Sector Portuário

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Edu

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Re: Sector Portuário
« Responder #150 em: Novembro 28, 2012, 04:05:27 pm »
O truque passa por dar uma responsabilização directa dos gestores e administrativos e mesmo politicos pela sua gestão. E essa responsabilização pode ser tanto positiva como negativa.

Se a gestão é bem feita ele deve ser responsabilizado pelo que fez bem e ser recompensado. Se a gestão é mal feita ele deve ser da mesma forma responsabilizado pelo que fez mal e ser púnido com multas, cortes na remuneração e em casos mais graves prisão.
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #151 em: Novembro 28, 2012, 04:15:30 pm »
Boas,

Citar
cortes na remuneração e em casos mais graves prisão.

Neste caso tinhas que começar a fazer novas prisões para os por todos lá dentro.

Alem de começar a resolver muitos dos nosso problemas, punhas alguma justiça neste país, e ainda
potencias a economia, retirando alguns milhares do desemprego, para a Construção das prisões e o reforço
do corpo dos Serviço Prisionais.

PedroI

O facto de ser adminsitrativo, não retira o merito de pelo menos no explicar/ informar sobre  algo e algumas noções( pelo menos para mim já me ajudas-te a entender um sector do qual tenho poucos conhecimentos ), em Portugal muitos dos talentos estão nesse tipo de posiçoes e quando saem do País, conseguem algo pelo seu mérito.
 

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chaimites

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Re: Sector Portuário
« Responder #152 em: Novembro 28, 2012, 06:18:18 pm »
Em viana os ENVC
Nestes dois ultimos anos o movimento gerdo pelos ENVC è quase  zero


O Porto de Viana é um porto pequeno,  pode receber navios ate 180 metros e calado máximo de 8 metros, tem capacidade maxima de movimentaçõ de cargas de 900 000 toneladas por ano,  mas dele dependem as principais empresas da região

Depois e ter crescido quase 50% no ano passado este ano vai apresentar um crescimento de 10% com um volume de carga de 600 000 toneladas e é pelo segundo ano consecutivo um porto exportador graças as exportações da ENERCOM e da  Portucel Europac
Falando só destas duas empresas uma vez que estão dependentes da existencia do Porto de Mar

A ENERCOM  emprega  direamente mais de 2000 trabalhadores e representa 2 navios por semana que partem com componentes de torres eolicas
A Europac é o 4º maior produtor Europeu de papel cratf e o maior da peninsula iberica com 350 000 toneladas de papel por ano.
 Neste momento emprega 450 trabalhadores e consome 2 mil toneladas de madeira por dia.
Estão previstos investimentos nesta fabrica para aumentar a produção para as 450 000 toneladas aproximndo-a das maiores da Europa


Mas para isso acontecer.......

Estamos ha N anos a espera de:
 Uma ligação rodoviaria à A28 numa extenção de apenas 8 kilometros, foram gastos 1.5 milhões em expropriações mas a obra  avaliada em apenas mais 8 milhões nao avança!  promessas promessas e mais pomessas todas as eleições è o mesmo!
Uma ligação ferroviaria igualmente de 8 kilometros   que ligue  Porto de Mar á linha do Minho que une Porto a Vigo.
 Està em fase de projecto na REFFER h´não sei quantos anos!

Na vertente turistica estamos a espera da concretização da Marinha Oceanica e do terminal de cruzeiros.
 

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Malagueta

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Re: Sector Portuário
« Responder #153 em: Novembro 29, 2012, 10:07:21 am »
Porto
Leixões transformou-se num porto que nunca dorme
António Freitas de Sousa  
29/11/12 00:05

     

 
.Filas de camiões e carga empilhada em todo o lado. É a resposta à greve em Lisboa e Setúbal.

Camiões parados fazendo fila estrada fora como se estivessem às portas de uma fronteira que ninguém se lembrou de abrir; contentores empilhados numa pirâmide cúbica em zonas onde antes estavam parqueados dois ou três caixotes como se alguém por lá os tivesse esquecido; vagões de caminho-de-ferro numa fila ordenada a perder de vista, cada um com o seu contentor às costas; e, até bem depois da meia-noite, as duas margens do porto de Leixões tão cheias de luz como se lá se comemorasse um Senhor de Matosinhos fora de horas.

Desde que a greve dos estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e mais sazonalmente de Aveiro e Figueira da Foz teve início, que o porto de Leixões - juntamente com o de Sines - viu a sua actividade anormalmente acrescida, na mesma proporção em que as empresas exportadoras têm desviado a sua actividade expedidora para as estruturas onde não são surpreendidas com a ameaça de novas paragens
 

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HSMW

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Re: Sector Portuário
« Responder #154 em: Fevereiro 22, 2013, 08:55:03 pm »
Citar
Plano para o Porto de Lisboa prevê novo terminal na Trafaria
Está também prevista a concessão do terminal de cruzeiros


O Governo apresentou esta sexta-feira um plano de restruturação do Porto de Lisboa, que prevê a concessão do terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e a criação de uma nova marina.

O plano prevê um investimento de cerca de mil milhões de euros, 80% dos quais de privados, escreve a Lusa.

O Governo prevê ainda regenerar e qualificar zonas urbanas em sete concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. Segundo o Executivo, este plano deverá gerar 540 postos de trabalho diretos e mais 2000 indiretos.

Quanto ao terminal de contentores de Alcântara, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, salientou que o contrato com a Liscont termina apenas em 2020, pelo que a discussão à volta do futuro deste terminal só se colocará dentro de alguns anos.

Na apresentação do plano estiveram, além de Álvaro Santos Pereira, os ministros Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e da Defesa, Aguiar-Branco, e os secretários de Estado do Mar, Pinto de Abreu, do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, do Emprego, Pedro Roque, e dos Transportes, Sérgio Monteiro.
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia--- ... -6377.html

Citar
O Governo vai lançar um plano para reestruturar o Porto de Lisboa, que prevê a criação de um novo terminal de contentores na Trafaria (Almada), retirando de Lisboa o movimento de mercadorias por via portuária e deixando apenas de fora do projecto o terminal de Alcântara.

O novo terminal, que tem um investimento estimado de cerca de 600 milhões de euros, será concessionado a privados, num concurso a preparar ao longo de 2013. Serão, aliás, estes investidores que suportarão 80% do investimento total estimado pelo Governo para o projecto apresentado nesta sexta-feira pelo ministro da Economia (1050 milhões de euros).

Está ainda por encontrar uma solução para o transporte das mercadorias que chegarem ao novo porto da Trafaria, prevendo-se que seja construída uma ligação ferroviária para o efeito até ao Poceirão. De acordo com o executivo, a Refer, gestora nacional da rede ferroviária, está ainda a estudar esta matéria.

Numa primeira fase, programada para cinco anos, o novo terminal de contentores terá capacidade para um milhão de TEU, sendo que cada TEU equivale a um contentor com 6,1 metros de comprimento. Mas prevê-se que possa alcançar os dois milhões. O plano de reestruturação inclui ainda conclusão do terminal de cruzeiros em Lisboa, que será igualmente concessionado, numa operação que será lançada em Abril de 2013, adiantou Álvaro Santos Pereira. A construção do terminal, instalado em Santa Apolónia, já deveria ter ficado concluída no início deste ano.

O executivo pretende ainda avançar com a concessão da Marina de Lisboa, como estava previsto desde 2010. A infra-estrutura irá localizar-se entre as docas de Pedrouços e do Bom Sucesso, estimando-se que esta seja a primeira operação a avançar, com o lançamento do concurso programado já para o próximo mês.

Na apresentação desta sexta-feira, o ministro da Economia referiu que a reestruturação do Porto de Lisboa é “um projecto estruturante para a economia nacional, que ajudará a crescer”. Álvaro Santos Pereira destacou a redução dos custos das exportações e a criação de emprego, tendo especificado que este plano criará, a longo prazo, cerca de 500 novos postos de trabalho.

Na cerimónia de apresentação estiveram ainda o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.

http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... do-1585445
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #155 em: Fevereiro 25, 2013, 05:57:16 pm »
Impasse na gestão dos portos gera fuga de navios


A indefinição na Administração do Porto de Lisboa (APL), que está em gestão corrente à espera que o Governo nomeie novos corpos dirigentes, está a provocar dificuldades operacionais que aumentam o risco de fuga de navios para portos concorrentes. Ao que o SOL apurou, uma dessas situações ocorreu na semana passada, no terminal concessionado à Liscont. Um navio internacional manifestou interesse em atracar e fazer uma descarga de contentores. Contudo, seria necessário fazer uma dragagem na barra do rio Tejo, para permitir a passagem da embarcação.

Como essa operação implicava uma autorização da APL, que não pode ser tomada com uma equipa em gestão, a opção equacionada foi a transferência do navio para o Porto de Sines, cujas águas são mais profundas.

Outra restrição que afecta a captação de navios é a falta de disponibilidade para contactar clientes no estrangeiro, relatou uma fonte do sector portuário. Como a APL está apenas com dois elementos na administração, e deveriam ser três em plenas funções, afecta a capacidade de participar em encontros fora do país, muitas vezes necessários para captar novas embarcações.

E o Porto de Lisboa não é caso único quanto à indefinição dos elementos da administração. As equipas à frente dos maiores portos do país – Lisboa, Aveiro, Sines, Leixões e Setúbal – estão em gestão corrente, tal como o SOL já noticiou.

Parte do atraso deve-se à necessidade de obter pareceres favoráveis da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP). Com a revisão do Estatuto do Gestor Público, as competências profissional e curricular dos administradores propostos pelo Governo têm de obter avaliação positiva do organismo tutelado por João Bilhim, e houve nomes vetados.

Mas no caso de Lisboa o processo de avaliação dos potenciais administradores já foi completado. Segundo adiantou ao SOL fonte da CRESAP, «os pareceres solicitados relativos à Administração do Porto de Lisboa já foram elaborados e enviados à tutela».

A data do desfecho do processo está agora apenas nas mãos do ministro Álvaro Santos Pereira. Na comunidade portuária corre a informação de que a nomeação dos administradores para Lisboa e Sines estará «por dias», e que os nomes escolhidos para Lisboa e Setúbal são Marina Ferreira e Vitor Caldeirinha, respectivamente, mas o SOL não conseguiu obter qualquer esclarecimento do Ministério da Economia.

Extinções atrasadas

Os portos portugueses estão a atravessar uma fase de mudança profunda. No final do ano passado, foi aprovado um novo regime de trabalho portuário e o Governo quer avançar, a breve prazo, com novas concessões a privados.

Em paralelo, estão a decorrer processos de fusão e extinção de organismos públicos do sector, ao abrigo do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC). O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos foi extinto no papel, mas continua a funcionar porque falta definir competências e quadros de pessoal.

Lusa
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #156 em: Março 07, 2013, 02:10:45 pm »
Boas,

Com algum atraso mas aqui fica os meus 2 cêntimos.

Citar
Plano para o Porto de Lisboa prevê novo terminal na Trafaria
Está também prevista a concessão do terminal de cruzeiros

O Governo apresentou esta sexta-feira um plano de reestruturação do Porto de Lisboa, que prevê a concessão do terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e a criação de uma nova marina.
Como diz o gordo do preço certo EXXXXXXXPETACULO!!!!!!! Ou não.
Não é nada de novo, o fecho da golada já está previsto desde o tempo do Estado Novo como forma de de resolver os problemas físicos/hídricos do Porto de Lisboa e como forma de criar condições para terminais na margem sul. Contemporaneamente não podia vir em pior altura para os investidores nestes mercados face aos desinvestimentos que se vem nos terminais por todo o mundo.
Concessão do terminal de cruzeiros?? Muito difícil de vender, estou para saber que é que mete a corda no pescoço por uma concessão destas. Não tenham duvidas e leiam duas vezes o que vou escrever a seguir "Os cruzeiros dão prejuízos aos portos", funcionam numa óptica de "ou aceitam ou nos vamos para outro sitio" por isso fee's de agenciamento estão tão esmagados que são ridículos (fala-se, não confirmado, em 1000EUR pelo agenciamento do Queen Mary II) sendo que depois as agências vingam-se nas comissões dos reboques, etc, como seria de prever. Exigem dragagens que têm de ser absorvidas pela autoridade portuária e não metem nada nos Navios que não seja essencial e com desconto, incluindo as taxas portuárias.
Mas é claro que dá uma granda pinta o Antonio Costa aparecer na TV a congratular-se por Lisboa ser um destino de luxo de cruzeiros, que trazem milhares de turistas à Rua Augusta para pagar 30€ por meia-dose de sardinhas congeladas que nem os gatos de rua de Marvila comem.

Citar
O Governo prevê ainda regenerar e qualificar zonas urbanas em sete concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. Segundo o Executivo, este plano deverá gerar 540 postos de trabalho diretos e mais 2000 indiretos.
Estes números dos empregos são sempre esquisitos por exemplo:
Quem movimenta 100 contentores movimenta 500, quem agência 1 Navio agência 10, quanto mais recentes os terminais mais automatizados pelo que menos pessoal para mais volume, isto só nos directos. E nos indirectos? Não estou a ver novas camionagens, despachantes, depósitos de contentores a abrirem na Trafaria... das duas uma ou fecham na margem Norte e abrem na margem Sul ou então ficam onde estão.

Citar
Quanto ao terminal de contentores de Alcântara, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, salientou que o contrato com a Liscont termina apenas em 2020, pelo que a discussão à volta do futuro deste terminal só se colocará dentro de alguns anos.
E quem sabe se em 2020 não se arranja uma boa desculpa para deixar ficar a Liscont onde está.... só quem tiver no poleiro é que sabe, esperemos que sim.

E com esta segunda vaga de noticias é que começaram a aparecer as primeiras nuvens cinzentas

Citar
O Governo vai lançar um plano para reestruturar o Porto de Lisboa, que prevê a criação de um novo terminal de contentores na Trafaria (Almada), retirando de Lisboa o movimento de mercadorias por via portuária e deixando apenas de fora do projecto o terminal de Alcântara.
Alcântara fica de fora? Então e? a? Mas fecha em 2020 ou não?
Então mas se Alcântara fica de fora devem estar a referir-se a zona portaria de Santa Apolónia nomeadamente o TML - Terminal Multipurpose de Lisboa também conhecido por terminal da ETE ou Transinsular e cuja concessão está a expirar ou já expirou e ninguém se bufou, o TCSA - Terminal de Contentores de Santa Apolónia também conhecido por Sotagus ou "das Ilhas" e que se estava a preparar para afiambrar o TML já que é só mandar a cerca abaixo, e o TMPB - Terminal Multiusos do Poço do Bispo e que inclui o cais para os silos da Nacional.
Sim referem-se não só a estes como a toda a actividade portuária até ao Trancão (sem contar que os cruzeiros que são finos)!!!!! Tudo terrenos de alto valor portuário mas ainda mais imobiliário.

Agora começa aquilo que não passa na TVI e que nem toda a gente sabe quem é: que tráfego é que opera nos terminais que querem fechar? Ao que eu respondo o abastecimento as Regiões Autónomas e os tráfegos de "segunda" como as Áfricas (Angola, Moçambique, Guinés, etc, Norte de África, e algum tráfegos Europeus, etc. E perguntam os inteligentes "Então mas vão tentar convencer alguém a investir milhões em tráfegos de segunda? E estes tráfegos operam 1M de TEUS anuais? E a operação destes tráfegos é compatível com um terminal de primeira categoria?"
Alguma estatística:
Como ler ANO; Total de carga contentorizada; TEU aproximados a 14Tons por TEU (o que usualmente utilizado para estatística se bem que as ultimas analises digam os contentores movimentos em Portugal tem em media 16Tons
TOTAL Nacional
2011; 17.387.342 Tons; 1.241.953TEUs
2010; 15.258.043Tons; 1.089.860TEUs
2009; 12.984.000Tons; 927.428TEUs
2008; 13.619.000Tons; 972.782TEUs
Lisboa
2011; 5.584.648Tons; 398.903TEUs
2010; 5.177.470Tons; 369.819TEUs
2009; 5.007.000Tons; 357.642TEUs
2008; 5.677.000Tons; 405.500TEUs
Leixões
2011; 5.408.506 Tons; 386.321TEUs
2010; 4.992.332Tons; 356.595TEUs
2009; 4.546.000Tons; 324.714TEUs
2008; 4.633.000Tons; 330.928TEUs
Sines
2011; 5.495.162Tons; 392.511TEUs
2010; 4.410.736Tons; 315.052TEUs
2009; 3.050.000Tons; 217.857TEUs
2008; 2.965.000Tons; 211.785TEUs

O que as estatísticas dizem: Como raio é que eles querem movimentar 1M de TEUs na Trafaria se nacionalmente só movimentamos 1.2M.
O que as estatísticas não dizem: Que a carga em Sines tem de ser vista com cuidado porque a maioria dos contentores que passam por lá só vão trocar de Navio e muito provavelmente até são contados duas vezes na estatística.

E se considerarmos os tráfegos de segunda linha que operam na zona de Santa Apolónia não deverão exceder na melhor das hipóteses uns 100.000TEUs/ano que é um décimo do que se pretende?

Se calhar o melhor e o que vai acontecer é digamos "dá-se" por concurso publico construção do Terminal da Trafaria aos donos da Liscont que é como quem diz a Mota-Engil e eles assim que tiverem a Trafaria a bombar secam aos poucos a Liscont e mesmo antes de 2020 temos a Mota-Engil a construir um arranha-céus, um shopping o um hotel em Alcântara....... e o Miguel Sousa Tavares já não incomoda com a parede de contentores.

Mais a serio e como já expus em posts anteriores o único tráfego que pode sustentar um Terminal na Trafaria é o Internacional de Longo Curso e este trabalha na Liscont.

Então mas Pedro e os tráfegos de segunda???.... Calma......

Citar
Está ainda por encontrar uma solução para o transporte das mercadorias que chegarem ao novo porto da Trafaria, prevendo-se que seja construída uma ligação ferroviária para o efeito até ao Poceirão. De acordo com o executivo, a Refer, gestora nacional da rede ferroviária, está ainda a estudar esta matéria.
Eis que se começa a ver uns raios de sol a trespassar as nuvens cinzentas e entra outro player destas andanças..... o BES! Como? já explico.

Como foi dito a Trafaria não é nenhuma novidade e esta questão da ligação ferroviária é para Inglês ver já que os terrenos por onde a mesma passará estão reservados por lei desde o tempo da Silopor nunca houve foi saber/vontade/dinheiro/justificação para a fazer. O importante neste paragrafo é outra localização magica do nosso pais o Poceirão.
A uns anitos ainda eu era caloiro estava-se na fase orgásmica da logística e por todo o lado havia livros brancos, azuis e as bolinhas sobre a estratégia logística nacional resultantes de estudos e consultadorias encomendados à malta do costume (quase mas ainda não chegamos lá) e eu lá fui perdendo um ano de vida por cada seminário sobre logística que me obrigavam a ver.
Um destes livros sugeria que o que este pais precisava era de plataformas logísticas por todo lado algumas sem acessibilidades aos portos, ferrovias e ou rodovias mas que tinham de ser ali, aqui ou acolá.
Ora uma destas localizações era o Poceirão que ia salvar a logística de Lisboa e Vale do Tejo, criar milhares de empregos directos e milhões de indirectos e assim qual Ota os nossos amigos do BES decidiram comprar vejam bem os terrenos onde seria criada a dita cuja Plataforma Logística do Poceirão, coincidência? Sinceramente não sei já que desconheço qual foi o estudo e quem o fez onde apareceu pela primeira vez o Poceirão e o seu castelo altaneiro.
A verdade é que tal como o Soares fez na Ota o BES arriscou e investiu......azar do caraças ou não.

Ligando os pontos percebe-se agora porque é que numa altura de aperto financeiro e económico vão aparecer milhões para fazer um terminal na Trafaria:
O Governo anuncia um investimento na economia e a criação de emprego numa região tradicionalmente de esquerda.
Investimento esse que incluiu uma grande fatia só para o mercado da construção.
A Mota-Engil por certo, e até com mérito não duvido, vai acabar a construir e talvez operar por mais ou menos  portas e travessas o novo terminal.
E o BES vai começar a ver retorno no investimento no Poceirão.
E todos vivem felizes para sempre.

Citar
O executivo pretende ainda avançar com a concessão da Marina de Lisboa, como estava previsto desde 2010. A infra-estrutura irá localizar-se entre as docas de Pedrouços e do Bom Sucesso, estimando-se que esta seja a primeira operação a avançar, com o lançamento do concurso programado já para o próximo mês.
Esta nem vale a pena comentar pensem por este lado: vocês tem um barquito de 6/7metros cabinado para ir a pesca ou um veleiro para dar uns passeios e  pedem-vos um dinheirão por um lugar na marina, se não pagam arrestam o barco. Vocês são políticos, banqueiros, magnatas e tem um iate de 30m, pedem-vos o dobro de um dinheirão por um lugar na marina e quando vem cobrar dizem "Ó meu caro não me aborreça com trocos e deixe la isso. Veja lá não me obrigue a falar com o seu chefe". Estão a rir-se!? Isto já aconteceu e acontece ainda por certo.

Relativamente a noticia da Lusa posta pelo Lusitano o que posso adiantar e que já do conhecimento do meio é que as Administrações já tomaram posse e já estão a trabalhar na fusão de Lisboa com Setúbal.









Fosga-se ó Pedro então e os tráfegos de segunda???

Então não chegaram lá? Construir a Trafaria + Acabar com Santa Apolónia e Alcântara + Rentabilizar o Poceirão + Ressarcir o BES + Dar trabalho à Mota-Engil + Fusão de Lisboa e Setúbal = Estas bestas querem por os tráfegos de segunda de Lisboa em Setúbal!

Bestas porque? Porque a origem e destino da carga Insular e de África está em Lisboa (Alvercas, Bobadelas, região Oeste, etc) transportar um contentor de Santa Apolónia para Alverca custa uns 50€ por TEU para Setúbal custa o dobro talvez triplo para não falar no impacto ambiental de por mais camiões/km na estrada e outros custos secundários.
No fundo seria criminoso e lesa a pátria estar a aumentar os custos das cargas com origem e destino aos Açores e Madeira já consideráveis, e pouco estratégico estar a aumentar os custos dos poucos mercados onde somos competitivos e apetecíveis como Angola, Moçambique, Marrocos, etc.

Se calhar um pouco mais de 2centimos.
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #157 em: Março 07, 2013, 02:25:35 pm »
Bem mais de 2 cêntimos!
Excelente análise Pedro! Antes tarde do que nunca!
 :G-beer2:
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Re: Sector Portuário
« Responder #158 em: Março 07, 2013, 02:28:26 pm »
Mas não é suposto o Poceirão ir ter uma ligação ferroviária com a Margem Norte?
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #159 em: Março 07, 2013, 02:34:07 pm »
Tenho para mim que o ressuscitar da obra do "fecho da golada" não foi mais do que uma ação propagandistica do Álvaro  :roll:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #160 em: Março 07, 2013, 04:27:26 pm »
Boas,

Citação de: "HSMW"
Bem mais de 2 cêntimos!
Excelente análise Pedro! Antes tarde do que nunca!
 :roll:
Não duvido mas aproveitando a menção a navegabilidade do Tejo, à muito que o fecho da golada...mas mesmo a muito.....é apontado como a única solução para acabar com a erosão da Costa da Caparica causa parcial do assoreamento da entrada da barra que leva a que os canais de navegação do porto de Lisboa tenham que ser frequentemente dragados com custos consideráveis. O fechar da golada (como ela já esteve em tempos) ia aumentar uma a pressão do caudal do Tejo resultando na dragagem natural do leito do rio e que podia ser ainda mais potenciado pelo fecho dos canais dos 3 mouchões eliminando certamente parte do assoreamento causado pela Ponte Vasco da Gama. Mas sinceramente já estou fora da minha praia.
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #161 em: Março 07, 2013, 04:46:24 pm »
Fico deveras impressionado com o PedroI. O senhor realmente percebe do que diz, ou pelo menos a mim assim me parece. Será que ao menos o nosso país tira proveito do seu conhecimento?

Não percebo como não são estas pessoas que chegam às posições de chefia. Acredito que haja o mesmo tipo de pessoas a compreender de outras áreas sem ninguém tirar partido delas para bem de nós todos.

Quando será que começamos a meter a pessoas certas nos lugares certos?
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #162 em: Março 07, 2013, 04:48:13 pm »
já agora, a propósito do "fecho da golada",do qual me lembro de se falar muito no inicio da ´decada de 90, tempo em que havia dinheiro a jorros para estourar, e que nem assim foi para a frente, aqui fica um artigo de 2010 da "Revista de Marinha":

 :arrow: http://www.revistademarinha.com/index.p ... Itemid=291
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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« Responder #163 em: Março 27, 2013, 06:00:34 pm »
Autoeuropa quer exportar por Sines


A Autoeuropa está a estudar um projecto marítimo que envolve a criação de um centro logístico intercontinental através do Porto de Sines. A intenção é reforçar o peso do transporte marítimo nas expedições de peças e de automóveis, que actualmente apenas representa 0,13% do transporte de componentes. Portugal poderá servir como plataforma entre a Europa, a China e o continente americano. A fábrica já utiliza o Porto de Setúbal para fazer exportações, tendo começado a enviar carros directamente para a China no final de 2011. Mas Sines, por ser um porto de águas profundas, traria vantagens acrescidas, pela possibilidade de utilizar navios de maior dimensão.

Em declarações ao SOL, o director-geral da fábrica, António de Melo Pires, sublinha que uma das principais vantagens desta estratégia seria aproveitar a expansão do canal do Panamá, que deverá estar concluída em 2014. Dessa forma serão captados os barcos de grande dimensão que transportam automóveis de fábricas da Volkswagen no continente americano.

Caso essas embarcações chegassem à Europa através de Sines, Portugal e a Autoeuropa poderiam ser responsáveis pelo que se designa de desconsolidação dessa carga – retirada de mercadorias de contentores, para depois enviá-las para outros destinos na Europa. O mesmo poderia acontecer com componentes vindos da China, por exemplo.

A linha de mercadorias que vai ligar Sines a Madrid também poderia servir de ligação à Europa, mas neste caso o transporte não depende apenas do caminho-de-ferro. «É também preciso operadores com material circulante adequado para fazer o transporte de automóveis», diz o responsável, que ainda não tem datas concretas para que o projecto avance.

Novo modelo em perspectiva

A nova estratégia para o transporte marítimo foi apresentada na passada semana, numa conferência de imprensa de balanço de 2012 e de perspectivas para este ano.

Em 2012, a fábrica registou uma quebra de produção de 15%, tendo fabricado 112.550 viaturas. Com esta redução, o seu volume de negócios caiu 13,7%, passando para 1,94 mil milhões de euros.

O director-geral da Autoeuropa aconselhou os fornecedores da empresa a adoptarem «mecanismos de maior flexibilização da mão-de-obra», para serem capazes de responder às exigências do mercado num contexto de crise. «Não podemos forçar os clientes a comprar os carros», afirmou António Melo Pires, citado pela Lusa.

Para este ano, a fábrica de Palmela preparou um plano de formação para fazer face à quebra de produção. Há funcionários destacados noutras fábricas da Volkswagen da Alemanha e a receber formação na academia de formação ATEC, em Portugal.

Embora haja cerca de 600 trabalhadores a mais face ao volume de produção actual, António de Melo Pires garantiu que não há interesse em fazer despedimentos, já que os funcionários vão ser necessários quando houver sinais de recuperação económica.

O director-geral da fábrica está esperançado que haja o anúncio de um novo modelo para a Autoeuropa, ainda este ano. Embora não haja ainda uma decisão final da Volkswagen, o gestor lembrou que a unidade de Palmela tem «argumentos fortes» para competir por um novo carro, e que a marca «vai lançar dezenas de modelos» este ano e nos próximos.

SOL
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #164 em: Março 27, 2013, 10:49:41 pm »
Boas,

A ideia não é má mas o argumento de Sines ser um porto de aguas profundas não se aplica ao mercado do ro-ro, os grandes Navios de transportes de automóveis tem calados na ordem dos 9/10metros, quando o terminal ro-ro de Setubal tem fundos à cota -12(ZH).
Por exemplo o "MV Tonsberg" considerado o maior Navio ro-ro do mundo têm um calado de 11m, embora não seja o tipo de Navio com mercado em Setúbal já que foi particularmente pensado para carga rolante pesada/industrial.
Para os curiosos
O meu pessimismo cronico faz-me pensar que tudo não passa de uma tentativa da Autoeuropa espremer os custos portuários em Setúbal para assim aumentar a competitividade sem ser ela a "cortar", o que não deixa de ter valor.
 

 

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