A História que não se ensina nas escolas

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A História que não se ensina nas escolas
« em: Maio 12, 2004, 04:36:31 pm »
Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias, 12.05.2004

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Sevícias

Casos de cárcere privado, com tortura e violenta agressão física; centenas de prisões arbitrárias; detenções sem invocação de razões e sem processo ao longo de meses e meses; interrogatórios à noite e não reduzidos a escrito; recusa de assistência de advogado; casos de tortura sistemática, de agressão violenta e de maus tratos físicos, por vezes com espancamento dos presos por vários agressores simultâneos; «sevícias sistemáticas sobre presos, com o fim de os humilhar e lhes infligir castigos corporais, traduzidos em agressões, rastejamento no solo, corridas forçadas, banhos frios com mangueira e imposição de beijarem as insígnias de uma unidade militar, incrustadas no pavimento»; tortura moral por insultos, intimidação e ameaças com armas de fogo; coacção psicológica por ameaça de prisão de familiares; vexames e enxovalhos públicos; subtracção de valores ou objectos na efectivação das prisões ou nas buscas às celas; incomunicabilidades, isolamentos, privação de correspondência, de artigos de higiene e de recepção de encomendas, até cinco meses; privação de exercício físico ao ar livre; desrespeito pelo natural pudor das pessoas na admissão dos detidos; graves deficiências de assistência médica, chegando a registar-se a morte de presos; impedimento de assistência a actos de culto...

E ainda queixas de simulações de execução; de agressão à dentada, espancamento e tentativa de violação de uma presa; de choques eléctricos nos ouvidos, sexo e nariz de um preso; de sevícias e torturas ao filho de outro preso, na frente deste, para extorsão de uma confissão.

Tão extremosas manifestações de humanidade não se devem à PIDE, nem aos franceses na Argélia, nem à guerra do Vietname, nem ao regime de Saddam, nem aos guardas de Guantánamo, nem às práticas sinistras de alguns militares americanos no Iraque.

Devem-se a militares e civis alinhados com o PCP e a UDP no rutilante Portugal dos cravos de 1974-75.

Dá-se aqui só uma pálida ideia de algumas das 56 conclusões do documento de 143 páginas publicado em 1976 pela Presidência da República, sob o título de Relatório da comissão de averiguação de violências sobre presos sujeitos às autoridades militares.

A brandura dos nossos costumes revolucionários no seu máximo esplendor torna ainda mais grotesco o enlevo de algumas lúgubres vestais comunistas e trotskistas, nas celebrações do 25 de Abril.

Oficiaram com estridor sobre a imprescritível «memória do fascismo». Mas a barulheira não abafa as memórias, assim edificantes e patrióticas, da gloriosa «construção do socialismo».

Na democracia norte-americana, conhecidas as sevícias nojentas perpetradas por alguns militares no Iraque, os nomes e fotografias dos responsáveis foram publicados, as autoridades exprimiram o seu repúdio, a comunicação social e a opinião pública fizeram livremente a sua avaliação indignada, os arguidos irão a tribunal e hão-de ser severamente punidos.

Na democracia francesa, as torturas na Argélia têm vindo a ser investigadas a quase cinquenta anos de distância.

Mas dá-se um doce a quem se lembrar de um só caso de julgamento em Portugal pelas selvajarias acima referidas.

Espera-se que comunistas, trotskistas e mais fauna da extrema-esquerda, que hoje tanto se abnegam pelos direitos humanos, façam o obséquio de esclarecer como, quando e onde, condenaram publicamente o que se passou entre nós naquela altura.

Já. Antes de guincharem mais.


Muitas condecorações «pela Liberdade» por atribuir.

JQT
 

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JQT

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Continuação, no Público
« Responder #1 em: Maio 13, 2004, 03:53:12 pm »
Público, 13.05.2004

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Relatório Sobre Presos Políticos de 1975 Foi Um "Escândalo" Sem Consequências Penais
Por EUNICE LOURENÇO
Quinta-feira, 13 de Maio de 2004

"Há um documento português, posterior ao 25 de Abril, demasiado esquecido, que retrata uma realidade idêntica àquela que envolve alguns soldados americanos. Chama-se Relatório da Comissão de Averiguação de Violências Sobre Presos Sujeitos às Autoridades Militares", escreveu Pacheco Pereira, no seu blogue (página pessoal na Internet) "Abrupto", no passado domingo. "Algumas das sevícias cometidas são semelhantes àquelas que foram infligidas aos prisioneiros iraquianos, em particular, humilhações de tipo sexual. Nesses comportamentos destacou-se o Regimento de Polícia Militar então dirigido, entre outros, pelo Major Tomé, posteriormente dirigente da UDP", escreveu também este eurodeputado eleito pelo PSD e vice-presidente do Parlamento Europeu.

A comparação feita por Pacheco gerou indignação noutros blogues, nomeadamente no "Barnabé", onde um dirigente do Bloco de Esquerda lembra onde estava Pacheco Pereira nos anos seguintes à Revolução. "Devemos-lhe muito. Nesses dois duros anos, todos sabemos, este resistente defendia o Estado de Direito enquanto a ditadura dominava o País. Bem haja Pacheco Pereira, pela sua militância em defesa dos direitos cívicos nessa histórica ONG, a CMLP [Comité Marxista-Leninista Português]", escreveu Daniel Oliveira.

Ontem a comparação das torturas a presos iraquianos com o tratamento dado aos presos políticos em Portugal em 1975 chegou à imprensa, através de um artigo no "Diário de Notícias" escrito por Vasco Graça Moura, colega de bancada de Pacheco Pereira. "Espera-se que comunistas, trotskistas e mais fauna da extrema-esquerda, que hoje tanto se abnegam pelos direitos humanos, façam o obséquio de esclarecer como, quando e onde, condenaram publicamente o que se passou entre nós naquela altura. Já. Antes de guincharem mais", escreve Graça Moura

O PÚBLICO foi ler o relatório a que todos se referem. Trata-se de um livro com 144 páginas feito pela comissão de averiguação de violências sobre presos sujeitos às autoridades militares, que foi criada por resolução do Conselho da Revolução a 19 de Janeiro de 1976, sendo constituída por quatro militares e quatro civis. Deste um foi nomeado pelo Ministério da Justiça e três foram designados pela Ordem dos Advogados.

No prólogo do livro, o então Presidente da República Costa Gomes escreve que o relatório é "um escândalo" que "patenteia a vertigem ou a antecâmara do Estado totalitário Moderno". Ao longo das páginas do relatório são descritas prisões arbitrárias, interrogatórios feitos por militares sem preparação e casos de tortura física e moral e sevícias sistemáticas sobre presos. Os casos: "Foi no RALIS [Regimento de Artilharia de Lisboa] e no RPM [Regimento de Polícia Militar] que se cometeram os maiores excessos. No primeiro, houve casos de tortura sistemática, exercida, por vezes, com a colaboração de elementos civis. No segundo, houve maus tratos generalizados, levados a cabo por diversos militares", conclui a comissão que, na maioria dos casos, aconselha a continuação das investigações.

Na recomendações, contudo, a Comissão defende que a melhor forma de lutar contra "os desmandos em matéria de tortura" não é o "recurso a sanções penais severas". Antes se pronuncia pela criação de condições em matéria de independência do Ministério Público e dos órgãos policiais, pela revisão dos regulamento prisionais e pela formação "com sólido respeito pelas regras deontológicas" dos órgãos encarregados da investigação.

Datas e Regimentos
Por E.L.
Quinta-feira, 13 de Maio de 2004

As datas
28 de Setembro de 1974
É a partir desta data que o Copcon (comando operacional do continente) "inicia a sua actividade como corporação policial", efectuando detenções, apreensões e bens e congelamento de contas bancárias. O 28 de Setembro constitui, assim, a data-chave em que verdadeiramente se inicia o ciclo da violência e da arbitrariedade, pelo abandono das finalidades revolucionárias de garantia de direItos e de criação de um Estado legal pela criação dum aparelho repressivo com poderes extremamente latos e indefinidos." Na noite de 28 de Setembro, depois de ter sido cancelada a manifestação da "maioria silenciosa", inicia-se uma acção que se irá prolongar por vários dias e na qual terão sido presas "à roda de 300" pessoas, sobretudo elementos ligados a manifestação, políticos do antigo regime e dos partidos e jornais situados à direita e elementos com destaque na vida financeira e social. As prisões foram feitas pelo Copcon mas também por "grupo civis ou pelo menos orientados por civis"

11 de Março de 1975
"Toda a actividade incriminatória subsequente ao 11 de Março é desenvolvida e organizada extra-judicialmente, numa deliberada e total confusão entre vontade política de poder e acção jurisdicional". Foram presos 144 militares e 39 civis, muitos deles enviados para o Forte Militar de Caxias. Isto além das prisões feitas em Beja e no Porto, onde os presos foram colocados na prisão de Custóias.

25 de Novembro de 1975
Na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro, terão sido presos 160 indivíduos, dos quais 15 civis. Em comparação com o que ocorreu na sequência do 28 de Setembro e do 11 de Março, a comissão assinala alguns aspectos positivos: a presteza no início dos processos; a libertação progressiva dos presos; o cometimento à entidade adequada das averiguações para apuramento das responsabilidades individuais.

Os regimentos
no Regimento de Polícia Militar (RPM)
A comissão recolheu queixas de 17 pessoas sobre arbitrariedades cometidas por militares do RPM.

Um civil, preso em Outubro de 1975, por suspeita de ter colaborado na agressão ou tentativa de roubo a um furriel, queixa-se de "ter sido espancado ao longo de cinco dias, com o que lhe provocaram feridas diversas" e de "ter sido obrigado a dar duas voltas à parada, a rastejar, nu, a beijar as botas dos militares e o emblema do regimento". "Mais refere tentativas de sevícias sexuais, ameaças de morte com uma pistola e de lançamento por uma janela". A um militar, preso na mesma altura, por denúncia de uma prostituta que o acusava de ser chefe de uma quadrilha de ladrões, "ameaçaram-no de irem buscar o filho, de oito anos de idade, e de o agredirem na presença dele até confessar os crimes praticados". Os militares ouvidos sublinharam que "no RPM reinava um ambiente de generalizada indisciplina, mesmo anarquia". Um caso de tortura por espancamento resultou em internamento hospitalar por 14 dias, com perda de conhecimento durante dois dias.

Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS)
A Comissão recolheu queixas de 11 pessoas, que formam a parte mais brutal do relatório.

José Jaime Coelho, ex-fuzileiro, foi "sequestrado" a 15 de Maio de 1975 por vários militares do Ralis e um civil, tendo sido levado, de olhos vendados, para uma casa particular, no Restelo, onde "foi interrogado e maltratado". O interrogatório incidia sobre actividades relativas a um eventual golpe de Estado. "foi atado de pés e mãos, agredido por várias formas até ao ponto de desmaiar, sofreu tortura psíquica por saber que a sua mulher também estava presa, ouvir os seus gritos e assistir a actos indecorosos contra ela". Foi levado ainda para outra casa na zona de Sintra, onde "fizeram-lhe suportar nos olhos a incidência de raios infra-vermelhos", enfiaram-lhe um balde na cabeça, ameaçaram-no de morte e torturam-no em posição de estátua. Depois de ter passado pelos hospitais de Santa Maria e de Caxias, ficou preso em Caxias. Esteve três meses em regime de incomunicabilidade.

A sua mulher, Maria Natércia Coelho da Silva, foi levada do hotel onde estava, a 15 de Maio de 1975, por seis ou sete indivíduos de camuflado. Foi levada à presença do marido na casa do Restelo, amarraram-na de pés e mãos e deram-lhe comprimentos. "quando acordou tornaram-lhe a bater, durante toda a noite, não a deixando dormir; cerca das 11 horas do dia seguinte, deram-lhe a beber um líquido de cor branca, de sabor muito amargo e foi levada à presença do marido, o qual estava deitado sobre uma mesa, sem dar acordo de si, com os olhos negros a espumar, pela boca, um líquido negro; não se recordo do que lhe aconteceu a seguir, até cerca das 15 horas, altura em que um indivíduo a agarrou e levou de rastos para outro quarto tornando-lhe a bater; foi levada pouco depois para outra sala, onde ficou sozinha com outro indivíduo que a ameaçou, lhe bateu, a mordeu e a tentou violar (...) mais tarde apareceram duas raparigas que lhe bateram, a morderam e não permitiram que dormisse". A 17 de Maio foi levada para o Ralis e no dia seguinte conduzida para a estação de Santa Apolónia.

O alferes Marcelino da Mata "foi torturado com choques eléctricos nos ouvidos, sexo e nariz, de que resultou ter desmaiado".

O aspirante José António Cardoso Veloso e o seu pai, o juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo, Francisco José de Sousa Veloso, foram presos a 18 de Maio de 1975. Foram levados para o Ralis, onde o juiz "foi sujeito a interrogatórios e maus tratos e onde o seu filho foi torturado e seviciado". Pretendiam que confessassem fazer parte de uma "rede contra-revolucionária que preparava um golpe contra o regime". A descrição da tortura ao aspirante é feita pelo pai: "Voltado para a parede, com os braços ao alto, foi espancado com bofetadas, murros e chicotadas com cinturão, pontapés nas pernas e tornozelos, batimentos contra a parede, umas vezes com a cabeça outras com o corpo todo; foi obrigado a rastejar, fizeram-lhe torções de braços atrás das costas e pressões e apertões em pontos dolorosos; por duas ou três vezes simularam estrangulá-lo, apertando-lhe o pescoço com as mãos até não poder respirar e ficar cianusado; apontaram-lhe uma pistola à nuca e às têmporas; deitado de barriga para baixo, dobraram-lhe as pernas para trás na máxima extensão possível e ligaram-lhe com uma corda o pescoço, as mãos e os pés, ficando estes quase junto da nuca o que o obrigava a arquear o corpo e levantar a cabeça para não se estrangular a si próprio (...) foi picado com uma navalha em várias partes do corpo e apertaram-lhe violentamente os testículos com a mãos, duas ou três vezes".

A Comissão conclui que os sequestros de Coelho da Silva e mulher foram "levados a efeito por instigação de militantes do MRPP, civis e militares, os quais também nelas tomaram parte, denunciando Coelho da Silva como elemento do ELP [Exército de Libertação de Portugal] e empenhado em actividades clandestinas".

Algumas Conclusões
Quinta-feira, 13 de Maio de 2004

· Foram praticados dois crimes de cárcere privado, acompanhados de tortura e violenta agressão física, imputáveis a civis e militares

· Houve centenas de prisões arbitrárias, sendo de destacar as efectuadas na sequência do 28 de Setembro e do 11 de Março e as desencadeadas, com cariz diferente, a partir do regimento de Polícia Militar

· Algumas dessas prisões resultaram de denúncias anónimas, outras de informação ou indicação de organizações partidárias ou sindicais e muitas de solicitações verbais, até telefónicas, designadamente do Gabinete do primeiro-ministro, do Ministério do Trabalho, do SDCI, do Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e Legião Portuguesa, da comissão "ad hoc" para o 28 de Setembro, da comissão de inquérito ao 11 de Março, do gabinete do Almirante Rosa Coutinho.

· Em muitos caos não foram utilizados mandados de captura

· Os mandados de captura e de busca emitidos pelo COPCON eram, na generalidade, assinados em branco

· Houve casos de detenções por longos períodos de tempo sem que tivesse chegado a ser organizado qualquer processo, permanecendo os detidos em estado de completo abandono e esquecimento

· Muitos interrogatórios foram executados por militares sem preparação técnica ou mesmo por civis introduzidos por organizações políticas

· Houve tortura sistemática, exercida sobre quatro indivíduos, no Ralis, com agressão física violenta, que lhes provocou traumatismos diversos

· Houve outros caos de tortura física esporádica, designadamente no Regimento de Polícia Militar

· Houve muitos casos de maus tratos físicos exercidos sobre presos, que se traduziram em espancamentos, por vezes praticados por vários agressores actuando em simultâneo

· Foram exercidas sevícias sistemáticas sobre presos, com o fim de os humilhar e lhes infligir castigos corporais, traduzidos em agressões, rastejamento no solo, corridas forçadas, banhos frios com mangueira e imposição de beijarem as insígnias duma unidade militar, incrustadas no pavimento

· Houve casos de tortura moral, traduzidos em insultos, manobras de intimidação e ameaças, inclusivé com armas de fogo

· Tomou-se conhecimento de casos de coacção psicológica, com ameaça de prisão de familiares e de publicação de arranjos fotográficos

· Diversas prisões foram efectuadas com despropositado aparato bélico

· Elementos da PIDE/DGS estavam presos há mais de dois anos, sem julgamento

· Os períodos de incomunicabilidade e isolamento dependeram do arbítrio de entidades militares, tendo alguns detidos sofrido períodos desse regime que chegaram a atingir cinco meses. Esse regime incluía a privação de exercício físico e o impedimento de contactar com advogado ou defensor.

· Houve casos de graves deficiências de assistência médica, de deficiente assistência religiosa, de privação de correspondência e de artigos de higiene e de supressão arbitrária de visitas

· No regimento de Polícia Militar chegaram a permanecer, em autêntica promiscuidade, 60 detidos em espaço apenas suficiente para um máximo de oito.

· Assistiu-se a uma generalizada demissão de funções, a todos os níveis, com um Executivo incapaz de administrar e pronto a acolher todo o tipo de exigências, mesmo as mais demagógicas

· Foi notória a falta de estruturas com capacidade de resposta para os problemas novos que surgiram

Citações
Quinta-feira, 13 de Maio de 2004

"O relatório que se segue, mais do que mero relatório de facto, é um autêntico livro de juízo; é uma memória da vida política do Portugal Democrático. E além disso um instrumento de reflexão.

(...)

Dos factos verificados, a conclusão que se infere, que um fim que tem necessidade de meios injustos não é um fim justo.

(...)

'O Bem? O Mal? A Esquerda? A Direita? Para onde foi o Inimigo que nos é tão útil para conhecer a nossa direcção e nossa vontade?', pergunta um humanista dos nossos dias.

O Inimigo é pois o inimigo do Homem e da sua dignidade. O Inimigo é todo aquele que avilta, que tortura, degrada, que ignominia e que difama. Não pode haver indulgência para as atrocidades revolucionárias sob o pretexto de que são inevitáveis. Tais atrocidades nascem na mesma fonte que justifica a Razão de Estado em todos os regimes autocráticos.

É-se sempre responsável pelos meios, e não pelo que não existe, que é o fim que se protesta atingir. Este relatório é pois um escândalo. Patenteia a vertigem ou a antecâmara do Estado Totalitário Moderno.

(...)

Portugal viu-se numa situação de Não-Direito, onde as mais desregradas, sórdidas e desencontradas paixões humanas deram campo ao exercício tumultuário do aviltamento colectivo."

Prólogo escrito pelo Presidente da República Costa Gomes
"Só uma verdadeira Democracia tem em si força suficiente para denunciar ou consentir que outros denunciem as violências sobre os direitos humanos. Neste aspecto, e quanto a esta Comissão, a jovem Democracia Portuguesa revelou-se suficientemente forte para não temer a denúncia daquilo que está errado ou merece pública censura."

Introdução feita pela Comissão
"Independentemente das medidas a adoptar com vista à punição dos responsáveis e à reforma da legislação ainda não efectuada, a Comissão pensa que o presente relatório ficará sempre como denúncia de práticas condenáveis, atropelos à leis, desvios a um Estado Democrático em que o respeito e a garantia dos direitos e liberdades fundamentais é pedra basilar. E será um aviso para o futuro, para que os responsáveis deste País não esqueçam providenciar no sentido de banir, de uma vez para sempre, a repetição de actos arbitrários que não passam, no fundo, de conduta totalitária, mesmo quando envolvida em roupagens diferentes. Assim se terá contribuído para consolidar as instituições portuguesas, a caminho de um verdadeiro Estado de Direito."

Nota final da Comissão

A Comissão
Quinta-feira, 13 de Maio de 2004

Henrique Alves Calado (brigadeiro e presidente da comissão)
José Júlio Galamba de Castro (tenente-coronel de Artilharia)
Rogério Francisco Tavares Simões (Capitão de fragata)
Manuel José Alvarenga Sousa Santos (Tenente-coronel Piloto-Aviador)
António Gomes Lourenço Martins (Juiz de direito)
Ângelo Vidal de Almeida Ribeiro (advogado)
José de Carvalho Rodrigues Pereira (advogado)
Francisco de Sousa Tavares (advogado)
 

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Ricardo

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(sem assunto)
« Responder #2 em: Abril 01, 2007, 07:39:53 pm »
In May 1926 General Gomes da Costa staged a military coup d'etat in Portugal, abolished both the constitution and the parliament, and turned the country into a dictatorship. In his wake dictator Salazar came to power. During the Spanish Civil War, Salazar supported right-wing dictator Franco in neighbouring Spain with troops and supplies. Thereafter the two dictators in a strategic right-wing alliance which effectively protected large parts of the Western front guaranteed to Hitler and Mussolini that Portugal would also stay neutral during the Second World War. The four dictators were in agreement that Communism both in the Soviet Union and in their own countries had to be fought and defeated.
     As the Soviet Union emerged victorious from the Second World War and both Hitler and Mussolini were defeated, Salazar as well as Franco found themselves in a delicate situation in 1945. Yet as the United States under President Truman continued the fight against Communism on a global scale, both the dictators on the Iberian Peninsula gained at least the silent support of Washington and London.
     Despite Salazar's support for the coup in Spain and his alliance with Hitler and Mussolini, to the surprise of many, Portugal in 1949 was able to figure among the founding members of NATO. Thereafter Salazar ruled Portugal almost single-handedly for almost four decades until he died in 1970, whereupon the country was able to begin its transition towards a democratic state and became a member of the European Union.
     As in right-wing dictatorships in Latin America and Franco's Spanish police state, Portugal's population was also being controlled through a security apparatus operating without transparency and beyond legal or parliamentarian control. Secret warfare against the political opposition and the Communists was therefore widespread throughout Salazar's rule. Operations were carried out by a number of services and organisms but most prominently by the Portuguese military secret service PIDE (Policia Internacional e de Defesa do Estado).
     In the absence of a detailed investigation into the right-wing networks and secret operations of Portugal's dictatorship, the links to the anti-Communist NATO stay-behind army remain vague and mysterious. The existence of secret CIA and NATO-linked armies in Portugal was revealed for the first time in 1990 following the exposure of the Italian Gladio stay-behind. 'In Portugal a Lisbon radio station has reported that cells of the network associated with Operation Gladio were active during the 1950s to defend the rightist dictatorship of Dr. Salazar', the international press revealed.1 And five years later US author Michael Parenti, without giving any further sources, claimed that Gladio operatives 'helped prop up a fascist regime in Portugal'.
     More specifically the local presss claimed in 1990 that the secret army in Portugal was allegedly called 'Aginter Press'. Under the headline '"Gladio" was active in Portugal', the Portuguese daily O Jornal informed a stunned audience in the country that 'The secret network, erected at the bosom of NATO and financed by the CIA, the existence of which has recently been revealed by Giulio Andreotti, had a branch in Portugal in the 1960s and the 1970s. It was called "Aginter Press"' and was allegedly involved in assassination operations in Portugal as well as in the Portuguese colonies in Africa.
     Aginter Press was no press at all. The organisation did not print books or anti-Communist propaganda leaflets but trained right-wing terrorists and specialised in dirty tricks and secret warfare in Portugal and beyond. The mysterious and brutal organisation was supported by the CIA and run by European right-wing officers who with the help of the PIDE recruited fascist militants. The investigation of the Italian Senate into Gladio and the secret war and massacres in Italy discovered that Italian right-wing extremists had also been trained by Aginter Press.
     While in Portugal it was revealed that a sub-branch of Aginter Press called 'Organisation Armee contre le communisme International' (OACI) had also operated in Italy. The Italian Senators found that the CIA supported Aginter Press in Portugal and that the secret organisation was lead by Captain Yves Guillon, better known by his adopted name of Yves Guerin Serac, a specialist in secret warfare who had received war hero medals from the United States including the American Bronze Star for his involvement in the Korea War. 'Aginter Press', the Italian Gladio report concluded, 'in reality, according to the latest documents acquired by the criminal investigation, was an information centre directly linked to the CIA and the Portuguese secret service, that specialized in provocation operations.'
     While the government of Portugal shied away from investigating the history of the sinister Aginter Press and the secret war, the Italian Senate Commission investigating Gladio and the massacres in 1997 continued its research and questioned Italian judge Guido Salvini. With expert knowledge on right-wing terrorism in Italy and beyond, Salvini had also studied in detail the available documents on Aginter Press. 'Is the American secret service CIA', member of the Gladio commission Senator Manca asked Salvini, 'according to your analysis, directly responsible for the operations carried out by Aginter Press?' Judge Salvini replied: 'Senator Manca, you have asked a very important question now' and due to the political sensitivity of his answer demanded that he may give his answer during a secret session only. This was agreed, and the documents remain inaccessible as of now.
     Publicly judge Salvini stressed that 'it is difficult to give a precise definition of Aginter Press', while at least in vague terms he suggested the following: 'It is an organisation, which in many countries, including Italy, inspires and supports strategies of selected groups, which intervene according to a defined protocol against the situation they want to combat.' The anti-Communist secret CIA army Aginter Press operates, as Salvini continued, 'according to its aims and values, which in their essence are the defence of the Western world against a probable and imminent invasion of Europe by the troops of the Soviet Union and the Communist countries'. The Portuguese secret army Aginter Press, according to judge Salvini, hence carried out like most other secret Gladio armies in Western Europe a twofold task. The stay-behind network clandestinely trained for the eventuality of a Soviet invasion, and, in the absence of such an invasion during the Cold War, targeted political groups of the left according to the strategies of secret warfare in several countries in Western Europe.
     While many members of Aginter Press had been active in the secret anti-Communist war under different labels in previous decades, Aginter Press was officially founded in Lisbon only in September 1966. Domestic operations much rather than the fear of a Soviet invasion seem to have dominated the strategic thinking of its founders and the CIA at the time. For the period was characterised by large-scale left-wing protests in numerous countries in Western Europe against the Vietnam War and the US support of right-wing dictatorships in Latin America and Western Europe, including Portugal. Both dictator Salazar and the PIDE feared the potentially destabilising effects of the social movement and amongst other instruments relied upon Aginter Press to combat the movement.
     Most of the secret soldiers that in the second half of the 1960s joined the secret CIA army Aginter Press in Lisbon had previously fought in Africa and Southeast Asia attempting in vain to prevent the loss of European colonies to strong independence movements. Aginter Press Director Captain Yves Guerin Serac himself, a catholic militant and anti-Communist recruited by the CIA, was an ex-French army officer who had seen France defeated by Hitler in the Second World War. He was a veteran of the French Vietnam War (1945-1954), a veteran of the Korean war (1950-1953) and a veteran of the French War in Algeria.
     Guerin Serac had served in the notorious 11th Demi-Brigade Parachutiste du Choc, a special dirty tricks unit of the French secret service SDCE closely linked to the French stay-behind, and in 1961 together with other battle-hardened 11th du Choc officers had founded the clandestine and illegal Organisation Armee Secrete, in short OAS, in order to keep French control over colonial Algeria and to overthrow the French government of President De Gaulle and replace it with a militantly anti-Communist authoritarian French state.Even after Algeria gained its independence in 1962 and De Gaulle closed down the OAS, former OAS officers including Guerin Serac were in great danger. They fled from Algeria and in exchange for asylum and other amenities offered their remarkable skills in secret warfare, covert action, counter-terrorism and terrorism to dictators in Latin America and Europe. The OAS diaspora strengthened militant right-wing networks internationally and in June 1962 Yves Guerin Serac was hired by dictator Franco to employ his skills together with the Spanish secret army against the Spanish opposition. From Spain Guerin Serac moved on to Salazar's Portugal, as the country according to his analysis was not only the last remaining colonial empire, but also the last bulwark against Communism and atheism.
     A convinced anti-Communist Cold Warrior, he offered his services to Salazar: 'The others have laid down their weapons, but not I. After the OAS I fled to Portugal to carry on the fight and expand it to its proper dimensions - which is to say, a planetary dimension.' In Portugal Guerin Serac linked up with French right-wingers and OAS fugitives, whereupon former Petainist Jacques Ploncard d'Assac introduced him to the right-wing establishment and the P1DE. Due to his extensive experience Guerin Serac was recruited as an instructor for the paramilitary Legiao Portuguesa and for the counterguerilla units of the Portuguese army. It was within this context that he erected Aginter Press as an ultra secret anti-Communist army with the support of both the PIDE and the CIA. Aginter Press set up training camps in which it instructed mercenaries and terrorists in a three-week course in covert action techniques including hands-on bomb terrorism, silent assassination, subversion techniques, clandestine communication and infiltration and colonial warfare.
     Next to Guerin Serac, Italian right-wing terrorist Stefano Delle Chiaie was among the founding fathers of Aginter Press. 'We acted against the Communists and against the bourgeois state, against the democracy, which deprived us from our liberty. And thus we had to use violence', Delle Chiaie later reasoned. 'We were considered to be criminals, but in reality we were but the victims of an anti-Fascist liberal ovement. Thus we wanted to make our ideas public, we wanted to be heard all over the world.' Aged 30, Delle Chiaie in the mid-1960s together with Guerin Serac and the support of the CIA set up the Aginter secret army. 'Together with a French friend of mine [Guerin Serac] I decided back then [1965], to establish the press agency Aginter Press, in order to be able to defend our political views.'9 In the years that followed Delle Chiaie became maybe the most brutal right-wing terrorist directly linked to the secret war. In Italy he engaged in coup d'etats and massacres, including the Piazza Fontana massacre of 1969, and in Latin America together with Nazi Klaus Barbie, the 'butcher of Lyon', he propped up right-wing dictatorships.
     'Our number consists of two types of men: (1) Officers who have come to us from the fighting in Indo-China and Algeria, and some who even enlisted with us after the battle for Korea', Aginter Director Guerin Serac himself described the anti-Communist secret army. '(2) Intellectuals who, during this same period turned their attention to the study of the techniques of Marxist subversion.' These intellectuals, as Guerin Serac observed, had formed study groups and shared experiences 'in an attempt to dissect the techniques of Marxist subversion and to lay the foundations of a counter-technique'. The battle, it was clear to Guerin Serac, had to be carried out in numerous countries: 'During this period we have systematically established close contacts with like-minded groups emerging in Italy, Belgium, Germany, Spain or Portugal, for the purpose of forming the kernel of a truly Western League of Struggle against Marxism.'
     Coming directly from war theatres, many secret soldiers, and above all their instructors, including Guerin Serac, had little respect for or knowledge of non-violent conflict solutions. Guerin Serac himself, together with many others, was convinced that in order to defeat Communism in Western Europe secret terrorist operations were necessary: 'In the first phase of our political activity we must create chaos in all structures of the regime' he declared without specifically indicating the state targeted. 'Two forms of terrorism can provocate such a situation: The blind terrorism (committing massacres indiscriminately which cause a large number of victims), and the selective terrorism (eliminate chosen persons)'. In each case the terror carried out secretly by the extreme right had to be blamed on the left, as the master and eminence grise of anti-Communist terrorism insisted: 'This destruction of the state must be carried out as much as possible under the cover of "Communist activities".' The terrorist attacks of the secret armies are designed as a means to discredit the ruling government and force it to shift to the right: 'After that, we must intervene at the heart of the military, the juridical power and the church, in order to influence popular opinion, suggest a solution, and clearly demonstrate the weakness of the present legal apparatus... Popular opinion must be polarised in such a way, that we are being presented as the only instrument capable of saving the nation. It is obvious, that we will need considerable financial resources, to carry out such operations.'
     The CIA and Salazar's military secret service PIDE provided the finances for the terrorism of Captain Guerin Serac. An Aginter document, entitled 'Our Political Activity' and dated November 1969, was found in late 1974. It describes how a country can be targeted with secret warfare: 'Our belief is that the first phase of political activity ought to be to create the conditions favouring the installation of chaos in all of the regime's structures'. As the most essential component of the strategy the violence inflicted had to be blamed on the Communists and traces had to be planted accordingly. 'In our view the first move we should make is to destroy the structure of the democratic state under the cover of Communist and pro-Chinese activities.' The document continued to stress that left-wing militant groups had to be infiltrated and manipulated: 'Moreover, we have people who have infiltrated these groups and obviously we will have to tailor our actions to the ethos of the milieu - propaganda and action of a sort which will seem to have emanated from our Communist adversaries.'
     Such false flag operations, the secret soldiers concluded, 'will create a feeling of hostility towards those who threaten the peace of each and every nation', i.e. the Communists. During the early phase of Aginter Press one of the main efforts of its officers and trained mercenaries and terrorists was to weaken and destroy the national liberation guerrilla groups operating in Portuguese colonies. Thus in the mid-1960s the first theatre of operations for Aginter Press was not Europe but Africa where Portugal in its colonies fought against the national liberation movements. Aginter dispatched its operation chiefs to the countries bordering Portuguese Africa. 'Their aim included the liquidation of leaders of the liberation movements, infiltration, the installation of informers and provocateurs, and the utilisation of false liberation movements.' The secret wars were carried out in coordination with the PIDE and other branches of the Portguese government.' Aginter Press had written contracts with PIDE to carry out special operations and espionage missions.'
     The most prominent victims of the political assassinations carried out by Aginter secret soldiers in Portugal and the colonies allegedly included Humberto Delgado, Portuguese opposition leader, Amilear Cabral , one of Africa's foremost revolutionary figures and Eduardo Mondlane, leader and President of the Mocambique liberation party and movement FRELIMO (Frente de Liberacao de Mocambique), killed in colonial Mocambique in February 1969.16 Despite the brutality employed, Portugal was unable to prevent its colonies from becoming independent. Goa became a part of India in 1961. Guineau-Bissau became independent in 1974. Angola and Mocambique reached their independence in 1975 while East Timor was invaded in the same year by Indonesia.
     Next to the colonial wars Aginter also directly influenced the secret wars against the Communists in Western Europe. The evidence available as of now on the NATO stay-behind armies and the secret war in Western Europe suggests that maybe more than any other secret army the Lisbon-based Aginter Press was responsible for much brutality and bloodshed in Portugal and beyond. The secret soldiers of Aginter Press operated with a different mentality. Unlike the secret soldiers of, for instance, the Swiss stay-behind P26 or the Norwegian stay-behind ROC, the members of the Portuguese stay-behind Aginter Press were engaged in real wars in the colonies, killed repeatedly and were lead by a captain who viewed violence as a primary tool to solve conflicts after having served in Vietnam, Korea and Algeria.
     Maybe the best-documented atrocity carried out by the secret soldiers in Western Europe in their anti-Communist battle is the Piazza Fontana massacre which hit Italy's political capital Rome and Italy's industrial capital Milan shortly before Christmas on December 12,1969. On that day four bombs exploded in Rome and Milan killing 16 citizens indiscriminately, predominantly farmers who after a day on the market wanted to deposit their modest earnings in the Banca Nationale Dell' Agricultura at Piazza Fontana in Milan, while 80 were maimed and wounded. One bomb in Piazza Fontana did not explode because its timer had failed, yet upon arriving on the scene the Italian military secret service SID together with the police immediately destroyed the compromising evidence and made the bomb go off after its discovery. The massacre was carried out exactly along the secret warfare strategies drafted by Guerin Serac. The Italian military secret service blamed the massacre on the left and planted parts of a bomb as evidence in the villa of well-known leftist editor, Giangiacomo Feltrinelli, and arrested immediately numerous Communists.
     A classified internal report of the Italian military secret service SID dated December 16, 1969 had already alleged at the time that the massacres of Rome and Milan had been carried out by the political right with support of the CIA. Yet the Italian public had been made to believe that the strong Italian Communists had begun using violence to achieve power. Presumably the massacre had been carried out by the I tal ian right-wing groups Ordine Nuovo and Avanguardia Nazionale which cooperated closely with the stay-behind armies in the secret war. Italian right-wing extremist Guido Giannettini who was directly involved in the massacre cooperated closely with the Lisbon-based Aginter Press. 'In these investigations data has emerged which confirms the links between Aginter Press, Ordine Nuovo and Avanguardia Nazionale' judge Salvini explained to the Italian Senators investigating the secret war in Italy and beyond.
     'It has emerged that Guido Giannettini had contacts with Guerin Serac in Portugal ever since 1964. It has emerged that instructors of Aginter Press... came to Rome between 1967 and 1968 and instructed the militant members of Avanguardia Nazionale in the use of explosives.' Judge Salvini concluded that based on the available documents and testimonies it emerges that the CIA front Aginter Press had played a decisive role in secret warfare operation in Western Europe and had started the great massacres to discredit the Communists in Italy.
     This fact was further confirmed in a far-reaching testimony in March 2001 by General Giandelio Maletti, former head of Italian counter-intelligence, at a trial of right-wing extremists accused of killing 16 in the Piazza Fontana massacre. Maletti testified in front of a Milan court that 'The CIA, following the directives of its government, wanted to create an Italian nationalism capable of halting what it saw as a slide to the left, and, for this purpose, it may have made use of right-wing terrorism.' It was a far-reaching testimony confirming that the CIA is a terrorist organisation. 'Don't forget that Nixon was in charge', Maletti elaborated, 'and Nixon was a strange man, a very intelligent politician, but a man of rather unorthodox initiatives'. Italian Judge Guido Salvini confirmed that the traces lead to 'a foreign secret service'. 'By saying "foreign secret service", do you mean the CIA?'
     Italian journalists inquired, to which Salvini cautiously replied: 'We can say that we know very well who assisted in the preparations for the massacres and who sat at the same table from where the orders for the massacres have been given. That is the truth.'
     Apart from fighting Communism in Italy Captain Guerin Serac made it a point that the anti-Communist struggle had to be carried out on a global scale. Therefore Aginter operatives, including American Jay Sablonsky, together with the CIA and US Green Berets Special Forces participated in the notorious Guatemalan counterterror of 1968-1971, in which some 50,000 people, mostly civilian, were estimated to have been killed. Furthermore Aginter operatives were present in Chile in 1973 and were involved when the CIA ousted elected Socialist President Salvador Allende and replaced him with right-wing dictator Augusto Pinochet.
From its safe haven in Portugal's right-wing dictatorship Aginter was able to dispatch its secret soldiers to numerous territories across the globe. This changed only when in May 1974 Portugal's 'Revolution of the Flowers' finally abolished the dictatorship and paved the way for a democratic transition of the country. The secret soldiers of Aginter knew that the survival of their organisation depended upon the survival of the right wing dictatorship. Upon learning that left-wing officers within the Portuguese military were planning a coup to start the 'Revolution of the Flowers', Aginter operatives plotted with right-wing General Spinola against the Portuguese centrists. Their plan was to occupy the Portuguese Azores islands in the Atlantic and use them as an independent territory and offshore base for covert operations against the Portuguese mainland. Unable to realise their plan Aginler Press was swept away together with the dictatorship when on May 1, 1974 the left-wing of the Portuguese military took over power and ended the dictatorship which had lasted for almost half a century.
     Three weeks after the revolutionary coup, on May 22, 1974, special units of the Portuguese Police on the orders of the new rulers broke into the Aginter Press headquarter in the Rua das Pracas in Lisbon in order to close down the sinister agency and confiscate all material. But by then the premises were deserted. With good relations to the intelligence community all Aginter Press agents had been warned and had gone underground and nobody was arrested. Leaving their offices in a hurry some documents were left behind. The special police units were able to collect a large amount of criminal evidence, proving that the CIA front Aginter Press had very actively engaged in terrorism.
     As the young democracy was attempting to cope with the security apparatus left behind by the dictatorship, the military secret service PIDE as well as the Legiao Portuguesa were being dissolved. The 'Commission to dissolve the PIDE and the Portuguese Legion' (Comissao de Extincao da PIDE e da Legiao) quickly learned that PIDE with the support of the CIA had ran a secret army labelled Aginter Press and thus demanded that it be provided with the files which had been compiled on Aginter Press after its headquarters had been ambushed and which contained all the relevant evidence. The history of the secret army of Portugal was about to be investigated for the first time when suddenly the files disappeared. 'The dossier "Aginter-Press" was taken away from the Commission to dissolve the PIDE and the Portuguese Legion, and vanished thereafter', the Portuguese daily O Jornal related the scandal years later with much regret in its article on the Gladio network.
     How could this happen? Why had the commission not been more careful with its sensitive data? Italian journalist Barbachetto of the Milan-based political magazine L'Europeo later recalled: 'Three of my colleagues were present back men during the confiscation of the Aginter archive. They managed to take pictures of parts, only of very small parts, of the large amount of confiscated data.' Under the headings 'Mafia' or 'German financial contributors' the confiscated documents indicated the cover names of Aginter supporters. 'The documents were destroyed by the Portuguese military,' Barbachetto recalls, 'because obviously they feared diplomatic complications with the governments of Italy, France and Germany, if the activities of Aginter in the various European countries would be revealed'. PIDE was replaced by a new Portuguese military secret service labelled SDCI which investigated the secret Aginter army and concluded that the sinister organisation had had four tasks. First, it had been an internationally well-connected 'espionage bureau run by the Portuguese police and, through them, the CIA, the West German BND or "Gehlen Organisation", the Spanish Direccion General De Seguridad, South Africa's BOSS and, later, the Greek KYP''. Next to this intelligence-gathering task Aginter Press had secondly functioned as a 'centre for the recruitment and training of mercenaries and terrorists specialising in sabotage and assassination'. According to the SDCI document, Aginter Press had thirdly been a 'strategic centre for neo-fascist and right-wing political indoctrination operations in sub-Saharan Africa, South America and Europe in conjunction with a number of sub-fascist regimes, well-known right-wing figures and internationally active neo-fascist groups'. Fourth, Aginter had been a secret anti-Communist army, an 'international fascist organisation called "Order and Tradition" with a clandestine paramilitary wing called OACI, "Organisation Armee contre le communisme International'".
     After the fall of the Portuguese dictatorship Guerin Serac and his militant anti-Communists had fled to neighbouring Spain and protected by Franco re-established headquarters in Madrid. True to their trade, Aginter secret soldiers in exchange for asylum agreed with Franco's secret service to hunt down and assassinate leading members of the Bask separatist movement ETA. Furthermore they continued their clandestine operations abroad and amongst others attempted to discredit the Algerian liberation movement. 'I can provide you with another very interesting example', Italian judge Salvini related to the Italian Senators, whereupon he explained that from their Spanish base in 1975 the group of Guerin Serac, together with the American Salby and militant French, Italian and Spanish rightists, had organised a series of bomb attacks each time leaving the signal SOA, which signifies 'Algerian Opposition' in order to discredit a group of the Algerian opposition.
     'The bombs were planted at Algerian embassies in four different countries, France, Germany, Italy and Great Britain' and made the Algerian opposition look bad, while 'in reality the bombings were carried out by the group of Guerin Serac, who thus demonstrated his great camouflage and infiltration capabilities'. The bomb in front of the Algerian embassy in Frankfurt did not blow up and was meticulously analysed by the German police. 'In order to understand the links of Guerin Serac and Aginter Press, it is important to notice the complex fabrication of the bomb', judge Salvini highlighted. 'It contained C4, an explosive exclusively used by the US forces, which has never been used in any of the anarchist bombings.
     I repeat, this was a very sophisticated bomb. That Aginter had C4 at its disposability, certainly shows which contacts it enjoyed.' When the Spanish right-wing dictatorship collapsed with the death of dictator Franco on November 20, 1975, Guerin Serac and his secret army were once again forced to flee. The Spanish police took its time to investigate what Aginter had left behind and only in February 1977 staged a razzia in Madrid's Calle Pelayo 39, where at Aginter headquarters they discovered arms caches with rifles and explosives. By this time Delle Chiaie, Guerin Serac and their secret soldiers had 122 long left Europe for Latin America, where in Pinochet's Chile many found a new secure operational base. Guerin Serac was last seen in Spain in 1997.
     Public attention was once again drawn in the history of the secret and mysterious anti-Communist army in Portugal when in late 1990 Italian Prime Minister Giulio Andreotti revealed that NATO-l inked secret stay-behind armies existed in Italy and beyond. On November 17, 1990 the European discoveries reached Lisbon where the Portuguese daily Expresso, under the headline 'Gladio. The Cold War Soldiers', reported that 'The scandal has transgressed the frontiers of Italy and until now the existence of secret Gladio networks has been confirmed officially in Belgium, France, Holland, Luxemburg, Germany, and semi-officially in Sweden, Norway, Denmark, Austria, Switzerland, Greece, Turkey, Spain, United Kingdom and Portugal.'
     Greatly worried, Portuguese Defence Minister Fernando Nogueira on November 16, 1990 declared to the public that he had no knowledge of the existence of any kind of Gladio branch in Portugal and claimed that there existed neither in his Defence Ministry nor in the General Staff of the Portuguese Armed Forces 'any information whatsoever concerning the existence or activity of any "Gladio structure" in Portugal'. The Portuguese newspaper Diario De Noticias lamented that 'the laconic position now put forward by Fernando Nogueira is being confirmed, in one way or another, by former Defence Ministers, such as Eurico de Melo and Rui Machete, as well as by [former Foreign Minister] Franco Nogueira and by Marshall Costa Gomes, who confirmed to DN that they had absolutely no knowledge on the issue. The same position has also been taken by oppositional parliamentarians in the Parliamentary Defence Committee.'
     Costa Gomes, former Portuguese liaison officer to NATO, insisted that he had no knowledge of a secret network linked to NATO, 'despite the fact that between 1953 and 1959 I have taken part in all reunions of the Alliance'. At the same time he admitted however that a Portuguese Gladio could have been linked to the PIDE or to certain persons in Portugal who were not members of the government.
     'Such links', Costa Gomes explained, 'if they indeed existed, would have run parallel to the official structures', and were thus unknown to him. Similar to Costa Gomes, Franco Nogueira, who had been foreign minister under Salazar, claimed: 'Never have I had the slightest idea that this organisation existed. Not even during the time that I was foreign minister and was in contact with NATO officials, nor during the time thereafter.' He explained that if Gladio had been active in Portugal, 'the activity would certainly have been known to Dr. Salazar'. Salazar would of course, as Nogueira implied, have communicated this information to his foreign minister: 'It would be very difficult for me to believe that the network would have had connections to the PIDE or to the Legiao Portuguesa. Therefore I am convinced that this Gladio did not exist in our country, despite of course, that all is possible in life.'
     While governmental officials were unable to provide information on the secret war, the Portuguese press observed the obvious and lamented that 'obviously various European governments have not controlled their secret services', criticising NATO 123 for having followed 'a doctrine of limited trust. Such a doctrine claims that certain governments would not act sufficiently against Communists, and were thus not worth being informed on the activities of NATO's secret army'. Only one senior Portuguese military officer was willing to lift parts of the secret if allowed to remain unnamed. A Portuguese General, who had been Chief of the Portuguese Chiefs of Staff, confirmed to O Jornal that 'a parallel operation and information service had indeed existed in Portugal and its colonies, the financing and command of which escaped the Armed Forces, but was dependent on the Defence Ministry, the Interior Ministry, and the Ministry for Colonial Affairs.
     This parallel operation and information service, the General confirmed, was also directly linked to PIDE and to the Legiao Portuguesa.'33 There was no parliamentary investigation into the affair, let alone a parliamentary report and with these vague confirmations the matter rested.
 

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Luso

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« Responder #3 em: Abril 01, 2007, 09:17:20 pm »
Dava um belo filme.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Rui Monteiro

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« Responder #4 em: Dezembro 26, 2007, 11:04:35 am »
Meus caros

A história como sabem é sempre escrita pelos vencedores e nunca pelos vencidos ...
Causa Monarquica : http://www.causa-monarquica.tk
Forum Realistas : http://www.realistas.org
Instituto da Democracia Portuguesa : http://www.democraciaportuguesa.org/
 

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NaVeG

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« Responder #5 em: Julho 31, 2008, 08:54:37 pm »
Citação de: "Rui Monteiro"
A história como sabem é sempre escrita pelos vencedores e nunca pelos vencidos ...


Absolutamente de acordo.
Foi a Roma Imperial que normalizou tal "regra", hodiernamente (ab)usada em finos recortes de marketing politiquês.
Mas não me dou por vencido...
«antes morto, que español... »[/b]
 

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komet

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« Responder #6 em: Agosto 01, 2008, 03:30:53 am »
A comunada é exímia reconstrutora de "factos", sempre de mão dada com uma hipocrisia gritante... faz-me tanto lembrar o livro do Sr. Orwell, 1984...

A esses nunca ninguem lhes vai tocar... mais cedo proíbiam a existência sequer de tão perigosos perfis ideológico-partidários.
"History is always written by who wins the war..."
 

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NaVeG

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estória(s) encomendada(s)
« Responder #7 em: Agosto 01, 2008, 03:55:25 am »
Citação de: "komet"
exímia reconstrutora de "factos", sempre de mão dada com uma hipocrisia gritante...


Para "ajudar à festa", dois textos - censurados pela nossa mui-democrática imprensa matutina e respectivos controleiros on-line -, que podem ser lidos em
http://agitblogprop.blogspot.com/
e em
http://ultramar.terraweb.biz/Noticia_Ab ... tacoes.htm

ambos, da autoria deste
«antes morto, que español... »[/b]
 

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Luso

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« Responder #8 em: Agosto 01, 2008, 10:30:49 pm »
Abençoado Abreu!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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komet

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« Responder #9 em: Agosto 02, 2008, 05:07:16 am »
Citação de: "Luso"
Abençoado Abreu!


Campos perigosos, é necessária coragem... cai-se no risco da descridibilização, do rídiculo, do paranóico, e obviamente do fascismo.

Não se devia temer a história... mas tem tantos tabus  :wink:
"History is always written by who wins the war..."
 

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NaVeG

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pseudónimos e censores
« Responder #10 em: Agosto 02, 2008, 08:29:04 pm »
Chegado de fresco a este forumdefesa.com, concretamente ao item destinado aos «Conflitos do Passado e História Militar», deparo com um Komet técnico multimédia e um dos mais antigos (11Jan2004) e frequentes interventores (1575 msgs, é obra!), que cultiva permanente ambivalência linguística: ora é a «comunada», ora é o «risco [...] do fascismo».

Em que ficamos?

O s/comentário - quase poderia dizer-se bitaite - mais recente,
Citação de: "komet"
Citação de: "Luso"
Abençoado Abreu!
Campos perigosos, é necessária coragem... cai-se no risco da descridibilização, do rídiculo, do paranóico, e obviamente do fascismo.

é exemplificativo: nada adianta aos visitantes e/ou interventores, deste forum, para trazer mais luz sobre o subtema proposto, qual seja o da «História que não se ensina nas escolas», além do que a sua rebuscada fraseologia hermética, cuidadosamente utilizada para, em aparência, responder alhos-por-bugalhos, involuntariamente deixa no ar (quer-se-dizer "na net") a suspeita de Monsieur Komet ser «un agent provocateur»...
Não é, mas parece. E em política, o que parece, ... é.

Dizem, no nosso ocidente-bem-pensante, que o regime maoísta-capitalista mantém controleiros, até, na net. E que faz censura, também, na net. Gandas mariolas!!!
Mas, e os outros regimes, não!?
E por cá, nós - salvo seja, "eles" -, também não?
Pois... Só-contaram-pra-você, né?!



No que respeita ao supracitado subtema proposto e, dentro dele, as «estórias encomendadas» e a censura,
façam favor de visitar e ler dois comentários, nos endereços
http://blasfemias.net/2008/07/30/por-fa ... ment-53202
http://blasfemias.net/2008/07/31/acefal ... ment-53245

Para tratar de este e outros temas, seja-me permitido aqui deixar o repto: vamos escrever/falar seriamente.
«antes morto, que español... »[/b]
 

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komet

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« Responder #11 em: Agosto 03, 2008, 04:50:06 am »
Não consegui entender a sua observação...

O que eu disse foi, trocando por miúdos, que qualquer indíviduo que se arrisque a partir os telhados de vidro da nossa prepotente esquerda, incorre no risco de ser rotulado, e cito-me a mim mesmo:
Citar
(...) descridibilização, do rídiculo, do paranóico, e obviamente do fascismo
, penso que não disse mentira nenhuma, ou pelo menos por mim falo.

Não chamei fascista a ninguém, se foi isso que percebeu.


Devia conter-se mais no que toca a julgar pessoas que desconhece. Tal como disse, é novo por cá, e muito bem vindo.

Cumprimentos.
"History is always written by who wins the war..."
 

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legionario

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« Responder #12 em: Agosto 03, 2008, 06:21:17 pm »
e tambem podemos ser anti-comunistas e anti-fascistas ao mesmo tempo, nao ?
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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NaVeG

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e o tema é... «A História que não se conta nas escolas»
« Responder #13 em: Agosto 03, 2008, 06:28:19 pm »
Citação de: "legionario"
e tambem podemos ser anti-comunistas e anti-fascistas ao mesmo tempo, nao ?


Pois.
Esta origem, também.
Mas, não é esse o tema, pois não?

O administrador principal deste forum, a esta hora, já terá recebido via e-mail a resposta privada ao teor da msg precedente.
Aqui resumo: que têm a ver opções pessoais, com o desenvolvimento de quaisquer temas propostos, sendo certo que a grande maioria que aqui está inscrito e escreve, o faz impessoalmente, seja, sem se assumir publicamente. Está, aliás, no pleno direito, de acordo com as regras de admissão e continuidade. Mas, para tratar de trocas de msgs pessoais, há um e-mail, referido não apenas na base-de-dados da administração do forum, como, é o caso, no perfil deste
«antes morto, que español... »[/b]
 

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komet

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« Responder #14 em: Agosto 03, 2008, 07:03:14 pm »
Os temas são para ser desenvolvidos, mas sendo este espaço um fórum de discussão, não faz sentido nenhum saír com essa de que as opiniões não são para aqui chamadas. Mesmo que não passem de "bitaites" pessoais. Se não gosta do que lê, passe a ignorar, porque num espaço de discussão está sujeito ao que os outros pensam.

Se o seu problema é uma aparente ambiguidade da minha parte, ou um sarcasmo, e que na verdade sou um vermelhito que está aqui unicamente para o provocar, o problema é seu, pois toda a gente no fórum sabe para que lado do pêndulo eu estou, e não tenho nada a provar a ninguém.

Se o problema é não concordar, é para o lado que durmo melhor, e mais uma vez, ignore e passe à frente.

Para acabar, pois não pretendo voltar a tocar neste assunto, foi o NaVeG que fez o reparo pessoal em público, em vez de enviar de me enviar uma mensagem privada como tão aguerridamente defende devia ser feito. Eu chamei à atenção por pensar tratar de um mal entendido, mas pelos vistos o seu problema é bem mais profundo.

Podem continuar...

Saudações.
"History is always written by who wins the war..."