia: Testes de novos mísseis são resposta aos EUA - Putin

Moscovo, 31 Mai (Lusa) - O Presidente russo disse hoje que os testes  dos novos mísseis russos foram uma resposta à planeada instalação de mísseis  de defesa norte-americanos e outras forças na Europa, sugerindo que Washington  desencadeou uma nova corrida aos armamentos.  

     

   Numa clara referência aos Estados Unidos, Vladimir Putin criticou duramente  "o diktat e imperialismo" nos assuntos globais e avisou que a Rússia vai  reforçar o seu potencial militar para manter um equilíbrio estratégico global.  

     

   "Não fomos nós que iniciámos uma nova corrida aos armamentos", disse  Putin quando interrogado sobre os testes com mísseis realizados pela Rússia  no início desta semana durante uma conferência de imprensa depois de conversações  no Kremlin com o Presidente grego, Karolos Papoulias.  

     

   Putin descreveu os testes de novos mísseis balísticos capazes de transportar  múltiplas ogivas nucleares como parte da resposta russa à planeada instalação  de novas bases militares norte-americanas e de sistemas de defesa antimíssil  em países do Leste e centro da Europa, ex-satélites da desmantelada URSS.  

     

   "Não há que temer estas acções da Rússia, porque não têm carácter agressivo,  são só uma resposta às acções unilaterais, injustificadas e suficientemente  duras dos nossos sócios", indicou Putin.  

     

   Vladimir Putin recordou que os EUA abandonaram em 2002 o tratado bilateral  de Defesa Antimísseis (ABM) para ter as mãos livres, e planeiam agora criar  um escudo antimíssil próprio com elementos estratégicos perto da fronteira  russa, na Polónia e República Checa.  

     

   "Nós advertimo-los de imediato que adoptaremos passos de resposta para  conservar o equilíbrio estratégico no mundo", disse Putin, citado pela Agência  Interfax.  

     

   A Rússia ensaiou com êxito na passada terça-feira um nono míssil balístico  intercontinental RS-24 com ogivas múltiplas que, segundo militares russos,  é capaz de baralhar o futuro escudo antimísseis norte-americano, assim como  um novo míssil de cruzeiro táctico-operativo Iskander-M.  

     

   O chefe de Estado russo responsabilizou os Estados Unidos e outros membros  da NATO pelo falhanço em ratificar uma versão emendada do tratado das Forças  Convencionais na Europa (CFE, 1990), que limita a instalação de armas pesadas  não nucleares à volta do continente.  

     

   "Assinámos e ratificámos o CFE e estamos a implementá-lo na íntegra.  Retirámos todas as nossas armas pesadas da parte europeia da Rússia para  (lugares) para lá dos Urais e reduzimos em 300.000 homens as nossas Forças  Armadas.  

     

   "E que fazem os nossos parceiros", interrogou-se o Presidente russo  antes de responder: "chegam com novos armamentos à Europa oriental, abrem  uma nova base na Bulgária, outra na Roménia, uma zona de posicionamento  na Polónia, um radar na República Checa".  

     

   O mês passado, a Rússia ameaçou denunciar o CFE se a NATO não reduzir  as suas forças no continente, e deu aos países aliados um ano de prazo para  decidir o futuro desse tratado, que limita a instalação de forças e armas  convencionais na Europa.  

     

   A NATO exige para ratificar o tratado que a Rússia retire as suas tropas  de Geórgia e Moldávia. O seu porta-voz, James Sppathurai, expressou a "preocupação"  da Aliança sobre o "nível crescente de retórica à volta de temas chave como  o CFE, a defesa antimíssil ou a ampliação da NATO" com a Rússia.  

     

   As novas críticas do chefe do Kremlin aos Estados Unidos ocorrem a poucos  dias de uma reunião com o Presidente norte-americano, George W. Bush, durante  a Cimeira do Grupo dos Sete países mais industrializados e a Rússia (G8)  na Alemanha, na próxima semana.  

     

   O escudo antimíssil perfila-se como o tema mais controverso dessas conversações,  que continuarão durante a visita de Putin aos Estados Unidos a 01 e 02 de  Julho.  

     
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

 

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