BI Paraquedista - Organização/ Equipamento/ Doutrina

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LM

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BI Paraquedista - Organização/ Equipamento/ Doutrina
« em: Janeiro 29, 2007, 02:07:28 pm »
Gostava de colocar algumas questões sobre os nossos BIP, em especial depois do que escrevemos no tópico "Paras no Afeganistão":

a) Qual a organização actual/ equipamento (até ao escalão secção) dos BIP e qual a evolução previsível (ie, já aprovada em LPM)

b) Se não houver uma alteração drástica nos gastos militares (ie, sonhar, mas com limites) qual a alterações que defendem na estrutura dos BIP?

c) Como devem ser consideradas possíveis "forças de apoio" (morteiros 120mm, obuses 105mm, engenharia, AA, AT,sniper .50, sniper 7,62, reconhecimento, etc)? Algumas ou todas ou nenhumas (quais) fazerem parte da orgânica do batalhão ou de uma unidade externa ou colocadas "ad hoc" conforme necessidades...?

d) Existe a figura de "Designated Marksman"
(http://en.wikipedia.org/wiki/Designated_marksman) nos BIP? Há planos para haver? Parece-me um excelente multiplicador de poder de fogo e, claro, com um "custo" incomparavelmente menor que o de um sniper dedicado.
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Duarte

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« Responder #1 em: Janeiro 29, 2007, 05:54:45 pm »
Pelo que sei é esta:

Comando e Estado Maior do Batalhão
1 Companhia de Comando e Serviços (CCS)  

3 Companhias de Atiradores (Cat 11, 12, 13)
O seu armamento principal é constituído por Esp. aut. Galil, MG3, Morteiros 60mm (3 por companhia) e Canhões Carl Gustav (3 por companhia)

1 Companhia de Apoio de Combate (CAC)
Browning 12,7mm; Lança-Granadas Santa Barbara; 6 Morteiros 81 mm; 6 Postos de Tiro Milan (Possuem Câmaras Térmicas MIRA)

Com o fim da CACarro acho que cada BIPara deve ter recebido 6 a 9 postos de tiro Milan extra, mas não sei ao certo.
 

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Miguel

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« Responder #2 em: Janeiro 29, 2007, 07:05:07 pm »
Duarte

Pelo aquilo que ouvi cada companhia de atiradores, vai ter o seu pelotao anticarro com 6 postos de tiro milan e lança granadas LAG

A companhia de apoio fogo desaparece e fica apenas o Batalhao articulado em

CCS( com os pelotoes morteiros,Logistica,Medical,Comando..)
e 2 ou 3 Companhias de Atiradores(depende dos efetivos disponiveis..)

Penso que o pelotao de apoio de cada companhia de atiradores, vai ficar estruturado em 3 seccoes de 2 Hummer ou Land Rover cada um equipado com Milan ou Lança Granadas

Os pelotoes de atiradores devem estes ficar apenas equipados com armas ligeiras G36 Metrelhadoras 7,62mm e Laws

Os carl Gustav vao acabar para o DGME.

Anos atraz eu tinha proposto esta oraganizaçao com o Papatango no Forum Defesa  :idea:
 

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Wad_Ras

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« Responder #3 em: Janeiro 30, 2007, 10:13:32 am »
Bom Dia.

Lamento, mas ainda hoje não percebo estas reorganizações de unidades, e nas nossas forças armadas variam tanto e algumas com tão pouca qualidade... Penso que algumas não serão por falta de orçamento mas por falta de competência das pessoas que as fazem.

Os milan passam para as companhias? ficámos com uma poletão de armas pesadas com lg e milan!  e os morteiros ? vão colocados aonde? Será que vamos ter uma companhia apoio e serviços com igualmente com poletão de reconhecimento e também os morteiros? Como sugestão não se arranjam uns tow para um pelotão atk pesado?;

Cumprimentos
Wad Ras
 

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LM

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« Responder #4 em: Janeiro 30, 2007, 02:58:07 pm »
Citar
Anos atraz eu tinha proposto esta oraganizaçao com o Papatango no Forum Defesa  e pelos vistos as chefias militares optarem por a nossa organizaçao


Pelo menos desta vez, coisa rara, sabemos que são os responsáveis se não concordarmos com a organização   :wink:

Mais a sério: estranho colocar tantos elementos de apoio (morteiros, misseis AT, etc) directamente sob comando da companhia de atiradores e a não existencia de uma companhia de "armas pesadas"/apoio... uma tendencia NATO, vantagens/desvantagens...?

Para apoio a este assunto a organização de um batalhão paraquedista do Reino Unido (http://www.specialoperations.com/Foreign/United_Kingdom/Paras/):

Battalion Organisation

Each regular parachute battalion has a:
- headquarter company
- three rifle companies
- patrol company
- fire support company,

for a total strength of about 550 all ranks.

Headquarter Company:
is comprised of the Battalion Headquarters Platoon, which includes the Provost (regimental police) Section and Medical Section, the Orderly Room, Quartermaster Platoon and Motor Transport Platoon, as well as two non-Para sub-units, the Catering Platoon from the Royal Logistics Corps and the Pay Section from the Adjutant General's Corps.

Support Company has three platoons:
Mortar, Machine Gun and Anti-Tank.
The Mortar Platoon consists of four sections, each with two 81mm mortars and a Mortar Fire Control (MFC) party. An MFC party is usually attached to each rifle company on exercises or operations.
The Machine Gun Platoon has six 3-man gun detachments each with a 7.62mm General Purpose Machine Gun( the FN MAG ) operating in the sustained fire role i.e. with a tripod and mortar-type dial sight. There are also four .50in Browning heavy machine guns for optional use; these were seen in Kosovo mounted on Pinzgauer light trucks.
The Anti-Tank Platoon is organised as a small headquarters and two sections, each with three Milan missile launchers ( referred to as firing posts or FPs ).

Patrol company
The patrol company concept originated in September 1964 when C Company of 2 Para was reorganised from volunteers from throughout the battalion as a long-range patrol unit, to operate in Borneo. Today the organisation of the patrol company( which is lettered, not named ) in each battalion is slightly different. Each has as its main combat element the Patrols Platoon, which depending on the battalion has from six to eight 4-man patrols, operating in armed Land Rovers or on foot. Also under command of the patrol company, mainly for administrative purposes, are the Signals Platoon, which provides the radio operators for both the battalion HQ and the various company headquarters, the Intelligence Section and the Training Wing( in 2 Para this is part of the Air Training Cell under the Air Adjutant ). In 1 and 2 Para the Assault Pioneer Platoon is also part of the patrol company while in 3 Para it comes under HQ Company. The Assault Pioneers are responsible for such tasks as wiring, mining and demolitions within the battalion.

Rifle Companies
A rifle company has a small headquarters and three 28-man platoons, for a full strength of about 90. On operations or exercises the HQ would normally be split into two and reinforced by attachments such as signallers, an MFC party, a Forward Observation Officer(FOO) from the supporting battery and his team and some medics. One group would be under the officer commanding(OC), a major, and the other under his second in command(2IC), a captain. The company sergeant major, a WO2, would be with one of the groups.
The basic building block of the company is the rifle section of two four-man fire teams, one under the section commander, a corporal, and the other under his 2IC, a lance corporal. Each of these teams has a 5.56mm Light Support Weapon as well as SA80 rifles, hand grenades and LAW80 94mm disposable anti-tank rockets, these having replaced the 66mm Light Anti-tank Weapon. However the LSW is not popular and before the entry into Kosovo 1 Para replaced most of its LSWs with GPMGs. The platoon commander and platoon sergeant, like the junior NCOs, have small radios to speak to these men in action. The other two men in the platoon HQ are soldiers carrying a larger radio ,set to the company net, and a 51mm mortar. Up to sixteen men in a battalion are trained as snipers in addition to their roles within a rifle company. They usually operate in pairs armed with the 7.62mm L96A1 sniper rifle. The Barrett Model 82 .50-calibre rifle has also entered service.

Major weapons systems
6x Milan anti-armour missile launchers( range 1950m )
8x 81mm mortars( range 5650m )
9x 51mm mortars (range 800m )
6x Sustained Fire Machine Guns
4x 0.5in Browning Machine Guns

Equipment and Vehicles

A parachute battalion does not have a huge amount of vehicles but its equipment includes some Land Rover 90s and 110s, and also Steyr-Daimler-Puch Pinzgauers, known as the Truck Utility Medium (Heavy Duty). A more specialised vehicle is the Supacat, a small 6x6 All Terrain Mobile Platform(ATMP). Four wheeled offroad bikes have also been tested for use by the Paras. The Clansman series of radios has been in service since the early 1980s and ranges from the PRC-349 used at section level to the VRC-353 used at battalion HQ. Another, newer radio in service is the long-range but lightweight PRC-320; more sophisticated signals equipment would be operated by an attached Royal Signals rear link detachment. Clansman is to be replaced soon by Bowman. In service already is the Irvin Low Level Parachute which has been successfully tested with full equipment from a height of 300 feet ( 90m).
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Miguel

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« Responder #5 em: Janeiro 30, 2007, 05:34:43 pm »
LM

como somos pequenos temos que racionalizar os meios, portanto temos que fazer o trabalho de um batalhao tipo UK com uma Companhia

Assim no nosso caso, isso quer dizer que o comandante da companhia dispoe de 3 pelotoes de atiradores UM deles para executar reconecimento e os outros 2 em reserva a famosa tactica do V
1 pelotao a frente a bater o terreno e 2 atraz para envolver o inimigo

o pelotao apoio com os Milan e o LG é a força imediata de apoio.

No caso de necessidade e envolvimento de um escalao batalhao teremos o pelotao morteiros na CCA

em termos de material o nosso Batalhao Para ou Infantaria Ligeira é composto por:
500 elementos

6 Morteiros de 81mm na CCA
12 ou 18 Milan nas companhias atiradores
6 Lança Grandas Automaticos de 40mm nas compahias atiradores
27 Metrelhadoras MG3 nas secçoes de combate
Galil ou G3, Lança Roquetes Laws,Granadas individuais e HK79

Viaturas Tacticas Nissan Patrol,Ivecos,DAF

O pelotao de morteiros da CCA e utilizado como uma MINI bataria de artilharia ligeira movél.

PS: LM como podes verificar o nosso batalhao fica com uma potencia de fogo superior ao Batalhao tipo UK :wink:
 

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LM

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« Responder #6 em: Fevereiro 01, 2007, 04:07:59 pm »
Desde já obrigado pelas respostas, e espero que quem possa continue a dar detalhes sobre a organização / equipamentos, quanto mais baixo o escalão em causa melhor...

Confesso que esta organização com companhias de atiradores "musculadas", e sem companhia de apoio deixa-me "desconfortável" - mas, confesso, não tenho conhecimentos para o justificar, quem estudou a matéria que avance.

Tendo em conta que são as nossas tropas de elite que, na minha optica, deveriam ter o sua máxima capacidade operacional ao nivel do escalão batalhão, julgo que faria mais sentido que:

- unidades especializadas como as Milan/AT não fizessem organicamente parte de uma CompAt, mas sim de uma CompAp (mesmo que operacionalmente fossem normalmente colocadas com CompArt)

- que a CompAp tivesse os morteiros 81mm, Stinger/AA, pelotão Engenharia, sniper/reconhecimento e as minhas "queridas" 12,7mm; estou indeciso com os LG40mm...

- que o PelApo das CompAt tivesse as MG3, morteiros 60mm e MATADOR
http://en.wikipedia.org/wiki/MATADOR_%28weapon%29 ou algo parecido (ou, os LG40mm têm a mesma função..?)

- que as SecAt tivessem algo do tipo MG-43 http://world.guns.ru/machine/mg40-e.htm

- que existisse a figura do Designated Marksman (http://en.wikipedia.org/wiki/Designated_marksman)

E podem começar a criticar este treinador de bancada...  :wink:
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Spectral

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« Responder #7 em: Fevereiro 01, 2007, 06:43:39 pm »
Por falar em companhias "musculadas", quando estava a remexer nas minhas notas ao longo dos anos ( basicamente o que o pessoal vai escrevendo nos fóruns :P ), reencontrei esta proposta do JQT para uma unidade de fuzileiros, mas que, como ele próprio diz, pode servir de base a qualquer outra unidade de infantaria ligeira:


-----------------------------

Fuzos

O Corpo de Fuzileiros deveria ser organizado como os Paras no Ex. Uma grande unidade, a Brigada De Fuzileiros (ou Anfíbia) com 3 Batalhões de Fuzileiros, Um Esq. ou Unidade de Recto (que poderia ter as 20 VB e servir de ponta de lança da Brigada, compravam-se mais umas 15-20 para a Infa.), Uma unidade de Transmissões, de engenharia, de defesa AA (Stinger ou Mistral), um grupo (batalhão) logístico com subunidades de manutenção, de transportes, apoio sanitário e administrativo) e talvez uma bateria de art. 105mm com L-119 (esta poderia ser do Ex. até). O DAE e a Policia Naval seriam unidades separadas, tal como a Escola de Fuzos, mas tb dependentes do
CF.
----*-----
Proposta de uma companhia de fuzileiros

A unidade em causa foi pensada para emprego geral e para operar apeada. Mas está distribuída de forma a poder operar como infantaria motorizada, helitransportada ou mecanizada, de acordo com as contingências.

 - Pelotão de comando
 – 3 Pelotões de combate
 – Pelotão de apoio

Todos os pelotões são compostos por 32 elementos, repartidos por 4 secções. Todas as secções são compostas por 8 elementos, repartíveis em 2 esquadras. Isto permite a seguinte atribuição aos meios de transporte (alternativos entre si):

Meios de secção:
- Veículo táctico ligeiro Iveco VM-90
- Blindado de rodas Piranha APC
- Barco semi-rígido ou pneumático de 5,5m, c/ motor fora de borda de 60 Cv
- Helicóptero Agusta A109

Intermédios secção-pelotão (2 secções):
- Helicóptero NH-90
- Blindado de assalto anfíbio AAV-7

Meios de pelotão:
- Camião médio DAF 4x4
- Lancha de desembarque do tipo LCVP
- Helicóptero EH101

Meios de companhia:
- Lancha de desembarque do tipo LCM
- C-130-H30

Os modelos citados são apenas para servir de exemplo. Para aqui não importa se o camião é DAF ou é Mercedes, ou se a companhia vai usar obrigatoriamente helicópteros Agusta A109 ou EH101. Também não significa que todos os tipos de meio de transporte aqui citados sejam necessários. Tratam-se de alternativas entre si.

Passemos ao armamento padrão. Aqui também recorreremos a exemplos de material sem que isso queira dizer que cada um seja o mais indicado para a sua função.

Arma individual padrão: Diemaco C-7 (arma: 3,2 Kg; carregador de 30 munições: 0,5 Kg; conjunto: 4 Kg))
Arma individual equipada com lança-granadas de 40mm: Diemaco C-7 +LG (arma: 5 Kg; cada munição de 40mm: 0,25 Kg)
Arma individual curta: Diemaco C-8 (arma: 2,6 Kg; com carregador: 3,1 Kg)
Granada de mão: 0,5 Kg
Designated Marksman Rifle: G-3 DMR (4,5 Kg; carregador de 20 munições: 0,5 Kg; conjunto: 5 Kg)
Metralhadora ligeira: FN Minimi (arma: 7,1 Kg; saco de 200 munições: 3,15 Kg; conjunto: 10,25 Kg)
Metralhadora de emprego geral: MG-42 (arma: 11 Kg; saco com 200 munições: 5,4 Kg; conjunto: 16,4 Kg)
Morteirete de 60mm: Vektor M4 Mk1 (arma: 6,5 Kg; cada munição: 2 Kg)
Morteiro de 81mm: BAe L16A2 (arma: 38 Kg; cada munição: 7,5 Kg)
Lança granadas de foguete: RPG-7 (arma: 6,9 Kg; cada munição: 2,2 Kg; conjunto: 9,1 Kg)
Arma anti-carro/anti-estrutura descartável: Bofors AT-4 (8,5 Kg)
Canhão portátil anti-carro/emprego geral: Carl Gustav (arma: 8,5 Kg; cada munição: 3,5 Kg; conjunto: 12 Kg)
Míssil anti-carro: Milan (lançador: 16,4 Kg; míssil: 6,7 Kg)
Míssil anti-aéreo Stinger (lançador: 15,7 Kg; míssil: 5,7 Kg)
Rádio VHF: P/PRC-502 (0,82 Kg)
Rádio Multibanda: P/PRC-525 (5,5 Kg)
Colete anti-bala: 4 Kg
Pistola 9mm: 1 Kg


________________________________


Recordo que a organização e dotação da unidade são para operação apeada. No caso de operação motorizada, as quantidades de munições seriam maiores.


* Pelotão de comando:

Secção de comando:
- 1x Co c/ C-7
- 1x AdjCo c/ C-7
- 1x Radio c/ C-8
- 1x Paramédico

Secção de atiradores do pelotão de comando (x3):
- 2x Minimi
- 2x C-7+LG
- 4x C-7

_________

* Pelotão de combate (x3):

Secção de comando e apoio:
- 1x Co c/ C-7+C-8 e 7 carregadores de reserva (p/ portador de munições de MG-42)
- 1x AdjCo c/ C-7+ C-8 e 7 carregadores de reserva (p/ portador de Carl Gustav)
- 1x Radio c/ C-8+ 2 munições de 60mm e 4 carregadores de reserva (p/portador de morteirete)
- 1x MG-42
- 1x portador de munições de MG-42
- 1x portador de Carl Gustav
- 1x porta-munições Carl Gustav c/ C-8
- 1x morteiro 60 c/ C-8


Secção de atiradores (x3):
- 2x C-7+1 munições de RPG-7+2 carregadores de C-7 e 2 granadas de mão (de reserva p/ portador de RPG-7/AT-4)
- 2x C-7+LG
- 2x Minimi
- 1x G3 DMR
- 1x RPG-7ou, em alternativa, AT-4+C-7

_____

* Pelotão de apoio

Secção de comando do pelotão de apoio:
- 1x Co c/ C-7
- 1x AdjCo c/ C-7
- 1x Radio c/ C-7
- 2x Minimi
- 1x RPG+C-7
- 2x C-7+LG

Secção de morteiros:
- 2x equipa de morteiro 81mm (4 elementos, todos com C-8 + 5 carregadores)

Secção anti-carro:
- 2x portador de lançador Milan+pistola 9mm
- 2x portador de míssil Milan (2 cada)+C-8
- 4x C-7 + míssil Milan

Secção anti-aérea:
- 2x portador de lançador Stinger+pistola 9mm
- 2x portador de míssil Stinger (2 cada)+C-8
- 4x C-7+ míssil Stinger



______________________

EQUIPAMENTO E CARGAS-PADRÃO:

Dotação-padrão. Poderá variar de acordo com o tipo de pelotão ou secção.

- atirador regular: colete+C-7+7 carregadores = 11,7 Kg
- atirador c/ LG: colete+C-7LG+7 carregadores+20 munições de 40mm = 17,5 Kg
- atirador designado (designated marksman): colete+G3DMR+9 carregadores+ = 14 Kg
- portador de Minimi: colete+arma+3 sacos = 20,55 Kg
- portador de RPG-7: colete+arma+3 munições+C-7+5 carregadores = 22,2 Kg
- portador de AT-4: colete+arma+C-7+7 carregadores = 19,2 Kg
- portador de MG-42: colete+MG-42+1 saco = 20,4 Kg
- portador de munições de MG-42: colete+3 sacos = 20,2 Kg
- portador de Carl Gustav: colete+arma+2 munições+2 carregadores de C-8 = 20,5 Kg
- portador de munições p/ Carl Gustav: colete+4 munições+C-8+3 carregadores = 22,2 Kg
- portador de morteiro de 60mm: colete+arma+4 munições+C-8 +3 carregadores = 22,6 Kg
- portador de lançador de Milan: colete+lançador = 20,4 Kg
- portador de míssil Milan: colete+ 2 mísseis+ C-8+ 5 carregadores = 22,5 Kg
- portador de lançador de Stinger: colete+lançador = 19,7 Kg
- portador de míssil Stinger: colete+ 2 mísseis+ C-8+ 7 carregadores = 21,5 Kg


O uso de capacete é facultativo, de acordo com o cenário operacional. Aqui não se inclui equipamento adicional, como granadas de mão, fumígenas ou outras, armas brancas, rádios/intercomunicadores, telémetros, cantis, «camel backs», minas e armadilhas, etc.

No caso de operação motorizada, cada secção seria transportada em veículo próprio (por exemplo um Iveco VM-90), que nos pelotões de Comando e de Combate seria equipado com uma metralhadora de 7,62mm MG-42 numa posição central, e que seria operada por um dos elementos da secção. No caso do Pelotão de Apoio, os mísseis anti-carro e anti-aéreos iriam montados e poderiam ser disparados dos próprios veículos.

O modelo de companhia aqui proposto também poderia aplicar-se a outras forças como os Pára-quedistas.

JQT
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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Lightning

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« Responder #8 em: Fevereiro 01, 2007, 08:27:34 pm »
Certa altura li aqui que a LPM pretendia equipar as unidades dos pára-quedistas (não sei se é batalhão ou companhia) com veiculos 4x4.
Acho que na altura se falou no Dingo 2 alemão... já se sabe alguma coisa? Como vão ser organizados? Quais os possiveis veiculos?
 

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LM

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« Responder #9 em: Fevereiro 05, 2007, 03:03:03 pm »
Citar
Por falar em companhias "musculadas", quando estava a remexer nas minhas notas ao longo dos anos ( basicamente o que o pessoal vai escrevendo nos fóruns  ), reencontrei esta proposta do JQT para uma unidade de fuzileiros, mas que, como ele próprio diz, pode servir de base a qualquer outra unidade de infantaria ligeira:



Das minhas conversas com o "mestre" JQT, à muitas eras atrás e em outros lugares, recordou-me de uma coisa que sempre nos dividiu - a minha "fanática" vontade de manter os Fuzileiros uma tropa ligeira, totalmente à imagem dos RM Commando e/ou Korps Mariniers ( http://en.wikipedia.org/wiki/Netherlands_Marine_Corps), nunca os do Brasil, Espanha, etc...

Também defendo que, com a estrutura das FArm que temos e que iremos ter previsivelmente nos próximos tempos, dificilmente podemos incorporar mais que um Batalhão de "Fuzos" (com as correspondentes unidades de apoio) - repito, deverão ser os "Páras" a servir de núcleo a uma Brigada de Elite (com dois BIP, mais unidades extra - Comandos, FE, logística/ apoio de fogo, etc).

Não vamos esquecer o "rácio" aceitavel entre unidade de elite e outras...

Aproveitando a oportunidade, qual a opinião do JQT? Alterava alguma coisa à proposta dele feita anos atrás?

LM
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sturzas

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« Responder #10 em: Abril 29, 2007, 02:57:17 am »
Viva a todos:

"Reavivei", este tema por uma situação bastante particular com a qual me deparei. Tal como foi escrito pelos foristas Cabeças de Martelo (o único pára-quedista existente em Portugal com este nome  :wink: ) e Zecouves: http://www.forumdefesa.com/forum/viewto ... &start=368

Dei por mim, a olhar para as fotos do RI10 (ex-AMSJ - São Jacinto) e deparo-me com esta foto, relativa ao edifício da Companhia de Comando e Apoio:



Se analisarmos o 3º dístico a contar da esquerda (2º da direita) temos:



Este é, e sempre foi, o dístico da Companhia Anti-Carro. Logo, deduzo que esta Companhia não está desactivada, mas que existe, em escalão reduzido a nível de Pelotão. Deixa-me bastante curioso os restantes três dísticos na sua correspondência orgânica às unidades que representam.

Desta forma, tendo como base, o organigrama do site oficial do Exército Português (que não é credível!), relativo ao RI15, temos:



Deduzo então que os Batalhões de Infantaria Pára-quedista, perderam a Companhia de Apoio de Combate (CAC) e a Companhia de Comando e Serviços (CCS), para passarem a ter só a Companhia de Comando e Apoio. Resta saber, se todas as sub-unidades orgânicas se mantêm

Vejam bem o links abaixo:

http://www.boinas-verdes.com/10-bai_sub.html

http://www.boinas-verdes.com/

Cumprimentos
NA PAZ E NA VIDA... QUE RESERVA TÃO CALMA E TRANQUILA... MAS SE OUVIRES O TROAR DA GUERRA... ENTÃO IMITA O TIGRE...
 

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Boina_Verde

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« Responder #11 em: Setembro 07, 2007, 02:45:04 am »
os batalhões de infantaria pára-quedista usam stinger?é q nunca ouvi falar no facto de os BIP não terem protecção anti-aérea
 

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LM

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« Responder #12 em: Novembro 12, 2007, 03:03:23 pm »
É impressão minha ou esta foto, colocada originalmente neste post responde à questão se os Páras usam o "atirador designado"...


Um deles não tem uma G3 com mira telescópica (óculo)?

Parece assim responder às duvidas: sim, existe este tipo de atirador nas unidades; sim, usa um calibre/arma diferente (7,62mm / G3) dos restantes. Falta saber o seu "lugar" na organização (ao nivel de pelotão ou companhia...?).

Estou a partir do principio que na foto não está um "sniper" (ie, que exige um treino/doutrina/ARMA diferentes).
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zecouves

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« Responder #13 em: Novembro 12, 2007, 03:17:56 pm »
Citação de: "LM"
É impressão minha ou esta foto, colocada originalmente neste post responde à questão se os Páras usam o "atirador designado"...


Um deles não tem uma G3 com mira telescópica (óculo)?

Parece assim responder às duvidas: sim, existe este tipo de atirador nas unidades; sim, usa um calibre/arma diferente (7,62mm / G3) dos restantes. Falta saber o seu "lugar" na organização (ao nivel de pelotão ou companhia...?).

Estou a partir do principio que na foto não está um "sniper" (ie, que exige um treino/doutrina/ARMA diferentes).


O que esse gajo faz não sei ... mas que deve ser bom , deve.  :lol:

Caro LM, cada um posa para a posteridade com aquilo que quer, portanto acho que não vale a pena ir por ai.

Os Páras usam G3 porque a Galil não é compativel com a HK-79.
 

*

LM

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« Responder #14 em: Novembro 12, 2007, 04:37:27 pm »
:oops:

E eu a pensar que tinha descoberto a polvora...

Mas... "só" para haver um lança granadas disponivel existe um elemento da secção (?) wue tem uma arma individual diferente e com um calibre diferente...?! Será eficaz?
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

 

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