Indústria portuguesa perde projecto tecnológico (UAV)

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Mar Verde

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Indústria portuguesa perde projecto tecnológico (UAV)
« em: Abril 27, 2007, 10:02:59 am »
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Agência de Inovação falhou projecto
Indústria portuguesa perde projecto tecnológico de combate aos incêndios
27.04.2007 - 09h09   Lurdes Ferreira PÚBLICO
 

Pergunte-se às empresas concorrentes ao desenvolvimento e fabrico de aviões não tripulados para detecção de incêndios (UAV) sobre o desfecho do concurso público internacional lançado em 6 de Janeiro de 2005 pela Agência de Inovação, e a resposta é um rápido: “Desconheço.”

É o que faz, por exemplo, o académico Gustavo Dias, do Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho, actual responsável operacional por uma rede de PME fornecedora da indústria aeronáutica, o PEMA, que se candidatou à iniciativa. “Não recebemos nenhuma comunicação formal da Agência de Inovação [desde então].

É uma situação muito estranha”, afirma o mesmo responsável, que há um mês escreveu à referida entidade a pedir explicações.

O concurso público internacional para o desenvolvimento e fabrico de UAV é um tema incómodo neste momento dentro do Governo. O arrastamento do processo coloca em causa uma série de prazos com os quais o Executivo se tinha comprometido no plano do combate aos incêndios, e entre as empresas envolvidas corre informalmente a indicação de que o “concurso morreu”.

A convicção foi reforçada nas últimas semanas face aos contactos entre o Governo e fornecedores israelitas deste tipo de equipamento, considerados bastante agressivos neste mercado.

“O ‘timing’ político passou”, diz uma empresa concorrente. Tudo indica, neste momento, que a indústria portuguesa perdeu uma oportunidade de se afirmar num dos segmentos mais cobiçados do negócio aeronáutico e que António Costa recorrerá à compra destes aparelhos “prontosa- voar”. Ficarão a ganhar os intermediários. A concretizar-se, esta opção custará também várias vezes mais ao país.

Propostas entre um e cinco milhões de euros

As propostas apresentadas pelos concorrentes rondavam entre um milhão e cinco milhões de euros; a aquisição de equipamento equivalente “chave na mão” custará entre cinco e seis milhões de euros, de acordo com estimativas do sector.

Estão envolvidos três ministérios, a Administração Interna de António Costa, de quem partiu a iniciativa, a Ciência de Mariano Gago, e a Economia de Manuel Pinho, estes dois últimos na qualidade de co-tutela da Agência de Inovação (AdI), mandatada para montar o concurso e seleccionar o consórcio.

Para o efeito, foi assinado um protocolo inédito entre os três ministros, em 13 de Maio de 2005, visando o envolvimento da indústria portuguesa num projecto que lhes daria mais competências tecnológicas numa das áreas consideradas chave do Plano Tecnológico, que é a construção de um “cluster” aeronáutico.

O concurso levou oito meses a ser preparado pela AdI e os problemas começaram pouco depois, quando a entidade presidida por Lino Fernandes deu 28 dias para apresentação de propostas, o que levou a consultora aeronáutica West End a interpor uma providência cautelar em tribunal. Lino Fernandes, contactado pelo PÚBLICO, escusa-se a falar “enquanto decorrerem os prazos de recurso”, embora diga que o tribunal já deu razão à AdI no que se refere aos prazos de entrega de candidaturas, que considera “muito habituais”. Recusa ainda revelar se pediu ou não à tutela que invocasse o interesse público, como forma de ultrapassar os obstáculos entretanto criados, um expediente seguido há alguns meses com o primeiro concurso público para as centrais eólicas.

Às dúvidas das empresas responde ao PÚBLICO apenas que “teve de interromper a avaliação”. Pelo caminho ficam várias críticas à AdI, como a de ter apresentado um caderno de encargos confuso, com falha na definição da missão e problemas colocados à plataforma a utilizar.

A disparidade de valores apresentados – entre um e cinco milhões de euros – terá sido tomada como consequência dessa indefinição. Acresce haver já na altura um concorrente dado como favorito, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria. Esta instituição já tinha anteriormente em projecto um UAV, embora os especialistas considerem que era mais pequeno do que o requerido pelo concurso e com menor autonomia, pelo que teria de ser refeito.


http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=63
 

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JQT

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Re: Indústria portuguesa perde projecto tecnológico (UAV)
« Responder #1 em: Janeiro 04, 2010, 06:26:32 pm »
Do Portal do Governo:
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Industria nacional de desenvolvimento de veículos aéreos não-tripulados  
 
2009-12-15
 
Intervenção do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar na sessão de abertura do Seminário «UAVs (Veículos Aéreos Não-tripulados) – que estratégias para os utilizadores e para a base tecnológica e industrial nacional?», em Lisboa

Senhor Almirante Sabino Guerreiro, Director do Instituto de Estudos Superiores Militares,
Senhor Dr. Figueiredo Lopes,
Senhor Dr. André Magrinho, em representação do Comendador Rocha de Matos,
Meus Senhores e Minhas Senhoras

Queria antes de mais agradecer o amável convite que me foi dirigido pelo Sr. Dr. Figueiredo Lopes, Director do Eurodefense para presidir à sessão de abertura deste seminário sobre os UAVs.

É com o maior gosto que me associo a esta iniciativa e felicito o Eurodefense, o seu director e o coordenador deste seminário por terem escolhido o presente tema e por se terem associado na organização do seminário à AIP, à Empordef, à Danotec, à Afcea-Portugal e à Pema.

É um bom exemplo de entendimento entre instituições que dedicam as suas actividades a áreas de interesse comum, em que somente através do esforço conjugado e do aproveitamento de sinergias se poderão alcançar bons resultados.

Será mais uma razão para me congratular o facto de o presente seminário incidir sobre o tema veículos aéreos não tripulados (UAV), domínio de relevante interesse para a Defesa e para a Segurança nacionais e que se inscreve num quadro muito alargado.

Pensemos, por exemplo, no combate aos incêndios, na vigilância das fronteiras, no combate à imigração clandestina e ao tráfego de droga e, ainda, na vigilância da zona económica exclusiva e fiscalização da pesca, bem como num vasto espectro de actividades civis.

Estou convicto de que as vossas reflexões no decorrer do seminário cruzarão pontos de vista e opiniões diversas que contribuirão para melhor identificar os contornos dos vários interesses, dificuldades e oportunidades que estão em jogo neste importante domínio.

O emprego dos UAV é já uma importante realidade em termos de Forças Armadas e Forças de Segurança de vários países, sendo frequente a sua utilização operacional em teatros de operações correntes, bem como num vasto leque de actividades no domínio civil.

É bem verdade que existem ainda fortes limitações e incertezas quanto à sua utilização em espaços aéreos não segregados, e é neste sentido que se reputa de extrema importância o trabalho que está a ser desenvolvido pela Agência Europeia de Defesa (EDA) no que respeita à identificação das questões e à definição dos requisitos de voo e de segurança em espaço aéreo.

É neste contexto que reconheço a importância do cruzamento de interesses do sector da Defesa com os domínios da Segurança e Civil, procurando-se assim através da convergência de esforços alcançar benefícios para as partes envolvidas, permitindo uma maior racionalização dos recursos investidos em particular o que respeita à I&D.

Embora não exista ainda uma estratégia nacional integradora dos interesses da Defesa, da Segurança e da Economia relativamente a veículos não tripulados, aéreos, terrestres ou submarinos, há já uma linha de acção estratégica no âmbito da Defesa, como veremos posteriormente, onde é evidenciado um claro apoio incondicional a todos os projectos na área dos veículos não tripulados.

Como demonstração desta intenção estratégica cito o apoio providenciado pela Defesa, concretamente na área dos veículos aéreos não tripulados, ao projecto de I&D Pitvant, Projecto que conta com a participação da Força Aérea Portuguesa e a Universidade do Porto, ao projecto FUAS (Future Unmanned Aerial Systems with a Joint Approach), com a participação da Marinha Portuguesa, a correr no âmbito da Agencia Europeia de Defesa.

Por outro lado, na área dos veículos submarinos não tripulados, está garantido o apoio da Defesa ao desenvolvimento do projecto de I&D Sseacon, que conta com a participação da Marinha Portuguesa e a Universidade do Porto, e que tem como objectivo o treino, demonstração e desenvolvimento de conceitos de operação com veículos autónomos de pequena dimensão.

Embora com incidência no âmbito civil, valerá ainda a pena mencionar o projecto que está a ser desenvolvido pelo Portuguese Aeronautical Industry Consortium [Consórcio da Indústria Aeronáutica Portuguesa] (PAIC), consórcio que inclui 8 empresas do sector aeronáutico, essencialmente pequenas e médias empresas, 3 centros de I&D (Investigação e Desenvolvimento) e a Associação Nacional de Indústria Aeronáutica (PEMA), em parceria com a Lockheed Martin no quadro do programa de contrapartidas associado ao contrato para a modernização dos aviões P-3 da Força Aérea Portuguesa.

Trata-se de um aliciante repto lançado à capacidade inovadora e engenho da indústria nacional que, estou confiante, suscitará o entusiasmo e empenho de todos os envolvidos neste projecto, e cujo desenvolvimento convirá acompanhar com toda a atenção. É um desafio entusiasmante, sobretudo para os nossos jovens engenheiros e cientistas e para as pequenas e médias empresas.

Meus Senhores e minhas Senhoras.

Desejo-vos um frutuoso trabalho e que o seminário tenha o sucesso que todos esperamos. Ficarei a aguardar com todo o interesse as vossas conclusões.

Palavras bonitas e expressões prometedoras, mas os anos passam e não surge nada de concreto.

JQT
 

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Luso

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Re: Indústria portuguesa perde projecto tecnológico (UAV)
« Responder #2 em: Janeiro 04, 2010, 09:09:36 pm »
Aprende com mais esta, PT!
Sound Byte, meu caro! Sound byte é para o que eles trabalham...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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nelson38899

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Re: Indústria portuguesa perde projecto tecnológico (UAV)
« Responder #3 em: Janeiro 04, 2010, 11:14:50 pm »
Citação de: "JQT"
Do Portal do Governo:
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Industria nacional de desenvolvimento de veículos aéreos não-tripulados  
 
2009-12-15
 
Intervenção do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar na sessão de abertura do Seminário «UAVs (Veículos Aéreos Não-tripulados) – que estratégias para os utilizadores e para a base tecnológica e industrial nacional?», em Lisboa

Senhor Almirante Sabino Guerreiro, Director do Instituto de Estudos Superiores Militares,
Senhor Dr. Figueiredo Lopes,
Senhor Dr. André Magrinho, em representação do Comendador Rocha de Matos,
Meus Senhores e Minhas Senhoras

Queria antes de mais agradecer o amável convite que me foi dirigido pelo Sr. Dr. Figueiredo Lopes, Director do Eurodefense para presidir à sessão de abertura deste seminário sobre os UAVs.

É com o maior gosto que me associo a esta iniciativa e felicito o Eurodefense, o seu director e o coordenador deste seminário por terem escolhido o presente tema e por se terem associado na organização do seminário à AIP, à Empordef, à Danotec, à Afcea-Portugal e à Pema.

É um bom exemplo de entendimento entre instituições que dedicam as suas actividades a áreas de interesse comum, em que somente através do esforço conjugado e do aproveitamento de sinergias se poderão alcançar bons resultados.

Será mais uma razão para me congratular o facto de o presente seminário incidir sobre o tema veículos aéreos não tripulados (UAV), domínio de relevante interesse para a Defesa e para a Segurança nacionais e que se inscreve num quadro muito alargado.

Pensemos, por exemplo, no combate aos incêndios, na vigilância das fronteiras, no combate à imigração clandestina e ao tráfego de droga e, ainda, na vigilância da zona económica exclusiva e fiscalização da pesca, bem como num vasto espectro de actividades civis.

Estou convicto de que as vossas reflexões no decorrer do seminário cruzarão pontos de vista e opiniões diversas que contribuirão para melhor identificar os contornos dos vários interesses, dificuldades e oportunidades que estão em jogo neste importante domínio.

O emprego dos UAV é já uma importante realidade em termos de Forças Armadas e Forças de Segurança de vários países, sendo frequente a sua utilização operacional em teatros de operações correntes, bem como num vasto leque de actividades no domínio civil.

É bem verdade que existem ainda fortes limitações e incertezas quanto à sua utilização em espaços aéreos não segregados, e é neste sentido que se reputa de extrema importância o trabalho que está a ser desenvolvido pela Agência Europeia de Defesa (EDA) no que respeita à identificação das questões e à definição dos requisitos de voo e de segurança em espaço aéreo.

É neste contexto que reconheço a importância do cruzamento de interesses do sector da Defesa com os domínios da Segurança e Civil, procurando-se assim através da convergência de esforços alcançar benefícios para as partes envolvidas, permitindo uma maior racionalização dos recursos investidos em particular o que respeita à I&D.

Embora não exista ainda uma estratégia nacional integradora dos interesses da Defesa, da Segurança e da Economia relativamente a veículos não tripulados, aéreos, terrestres ou submarinos, há já uma linha de acção estratégica no âmbito da Defesa, como veremos posteriormente, onde é evidenciado um claro apoio incondicional a todos os projectos na área dos veículos não tripulados.

Como demonstração desta intenção estratégica cito o apoio providenciado pela Defesa, concretamente na área dos veículos aéreos não tripulados, ao projecto de I&D Pitvant, Projecto que conta com a participação da Força Aérea Portuguesa e a Universidade do Porto, ao projecto FUAS (Future Unmanned Aerial Systems with a Joint Approach), com a participação da Marinha Portuguesa, a correr no âmbito da Agencia Europeia de Defesa.

Por outro lado, na área dos veículos submarinos não tripulados, está garantido o apoio da Defesa ao desenvolvimento do projecto de I&D Sseacon, que conta com a participação da Marinha Portuguesa e a Universidade do Porto, e que tem como objectivo o treino, demonstração e desenvolvimento de conceitos de operação com veículos autónomos de pequena dimensão.

Embora com incidência no âmbito civil, valerá ainda a pena mencionar o projecto que está a ser desenvolvido pelo Portuguese Aeronautical Industry Consortium [Consórcio da Indústria Aeronáutica Portuguesa] (PAIC), consórcio que inclui 8 empresas do sector aeronáutico, essencialmente pequenas e médias empresas, 3 centros de I&D (Investigação e Desenvolvimento) e a Associação Nacional de Indústria Aeronáutica (PEMA), em parceria com a Lockheed Martin no quadro do programa de contrapartidas associado ao contrato para a modernização dos aviões P-3 da Força Aérea Portuguesa.

Trata-se de um aliciante repto lançado à capacidade inovadora e engenho da indústria nacional que, estou confiante, suscitará o entusiasmo e empenho de todos os envolvidos neste projecto, e cujo desenvolvimento convirá acompanhar com toda a atenção. É um desafio entusiasmante, sobretudo para os nossos jovens engenheiros e cientistas e para as pequenas e médias empresas.

Meus Senhores e minhas Senhoras.

Desejo-vos um frutuoso trabalho e que o seminário tenha o sucesso que todos esperamos. Ficarei a aguardar com todo o interesse as vossas conclusões.

Palavras bonitas e expressões prometedoras, mas os anos passam e não surge nada de concreto.

JQT


Não surge nada de concreto o quê? Já ouviu falar do UAV civil Português império, que neste momento está a ser construído pelo grupo empordef e pelo grupo PEMA e que está a ser apoiado pela LM??? Conhece o Antex??? que se as coisas correrem bem vai começar a ser usado.
Um sistema completo UAV não se constroi de um dia para o outro é preciso ganhar experiência.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

 

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