CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa

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Re: CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa
« Responder #90 em: Dezembro 18, 2016, 10:46:51 pm »
Cidadãos ou cobaias?
(18 de Dezembro de 2016)
Citação de: Octávio dos Santos, Público
Não mereceram muitas referências na comunicação social nacional – o PÚBLICO, através de Nuno Pacheco, foi uma (expectável e louvável) excepção – as declaraçõesno passado mês de Outubro, e em pelo menos duas ocasiões, por Murade Murargy, anterior secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa  (entretanto substituído no cargo por Maria do Carmo Silveira),  referentes aos objectivos e às actividades daquela organização em geral, e, ao dito «acordo ortográfico [AO] de 1990» em particular…

(...)

Embora em Portugal, e ao contrário de Angola e de Moçambique, que se recusam – felizmente, e esperemos que definitivamente – a recuar no tempo, a regredirem enquanto nações, esse novo «Estatuto do Indigenato» tenha entrado efectivamente (?) em vigor, por via da famigerada Resolução da Assembleia da República Nº 35/2008, de 29 de Julho. Para a revogar, para a repelir, para – literalmente – a rasgar, e, assim, as pessoas deste país deixarem de ser peões de interesses que lhes são estranhos e/ou externos, de serem cobaias em duvidosas «experiências filo(i)lógicas» dirigidas por pervertidos protegidos pelo poder político, e porque não basta que Murade Murargy dê a sua «autorização», há que assinar e concluir a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – que, não, não só não «morreu» como está bem viva e se recomenda.

Rui Valente, o meu colega da ILCAO e desta agora líder, em artigo publicado neste jornal a 1 de Outubro, em várias mensagens que tem enviado, e no novo sítio da Iniciativa, tem esclarecido o porquê e o como da (renovada) missão: «a Assembleia da República aprovou, no passado dia 20 de Julho, alterações importantes à Lei 17/2003, que regula as Iniciativas Legislativas de Cidadãos: deixa de ser necessário o número de eleitor, passando a ser necessária a data de nascimento; o número de assinaturas necessário para uma ILC baixa de 35.000 para 20.000; além da subscrição tradicional em papel, as assinaturas passam a poder ser recolhidas também por via electrónica. Neste contexto, ficam a faltar-nos “apenas” 5.000 assinaturas para que consigamos o nosso objectivo de entregar a ILC no Parlamento. Em face desta nova realidade, a ILCAO mobilizou-se, criando um formulário que permite subscrever a Iniciativa sem necessidade de papel, envelopes ou selos do correio. Basta ir a http://ilcao.com/?page_id=19213 e submeter os seus dados, utilizando para tal um endereço de e-mail válido.»

Se antes poucos motivos existiam para não agir, agora ainda menos – ou nenhum – há. É mais do que tempo de acabar com esta atroz aberração, esta aviltante abominação. Definitivamente.
Fonte: https://www.publico.pt/2016/12/18/culturaipsilon/noticia/cidadaos-ou-cobaias-1755049

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Re: CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa
« Responder #91 em: Fevereiro 21, 2018, 04:16:46 pm »
Parlamento discute saída de Portugal do Acordo Ortográfico

O Parlamento discute na tarde desta quarta-feira uma petição e uma proposta do PCP relativa à saída de Portugal do Acordo Ortográfico.



O Parlamento discute na tarde desta quarta-feira uma petição e uma proposta do PCP relativa à saída de Portugal do Acordo Ortográfico.

No projeto de resolução, o PCP considera que o Acordo Ortográfico foi ” caracterizado indubitavelmente por uma insuficiência da maturidade e da democraticidade de todos os processos conducentes à sua adoção”.

No documento lê-se ainda que o Acordo Ortográfico “foi preparado em contextos alheios à população, distantes da comunidade académica e literária, sem acolher grande parte dos contributos que foram produzidos por setores vários da sociedade”.

Os comunistas recomendam, por isso, “o recesso de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990, acautelando medidas de acompanhamento e transição, a realização de um relatório de balanço da aplicação do novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa e uma nova negociação das bases e termos de um eventual Acordo Ortográfico”.

Além da proposta do PCP, vai estar em debate uma petição entregue por António Arnaut e que conta com assinaturas de nomes como Bagão Félix, António Lobo Antunes, Eduardo Lourenço, Mota Amaral, Pacheco Pereira, Ribeiro e Castro, Júlio Isidro, Manuel Alegre, Maria Filomena Mónica, Miguel Sousa Tavares, Richard Zimler ou Rui Veloso, entre outros.

Organizações como a Sociedade Portuguesa de Autores, Associação Nacional de Professores de Português e o Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa também se encontram entre os subscritores da petição, que tem mais de 20 mil assinaturas.

O movimento, auto-intitulado “Cidadãos contra o Acordo Ortográfico”, defende que o acordo “é um fiasco político, linguístico, social, cultural, jurídico e económico”, e sublinha que ainda só é aplicado em três dos países que o assinaram.

Os peticionários afirmam também que o acordo “deu origem a aberrações linguísticas da maior gravidade” e teve “efeitos opostos aos que se propunha atingir: não uniu, não unificou e não simplificou”.

Os subscritores da petição apresentam ainda dezenas de exemplos e argumentos para explicar que o Acordo Ortográfico não só criou confusão na maioria das alterações que introduziu como também não teve qualquer impacto nos fatores que efetivamente distinguem as variantes do Português, como as diferenças lexicais, sintáticas e semânticas.

http://observador.pt/2018/02/21/parlamento-discute-saida-de-portugal-do-acordo-ortografico/#comment-post-2507987-1829668

É a primeira vez que me lembro, de ter a mesma opinião que o PCP!!!!!!!
 
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Re: CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa
« Responder #92 em: Fevereiro 21, 2018, 08:44:23 pm »
O ridículo nesta história toda é quando se se lembraram de assinar o acordo a grande maioria das "indigências/intelegências" deste país deixaram-se estar  sossegadas enquanto o Lula e o Cavaco se entretinham a pôr a cruz no papel ou posteriormente quando da entrada em vigor do acordo em 13 de Maio de 2009. Só quase 9 anos depois e uns milhares de criancinhas a aprender a escrever pataratuguês é que se lembram disso.

Enfim mais vale tarde que nunca????

Cumprimentos,
 

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NVF

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Re: CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa
« Responder #93 em: Fevereiro 22, 2018, 05:04:56 pm »
E se juntares a isso tudo que o acordo é de 1990, i.e., demorou 19 anos a ser posto em prática e durante esse período não conseguiu ser parado, então tudo se torna ainda mais ridículo.
Talent de ne rien faire
 

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Lusitano89

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Re: CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa
« Responder #94 em: Setembro 03, 2019, 12:13:45 pm »
Acordo ortográfico debatido no Brasil


 

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Re: CPLP acordo ortográfico da língua portuguesa
« Responder #95 em: Agosto 30, 2020, 07:44:10 pm »
Mais um episódio que demonstra a capacidade dos nossos políticos em defenderem os seus interesses e todo o trabalho que é feito fora do olhar do povo.

O fim da istória
Citar
Ao que parece, o assunto foi mais uma vez adiado, desta vez para Setembro de 2020. Pois bem, aí está Setembro, veremos. Isto se houver alguma coisa para ver, claro, o que a suceder seria um verdadeiro milagre, sobre o qual (mesmo que tenha de abrir uma excepção absoluta, porque nunca aposto em nada e muito menos em algo que valha coisa nenhuma)  aposto 1 € em que não, não vai haver seguimento algum.

Não carece o apostador de possuir algum tipo de poderes de adivinhação, basta ler os documentos atinentes paridos pela Comissão de Cultura e Comunicação, à qual o texto foi distribuído para verificação dos respectivos requisitos formais e legais, primeiro, e depois o “parecer” (este é vinculativo, pelos vistos, mais um mistério de S. Bento) da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Está visto e atestado para que serviu e como “funcionou” a chamada “casa da democracia” tuga, em especial no que à ILC-AO diz respeito; ou seja, na prática e em descrição sumária, um contínuo e muito mal disfarçado empurrar com a barriga tentando esconder a própria existência da Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela Revogação da RAR 35/2008. Não cabe aqui, ao menos para já e para que não nos dispersemos quanto à essência dos mais recentes não-acontecimentos, qualificar com exemplos a total e absoluta inutilidade da chamada “democracia directa” segundo os preceitos constitucionais e de acordo com o statu quo político-partidário estabelecido: na minha opinião, o regime que vigora nesta novel estância balnear brasileira é uma autocracia de dois partidos que se revezam no Poder e que partilham entre si, estando no Governo ou na chamada “oposição”, todos os esquemas que sirvam os interesses (gerais, empresariais e particulares) de ambos.

Concretamente, no caso da ILC-AO, a sentença desarrolhada pela Comissão de Assuntos Constitucionais, “a pedido” da Comissão regulamentar, serviu apenas para maquilhar — com camadas de uma espécie de pó de arroz constitucional — a recusa liminar da aceitação da Iniciativa para qualquer tipo de seguimento parlamentar. Aliás, não só da recusa da aceitação como da admissão para discussão em plenário: a ILC-AO, liquidada com um tiro na nuca por um tipo qualquer da Comissão onde estão as pistolas, passará assim não à História, ao menos por ter sido a primeira (e última?) iniciativa cidadã genuína alguma vez promovida em Portugal, mas, pelo contrário, apenas passará a ser mais um monte de papeis em qualquer vão de escada do arquivo morto parlamentar. E até que venha o camião da reciclagem lá ficará tudo entregue ao pó, todo o lastro físico da ILC, pressupostos, texto do Projecto de Lei, caixotes com 22 000 assinaturas, centenas de mensagens dos subscritores. correspondência oficial trocada com a Assembleia e respectiva tramitação.

O truque/golpe final, foi “alegar” que a ILC-AO é inconstitucional porque iria interferir num Tratado internacional, matéria da exclusiva competência do Governo. Já anteriormente os acordistas e seus agentes tinham conseguido o objectivo primário (empurrar o assunto o mais possível no tempo até que por inércia se estabelecesse o AO90 como facto consumado) e com isso puxaram a questão, a discussão pública, o interesse dos “média” e a dedicação de inúmeros ingénuos, à mistura com alguns infiltrados, para uma teórica polémica ortográfica — um absoluto contra-senso, já que o AO90 de ortográfico nada tem — desviando assim as atenções do que verdadeiramente não querem que se saiba: por que bulas surgiu o AO90, que interesses económicos e geopolíticos estão subjacentes, quem foram os verdadeiros artífices de tão aberrante experiência de engenharia social (não foram os “linguistas” que deram a cara pela aberração, pobres diabos, esses eram só vaidosos patológicos).

[continua]
Fonte: https://cedilha.net/ap53/2020/08/o-fim-da-istoria/

O povo manso continua ingénuo como sempre. Hoje foi definitivamente a língua, já começa a ser o direito ao porte de arma e depois de amanhã veremos o que será. Impressionante como esta estratégia de "empurrar com a barriga" funciona tão bem - bom exemplo disso na defesa é a Marinha.

Cumprimentos,
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