Votação

O que deveria fazer Portugal?

Esperar para ver o evoluir da situação
3 (13%)
Caso a situação se agrave, solicitar a ajuda e apoio da Austrália
2 (8.7%)
Fazer avançar desde já uma fragata com um corpo de fuzileiros
9 (39.1%)
Enviar a fragata e 2 C-130H para ponte entre Dili e Darwin
9 (39.1%)

Votos totais: 23

Votação encerrada: Maio 09, 2006, 10:51:27 am

Crise em Timor - o que pode fazer Portugal?

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Rui Elias

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« Responder #30 em: Maio 22, 2006, 02:03:40 pm »
Nuno:

A fragata ao lado da Perry (classe Adelaide) parece ser um Meko-200 australiana (ANZAC).


O HMAS Parramatta

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Deslocamento: 3600 tonnes
Comprimento: 118 metres
Boca: 14.8 metres
Guarnição: 164

Propulsion One General Electric LM 2500 Gas Turbine
two MTU diesels driving two controllable pitch propellers.

Velocidade: 27 nós

Sistemas de armas: One 5 inch Mk 45 Mod 2 automatic rapid fire gun.
Sea Sparrow anti-air missile system.
Two Mk 32 triple-mounted anti-submarine torpedo tubes.
Six 50 calibre machine guns.

Aircraft One SH-2G(A) Super Seasprite armed with 'Penguin' missiles


A mais que as nossas Vasco da Gama, possuem o VLS para MK-45, mas não têm CIWS Phalanx 20Mmm.
 

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Nuno Bento

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« Responder #31 em: Maio 22, 2006, 11:45:43 pm »
Citação de: "Rui Elias"
Nuno:

A fragata ao lado da Perry (classe Adelaide) parece ser um Meko-200 australiana (ANZAC).


Eu Ampliei a foto no meu PC e realmente é uma Meko-200
 

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Nuno Bento

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« Responder #32 em: Maio 24, 2006, 12:19:38 am »
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23-05-2006 15:57:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-8015546
Temas:  política portugal timor-leste partidos

Timor-Leste: PS defende força de interposição da ONU se a situação se agravar

 
Lisboa, 23 Mai (Lusa) - O secretário nacional do PS para as Relações In ternacionais, José Lello, defendeu hoje a necessidade de uma força militar de in terposição das Nações Unidas caso os conflitos internos se agravem e ponham em p erigo o Estado timorense.

"Se a situação em Timor-Leste evoluir para um clima de perigo da ordem pública, ameaçando a sustentabilidade do Estado timorense, as Nações Unidas deve rão então mobilizar forças de interposição para assegurar a estabilidade do país ", afirmou José Lello à agência Lusa.

Pelo menos três pessoas morreram e nove ficaram feridas em confrontos o corridos hoje nos arredores de Díli entre efectivos das forças de segurança e ho mens liderados pelo major Alfredo Reinado, oficial que comandava a Polícia Milit ar e que a 3 de Maio abandonou a cadeia de comando das forças armadas timorenses .

As vítimas mortais são um militar das FALINTIL-Forças de Defesa de Timo r-Leste (F-FDTL), um elemento da Polícia Nacional de Timor-Leste e um dos rebeld es sob o comando do major Reinado.

Um porta-voz do Governo timorense afirmou em Díli que "as forças armada s e a polícia encetaram a perseguição ao grupo liderado pelo major Reinado, com vista à sua detenção".

Na sequência dos incidentes, o Governo australiano reafirmou hoje a sua disponibilidade para enviar uma força de segurança para Timor-Leste, se as auto ridades de Díli ou as Nações Unidas o solicitarem.

Confrontando com os incidentes de hoje nos arredores de Díli, José Lell o referiu que "as Nações Unidas continuam presentes em Timor-Leste" e deverão se r os elementos desta organização a proceder "à necessária avaliação" da situação interna naquele país.

"Só há uma forma de intervir em Timor-Leste: através das Nações Unidas" , defendeu o dirigente do PS (partido no poder), advertindo que, em relação a es te país "independente, Portugal não pode tomar qualquer posição unilateral".

Sobre a situação em Timor-Leste, o primeiro-ministro, José Sócrates, af irmou na semana passada que, "em qualquer circunstância, Portugal ajudará" o pov o timorense.

No entanto, o chefe do Governo português tem também insistido que o eve ntual envio de uma companhia da GNR para Timor-Leste para terá de ocorrer no âmb ito de "um mandato internacional".

PMF.

Lusa/Fim



 
 

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Rui Elias

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« Responder #33 em: Maio 24, 2006, 01:08:40 pm »
É pena que mais uma vez Portugal prefira que sejam outros a avançar primeiro, e assim ganhar peso politico no país.
 

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Jorge Pereira

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« Responder #34 em: Maio 25, 2006, 04:00:03 pm »
Citação de: "Rui Elias"
É pena que mais uma vez Portugal prefira que sejam outros a avançar primeiro, e assim ganhar peso politico no país.


E não é só o facto de ganhar ou perder peso político.

Se as forças portuguesas (GNR) tivessem sido enviadas aquando do primeiro apelo informal do Ramos Horta e quando a situação estava ainda incipiente, muito provavelmente não se teria chegado à actual situação e não se teriam perdido as vidas que se perderam.

É sempre esta mania irritante de actuar com mil e uma cautelas mesmo nas nossas áreas de influência directa :evil: .
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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jomite

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« Responder #35 em: Maio 26, 2006, 03:17:40 am »
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Se as forças portuguesas (GNR) tivessem sido enviadas aquando do primeiro apelo informal do Ramos Horta e quando a situação estava ainda incipiente, muito provavelmente não se teria chegado à actual situação e não se teriam perdido as vidas que se perderam.


 Como é costume em Portugal deixa-se tudo para a ultima hora!

 As minhas observações em relação ao que se tem estádo a passar são as seguintes:

-Assim que começaram a existir focos de conflito e o Ramos Horta pediu informalmente o apoio de portugal devia-se ter feito algo.

-Além da GNR talvez fosse melhor enviar também uma companhia de Fuzileiros, porque se a situação se agravar ainda mais seria bom ter no território uma unidade verdadeiramente militar e não apenas de policiamento e manutenção da ordem pública, apesar da presença de tropas Australianas.

-O governo aceitou o envio da GNR mesmo sem ser no âmbito da ONU o que me leva a pensar se por exemplo no futuro algum país da CPLP com problemas semelhante, temos o exemplo da Guiné-Bissau que cada duas por três tem tido periodos de instabilidade e conflitos internos ou então S.Tomé e Principe que à uns anos também teve problemas do género, pedir apoio a Portugal para controlar uma situação semelhante a esta, qual será a resposta?
  O governo de um desses países pode dizer "ajudarão o governo de Timor e a nós não, porquê?"
  Isto no caso de uma resposta negativa, que me parece o mais provável.
É claro que a opinião pública não veria com tão bons olhos o envio de tropas ou GNR  para um desses países perante uma situação semelhante. Timor é especial para os portugueses.

-O que eu ainda não sei verdadeiramente é se os militares revoltosos têm ou não realmente motivos sérios para tomar uma atitude destas.

- Imaginemos que a situação se descontrola ainda mais!
  Tendo em conta a resistência dada aos indonésios durante cerca de 25 anos os timorenses são um povo dificil de vencer. Não sei o numero de soldados que a Indonésia tinha permanentemente em Timor durante a ocupação, mas seriam concerteza mais do que aqueles que Austrália já enviou e os outros países vão enviar.
  Se o país entrar mesmo em guerra civil e como tal de guerrilha será uma situação complicáda.
 

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ricardonunes

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« Responder #36 em: Maio 26, 2006, 09:36:39 am »
Envio da GNR para Timor contestado pelas Forças Armadas

 
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A opção de enviar a Guarda Nacional Republicana (GNR) para Timor-Leste está a criar desconforto no seio das Forças Armadas. Segundo o Correio da Manhã de hoje, os três ramos não vêem com bons olhos a partida daquela força para a ex-colónia portuguesa por considerarem que está em causa uma missão da sua competência.
«A nós (Forças Armadas) cabe impor a ordem. A GNR só deveria actuar depois desta estar restabelecida», segundo fontes militares contactadas pelo jornal.

Outro dos argumentos utilizados é a boa relação entre os militares portugueses e a população timorense.

«Temos uma relação privilegiada com a sociedade timorense», acrescentaram as mesmas fontes, considerando que neste momento a situação no país «pede uma intervenção militar».

Entretanto, os porta-vozes dos três ramos das Forças Armadas confirmaram que existem meios prontos para actuar no terreno, caso isso seja solicitado pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

A notícia faz manchete do jornal no dia em que partem para Timor-Leste os primeiros militares da GNR.

Três oficiais vão preparar a chegada da companhia do Batalhão Operacional. Para a semana chegam 40 elementos, 12 deles da Companhia de Operações Especiais e até 23 de Junho chegará todo o contingente, num total de 120 militares.

26-05-2006 8:08:31
Potius mori quam foedari
 

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Rui Elias

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« Responder #37 em: Maio 26, 2006, 10:29:42 am »
Por isso estre inquérito que aqui propuz:

Porque não foi enviada a tempo uma fragata para Timor, e embarcada, uma companhia de fuzileiros da Armada, para o que desse e viesse?

Se não fossem necessários, melhor.

Mas sendo necessários, concerteza que o Governo/autroridades de Timor não iriam rejeitar essa força, que por pequena que fosse, se comparada com o contingente australiano, daria a Poprtigal uma imagem de país empenhado.

E teriamos sempre a desculpa de estar ali para defender os nacionais que lá vivem, mesmo que em coordenação e cooperação com os australianos e malaios.

Portugal não pode ser sempre o eterno atrasado nestas coisas.
 

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ricardonunes

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« Responder #38 em: Maio 26, 2006, 10:42:24 am »
A noticia do CM não está completa, mas pelo que ouvi na TV ontem, quem lançou o debate foi o Exército, que queriam enviar a Brigada de Reação Rápida.
Potius mori quam foedari
 

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Rui Elias

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« Responder #39 em: Maio 26, 2006, 10:47:15 am »
Sim, um coronel do Exército referiu isso e deu a entender que o Exército tem essa força de reação rápida com um grau de disponibilidade de poucas horas.

Em qualquer caso, ontem o Governo também não enjeitou a possibilidade de se a situação no terreno o justificar, que Portugal poderá voltar a enviar elementos das FA's para Timor.
 

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ricardonunes

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« Responder #40 em: Maio 26, 2006, 01:35:27 pm »
Potius mori quam foedari
 

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luis filipe silva

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« Responder #41 em: Maio 26, 2006, 03:16:35 pm »
Por mim Portugal já fez o que tinha a fazer. Timor já é independente, e nós não somos bombeiros, para andar a apagar os fogos que eles próprios ateiam.
Esta história levou em 1976 à invasão por parte da Indonésia.
Os timorenses não aprenderam? problema deles!...
Na minha opinião isto é um problema de ordem pública, e portanto interno.
Acho que 50 milhões anuais são uma boa ajuda.
No entanto acho que poderíamos ter um C 130 estacionado em Darwin, para recolher os nossos cidadãos, e alguns soldados para assegurar o aeroporto.
-----------------------------
saudações:
Luis Filipe Silva
 

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papatango

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« Responder #42 em: Maio 26, 2006, 08:38:02 pm »
Mandar uma fragata para Timor, de pouco servia, porque os rebeldes não têm marinha.
A presença da Fragata em Timor, no periodo da independência, tinha razão de ser, porque havia uma situação de indefinição com a Indonesia e não se sabia qual a posição que a nova presidente na altura (Megawati) tomaria durante o periodo de transição.

Tería justificação mandar uma fragata, se Portugal tivesse um Navio de Apoio Logistico, de forma a que o navio pudesse funcionar como base de comando de operações, mas não temos tal navio.

= = =

A afirmação produzida ontem sobre a existência de uma Brigada de Reação Rápida, é - do meu ponto de vista - apenas decorrente da imaginação delirante de alguns oficiais das forças armadas, que infelizmente não têm a mais pequena noção dos custos e da dificuldade em suportar uma força a esta distância, e de transporta-la.

Temos que ter a noção de que em qualquer circunstância, a Australia chegará sempre antes, e a Australia não só tem muito mais armas, melhores e mais modernas, como está ali a um saltinho.

Nós, mesmo que tivessemos uma brigada de reação rápida equipada com armamento adequado, não a conseguiriamos colocar em Timor. Não temo aviões para isso.

A necessidade de obter um OK das Nações Unidas, tem a ver também com a facilidade na obtenção de todo o tipo de autorizações de sobrevoo que são necessárias. Os nossos C-130 não são aviões de transporte estratégico, e por isso precisam de ir aos saltinhos de canguru de aqui até Díli.

A única forma de ter evitado a situação, era ter mantido uma força militar portuguesa em Timor, que poderia ser do nível batalhão, mesmo que com um efectivo reduzido. Um efectivo de 300 a 400 militares, ou mesmo menos, equipados com dois ou três M-113 (que os Austrlianos utilizam) seriam o suficiente para meter medo a qualquer tentativamais ou menos rebelde.

Talvêz a pergunta seja:

O que estão as nossas tropas a fazer no Afeganistão e na Bósnia?
==========================================

Cumprimentos
 

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ricardonunes

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« Responder #43 em: Maio 26, 2006, 08:49:51 pm »
papatango, concordo com o que escreveu.
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O que estão as nossas tropas a fazer no Afeganistão e na Bósnia?

A ganhar os suplementos de missão no estrangeiro (ajudas de custo)...
Potius mori quam foedari
 

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Spectral

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« Responder #44 em: Maio 27, 2006, 07:11:46 pm »
pt,
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O que estão as nossas tropas a fazer no Afeganistão e na Bósnia?


A cumprir as obrigações de Portugal como membro da NATO e da UE, como aliás os outros estados membros destas organizações.

Quanto ao resto do post do pt, também concordo,acho que atém nem teria sido preciso a presença de um batalhão, uma companhia de GNR até já teria bastado ( e teria sido bem melhor se Timor tivesse abandonado a formação de forças armadas e se concentrado numa força do modelo da GNR) para prever esta situação. Claro que isto também dependeria da vontade do Governo deles...
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R.P. Feynman
 

 

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