Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo

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Lightning

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #165 em: Junho 09, 2017, 11:07:42 am »
Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Pois, nem se tem falado no que o Exército tem em Tancos, para o Estado-Maior e as transmissões deve-se arranjar espaço do outro lado da estrada no Regimento? Ou Tomar? O Agrupamento Sanitário teria lógica ir para Abrantes, já que é lá que está o RAME (não conheço aquilo, não sei se tem capacidade).

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Dito isto e como eu não sou militar da FAP, para mim é tudo pacifico, mas não estou a pensar em quem tem família e casa nas imediações da dita Base Aérea...

Pois, não vai ser fácil, mas faz-se, os P-3 também foram para Beja. Mas aconselho as pessoas a esperar para ver, eu acredito quando vir as rodas lá a aterrar. Os P-3 quando foi decidido que teriam que sair do Montijo para dar espaço para o C-295, também tudo estava planeado para irem para Ovar, e à ultima hora viraram 180º.
 

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tenente

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #166 em: Junho 09, 2017, 11:14:17 am »
Uma notícia um pouco mais detalhada que as anteriores e com pormenores que não li nas mesmas.

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Força Aérea propõe manter Centro de Treino no Montijo
Dinheiro Vivo/Lusa 07.06.2017 / 19:50

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito.

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito, segundo o relatório sobre as implicações da instalação de um aeroporto civil no Montijo. Com a instalação do aeroporto complementar ao da Portela no Montijo, a FA propõe passar toda a operação para outras bases, mantendo no local apenas o atual Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea e a construção de um aeródromo de trânsito.

De resto, o relatório aponta para que toda a operação seja reorganizada e deslocalizada da base n.º 6 para outras unidades, com custos que a FAP (Força Aérea Portuguesa) estima em 372 milhões de euros, mais 21,7 de encargos relacionados com o Exército e a Marinha, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo. A instalação de um aeroporto complementar ao da Portela na base militar do Montijo implicará, em específico, um custo de 73 ME com a reativação de Tancos, 31 ME com a transferência de parte da operação para a base de Sintra e 05 ME para a base de Beja. A estimativa inclui uma despesa de 20 ME para a desativação do dispositivo na base n.º 6, Montijo, incluindo 6,5 milhões de euros para obras de estruturas da NATO ali sediadas.

O estudo, que foi entregue ao Governo no final de abril e hoje discutido, à porta fechada, na primeira parte da audição parlamentar ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, estima ainda 242 ME com custos relacionados com a deslocalização do Campo de Tiro de Alcochete, somando no total 372 milhões de euros. Fontes parlamentares adiantaram à Lusa que coube ao secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, responder às perguntas dos deputados, reforçando a ideia de que os custos previstos não poderão sair do orçamento do ministério da Defesa e de que terá de haver uma negociação.

Aos 372 milhões de euros para deslocalizar a operação, acrescem 21, 7 ME: a Marinha precisará de 14 ME para deslocalizar os seus helicópteros da base do Montijo para outra base [Sintra] e o Exército precisará de 7,7 ME para retirar o efetivo atualmente em Tancos. Na base de Tancos ficariam as esquadras de transporte militar, C-130 e C-295, e para a base de Sintra seriam transferidos os dispositivos de salvamento marítimo. No estudo, segundo fontes ligadas ao processo, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/forca-aerea-propoe-manter-centro-de-treino-no-montijo-e-aerodromo-de-transito/

O mais tardar em 2020/21 o Montijo vai ter de estar a operar como Aeroporto Civil, e, mesmo nessas datas já é muito tarde para que a Operação em LIS não sofra disturbios de grande monta, tal é a previsão de aumento de trafego para este e anos seguintes !!!!

As principais obras no Montijo irão passar pelo aumento em, pelo menos, 1000 Metros da 01/19 e reforço do PCN dessa pista, o que levará bem mais de um ano e meio a ser executado.
A Aerogare, se for de piso terreo, tendo cerca de 60 balcões de check-in, com o sistema de tratamento de bagagens no subsolo, chega e sobra para um máximo de capacidade por hora de cerca de 24 movimentos, aterragens/descolagens, não demorará tanto quanto as restantes estruturas, assim a NAV tenha o sistema que vai ter de desenvolver para os dois circuitos de aproximação/aterragens desenvolvido atempadamente para ser implementado, desde que não haja esperteza saloia metida ao barulho, pois para atrasos, com as implicações desta " envergadura " já basta o que basta.

A meu ver no ano de 2018 nada a quase nada irá ser feito no Montijo, pois estudos e mais estudos estarão na calha.....e os atrasos do costume irão emergir, daí a minha previsão apontar, a abertura da referida infra-estrutura aeroportuaria, mais para 2021 que 2020 o que vai sobrecarregar e muito a operação do actual aeroporto de Lisboa.

Os empurrões de barriga para a frente, que os nossos especialistas da treta deram nos últimos 10 a 15 anos, para não resolver este problema de falta de capacidade, dão este resultado !!

Abraços
« Última modificação: Junho 09, 2017, 11:16:28 am por tenente »
 
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #167 em: Junho 09, 2017, 11:18:11 am »
Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Pois, nem se tem falado no que o Exército tem em Tancos, para o Estado-Maior e as transmissões deve-se arranjar espaço do outro lado da estrada no Regimento? Ou Tomar? O Agrupamento Sanitário teria lógica ir para Abrantes, já que é lá que está o RAME (não conheço aquilo, não sei se tem capacidade).

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Dito isto e como eu não sou militar da FAP, para mim é tudo pacifico, mas não estou a pensar em quem tem família e casa nas imediações da dita Base Aérea...

Pois, não vai ser fácil, mas faz-se, os P-3 também foram para Beja. Mas aconselho as pessoas a esperar para ver, eu acredito quando vir as rodas lá a aterrar. Os P-3 quando foi decidido que teriam que sair do Montijo para dar espaço para o C-295, também tudo estava planeado para irem para Ovar, e à ultima hora viraram 180º.

Na aviação o chamado backtrack  ;) ;) ;) ;) ;) ;)
 

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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #168 em: Junho 09, 2017, 03:26:40 pm »
Hoje no Diário de Notícias.

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Ministérios divergem sobre Campo de Tiro de Alcochete
09 DE JUNHO DE 2017 01:28

Força Aérea quer área de treino analisada "desde o início" do processo de abertura do Montijo à aviação civil, mas Planeamento afasta liminarmente a hipótese

O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas reagiu com desagrado à posição assumida pela Força Aérea (FA) sobre a desativação do Campo de Tiro de Alcochete (CTA), no âmbito do processo de criação no Montijo do aeroporto complementar ao da Portela, reafirmando que essa hipótese "não está em equação"."Nenhum estudo realizado até agora - incluindo o relatório do Grupo de Trabalho (de 30 de junho de 2016), do qual fez parte a Força Aérea - conclui pela necessidade de desativação do CTA", declarou ontem ao DN fonte oficial do Ministério de Pedro Marques, que tutela o dossiê. O estudo da FA sobre os impactos da abertura da base do Montijo (BA6) à aviação civil, a pedido do Ministério da Defesa e já entregue no Parlamento, é claro: "Face aos constrangimentos" de usar o CTA, que acarretarão a "impossibilidade de operação militar nos termos atuais" daquela infraestrutura a prazo, "este assunto deverá fazer parte do processo inerente à implementação do aeroporto complementar do Montijo desde o seu início".

Não, responde o Planeamento: "Essa medida não está em equação, sendo assegurado pela navegação aérea civil [a empresa NAV] a disponibilidade do espaço aéreo afeto ao CTA sempre que necessário para a realização de exercícios militares, conforme procedimentos operacionais já hoje em vigor."O CTA destina-se a garantir que as Forças Armadas (portuguesas e estrangeiras), as Forças e Serviços de Segurança e as indústrias de Defesa ali possam treinar e fazer testes. A unidade serve ainda como armazém de material de guerra e a FA estima o custo da sua deslocalização em 242 milhões de euros.

As largadas em alta altitude (até aos 24 mil pés) de armamento real e o treino de tiro ar-solo pelos F-16, bem como tiro direto e indireto com sistemas de armas e equipamento terrestre fazem-se numa área que "é vital" para a Defesa. Daí a FA ser taxativa: "O CTA é, atualmente, uma infraestrutura fundamental, crítica e indispensável ao país e particularmente à Força Aérea, sem a qual impossibilita o treino, a qualificação e a manutenção das qualificações operacionais" dos pilotos dos F-16, assim como a "satisfação dos compromissos nacionais e internacionais assumidos" na NATO ou UE.

O Ministério da Defesa disse ao DN que "o estudo tem de ser considerado e corresponde ao que foi pedido" à FA por Azeredo Lopes. "É um contributo imprescindível para se construir uma boa solução", mas "não [se coloca a] questão de o ministro subscrever" o documento, até porque os 242 milhões de euros de mudar o CTA foram estimados há uma década e não resultam de uma avaliação atual. Note-se que a Defesa continua a declarar que não será o seu orçamento - leia-se o da FA - a financiar as mudanças impostas pela abertura do Montijo à aviação civil e como complemento da Portela.

Restrições aéreas sobre o CTA

A FA nota também que o estudo sobre a gestão de tráfego aéreo em Lisboa, feito pelo Eurocontrol, "prevê que no espaço à vertical do CTA [...] a altitude de 9000 pés já seja utilizado pela aviação civil", pelo que essa restrição de uso até aos 24 mil pés "inviabiliza a largada de armamento ar-solo, de precisão e não precisão, real e de treino, efetuada a altitudes acima dos 9000 pés e até" àquele limite, "cuja disponibilidade (de espaço aéreo) é essencial para a realização do perfil de voo previsto". Segundo fontes ouvidas pelo DN, a FA incluiu no estudo registos de uso do CTA entre 2004 e 2016 que revelam "a predominância da utilização desta área até aos 24 mil pés de altitude, o que representa um rácio acima de 80% da atividade operacional" naquele campo de tiro.

Quanto aos 130 milhões de custos estimados pela Força Aérea para adequar o seu dispositivo, "ainda que nalguns casos careçam de fundamentação e aprofundamento, estão em linha com o esperado", adiantou o Ministério do Planeamento ao DN. Isso permite "manter o pressuposto de construção do aeroporto complementar do Montijo sem encargos para o Estado", acrescentou fonte oficial.

http://www.dn.pt/portugal/interior/ministerios-divergem-sobre-campo-de-tiro-de-alcochete-8548881.html
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #169 em: Junho 22, 2017, 10:39:03 am »
Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Pois, nem se tem falado no que o Exército tem em Tancos, para o Estado-Maior e as transmissões deve-se arranjar espaço do outro lado da estrada no Regimento? Ou Tomar? O Agrupamento Sanitário teria lógica ir para Abrantes, já que é lá que está o RAME (não conheço aquilo, não sei se tem capacidade).

Beja? O Regimento pertence à BrigRR, mas não tem unidade operacional.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #170 em: Junho 22, 2017, 08:03:30 pm »
Beja? O Regimento pertence à BrigRR, mas não tem unidade operacional.

O que queres por em Beja? O agrupamento sanitário?
Eu pensava que aquilo era o alojamento do pessoal do exército nos exercícios por aquelas bandas ;D.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #171 em: Junho 23, 2017, 11:06:33 am »
Beja? O Regimento pertence à BrigRR, mas não tem unidade operacional.

O que queres por em Beja? O agrupamento sanitário?
Eu pensava que aquilo era o alojamento do pessoal do exército nos exercícios por aquelas bandas ;D.

Estava a falar do Estado Maior da Brigada e da Companhia de Transmissões. Dúvido que o Exército escolha um dos Regimentos de uma das Tropas Especiais que a integram.

O Agrupamento sanitário não é algo que eu esteja a debruçar-me e muito sinceramente por mim até ficava onde está.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #172 em: Junho 23, 2017, 06:55:04 pm »
Entretanto nos Açores...

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Parlamento dos Açores chumba recomendação para ampliar estacionamento da aviação civil
Lusa/AO Online /  Regional /  21 de Jun de 2017, 19:34

O parlamento dos Açores chumbou hoje uma recomendação do PSD para que o Governo Regional, do PS, desencadeasse nesta legislatura todos os procedimentos para a ampliação da placa de estacionamento da aviação civil nas Lajes, ilha Terceira.
 
O PS, partido maioritário na Assembleia Legislativa Regional, votou contra, PCP e BE abstiveram-se, enquanto PSD e CDS-PP votaram favoravelmente. Na apresentação do projeto de resolução, na sede do parlamento, na Horta, ilha do Faial, Luís Rendeiro (PSD) considerou que esta é muito mais do que uma recomendação para que se faça uma obra, mas antes “um ato político clarificador que colocará cada interveniente eleito no seu lugar, separando aqueles que honram os compromissos assumidos com as populações daqueles que falham os compromissos, enganam e têm lealdades de ocasião e de fação”.

“A ampliação da placa C [destinada à aviação civil] é um dos poucos compromissos políticos assumidos pelos três maiores partidos desta casa [PS, PSD e CDS-PP]”, salientou Luís Rendeiro. No debate que se seguiu, o deputado comunista João Paulo Corvelo declarou que se impõe que o aeroporto “sirva adequadamente” as necessidades da aviação civil e militar, sem esquecer “a relevantíssima missão” da Força Aérea Portuguesa na busca e salvamento, e evacuações médicas. Já para Paulo Mendes, do Bloco de Esquerda, a proposta social-democrata “prova, de facto, o real inconseguimento da compatibilização entre a utilização militar e uma utilização civil” da base.

O secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias, referiu estar em curso um processo de certificação da pista através de um grupo de trabalho criado para tratar de um conjunto de questões que permita agilizar a sua utilização para operações civis. Berto Messias adiantou que foi definido um ‘timing’ de dois anos, a contar de 27 de julho de 2016, para concluir este processo, sendo que o Governo dos Açores, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, defende que dele “resulte uma agilização e flexibilização da utilização civil da pista das Lajes”.

O governante explicou que, “neste momento, a placa C responde a 98% das solicitações” aéreas que são feitas, destacando que o atual Governo da República, do PS, em um ano e meio fez mais do que o anterior Governo da República (PSD/CDS-PP) em quatro anos sobre esta matéria”, para acrescentar que neste último esteve como secretária de Estado da Defesa Berta Cabral (ex-líder do PSD/Açores). “Julgamos que neste momento, e nesta fase, a proposta [do PSD] não acrescenta nada ao processo de certificação que está a decorrer”, sublinhou.

Na resposta, Luís Rendeiro notou que, em 2006, o então presidente do Governo dos Açores, o socialista Carlos César, “defendeu que a placa devia ser aumentada”. Por seu turno, a deputada do PS Mónica Rocha realçou “não haver queixas por parte das companhias” aéreas, que “estão satisfeitas” com a “boa gestão da aerogare e com o espaço em si”.“Desvalorizar a certificação é incoerente e insensato”, afirmou, para sublinhar que é igualmente necessária “coerência na gestão do erário público”.

O líder parlamentar dos centristas, Artur Lima, declarou que o projeto de resolução do PSD “não diz rigorosamente nada a não ser copiar - mas mal - aquelas que têm sido as posições do CDS-PP de defesa desta infraestrutura”, considerando a iniciativa “mal-intencionada” porque defende a necessidade de “aumentar a placa, mas onde e como não diz”.

http://www.acorianooriental.pt/noticia/parlamento-dos-acores-chumba-recomendacao-para-ampliar-estacionamento-da-aviacao-civil
Saudações Aeronáuticas,
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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #173 em: Junho 24, 2017, 12:24:44 pm »
Estava a falar do Estado Maior da Brigada e da Companhia de Transmissões. Dúvido que o Exército escolha um dos Regimentos de uma das Tropas Especiais que a integram.

Para ser imparcial, estou a perceber.

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O Agrupamento sanitário não é algo que eu esteja a debruçar-me e muito sinceramente por mim até ficava onde está.

Mas se o aeródromo voltar a ser uma Base Aérea da FAP, será que pode?
 

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nelson38899

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #174 em: Junho 24, 2017, 02:33:28 pm »
Fala-se tanto de Tancos,  o aeródromo de maceda, não poderia servir para o C130 e c295, ou até para o helis do FAP.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 

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perdadetempo

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #175 em: Julho 13, 2017, 07:53:03 pm »
Noticia sobre a sessão de debate da ADFERSIT (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes) sobre a opção Montijo.

Apresenta várias questões práticas que aparentemente continuam sem resposta.

http://revistacargo.pt/sessao-adfersit-solucao-montijo/

Cumprimentos,
 

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mafets

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #176 em: Julho 19, 2017, 09:22:48 am »
https://newsavia.com/desenho-do-novo-aeroporto-no-montijo-surpreende-responsaveis-da-fap/
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Desenho Do Novo Aeroporto No Montijo Surpreende Responsáveis Da FAP
18/07/2017No CommentsAeroportos, Aviação Comercial, Aviação Militar, Destaques - Aviação Comercial, Destaques - Aviação Militar, Portugal - Aeroportos, Portugal - Aviação MilitarRedacção 2
O chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa (FAP) manifestou nesta terça-feira, dia 18 de julho, surpresa face ao desenho da pista do previsto aeroporto civil na base do Montijo, apresentado pela ANA, empresa gestora dos aeroportos nacionais.

O general Manuel Rolo respondia aos deputados na comissão parlamentar de Defesa Nacional, numa audição centrada no relatório da FAP sobre as implicações da construção de um aeroporto civil na Base Aérea n.º 6, no Montijo.

O estudo feito pela FAP, e já entregue ao Ministério da Defesa Nacional, aponta para “fortes constrangimentos” na operação da Força Aérea num cenário em que é expetável que o número de 24 movimentos/hora seja ultrapassado em 2025.

O general referiu existirem a curto prazo “severas restrições operacionais”, o que aconselha a deslocalização das esquadras para outras bases, mantendo o centro de treino e um aeródromo de transporte militar.

Contudo, mesmo este cenário pode estar em causa face ao desenho da pista apresentado pela ANA numa conferência sobre o novo aeroporto realizada nesta terça-feira, dia 18 de julho, na Assembleia da República, em Lisboa.

 

Chefe de Estado-Maior da FAP viu o desenho pela primeira vez

Manifestando “surpresa” e admitindo ter sido a primeira vez que tomou conhecimento do novo desenho da pista prevista pela ANA, o general Manuel Rolo disse que, a concretizar-se, “obriga a encontrar outras alternativas”.

“Nesta modalidade, e neste formato da pista, temos de repensar tudo isso”, disse, considerando ainda que com a dimensão prevista pela ANA “é capaz de absorver voos de longo curso”.

“Provavelmente, teremos que viver em situação de contingência até as obras concluídas”, disse, prevendo “mexida em redes de energia” e deslocalização dos paióis ali existentes.

O general disse que, face à opção política por um aeroporto civil na base militar do Montijo, as propostas contidas no relatório constituem também uma oportunidade para “recentrar o dispositivo e adequá-lo às necessidades do país”.

Como exemplo, o general Manuel Rolo disse que se a FAP vier a ter, como prevê o governo, a capacidade de combate a incêndios, será mais útil que os meios estejam concentrados no centro do país, garantindo maior capacidade de resposta, e não na base do Montijo.

O general afirmou que se o plano para a deslocalização das esquadras for aceite pela tutela – com um custo de cerca de 130 milhões de euros – a FAP “voltará a ter a todas as condições para garantir o cabal cumprimento da missão” com “infraestruturas mais adequadas”.

“Quem suportará os custos, não faço a mínima ideia”, disse, afirmando acreditar que será encontrada uma solução “até pela forma como a proposta viabiliza um desígnio nacional”.

 

Obras do novo aeroporto serão incompatíveis com a atividade da Força Aérea

Na audição, o CEMFA assumiu que algum “défice de informação” entre a FAP e a ANA, que espera ver ultrapassado.

Questionado sobre se já existe alguma resposta do Ministério da Defesa sobre o relatório, o general disse que “a FAP ainda não tem um despacho” com uma decisão definitiva mas sim um despacho a promover a ligação com as outras entidades envolvidas.

Na audição, o deputado do PS Ascenso Simões admitiu que o relatório deixa “preocupações para o futuro”.

“No dia em que o Governo decidir instalar o aeroporto civil, termina nesse mesmo dia a operação da Força Aérea. Não vale a pena inventarmos nenhuma possibilidade de convívio entre obras e a operação da Força Aérea”, defendeu.

O general Manuel Rolo disse concordar que a partir do momento em que as obras se iniciem no Montijo a operação da FAP fica “fortemente condicionada”.

“O relatório procurou retratar algum nível de urgência para que haja uma decisão definitiva nesta matéria”, visando um planeamento atempado da deslocalização, disse Manuel Rolo.

 

Texto distribuído pela agência de notícias portuguesa ‘Lusa’


Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Charlie Jaguar

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #177 em: Julho 20, 2017, 12:24:13 pm »
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Deslocalizar Força Aérea do Montijo custará 130 milhões nos próximos cinco anos
18/7/2017, 13:21 LUSA

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, estimou que se gastem 130 milhões de euros, nos próximos cinco anos, na deslocalização de atividade militar para transformar a base.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, estimou esta segunda-feira que se gastem 130 milhões de euros, nos próximos cinco anos, na deslocalização de atividade militar para transformar a base do Montijo em aeroporto complementar. [Os custos de 130 milhões de euros] diria que isso teria que acontecer nos próximos cinco anos ou seja quando o Montijo estiver a operar em pleno, com mais de 12 movimentos, já perto dos 18 movimentos por ano, teoricamente a Força Aérea já teria que estar nas suas bases”, explicou o militar, à margem da conferência sobre o novo aeroporto, a decorrer esta terça-feira na Assembleia da República.

Segundo a sua proposta, a Força Aérea pretende que as “obras acontecessem em simultâneo: enquanto se está a construir a infraestrutura civil, estar-se-ia a construir a infraestrutura militar e a renovação das infraestruturas em outras bases“. Aos jornalistas, o militar precisou estarem em causa dois custos diferentes: “Há os custos da deslocalização para outras unidades para o cumprimento da sua missão, o que ronda os 130 milhões de euros, e depois há os custos da deslocalização do campo de tiro [de Alcochete], de uma cifra mais significativa, na ordem dos 240 milhões de euros, mas que não se antecipa que tenha de ser feito já”. Os 240 milhões de euros poderão ser desembolsados “para lá de 2023/2024”, acrescentou, referindo que deverá ser possível compatibilizar o uso do campo militar de tiro, “com a ajuda da NAV”, por ser necessário desviar o tráfego aéreo civil para “salvaguardar os períodos de tiro mais específico”.

Quando houver os 24 movimentos [de aviões] será praticamente impossível que isso aconteça [a compatibilização entre voos civis e atividade militar]”, referiu o Chefe de Estado Maior da Força Aérea. O militar precisou que a proposta da Força Aérea explicita “todos os constrangimentos” face ao aumento do número de movimentos, cujo “crescimento é exponencial”, pelo que “tem de se encontrar as soluções de forma mais rápida”: A Força Aérea terá que sair mais cedo do que eventualmente se poderia ter pensado”. Manuel Teixeira Rolo referiu ainda que compensações à NATO estão já cifradas e que se houver uma deslocalização para Tancos as “despesas relacionadas com infraestruturas” naquele local já “acomodam essa circunstância”. O que temos é que continuar a disponibilizar à NATO um espaço e uma aérea suficiente para eles continuarem a operar e para se continuar a assegurar os compromissos que estão assumidos pelo Estado português”, concluiu.

A parte dos custos “terá agora de ser pensada”, nomeadamente com o Estado a negociar com a ANA (gestora dos aeroportos nacionais), que recebe taxas aeroportuárias, como “é que os custos adicionais, que são subordinados à deslocalização da Força Aérea como serão suportados”. A proposta da Força Aérea foi entregue ao Ministério da Defesa, com o militar a referir estar “feito o trabalho a montante”, assim como a coordenação com o Exército, “que não põe qualquer objeção à reativação de Tancos”. Dentro da área da Defesa Nacional, o assunto está resolvido”, garantiu.

Depois da sua intervenção na conferência parlamentar, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu que o “trabalho está muito avançado da parte da Força Aérea, um estudo sobre as condições para manterem a operacionalidade de forma adequada e partilharem aquela infraestrutura com a utilização civil”. Este é um trabalho muito detalhado e feito com muito rigor e foi ao encontro do trabalho realizado em 2016 como poderíamos partilhar a infraestrutura militar e civil e nesse sentido demos mais um passo muito importante para a realização desta solução”, afirmou. Em fevereiro, Governo e a ANA assinaram um memorando para aprofundar o estudo para a transformação da base aérea militar do Montijo como aeroporto complementar de Lisboa.

ANA afirma capacidade de crescimento do aeroporto do Montijo

O presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal, Carlos Lacerda, assumiu esta terça-feira que poderá haver no futuro mais uma pista no aeroporto do Montijo, mas que, por agora, os trabalhos serão de reforço do piso e aumento da pista existente. Na conferência sobre o novo aeroporto, a decorrer no parlamento, o responsável explicou que o plano atual é “beneficiar a pista já existente”, mas perante a eventualidade de necessidade de crescimento no futuro, “a configuração da base aérea” permite mais uma pista.“Mas não há intenção de ir construir já uma pista nova”, uma vez que os projetos são de reforçar o piso e aumentar em cerca de 350 metros a atual, de 2.147 metros, segundo Lacerda, que afirmou que a “solução do Montijo tem capacidade de crescimento”. A ideia de que estamos limitados pelo tamanho da pista ou por qualquer outro constrangimento não é verdade”, garantiu. O responsável informou ainda que se “está a entrar em muito mais detalhe” no estudo ambiental do Montijo, que “irá ser concluído no final do ano”.

Durante a conferência, Carlos Lacerda explicou que a solução do Montijo enquanto aeroporto complementar em Lisboa é “melhor” por ser a hipótese “mais rápida, mais barata e a que tem menos riscos de operacionalizar pela sua proximidade a Lisboa”. Lacerda explicou ainda que esta solução mais barata possibilitará “taxas aeroportuárias mais agressivas”, no sentido de competir com outros aeroportos. No final da conferência, aos jornalistas, o presidente garantiu a disponibilidade para dialogar com a Força Aérea, nomeadamente na “transmissão de informação sem constrangimentos”.

http://observador.pt/2017/07/18/deslocalizar-forca-aerea-do-montijo-custara-130-milhoes-nos-proximos-cinco-anos/
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

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               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 

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Lightning

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #178 em: Setembro 24, 2017, 09:18:32 am »
Militares dão luz verde a aeroporto no Montijo
http://www.dn.pt/portugal/interior/militares-dao-luz-verde-a-aeroporto-no-montijo-8793362.html

Citar
Posições da Marinha e do Exército foram transmitidas à Força Aérea no estudo sobre a abertura da Base Aérea do Montijo à aviação civil.

 

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Get_It

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Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
« Responder #179 em: Setembro 24, 2017, 10:17:40 am »
O Comando da Brigada de Reacção Rápida vai para Évora? Isso é para evitar ter de recuperar/modernizar as instalações em Tancos para a Companhia de Transmissões?

Basicamente, quanto à FAP não tem nenhum surpresa. É o que já tinham proposto e discutido aqui inúmeras vezes. No entanto, ainda estava na expectativa que poderiam encontrar alguma solução para manter os EH-101 e os Lynx no Montijo e evitar ter de mover toda a infraestrutura de apoio.

É agora dado um fim à BA5 e à reactivação da BA3. Vamos ver o impacto social que vai ter mover as esquadras e o aumento de pessoal em Tancos.

Off-topic: lá está a imprensa a impingir os 390. ;D Ninguém perguntou por eles nem levantou questões quanto a eles. Mas lá estão eles mencionados...

Cumprimentos,
« Última modificação: Setembro 24, 2017, 10:24:01 am por Get_It »
:snip: :snip: :Tanque:
 
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Petição: TROPAS PÁRA-QUEDISTAS, PARA A FORÇA AÉREA!

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