Relativamente à presença oficial da SAAB nas recentes jornadas de engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho, e tal como havia adiantado, algumas informações sobre aquilo que falaram e apresentaram.
Nada de especial e desde já a nota de que o aqui relatado será apenas baseado nas intervenções/respostas deles, e não conclusões ou interpretações minhas.
Primeiro, a SAAB vê a aquisição do GRIPEN por Portugal como uma oportunidade única para desenvolver uma parceria significativa com integração de engenharia e da indústria nacional.
Portugal é o tipo de país que lhes interessa para este tipo de "aliança" por vários motivos, mas um deles achei interessante. A posição geográfica distante e por isso relativamente segura da linha da frente em caso de conflito, imagino que com a Rússia.
A ideia parece ser por-nos no projecto GRIPEN e seu desenvolvimento futuro como parceiro principal.
Não é à toa que andam a promover esta possibilidade em várias universidades do país.
Já quanto à leitura da situação actual no que diz respeito à aquisição do novo caça, assumem que o favorito será o F35, mas também que este não será de todo a melhor opção para Portugal.
Insistem nos custos e exigências operacionais muito superiores aos do GRIPEN, e na taxa de disponibilidade, reforçando que para a FAP poder operar um determinado número mínimo de caças permanentemente, esse factor será demasiado limitativo com o F35.
Agora o mais "picante" da conversa...
O conceito de "geração" é de relativa importância, sendo mais uma questão de marketing do que propriamente técnica.
E, neste caso, algo que a LM usa em seu favor comercialmente.
Por exemplo, destacam que o GRIPEN é provavelmente o caça actual mais avançado no que diz respeito à integração de IA, sendo também superior à concorrência (F35 incluido) noutros aspectos, não sendo a geração um factor limitativo.
E quando questionado sobre os planos da SAAB em produzir um G6 ainda foi mais longe, destacando que para a SAAB essa classificação não é o mais importante, mas sim continuar a desenvolver tecnologias que possam ser implementadas no GRIPEN ou em futuros modelos que os tornem mais eficazes, destacando que na IA estará um dos focos desse desenvolvimento para suprimir as limitações humanas em gerir a cada vez maior quantidade de informação que é disponibilizada aos pilotos.
De uma forma resumida, aquilo que foi que foi dito quer na palestra/apresentação de ontem, quer em conversas mantidas no stand na segunda.
Não se esqueçam que se tratou de uma audiência composta maioritariamente por jovens estudantes de engenharia, mais interessadas nas oportunidades de emprego do que propriamente nas capacidades militares do GRIPEN.
Só para finalizar, não deram qualquer indicação sobre se já existem propostas concretas ou sequer contactos com o governo.
Abraço