Exportações e Importações Portuguesas

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #120 em: Setembro 06, 2013, 02:32:46 pm »
Exportações sobem 5,5% em Julho


As exportações mantiveram uma tendência de subida em Julho, com uma variação homóloga de 5,5% e as importações avançaram 10,5%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). As estatísticas do comércio internacional do INE, hoje divulgadas, apontam também para uma subida das exportações e das importações de bens no trimestre terminado em Julho, face a igual período do ano passado.

Neste período, o INE sinaliza um aumento do défice da balança comercial no montante de 90,1 milhões de euros e uma diminuição da taxa de cobertura de 0,1 pontos percentuais.

Na comparação mensal, o aumento de 5,5% das exportações prende-se com o resultado da evolução quer do comércio intracomunitário, quer do extracomunitário, "em especial devido aos combustíveis minerais", refere o INE.

Já o aumento de 10,5% das importações face a Julho do ano passado, resultou sobretudo da evolução do comércio intracomunitário, "sobretudo devido aos combustíveis minerais e outro material de transporte".

Em termos de evolução trimestral, o INE destaca, ao nível das grandes categorias económicas, os aumentos verificados nas exportações de combustíveis e lubrificantes (20,8%), produtos alimentares e bebidas (9,8%) e de máquinas e outros bens de capital (9%), enquanto as exportações de material de transporte e acessórios registaram uma alteração de 3,3%.

Nas importações, em igual período, o INE salienta os acréscimos no material de transporte e acessórios (9,4%), produtos alimentares e bebidas (8,8%) e nos combustíveis e lubrificantes (7,2%).

Lusa
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #121 em: Setembro 29, 2013, 12:32:14 pm »
Exportações portuguesas para a Suécia subiram


As exportações de bens e serviços portugueses para a Suécia subiram 1,8% no ano passado, face a 2011, para 664,9 milhões de euros, enquanto as importações recuaram 9,5%.
 
De acordo com dados do INE e do Banco de Portugal, em 2012, as importações recuaram para 627,7 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial positivo para Portugal em 37,1 milhões de euros.

O Presidente da República realiza uma visita de Estado à Suécia entre 01 e 03 de outubro, com a captação de investimento e o estabelecimento de parcerias entre as principais apostas da viagem, acompanhado do ministro da Economia, Pires de Lima, e do presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Pedro Reis.

Em 2012, as exportações de bens ascenderam a 464,6 milhões de euros e as de serviços foram de 200,3 milhões de euros.

No primeiro semestre deste ano, as exportações de bens e serviços subiram 0,8% para 347,5 milhões de euros, com as vendas de bens a recuarem 2,2% para 234,8 milhões de euros face a igual período de 2012.

Já as exportações de serviços subiram 112,7 milhões de euros, mais 8,2% que no primeiro semestre do ano passado.

As importações de bens e serviços recuaram 2,5% no semestre, para 265,5 milhões de euros.

Entre 2008 e 2012, as exportações de bens portugueses subiram 1,7% para 464,6 milhões de euros e as importações recuaram 3,4% para 568,7 milhões de euros.

No ano passado, a Suécia era o 12.º cliente de Portugal e o 16.º fornecedor de bens, enquanto Lisboa era o 36.º cliente de Estocolmo e o 31.º fornecedor do país.

De acordo com o INE, no ano passado havia 2.059 exportadores de bens para a Suécia, mais 1.094 que um ano antes.

Entre os produtos mais exportados para a Suécia estão os minerais e minérios (peso de 19,6% no total das vendas ao país durante 2012), que caíram 15% para 91,2 milhões de euros, seguidos das máquinas e aparelhos (13,9%), que subiram 21% para 64,3 milhões de euros.

O terceiro grupo de produtos mais exportados para aquele mercado é o vestuário (peso de 10,7%), cujas vendas recuaram 14,9% em 2012 para 49,8 milhões de euros.

Os produtos agrícolas, químicos e máquinas e aparelhos são os três grupos que lideram as compras portuguesas

No ano passado, as importações dos produtos agrícolas, que têm um peso de 38,5% no total de compras a Estocolmo, registaram um aumento de 2,2% para 111,5 milhões de euros, com os químicos (peso de 13,2%) a subirem 12,8% para 38,2 milhões.

As importações de máquinas e aparelhos (12,5%) caíram 46,6% para 36,2 milhões de euros.

Lusa
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #122 em: Dezembro 08, 2013, 01:48:01 pm »
Exportações portuguesas para os EUA aumentam 6,6%


As exportações de Portugal para os Estados Unidos subiram 6,6% entre Janeiro e Setembro deste ano, face a igual período de 2012, para 2.312 milhões de euros, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Em igual período, as importações recuaram 4,4% para 1.136 milhões de euros, o que resulta num saldo positivo para Portugal de 995 milhões de euros.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, inicia na segunda-feira uma nova missão de captação de investimento estrangeiro para Portugal com uma visita de cinco dias aos Estados Unidos, que termina sexta-feira.

Esta é o quarto "roadshow", depois do Reino Unido, Alemanha e Moscovo.

As exportações de bens portugueses para os Estados Unidos ascenderam a 1.442 milhões de euros no final de Setembro, um aumento de 1% face a igual período de 2012, enquanto as compras de produtos norte-americanos recuaram 12,4% para 592 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial favorável em 844 milhões de euros.

No final de Setembro, os EUA eram o 6.º cliente de Portugal e o 13.º como fornecedor.

Em 2008 havia 2375 empresas portuguesas a exportar para os Estados Unidos, número que se reduziu nos anos seguintes (em 2010 eram 2.078), mas no ano passado houve um aumento, ao atingirem as 2.292.

Entre os principais produtos vendidos por Portugal estão os combustíveis minerais, que representam um terço do total das exportações até final de Setembro, seguidos das máquinas e aparelhos (9,1%), madeira e cortiça (8%), matérias têxteis (7,8%) e pastas celulósicas e papel (6%).

As exportações de combustíveis minerais recuaram 14,3% nos primeiros nove meses do ano, para 479 milhões de euros, tal como as vendas de máquinas e aparelhos, que recuaram 12,1% para 130 milhões de euros.

Já as vendas de madeira e cortiça tiveram uma quebra menor (-2,8% para 115 milhões de euros), enquanto as matérias têxteis cresceram 11,9% (para 113 milhões de euros) e as pastas e papel subiram 3,9% (86 milhões de euros).

Em termos de compras, máquinas e aparelhos (com um peso de 26,2% do total das importações), combustíveis minerais (16%), produtos agrícolas (15,2%), veículos e outro material de transporte (9,2%) e instrumentos de ótica e precisão (4,9%) integram a lista do que mais se importou.

As importações de máquinas e aparelhos recuaram 11,1% até Setembro (para 156 milhões de euros), as de combustíveis baixaram 27,7% (95 milhões de euros), enquanto a área agrícola registou um aumento de 10,4% (91 milhões de euros).

As compras de veículos e outros materiais de transporte reduziram-se em 24,2% (para 54 milhões de euros) e as de instrumentos óticos subiram 13,7% (29 milhões de euros).

Em termos de serviços, as exportações subiram 17,5% até Setembro para 870 milhões de euros, as importações avançaram 6,5% para 538 milhões de euros, o que representa também um saldo positivo da balança comercial para Portugal em 331 milhões de euros.

Lusa
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #123 em: Dezembro 16, 2013, 07:03:15 pm »
Consumo das famílias ameaça sucesso exportador


O grande motor da economia durante a crise, que evitou recessões ainda mais profundas nos últimos três anos, está a desacelerar. A contribuição das exportações para o crescimento do PIB está em queda e deverá ser quase nula a partir do próximo ano.

A grande componente de material importado nos produtos que Portugal exporta e o maior consumo de automóveis, tecnologia e electrodomésticos - bens maioritariamente feitos no estrangeiro - estão a fazer subir as importações e a 'anular' o sucesso exportador de Portugal.

A maior revisão em alta feita pelo Banco de Portugal esta semana no seu Boletim Económico de Inverno foi precisamente a das importações. Em apenas seis meses, o banco central corrigiu uma queda de 1,7% nas compras ao exterior este ano, para um crescimento de 2,7%.

Para 2014, duplicou a previsão de subida: dos 2,1% estimados no Verão para 3,9%.

A subida das importações em 2013 é explicada sobretudo pela entrada em funcionamento da nova refinaria de Sines da Galp, que fez disparar as exportações de combustíveis. A unidade foi responsável por um quarto do crescimento das vendas ao exterior este ano.

Porém, a refinação de combustíveis tem 80% de material importado, o que acabou por 'puxar' as importações também. Mas em 2014 e 2015 é sobretudo o consumo bens duradouros - automóveis, tecnologia ou electrodomésticos - a impulsionar as importações.

Segundo o Banco de Portugal, o rendimento real disponível dos portugueses está a recuperar e as famílias estão mais disponíveis para consumir, em virtude do aumento da confiança e do emprego. O banco central diz que em 2014 será mesmo o consumo privado a componente que irá tirar o país da recessão e colocar o país a crescer 0,8% e 1,3% em 2015.

O contributo das exportações líquidas (exportações menos importações) para o crescimento do PIB vai cair de 1,1 pontos percentuais em 2013 para 0,7 p.p. em 2014. Em 2015, será praticamente nulo (0,4 p.p), diz o Banco de Portugal.

SOL
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #124 em: Janeiro 31, 2014, 04:12:20 pm »
Galp coloca Marrocos no top 3 das exportações


É o país para onde as exportações mais crescem, o segundo que mais contribuiu para a subida das vendas ao exterior e onde Portugal consegue mais negócios do que em mercados famosos ou "próximos" como o Brasil, China, Emirados Árabes Unidos ou Venezuela. Longe dos holofotes dos grandes congressos e missões empresariais, Marrocos está a tornar-se um destino cada vez mais importante para as exportações portuguesas, uma das componentes que está a sustentar a retoma da economia.

Entre Janeiro e Setembro de 2013, as vendas para o país do Magrebe dispararam 70% face ao período homólogo, tornando-se no terceiro maior destino de Portugal fora da União Europeia e o décimo no ranking global, ultrapassando gigantes como a China e o Brasil (em 2012 era 5.º e 13.º, respectivamente).

Marrocos foi o destino onde as exportações nacionais mais subiram em 2013, a uma taxa dez vezes superior à média do mercado extra-comunitário (7,6% até Setembro).

Para esta subida foram determinantes as vendas de gasóleo que a Galp passou a fazer para o país africano, com a entrada em funcionamento da refinaria de Sines, uma unidade que tornou Portugal exportador deste combustível.

Fonte oficial da petrolífera refere ao SOL que, antes de Sines, as vendas a Marrocos eram “pontuais” e cingiam-se ao gás. Hoje, é um dos cinco maiores mercados internacionais da Galp e um “destino privilegiado” para a empresa, devido à proximidade geográfica – Marrocos é o país mais perto de Portugal a seguir a Espanha. Sem avançar números, a Galp adianta que o país do Magrebe é um comprador regular e que no futuro continuará a ser um mercado “interessante”.

Segundo um estudo do Gabinete de Estudos e Estratégia do Ministério da Economia, as vendas de combustíveis a Marrocos mais do que quadruplicaram entre Janeiro e Setembro de 2013, face ao ano anterior, subindo de 55 para 230 milhões de euros. Este acréscimo foi responsável por quase 90% da subida das exportações totais para Marrocos feitas por Portugal nos primeiros nove meses de 2013. A venda de metais também quase duplicou, para 130 milhões de euros.

Os produtos energéticos dominam as exportações lusas para Marrocos (38% do total), seguidos dos minérios e metais (23,7%), máquinas (11%) e químicos (9,5%).

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Marroquina (CCILM) adiantou ao SOL que o mercado marroquino pode ir muito além da energia, existindo oportunidades em áreas não tradicionais nas relações bilaterais, como a indústria agro-alimentar. E lembra que o país pode servir ainda como plataforma giratória para outros países da região. As oportunidades estão lá, mas as empresas portuguesas precisam de “criatividade e audácia”, refere Tawfiq Rkibi.

SOL
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #125 em: Fevereiro 07, 2014, 06:50:18 pm »
Energie quer exportar 250 mil euros para a Coreia do Sul este ano


A empresa portuguesa Energie, especializada no fabrico painéis solares termodinâmicos, vai apostar no reforço das exportações para o mercado sul coreano, onde se estreou em 2013 e prevê faturar 250 mil euros este ano.

“Fizemos um estudo de mercado que identificou o mercado sul coreano como um dos mais desenvolvidos da região asiática, com um poder de compra elevado, consciência ecológica e uma economia verde baseada nas energias renováveis. Portanto, foi identificado como um mercado com grande potencial para os nossos produtos”, afirmou o responsável pelos mercados de exportação da Energie em declarações à agência Lusa.

De acordo com Tiago Costa, o investimento inicial de 50 mil euros feito em 2013 em prospeção, investigação & desenvolvimento e marketing na Coreia do Sul “provou já ter sido uma boa aposta”: “Exportámos cerca de 200 mil euros para lá no ano passado e devemos crescer, este ano, entre 20 e 25%”, referiu. Conforme explicou, a entrada no mercado sul coreano exigiu algum “trabalho de casa”, pois foi necessário “adequar a gama Energie aos regulamentos locais e às necessidades dos consumidores coreanos, que são diferentes das dos europeus”.

Uma aposta que a empresa da Póvoa de Varzim considera, contudo, justificar-se, já que a Coreia do Sul quer assumir-se como “um dos principais países exportadores no setor das energias renováveis” e está, por isso, “empenhada em criar um clima favorável a este tipo de tecnologias”. A Coreia do Sul vem juntar-se aos cerca de 40 países para onde a Energie exporta anualmente 90% da produção, que, em 2013, rondou os 10 milhões de euros. Segundo Tiago Costa, Inglaterra, França e Itália são os três principais destinos das exportações da empresa, que tem apostado na diversificação de mercados e vende também para países como Espanha, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

“Estamos a ultimar a certificação para entrar em força no mercado norte-americano, onde nos estreámos muito timidamente”, adiantou o responsável, revelando ter já várias “pré-encomendas” formalizadas cuja concretização depende da conclusão do processo, que é habitualmente “muito difícil porque os mercados protegem-se muito”.“Mas esperamos dentro de cerca de um mês, no máximo, ter a certificação e estar a vender com força para o mercado dos EUA”, revelou. Na mira da Energie, que se lançou na internacionalização há cerca de sete anos, estão também países como o Canadá, para onde as vendas são hoje residuais, e o Chile e o Uruguai, para onde a empresa já exporta, mas quer “reforçar a posição”.

“No Brasil não estamos porque os impostos são altíssimos e, na Europa, também queremos reforçar alguns mercados onde temos alguma hipótese de aumentar o volume de vendas, como a Alemanha, a Itália e a Polónia”, adiantou.

Em Portugal, onde a atividade da Energie estava limitada dadas as dificuldades de integração no Sistema Nacional de Certificação Energética (SNC), a publicação do decreto-lei 118/2013 (que visa o reforço da promoção do desempenho energético nos edifícios) permitiu já o enquadramento dos painéis solares termodinâmicos da empresa.

“Era expectável, porque já tínhamos o rendimento dos nossos produtos comprovado e aceite em vários países europeus, mas vai, agora, permitir-nos entrar nas habitações novas sem qualquer limitação - até à certificação estávamos muito limitados a certa tipologia de edifícios - e aumentar a faturação no mercado nacional em 2014”, disse.

Lusa
« Última modificação: Fevereiro 07, 2014, 07:11:16 pm por Lusitano89 »
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #126 em: Fevereiro 07, 2014, 07:10:43 pm »
Espanha e Alemanha captam um terço das exportações portuguesas – Anuário do INE


Os mercados de Espanha e da Alemanha, em conjunto, continuam como os principais mercados de destino das vendas portuguesas, pesando pouco mais de um terço do total das exportações nacionais em 2012, segundo o "Anuário Estatístico de Portugal – 2012" divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em  2012,  o  grau  de  abertura  da  economia  portuguesa,  medido pelo rácio entre o valor da soma das exportações  e  das  importações  de  bens  e  o  valor  do  PIB,  a  preços  correntes,  foi  de  62,4%,  crescendo  pelo  terceiro  ano  consecutivo. A  evolução  deste  indicador  em  2012  esteve  associado  a  «um  forte  abrandamento  das  importações,  dada a quebra da procura interna, à manutenção de um  crescimento  elevado  do  valor  das  exportações,  bem  como de uma quebra do PIB a preços correntes».

De acordo com o documento do INE, a  taxa  de  cobertura  das  importações  pelas  exportações  cresceu  pelo  quarto  ano  consecutivo,  atingindo,  em  2012, o valor mais alto da série (80,6% que representa  um  acréscimo  de  8,3  p.p.  face  ao  que  se  registou  em  2011 e de 15,5 p.p. face a 1990).

A União Europeia (UE27) continua a ter o maior peso no  destino (71,0%) e origem (71,8%) das trocas comerciais  «com  principal  destaque  para  Espanha  que  registou  um  peso  nas  exportações  de  22,5%  e  nas  importações  de  32,0%.  A  Alemanha  é  o  segundo  país  da  UE27  com  maior  peso  nos  fluxos  comerciais  sendo  o  destino  de  12,4% das mercadorias exportadas e a origem de 11,4%  das  importações». Em conjunto, Espanha e Alemanha representavam 34,9% do total das exportações portuguesas.

 A  tendência  para  a  diminuição  destes  pesos «traduz uma mudança no sentido da diversificação dos parceiros  comerciais», refere organismo publico de estatística.
 No âmbito dos PALOP (países africanos de língua oficial portuguesa), os  fluxos comerciais com Angola representaram o maior peso  sendo destino de 82,8% das exportações de mercadorias  e origem de 98,6% das importações. Os  outros  países  com  maior  peso  nas  exportações  de  mercadorias  portuguesas  foram  os  EUA  (4,1%),  a  (China  1,7%)  e  o  Brasil  (1,5%).

Esta edição do "Anuário Estatístico de Portugal" está dividido em quatro grandes capítulos – O Território, As Pessoas, A Atividade Económica e O Estado – e vinte e oito subcapítulos com tabelas de dados. Segundo uma nota do instituto, a publicação inclui ainda uma breve análise com a evolução dos principais indicadores face a 2012 e comparações de Portugal com a União Europeia.

Lusa
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #127 em: Fevereiro 10, 2014, 06:23:36 pm »
"Exportações mostram recuperação económica e dão esperança aos portugueses" diz Paulo Portas


O vice-primeiro-ministro considerou hoje que os dados das exportações de 2013, divulgados hoje, são um sinal da recuperação económica e dão esperança aos portugueses, desmentindo "cépticos" que pensavam que as vendas ao exterior não podiam continuar a crescer. "Portugal bateu em 2013 o recorde de sempre das exportações. Temos um sector exportador que representa hoje praticamente 40% do PIB [Produto Interno Bruto]. São números realmente importantes e os parabéns têm que ser dados às empresas que arriscaram e foram também para o exterior", disse Paulo Portas em Madrid.

"Cada vez que as empresas portuguesas colocam as suas marcas e os seus produtos lá fora não estão apenas a ganhar quota de mercado em concorrência com outros países, estão a proteger a sua retaguarda e postos de trabalho em Portugal", disse aos jornalistas portugueses.

Portas afirmou que os dados hoje divulgados pelo INE - que indicam que as exportações portuguesas aumentaram 4,6% em 2013 - são importantes porque ocorrem em Dezembro, quando já estão feitas as encomendas de Natal e porque demonstram crescimento "para os mercados não europeus como para os europeus", onde estão os principais clientes de Portugal.

O número dois do Governo rejeitou que os dados demonstrem que as exportações possam estar a tocar no teto, apesar do abrandamento no crescimento relativamente a 2012.

"Não me aprece que esse argumento possa continuar a ser usado. Em 2012 Portugal tinha tido recorde de exportações. Muita gente disse que se tinha atingido o limite. Mas em 2013 subiram globalmente mais de 4,5%", disse.

"O que significa que continuamos a crescer face ao PIB, num ano em que a partir do segundo semestre houve alguma recuperação da actividade económica e o peso das exportações sobre o produto continuou a aumentar", disse.

Portas afirmou que continua a haver "cépticos que dizem que não se pode exportar mais", mas os dados demonstram o contrário.

"Quando um país consegue aumentar a sua quota de exportações e o peso das exportações no produto, isso é sempre sintoma, avançado, de que a sua economia se está a modernizar", disse.

"Não há outra leitura possível a não ser que são um sinal positivo para a nossa economia", disse.

Lusa
 

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #128 em: Fevereiro 11, 2014, 08:42:39 pm »
Exportações agro-alimentares para a Rússia devem atingir 50 milhões de €€


A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, qualificou hoje de "muito positiva" a sua visita à Rússia e lembrou que o valor das exportações de produtos agro-alimentares para aquele país já deverá ter atingido os 50 milhões de euros no final de 2013.

Falando à Lusa sobre a maior certame agro-alimentar da Rússia, a Prodexpo, que termina na sexta-feira, em Moscovo, e onde estão presentes cerca de 30 empresas nacionais do sector, a ministra garantiu que "esta é uma feira muito importante e que tem contado com a presença crescente, de ano para ano, das empresas portuguesas".

"Este ano mais de trinta empresas estiveram presentes o que significa que há muitos canais de interesse e de dinamismo. Nós temos, neste momento, 70 empresas do sector agro-alimentar a exportar para a Rússia e temos pedidos de mais 44 que estão pendentes", referiu a governante portuguesa.

Para que as 44 empresas com pedidos pendentes possam exportar para a Rússia é preciso que haja uma missão inspectiva dos serviços russos a Portugal, explicou a ministra, que garantiu que numa reunião com o seu homólogo russo, à margem do certame, fez questão de "sinalizar o interesse de Portugal e a urgência (...) de poder ter uma missão inspectiva a Portugal, quando for possível".

Segundo a Assunção Cristas esta missão inspectiva poderá acontecer ainda no primeiro semestre deste ano.

"Quando nós olhamos para os números das exportações vemos que, de 2012 para 2013, com o mesmo número de empresas, as vendas para a Rússia aumentaram muito significativamente", destacou à Lusa a ministra, lembrando que Portugal exportou 21 milhões de euros em 2012 para aquele país, e em 2013, embora os dados ainda não estejam fechados, as vendas de produtos agro-alimentares para o mercado russo deverão ascender a cerca de 50 milhões de euros.

"Isto quer dizer que o consumidor russo começou a provar e a reconhecer os produtos portugueses, e que se nós conseguirmos abrir o mercado russo para mais 44 empresas, que são as que tem pedidos neste momento [para exportar], então, com certeza que as nossas exportações poderão ter ainda mais significado", salientou.

Segundo a ministra, a delegação portuguesa teve "um bom acolhimento" da parte das autoridades e entidades russas.

Também à margem da Prodexpo, foi assinado um acordo entre a Portugal Foods e a congénere russa Rusprodsoyyuzuma para estabelecer canais de troca de informações, de ajuda recíproca na penetração nos respectivos mercados, o que também foi classificado pela ministra de "positivo", porque, justificou, "este envolvimento e este empenho a nível político tem que ter reflexos, quer no âmbito político quer empresarial e ainda ao nível das associações do sector".

Assunção Cristas referiu igualmente à Lusa que da parte das autoridades russas "há uma grande preocupação com a qualidade dos produtos, ambicionam produtos a bom preço, com certeza, mas o preço não é o factor número um, este é a qualidade".

Do lado português, segundo a ministra, foi transmitido às autoridades russas que "ter produtos de grande qualidade e sermos reconhecidos como a joalharia da agricultura", é o objectivo de Portugal, sublinhou.

A principal feira da Federação Russa e do Leste Europeu do sector decorre entre 10 e 14 de Fevereiro, em Moscovo, e conta com uma participação colectiva apoiada pela Portugal Foods.

Lusa
 

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« Responder #129 em: Fevereiro 25, 2014, 09:20:18 pm »
Metal: Empresa lusa já exporta 95% da produção


A empresa portuguesa Cobermaster, que se dedica ao desenvolvimento e produção de equipamentos metálicos de apoio à indústria, energias renováveis e construção civil, atingiu em 2013 uma taxa de exportação de 95%.
 
Atualmente, a companhia, líder nacional na produção de gradil e a única no mundo a fabricar gradil tridimensional, exporta mais de 100 produtos diferentes direta e indiretamente para Espanha, França, Alemanha, Angola, Moçambique, Brasil, Argentina, Marrocos e Argélia.
 
A Cobermaster, que conta com uma unidade industrial em Oliveira de Azeméis, equipada com um centro de serviços de transformação metálica que permite a produção de grandes e pequenas séries de componentes metálicos e de peças únicas de prototipagem, obteve, em 2013, um volume de negócios de 800 mil euros, crescendo 3% face a 2012.
 
Este ano, avança um comunicado da empresa, formada há uma década e que já equipa mais de 1.000 torres eólicas em todo o mundo, dedicando 12% da faturação global à inovação, os responsáveis estimam duplicar o volume de vendas para 1,6 milhões de euros.
 
"[2014] será um ano de apresentação de soluções e equipamentos inovadores, resultantes do esforço e investimento desenvolvidos no âmbito da Investigação e Desenvolvimento", prevê Frederico Albergaria, diretor executivo da Cobermaster.
 
"Aspiramos ainda crescer acima dos dois dígitos em mercados como Espanha, França e Angola", confessa o responsável, que acrescenta que, "apesar de a maioria das empresas portuguesas estar focada apenas no mercado externo", a Cobermaster definiu "uma estratégia de posicionamento também no mercado nacional".
 
"É necessário investir e apostar no nosso país. Fizemos acordos com cerca de 30 fabricantes nacionais e criámos um catálogo com mais de 5.000 referências para indústria e construção de fabrico exclusivamente nacional", revela.
 
O investimento contínuo em Investigação e Desenvolvimento está, aliás, no ADN da empresa: em 2008, a Cobermaster registou a patente do primeiro contentor do mundo totalmente rebatível, cuja estrutura permite o rebatimento simultâneo de paredes, chão e teto.
 
Este percurso de criação de valor através da inovação valeu à companhia o troféu “Inovação” da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, em 2012, a distinção “PME-Líder” e “PME-Excelência” há seis e dois anos consecutivos, respetivamente, e, mais recentemente, a integração na rede “PME Inovação COTEC”.

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #130 em: Março 12, 2014, 06:10:13 pm »
Exportações de roupa e calçado batem recorde dos últimos 12 anos


O passado mês de Janeiro foi o melhor dos últimos 12 anos para as exportações do sector têxtil e vestuário português, que cresceram 14% face ao mesmo período de 2013, para 411 milhões de euros. Em comunicado, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) destaca que "todas as categorias de produtos alcançaram bons resultados" e antecipa que Janeiro será "o primeiro mês de mais um ano de crescimento".

As exportações de vestuário em malha foram as que mais cresceram, 18%, seguidas do vestuário em tecido, com cerca de 14%.

Seguiram-se os artigos têxteis confeccionados, onde se incluem os têxteis para lar, cujas exportações, segundo a ATP, registaram um crescimento superior a 7%.

Já as exportações de matérias-primas têxteis cresceram 10%, com destaque para as exportações de fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (mais 19%), as de tecidos especiais e tufados (mais 17%) e as de tecidos impregnados, revestidos ou recobertos e outros têxteis de uso técnico (mais 11%).

De acordo com a associação, as exportações do sector para os países da União Europeia cresceram 16%, tendo sido estes os destinos que maiores acréscimos registaram em termos absolutos.

"É notável a dinâmica de crescimento para alguns países europeus, nomeadamente para a Áustria (+40,3%), para a Polónia (+36,6%), para a França (+29,2%), para a Dinamarca (+22,1%), para a Suécia (+21,4%), para o Reino Unido (+20,2%) para os Países Baixos (+18,9%), para a Espanha (+15,2%) e para a Alemanha (+10,2%)", salienta a ATP.

Destaque também para Angola (para onde as exportações portuguesas aumentaram 4,4 milhões de euros em Janeiro, para um total de cerca de 10 milhões, uma taxa de crescimento de 78%) e para a China (com um valor exportado de 3,7 milhões de euros e uma taxa de crescimento de 44%).

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #131 em: Maio 09, 2014, 04:25:20 pm »
Portugal importou três vezes mais do que exportou no 1.º trimestre


Portugal importou, no primeiro trimestre de 2014, três vezes mais bens do que aqueles que vendeu ao exterior, com as importações a aumentarem 6% e as exportações a cresceram apenas 1,7% em termos homólogos. Segundo as estatísticas do comércio internacional hoje divulgadas pelo INE, entre Dezembro de 2013 e Fevereiro de 2014, o ritmo das exportações foi superior (5,2%), ficando no entanto abaixo das importações (7,5%).

Nos primeiros três meses de 2014, o défice da balança comercial aumentou 621,7 milhões de euros e a taxa de cobertura (relação entre o valor exportado e o valor importado) diminuiu 3,5 pontos percentuais, para 81,9%.

As exportações caíram 1,3% em Março, enquanto as importações registaram uma variação homóloga de 2,1% (que compara com um aumento de 4,4% e 5,9% em Fevereiro, respectivamente).

Este resultado deveu-se sobretudo à quebra no comércio extracomunitário (6,8%, com destaque para os combustíveis minerais), já que a venda de bens no espaço europeu subiu (1,1%).

O acréscimo das importações resulta essencialmente do comércio intracomunitário (14,7%), salientando-se a compra de veículos e outro material de transporte, combustíveis minerais e máquinas e aparelhos, pois a compra de bens a países fora da União Europeia recuou 28,8%.

Em termos mensais, as exportações aumentaram 2,9% em Março face ao mês anterior e as importações cresceram 1%.

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #132 em: Junho 09, 2014, 05:42:45 pm »
Exportações de calçado amentaram 10% no primeiro trimestre




As exportações de Calçado atingiram 481,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014, correspondente a um acréscimo de 10,1% face ao mesmo trimestre do ano passado, revelam dados publicados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Embora comparativamente há duas décadas atrás tenha havido redução do seu peso relativo (8,8% em 1993 e 3,7% em 2013), as exportações de calçado nos anos recentes têm sido mais dinâmicas que a globalidade das exportações, refere o anexo publicado hoje (junto com as 'Estatísticas do Comércio Internacional – 1º Trimestre') e que cobre o período 2008-2013 no setor do calçado.

Em 2008, o saldo da balança comercial do calçado atingiu um excedente de 906,4 milhões de euros, tendo aumentado para 1 310,9 milhões de euros em 2013. Esta evolução positiva deveu-se ao acréscimo das exportações e à redução das importações (+396,6 milhões de euros e -7,9 milhões de euros, respetivamente). Desta forma, «em 2013 o excedente comercial de Calçado foi um dos mais significativos em termos de transações de produtos no comércio internacional», salienta a fonte.
O dinamismo recente das exportações de calçado «reflete essencialmente o aumento do preço unitário e não tanto um aumento das quantidades exportadas e está também associado a uma maior diversificação geográfica dos mercados de destino, com a perda de peso relativo dos principais clientes europeus», explica ainda o documento do INE.

Em 2013 o aumento do valor exportado (+7,9% face a 2012) reflete um crescimento, embora menos expressivo, das quantidades exportadas em termos de número de pares (+3,8%), e um acréscimo no preço unitário praticado (23,3 euros por par, correspondendo a quase mais 1 euro face ao preço praticado em 2012). O 'calçado com parte superior de couro natural' foi o principal tipo de calçado exportado por Portugal para o exterior. Em 2013, este tipo de calçado representava 88,2% do valor total das exportações de calçado (+0,7 p.p. face a 2008), detalha o INE.

França, Alemanha, Países Baixos, Espanha e Reino Unido são os tradicionais países de destino do calçado nacional. No seu conjunto, concentravam 73,2% das exportações em 2013, o que representa uma redução de 6,0 p.p. face a 2008.


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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #133 em: Julho 10, 2014, 08:03:11 pm »
Exportações caem 3,3% e importações diminuem 0,8%


As exportações portuguesas diminuíram 3,3% e as importações caíram 0,8% no trimestre terminado em Maio, face ao período homólogo, tendo o défice da balança comercial aumentado 288,8 milhões de euros, divulgou hoje o INE.

Já a taxa de cobertura recuou para 83,8%, revelou ainda o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Considerando apenas o mês de Maio de 2014, as exportações de bens diminuíram 3,6% e as importações de bens aumentaram 1,9% face ao mês homólogo (respectivamente -4,8% e -6,1% em Abril de 2014).

No período de Fevereiro a Abril de 2014 as exportações tinham caído 0,9% e as importações aumentado 0,1% em termos homólogos.

Na sequência desta evolução, a taxa de cobertura das importações pelas exportações diminuiu de 2,1 pontos percentuais (p.p.) de Março a Maio face ao mesmo período do ano passado, situando-se nos 83,8%.

De acordo com o INE, em Maio passado as exportações diminuíram 3,6% relativamente ao mesmo mês de 2013, em resultado da evolução registada quer nos mercados intra quer extra União Europeia (UE), devido essencialmente aos combustíveis minerais.

Já as importações aumentaram 1,9% face a Maio de 2013, em reflexo do acréscimo registado no comércio intra-UE (em especial nos veículos e outro material de transporte), dado que no comércio extra-UE se verificou uma diminuição.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em Maio de 2014 as exportações cresceram 0,2% e as importações 3,8% face ao período homólogo (respectivamente +3,6% e +2,5% em Abril de 2014).

Em termos das variações mensais, em Maio de 2014 as exportações aumentaram 5,1% face a Abril de 2014, devido à evolução quer do comércio intra-UE como do extra-UE (nomeadamente nos combustíveis minerais e metais comuns) e as importações aumentaram 9,7%, em resultado essencialmente do acréscimo verificado no comércio extra- UE (em especial nos combustíveis minerais).

Analisando apenas o comércio intracomunitário, no trimestre terminado em Maio as exportações diminuíram 0,7% e as importações aumentaram 8,3% face ao período homólogo, a que corresponde uma taxa de cobertura de 77,6% e um défice de 2 465,9 milhões de euros.

Em Maio, as exportações intra-UE diminuíram 1,8% face ao mês homólogo de 2013, reflectindo principalmente a evolução dos combustíveis minerais e as importações intra-UE aumentaram 4,8%, sobretudo devido aos veículos e outro material de transporte.

Em relação ao mês anterior, o INE aponta um aumento de 3,9% das exportações Intra-UE, essencialmente devido aos metais comuns, vestuário e calçado.

Já as importações intra-UE aumentaram 2,3% em resultado da evolução das máquinas e aparelhos, veículos e outro material de transporte e produtos .

No que respeita ao comércio extracomunitário, no trimestre terminado em Maio de 2014 e face ao período homólogo, tanto as exportações como as importações diminuíram, respectivamente 9,4% e 23,1%, o que resultou num excedente de 153,2 milhões de euros e numa taxa de cobertura de 104,8%.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações extra-UE cresceram 2,6%, enquanto as importações diminuíram 1,4%, face ao período homólogo.

Com exclusão deste tipo de bens, o saldo da balança comercial extra-UE atingiu um excedente de 1.223,1 milhões de euros, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 166,2%.

Considerando apenas Maio, as exportações para os países terceiros diminuíram 7,9% face a 2013, devido sobretudo aos combustíveis minerais e veículos e outro material de transporte, enquanto as importações extra-UE diminuíram 5,6%, essencialmente reflectindo a evolução dos combustíveis.

Face ao mês anterior, em Maio as exportações extra-UE aumentaram 8,3%, sobretudo devido à evolução dos combustíveis minerais e matérias têxteis, tendo as importações extra-UE aumentado 37,9% devido essencialmente aos combustíveis minerais .

Para estas variações o INE diz ter contribuído, "em larga medida", o retomar do funcionamento normal da refinaria de Sines, após a paragem de Março e Abril de 2014.

Por grandes categorias económicas, no trimestre terminado em Maio destaca-se nas exportações o decréscimo homólogo "acentuado" nos combustíveis e lubrificantes (-54,1%), nomeadamente nos produtos transformados, e o aumento nos bens de consumo (+11,1%).

Quanto às importações, salienta-se a diminuição de 28,7% nos combustíveis e lubrificantes, em resultado sobretudo da evolução dos produtos primários (-33,1%), tendo a categoria material de transporte e acessórios apresentou o maior acréscimo (+22,0%).

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Re: Exportações e Importações Portuguesas
« Responder #134 em: Julho 29, 2014, 02:10:32 pm »
Calçado português já é exportado para 150 países


O calçado português está cada vez mais internacional e já chega a 150 países espalhados pelos cinco continentes. O setor tem beneficiado de um êxito assinalável, com as vendas a aumentar mais de 40% desde 2010 e as exportações para fora da União Europeia a alcançar mais do dobro nos últimos quatro anos.
 
De acordo com informações avançadas pela Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado (APICCAPS), as vendas para os mais importantes mercados da União Europeia cresceram 31% desde 2008, chegando aos 1.513 milhões de euros, mas é fora da Europa que os sapatos nacionais têm conquistado o maior volume de admiradores.
 
Com efeito, foi junto das nações extracomunitárias que, desde aquele ano, Portugal conseguiu um "desempenho mais notável", com as vendas de calçado português para países como a China, os EUA, o Japão ou a Rússia a aumentarem mais de 160%, perfazendo já 13% do total exportado.
 
A APICCAPS destaca a explosão do crescimento para território russo (mais 491% do que em 2008, saltando para 49 milhões de euros), para os EUA (mais 237% para 27 milhões), para o Canadá (mais 237% para 18 milhões), para o Japão (mais 126% para 15 milhões) e, finalmente, para Angola (mais 107% para 26 milhões.
 
Além disso, acrescenta a associação, no período em análise, "as empresas portuguesas despertaram para a Austrália, com vendas já próximas dos nove milhões de euros, para a China (mais de cinco milhões de euros) e para os Emirados Árabes Unidos (com vendas igualmente próximas dos cinco milhões de euros).
 
Meta atual é aprofundar presença em novos mercados
 
Segundo a APICCAPS, o principal objetivo do setor do calçado português passa, agora, pelo aprofundamento da presença em novos mercados, de modo a que seja possível atingir uma meta já traçada e que passa por conseguir que as vendas extracomunitárias representem 20% do total das exportações até 2020.
 
A mais recente aposta da associação é a promoção dos sapatos nacionais na América Latina, em particular na Colômbia. Em Julho, 17 empresas portuguesas participaram na Colombiamoda, o maior certame profissional de moda a realizar-se naquele país e que recebe, anualmente, empresários do Brasil, Chile, México, Panamá ou Peru.
 
Entretanto, estão já a decorrer outras ações promocionais, desde missões de compradores a visitas de jornalistas estrangeiros, anúncios em revistas da especialidade e mesmo a colocação de 'outdoors' nos aeroportos e cidades com o slogan "El calzado más caliente en Europa" ("O calçado mais quente da Europa", em português).
 
"Está em curso [na Colômbia] uma grande ofensiva promocional sem precedentes" destinada a "alavancar a imagem da indústria [do calçado português] e das suas empresas", anuncia a APICCAPS, acrescentando que "este modelo promocional será posteriormente replicado noutros países".
 
"A meta definida no FOOTure 2020 – Plano Estratégico da Fileira do Calçado - é clara: fazer do calçado português uma das grandes referências à escala mundial", conclui a associação, que, em breve, ambiciona aumentar o investimento em "mercados de elevado potencial de crescimento" como os EUA, o Japão, a Rússia ou Israel.

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