Sector Portuário

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HSMW

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Re: Sector Portuário
« Responder #165 em: Abril 28, 2013, 05:30:38 pm »

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Às 14:15 é sentida uma forte explosão, seguida de incêndio, na Prio Parque de Tanques no Terminal de Granéis Líquidos.
Trata-se de um cenário simulado a cargo da Divisão de Segurança da APA, S.A. realizado a 27 de 2013, em coordenação com os Serviços Municipais de Proteção Civil das Câmaras Municipais de Ílhavo e de Aveiro.
Com início às 14:15 h, no Terminal de Granéis Líquidos, este exercício-simulacro, denominado "Porto Seguro 2013", teve por objectivo avaliar a capacidade de resposta para a emergência de acordo com os pressupostos dos Planos de Emergência Internos das Operadoras, do Plano de Emergência Interno da APA, do Plano de Emergência Externo da Câmara Municipal de Ílhavo e do Plano de Emergência Municipal da Câmara Municipal de Aveiro.

Passos seguintes das operações:
Seguindo o procedimento de alerta, o operador da empresa PRIO Parques de Tanques dá o alerta ao 112 e à Portaria do TGL, informando da ocorrência de uma explosão no Tanque de Gasolina seguida de incêndio de grande dimensão e da existência de 2 mortos e 2 feridos graves queimados.
Devido à explosão, algumas empresas do Terminal de Granéis Líquidos foram afectadas pelos destroços da explosão, havendo registo de focos de incêndio na Prio Biocombustíveis, na Bresfor e APD Química.
São seguidos os procedimentos internos na APA de acordo com o PEI para a comunicação e articulação de meios de socorro com as entidades responsáveis na actuação em emergência, tendo em conta o cenário acima identificado.
Tendo em conta a dimensão das áreas atingidas é ativado o Plano de Emergência Externo da Câmara Municipal de Ílhavo e é definido pelo CDOS a localização do Posto de Comando Operacional Conjunto.
O Centro de Coordenação de Operações CCO é ativado no edifício sede da APA, mantendo o contacto permanente com o Posto de Comando Operacional Conjunto.
Constituída no Terminal Ro-Ro, a Zona de Concentração e Reserva dos Reforços, serve de base logística às operações de intervenção das Corporações de Bombeiros, Proteção Civil e INEM.
Com a chegada das primeiras corporações de bombeiros ao local, as equipas de 1ª intervenção das operadoras apoiam os bombeiros na evacuação dos sinistrados e iniciam os procedimentos instituídos de ataque ao incêndio. São definidas e coordenadas as acções de evacuação do TGL e TGS entre as diversas operadoras das instalações, o Posto de Comando Operacional Conjunto e o Centro de Coordenação de Operações (CCO).
Com o desenvolvimento dos focos de incêndio é dado o alerta pelo parque da CIRES de um sobreaquecimento das esferas nas suas instalações. O parque da Cires por prevenção de eventual libertação de cloreto de vinilo, solicita um resguardo às suas instalações de uma distância de 2000 metros.
O Serviço Municipal de Proteção Civil da CMI, inicia os procedimentos de alerta à população seguindo depois os procedimentos para a evacuação da população da área de resguardo definida.
O CDOS informa o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Aveiro e o Comando da Base Militar de S. Jacinto.
Extintos os incêndios no TGL o exercício é dado por terminado pelo CCO.
A Administração do Porto de Aveiro regista a eficácia da resposta ao incidente manifestada por todos os intervenientes, tendo já aberto um inquérito para determinar as causas do sinistro; as conclusões do inquérito - a entregar pela equipa responsável ao Conselho de Administração da APA, SA no prazo máximo de quinze dias -, cotejadas com os relatórios das entidades envolvidas no combate aos incêndios hoje verificados, ajudarão os responsáveis pela atuação na emergência a desencadear, com prontidão e firmeza, as medidas consideradas necessárias para evitar futuras ocorrências deste tipo".

"Um exercício com saldo bastante positivo" -- considera José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração da APA, S.A., fundamentando: "Registamos a prontidão no accionamento de todos os meios previstos nos Planos de Emergência e a resposta célere das entidades chamadas a combater o sinistro, assim como a eficácia, profissionalismo e abnegação de todos os profissionais envolvidos".
"A dimensão do cenário e o número de entidades que participaram no exercício exigiu uma boa articulação entre todos, tendo sido constatada uma melhoria significativa, sobretudo nas comunicações, isto em relação ao último exercício realizado" -- acrescenta o administrador da empresa pública.
Para o presidente da APA, o Porto de Aveiro é um "porto seguro, característica bem evidenciada através do exercício hoje realizado".
 
Até me dá vontade de ir para os bombeiros!
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"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #166 em: Maio 18, 2013, 02:55:09 pm »
Fábrica em Sines vai produzir combustível a partir de resíduos de navios


Uma empresa com sede em França está a construir no porto de Sines uma fábrica para produzir combustível naval a partir dos óleos residuais recolhidos nos navios de carga, aproveitando material que actualmente é incinerado. A unidade, que deverá estar pronta a funcionar em Outubro deste ano, será a primeira a nível mundial com esta tecnologia, adiantou hoje à agência Lusa o presidente e fundador da Ecoslops, Michel Pingeot.

O projecto representa um investimento superior a 14 milhões de euros, comparticipado em 55% das despesas elegíveis por fundos comunitários, e irá criar 35 postos de trabalho directos e 25 indirectos, estimando-se que venha a gerar receitas na ordem dos 10 milhões de euros anuais, referiu o empresário.

A Ecoslops Portugal tem, desde o final do ano passado, o exclusivo da recolha dos óleos residuais gerados pelos navios de carga no porto de Sines, por via de uma subconcessão contratada com a Companhia Logística de Terminais Marítimos (CLT), do grupo Galp Energia, concessionária do terminal de granéis líquidos.

Segundo Michel Pingeot, “todos os navios” originam óleos residuais, quer devido ao armazenamento e utilização de combustível para o seu funcionamento, quer, no caso dos cargueiros de granéis líquidos, dos resíduos de produtos (crude e refinados, entre outros) que ficam nos tanques.

“Dependendo da dimensão do navio”, a quantidade de resíduos produzida pode chegar às 250 toneladas, explicou.

O lançamento destes resíduos para o mar tem representado um “problema ambiental”, indicou o empresário, mas, mesmo a solução adoptada actualmente tem consequências negativas, uma vez que a incineração provoca a emissão de substâncias poluentes para a atmosfera.

Na fábrica em construção em Sines, por empresas locais, após a separação dos óleos residuais em água, sedimentos e hidrocarbonetos, estes últimos são submetidos a um processo que os transforma em combustível naval, que será vendido aos fornecedores deste produto.

Michel Pingeot sublinhou o carácter “amigo do ambiente” deste combustível, não só pela reciclagem dos resíduos, mas também porque todo o processo de produção, desde a recolha ao fornecimento, se desenrola num espaço físico limitado, dispensando transportes e reduzindo a “pegada ecológica” do produto.

De acordo com o responsável, a unidade terá uma capacidade de produção de 100 toneladas de combustível naval por dia, o que implica o processamento de cerca de 200 toneladas de óleos residuais.

O porto de Sines deverá ser o único a receber uma fábrica da Ecoslops, já que, conforme adiantou o empresário francês, esta será suficiente para processar a totalidade dos óleos residuais produzidos no país.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #167 em: Agosto 05, 2013, 07:10:14 pm »
Estudo para viabilizar obras no cais de contentores de Sines concluído este mês


O estudo que poderá viabilizar a aprovação, pelo Governo, do alargamento do cais de contentores de Sines para 1.230 metros fica pronto este mês, revelou hoje à agência Lusa o presidente da administração portuária.

Atualmente, está a decorrer o concurso para o alargamento do cais de 720 para 940 metros, o que permitirá atingir os 1,3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), mas a concessionária do terminal (PSA Sines) já requereu a extensão para 1.230 metros, alcançando os dois milhões de TEU.

A concretização do investimento está dependente da aprovação do Governo, que, segundo o presidente da Administração do Porto de Sines (APS), João Franco, pretende que a decisão seja «sustentada» num estudo «muito completo e inatacável». «Há vontade política de aceder ao que a PSA requereu. Só que, para que uma decisão destas não seja depois criticada no âmbito do Tribunal de Contas, tem de estar muito sustentada», explicou hoje o responsável, em entrevista à agência Lusa.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #168 em: Agosto 11, 2013, 07:12:24 pm »
Cruzeiros: Porto de Lisboa quer esgotar capacidade com 1,8 milhões de passageiros


O futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, cuja construção deverá arrancar no princípio do próximo ano, vai reforçar a capacidade de Lisboa para acolher navios de cruzeiro.

O Porto de Lisboa estima que o futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia poderá esgotar a sua capacidade em 30 anos, recebendo 1,8 milhões de passageiros, mais do triplo da afluência atual, disse à Lusa a administradora Andreia Ventura.

O objetivo da Administração do Porto de Lisboa (APL) é mais que triplicar o número de passageiros de cruzeiros: dos atuais 560 mil, estimados para este ano, para 1,8 milhões de pessoas/ano, a capacidade máxima do futuro terminal de Santa Apolónia.

«Temos a ideia de duplicar o número de passageiros com relativa proximidade, no espaço de dez anos. Queremos esgotar a capacidade do próprio terminal», algo que a APL estima que venha a acontecer ao longo do período de concessão do espaço (entre 20 a 35 anos), referiu a responsável.

O futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, cuja construção deverá arrancar no princípio do próximo ano, vai reforçar a capacidade de Lisboa para acolher navios de cruzeiro.

O Porto de Lisboa tem falta de espaço físico para a colocação das malas dos passageiros, o que impossibilita a realização de mais 'turnarounds', ou seja, cruzeiros com Lisboa como porto de partida ou de desembarque. Atualmente, cerca de 90% das escalas são apenas de passagem pela cidade, ou seja, os navios chegam de manhã e saem ao final do dia.

Segundo um estudo do Observatório de Turismo de Lisboa realizado no ano passado, o impacto económico na capital foi superior a 66 milhões de euros.

Cada passageiro despende em média, num dia de visita à cidade, 118,39 euros em compras, alimentação, visitas a museus e transportes públicos. No caso dos navios 'turnaround', a despesa duplica, porque muitos pernoitam em Lisboa.

Os tripulantes gastam 21,10 euros, a maioria em artigos de farmácia. Só em 2012 passaram na capital mais de 211 mil tripulantes.

A construção e concessão do terminal está orçada em 22 milhões de euros e a adjudicação deverá ocorrer em dezembro, para no mês seguinte arrancar a obra, que deverá demorar entre 12 a 15 meses.

Lusa
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #169 em: Agosto 12, 2013, 09:27:56 pm »
Leixões atinge recorde de 8,5 milhões de toneladas


O movimento de mercadorias no Porto de Leixões atingiu, no primeiro semestre de 2013, um valor recorde de 8,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 2% face ao período homólogo do ano anterior.

Em comunicado, a administração do porto refere este valor de 8,5 milhões de toneladas de mercadores representa "um crescimento de 2% face ao período homólogo de 2012, alicerçado no aumento de 6% das exportações realizadas a partir de Leixões".

A evolução do semestre foi positiva na carga fracionada (+30%), na carga contentorizada (+3%), nos granéis sólidos (4%) e no Ro-Ro (+137%).

Por outro lado, verificaram-se quebras nos granéis agroalimentares (-19%) e nos granéis líquidos (-2%), cuja evolução foi marcada pelas condições de mau tempo no início do ano e por uma paragem da refinaria em Maio. O movimento de contentores em TEU e em número registaram aumentos de 5% e 2%, respectivamente.

No que diz respeito às exportações, registou-se um aumento de 6% destacando-se o crescimento verificado nos produtos refinados (+18%) e no ferro (+12%). Angola, Argélia e Marrocos foram os países de destino que mais contribuíram para o crescimento das exportações.

Já em 2012, o Porto de Leixões tinha atingido um máximo histórico de 16,6 milhões de toneladas, refletindo um aumento de 23% nas exportações, face ao ano anterior, de 2011.

Boas Notícias
 

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Re: Sector Portuário
« Responder #170 em: Agosto 29, 2013, 06:57:09 pm »
Porto de Leixões entre os 125 maiores do mundo


O Porto de Leixões está entre os 125 portos do mundo com maior volume de movimentação de contentores em TEU'S ("tweenty feet equivalent unit", a unidade de medida de um contentor), sendo o único porto português a figurar no ranking publicado pela revista especializada espanhola Transporte XXI.
 
Em 2012, o Porto de Leixões, que é ainda um dos 25 maiores portos europeus de acordo com aquela publicação, movimentou 632.574 TEU's, sendo também o que conseguiu o maior índice de crescimento e ocupando o 5º lugar no que toca à movimentação de carga nos portos da Península Ibérica, superado apenas pelos portos de Valencia, Baía de Algeciras, Barcelona e Las Palmas.
 
Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) afirma que esta posição ganha ainda maior relevância no contexto ibérico se se considerar que "os valores do Porto de Leixões resultam essencialmente de exportações e importações, enquanto os valores dos portos espanhóis são alcançados sobretudo através de contentores em trânsito (60%)".

De realçar que, já este ano, como o Boas Notícias adiantou há algumas semanas, o Porto de Leixões alcançou um valor recorde de 8,5 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas no primeiro semestre, um crescimento de 2% face ao mesmo período do ano passado, destacando-se o crescimento em TEU's, de 5% neste período.
 
A lista dos maiores portos mundiais publicada pela Transporte XXI é liderada pelos portos de Shanghai, Singapura e Hong Kong.

Boas Notícias
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #171 em: Outubro 15, 2013, 01:18:55 pm »
Movimento de mercadorias nos portos aumentou 14,1% no segundo trimestre – INE


O movimento de mercadorias nos portos portugueses evidenciou um crescimento homólogo de 14,1% no 2º trimestre de 2013, evidenciando aceleração face ao aumento de 3,2% verificado nos primeiros três meses do ano, revela o relatório do INE sobre a ‘Atividade dos Transportes’. O movimento total de mercadorias nos portos nacionais totalizou 20,5 milhões de toneladas no trimestre.

Sines, que respondeu por cerca de 47% dos fluxos com portos estrangeiros, movimentou um total de 9,2 milhões de toneladas de mercadorias (45,0% do movimento total), refletindo um acentuado crescimento homólogo de 31,2%. Também Leixões, com 4,0 milhões de toneladas carregadas/descarregadas, registou um desempenho favorável no 2ºT 2013 (+4,5%).

Em Lisboa, o movimento de mercadorias totalizou 2,9 milhões de toneladas, menos 3,4% que no trimestre homólogo.

Aveiro e Figueira da Foz continuaram a revelar intensificação da atividade, de 17,4% e 4,2% respetivamente, face a igual trimestre de 2012. O porto de Setúbal (+7,9%) interrompeu a trajetória de diminuição verificada nos trimestres anteriores, enquanto o Caniçal, o principal porto de mercadorias da Região Autónoma da Madeira, que já no 1º trimestre tinha invertido o andamento negativo de 2012, atingiu no 2º trimestre de 2013 um crescimento de 7,4% no movimento de mercadorias.

Em Ponta Delgada e Praia da Vitória registaram-se reduções homólogas de 10,9% e 12,2% no tráfego de mercadorias.

No período entre abril e junho de 2013, entraram nos portos nacionais 3 735 embarcações (3 178 navios de mercadorias e 557 navios de passageiros), 3,3% acima do total do trimestre homólogo de 2012, invertendo-se a tendência negativa dos três trimestres precedentes.

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #172 em: Janeiro 14, 2014, 06:00:26 pm »
Porto de Sines em expansão


A ameaça de paragem de obras no Canal do Panamá não preocupa o presidente do porto português. O terminal de contentores deve atingir a capacidade máxima mesmo sem aquela obra. O impasse da última semana na expansão do Canal do Panamá, com a ameaça de paragem das obras por alegados pagamentos em atraso à construtora Sacyr, não tirou o sono ao presidente da Administração do Porto de Sines (APS), João Franco. O terminal português deve beneficiar com a ampliação prevista para este ano, mas a actividade de Sines vai de vento em popa mesmo sem aquela intervenção.

“Contamos que 2014 seja um ano muito interessante do ponto de vista operacional. Deveremos atingir a capacidade máxima do Terminal XXI, razão pela qual a PSA tem já em curso o seu processo de expansão”, adiantou ao SOL o gestor.

Os resultados de 2013 já foram motivo de satisfação. O porto registou um crescimento homólogo de 28% no total de carga, movimentando 36,5 milhões de toneladas. Nos contentores a evolução foi ainda mais expressiva, com uma subida de 68% na movimentação de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés).

As novas empresas que passaram a utilizar de forma regular o Terminal XXI, com destaque para a dupla paragem semanal do serviço Extremo Oriente, bem como o aumento das exportações de combustíveis devido à nova refinaria da Galp em Sines, foram os dois principais factores de crescimento do porto.

Em 2014, João Franco antecipa que Sines aumente a importância na saída das exportações do país, já que o porto dispõe de serviços semanais directos para todas as regiões do mundo – com destaque para os Estados Unidos e para o Oriente – através de “grandes navios com economias de escala importantes”.

O Porto de Sines, através do Terminal XXI, já utiliza o Canal do Panamá para movimentar contentores para a costa americana do pacífico. Semanalmente, navios de cerca de 5000 TEU partem para o México, para os EUA e para o Canadá.

Panamá vai trazer nova dinâmica a Sines

Após as obras em curso, a capacidade ampliada do Canal do Panamá vai permitir o atravessamento de navios de contentores até 12.000 TEU. “A prazo poderá imprimir uma nova dinâmica neste tipo de tráfego com Sines”, admite o presidente da APS. Contudo, avisa, “o impacto no total da procura no Porto de Sines acabará por ser menor do que se pensava quando o Porto não tinha atingido ainda os níveis de movimentação que temos hoje”.

Por esse motivo, as ameaças da Sacyr em não concluir as obras do canal, num diferendo com a administração local, são classificadas como “especulações” por João Franco. “As autoridades do Canal do Panamá tiveram a amabilidade de enviar uma carta de esclarecimento à APS, sobre as notícias que surgiram nos últimos dias sobre alegados atrasos nas obras, informando que o processo de obras de empreitada do alargamento do Canal seria levado a bom termo e dentro dos prazos previstos”, revela o responsável.

E mesmo que as obras parassem, os próximos projectos de Sines não seriam postos em causa. “Os investimentos em novos equipamentos e em terra, efectuados pela concessionária do Terminal XXI, e na extensão do molhe de protecção marítima, feitos pela APS, foram os normais decorrentes da procura prevista, não estando directamente relacionados com o futuro alargamento do Canal do Panamá”, assegura.

SOL
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #173 em: Janeiro 17, 2014, 02:14:01 pm »
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16-01-2014
Menos 5M€ em receitas portuárias
Governo elimina TUP Carga em todos os portos

O Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, aprovou hoje, sob proposta do Regulador, a eliminação integral da TUP Carga, a taxa portuária que desde há décadas vinha sendo cobrada às empresas portuguesas que se dirigiam aos nossos portos para colocar os seus produtos noutros mercados. Ao contrário do que tem sido veiculado, a TUP Carga será eliminada de todos os portos, quer para a importação quer para a exportação.
De acordo com Sérgio Monteiro, "tal como desenhado no Plano 5+1 para a redução da fatura portuária e patente na Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial (ECEFI), o Estado deu o primeiro passo para a redução dos custos Logísticos das empresas portuguesas. Depois de sucessivas reduções nesta taxa e da verificação, pelos exportadores, que esta medida teve impacto direto e imediato sobre a competitividade das nossas empresas, a taxa é agora anulada por completo”. Para o governante, este “é mais um contributo que o Governo dá para o crescimento das nossas exportações. A atividade portuária foi das poucas áreas que esteve sempre em crescimento, mesmo na fase mais crítica da crise. Faz por isso sentido potenciar ainda mais este crescimento, mesmo abdicando de alguma receita direta para as Administrações Portuárias. Compete agora estas aprofundarem o grau de eficiência para compensar esta medida de crucial importância para a nossa economia, que representaria em 2014 um valor de cerca de 5 milhões de euros".
Sérgio Monteiro acrescentou ainda "que as restantes taxas cobradas pelas administrações portuárias ficarão congeladas em 2014, não sofrendo qualquer aumento face aos valores de 2013".

CPC congratula-se pela eliminação da TUP Carga

O Conselho Português de Carregadores (CPC) afirma, em comunicado, que “recebeu com satisfação a notícia da eliminação integral da TUP Carga , Taxa de Utilização do Porto , que era paga pelo Carregador , exportador ou importador , à Administração Portuária pela movimentação em Porto. Esta taxa, que já não existia no Porto de Sines, também deixará de ser cobrada nos outros portos a partir de agora". Para os exportadores, esta medida contribui diretamente para aumentar a competitividade das nossas exportações, reduzindo o valor da fatura portuária de acordo com o objetivo do Plano 5+1 , enunciado pelo Governo em Agosto de 2012. “Com a eliminação da TUP carga e a congelando as restantes taxas nos portuárias em 2014 , o secretário de Estado do Transportes, Sérgio Monteiro, demonstrou uma vez mais a sua determinação e empenho em alcançar os objetivos a que se propôs, cruciais para a competitividade dos Portos e da nossa Economia”, refere o CPC.
 
por: Andreia Amaral in transportesemrevista.com

E assim se afundam os Portos Portugueses com uma pedrada de demagogia no charco.

A TUP Carga paga pelo exportador directa ou indirectamente à companhia de navegação e depois encaminhada por esta para a Administração é irrisória, já que dificilmente ascendia a 5€ ou 10€ por contentor, ora num frete de 700€ para o Norte da Europa ou 3000€ para Angola/Moçambique é migalhas.

O problema é que para eu pagar 10€ num contentor é uma migalha, para o Zé também, para a Maria idem, agora para o Porto de Lisboa, Leixões, Setúbal que têm custos de operação e manutenção consideráveis vão perder a ultima grande fonte de rendimento "certo" já que ficam a sobrar as concessões dos terminais e estas pagam quando pagam. Sines não cobrava TUP porque o grosso dos custos de operação e manutenção do porto que sendo de aguas profundas não está sujeito a dragagens frequentes é suportado pela PSA e pelo terminal de graneis líquidos, vulgo GALP/REPSOL, para os amigos.
Ainda para mais não só as Administrações não foram "tidas nem achadas" nesta decisão como nos últimos anos os lucros das mesmas foram absorvidos pelo accionista (Estado) para tapar buracos pelo que algumas têm situações de tesouraria periclitantes.

"Então PedroI mas então como é que o nosso bom samaritano Estado pode ajudar a exportação tão importante para o País?" Perguntam vocês?

Ficar quieto e deixar o mercado funcionar é sempre a primeira solução que aponto e não vou querer entrar pela competitividade dos produtos exportados  cingindo-me  a parte do transporte.
Ora bem temos 33m3 de produto para exportar a preço competitivo no armazém e até aqui tudo bem agora precisamos de encher um contentor de 20' e por tudo no Burkina Faso por isso vamos a custos:
Não sendo um grande defensor da malta do transporte rodoviário começamos logo com uma taxa de gasóleo que anda nos 20,84%, e que tal criar o gasóleo profissional ou subsidiar a aquisição de camiões a LNG para o serviço de vaivém portuário.
Na cotação de transporte marítimo alem do que pode ser frete e derivados (BAF, CAF, GRI's, CSF e restantes alcavalas...) temos as despesas locais onde está esse roubo de 5€/10€ da TUP, mas também temos:
- 40€ a 60€ para o BL (conhecimento de embarque) que embora importante não passa de 3 ou 4 folhas impressas em papel timbrado e que é pré preenchido pelo carregador e o mangas de alpaca da companhia só têm de meter no sistema e fazer print.
- 5€ para o selo do contentor de plástico "dado" pela companhia feito na China as toneladas e que não custa cá mais de 0.50€ a unidade e que todos os carregadores pagam mesmo quando depois põem um selo de ferro ou de cavilha pago por eles para ficarem mais "seguros".
- 5€/10€ para limpeza do contentor quando obviamente é responsabilidade da companhia fornecer um contentor em condições.
- 130€ a 180€ de THC e aqui sim meus amigos é que se podia cortar o Terminal Handling Charge é o que se paga para o Terminal tirar o contentor de cima do camião e po-lo dentro do Navio. Agora querem-me convencer que este serviço sai assim tão caro que não se possa cortar uns 20€ ou 30€ isso sim já é dinheiro.

"Epah mas os temos uma estiva cara que faz greves quando quer, tanto que já há Navios que estão a fugir para Espanha? Se reduzirmos os THC ou o cobrarmos justamente a estiva vai ter de receber menos? E o gasóleo profissional implica menos ISP? E mexer nas taxas de merda das companhias é ir ao bolso a quem paga as expansões e obras nos Portos porque o Estado suga as Administrações?"
Pois é meus amigos eu a pensar que percebia alguma coisa disto e afinal sou um patinho que não percebe o Big Picture cortem lá a TUP ponham as Administrações Portuárias em situações financeiras precárias arranjem empréstimos, swaps, para as salvar e deixar pior ainda e no fim privatizem-nas quando já ninguém as quiser.
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #174 em: Fevereiro 10, 2014, 11:05:46 am »
Novo terminal de cruzeiros de Leixões pronto até ao final do ano


À porta do Atlântico, o novo terminal de cruzeiros de Leixões, edifício curvilíneo com 40 metros ganha vida, num espaço partilhado pelo pólo do mar da Universidade do Porto que se prevê estar concluído até ao final do ano. A ambição da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) já era antiga e até ao final do ano vai ser concretizada com a inauguração do novo terminal: ter instalações que permitam o início e o fim de cruzeiros em Matosinhos, aumentando assim o fluxo de navios e de passageiros.

O presidente da APDL, Brogueira Dias, antecipou à agência Lusa que conta pelo "princípio do segundo semestre que a obra possa estar concluída para realizar a inauguração ainda durante este ano".

Os números desta construção impressionam: a área de construção ultrapassa os 19 mil metros quadrados, o betão utilizado supera os 18 mil metros cúbicos, foram usadas perto de quatro mil toneladas de aço em armaduras e movimentaram-se quase seis mil metros cúbicos de terras nas escavações.

De acordo com o presidente da APDL, o investimento global ultrapassa os 50 milhões de euros, explicando que o terminal "não é apenas o edifício".

"A aposta de Leixões é para consolidar o tráfego que tem vindo a crescer muito nos últimos anos a nível mundial. Leixões também tem acompanhado esse crescimento", explicou, recordando que partiram dos 20 mil passageiros e que em 2012 - o melhor ano - chegaram perto dos 80 mil passageiros, com cerca de 70 escalas.

Com boas perspectivas para 2014 - uma vez que estão já marcadas entre 80 a 90 escalas - Brogueira Dias disse que com o novo terminal o que se pretende "é contribuir ainda mais para o crescimento do turismo na região Norte", uma vez que este permite que Leixões deixe de ser assim um porto de escala.

"O edifício também tem uma utilização que é sui generis. A proximidade da cidade e a grande oferta que a cidade tem puxaram pelo engenho e conseguiu-se, pela primeira vez, uma boa relação com a Universidade do Porto em que vai haver uma partilha praticamente a 50% da utilização do edifício", disse.

O arquitecto Luís Pedro Silva, autor do projecto, descreveu que "o edifício nasce sobretudo da envolvente portuária, ou seja, é a curva do molhe onde se insere o edifício que sugere a forma curvilínea que contamina todos os elementos do desenho".

"O edifício faz pouco mais do que tirar partido do lugar. O lugar é suficientemente forte para depois não precisarmos que o edifício procure o que quer que seja adicionalmente", desenhou.

Da imponência do novo terminal, destaque para o aproveitamento feito pelo arquitecto da cobertura, onde foi criado um anfiteatro exterior onde a vista sobre o mar, as cidades do Porto e Matosinhos, a praia e o Parque da Cidade não deixam ninguém indiferente.

"Esperamos que qualquer cidadão - e creio que esse é o desejo também do Porto de Leixões - possa chegar à cobertura e usufruir do que já cá estava", disse, pretendendo ainda "evitar a redundância da estandardização".

Já Jorge Gonçalves, vice-reitor da Universidade do Porto, disse à agência Lusa que a instituição sempre ambicionou "ter uma localização que permitisse que os investigadores que trabalham sobre o mar estivessem em grande proximidade" com o objecto de estudo.

"Neste lugar é impossível não investigar sobre o mar e portanto esta é a localização ideal para a Universidade do Porto ter o seu pólo 4", defendeu.

Estimando que a população da universidade naquele pólo ronde 300 pessoas, Jorge Gonçalves antecipa que vão utilizar "a parte que não está destinada à entrada e saída de passageiros" - o piso 2 e 3 -, para além do estacionamento, onde vai ser criada "uma zona dedicada a biotérios, onde vai ser possível o crescimento de várias espécies de peixes".

Lusa
 

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PedroI

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Re: Sector Portuário
« Responder #175 em: Fevereiro 10, 2014, 11:56:00 am »
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Estivadores do porto de Lisboa à beira do despedimento

Nuno Miguel Silva  in Diario Economico
07/02/14 18:18

As três associações de operadores portuários de Lisboa dizem que empresa de trabalho portuário poderá entrar em falência.

"A decisão do Sindicato dos Estivadores de Lisboa de prosseguir com greves à margem da Lei do Trabalho Portuário - lei que aquele Sindicato contesta mas que os empregadores estão obrigados a observar - e desenquadradas de qualquer objectivo negociável, está a provocar a perda acelerada de proveitos da A-ETPL, empresa de trabalho portuário do porto de Lisboa, que se debate com sérios problemas de tesouraria, os quais podem ditar a sua falência a muito curto prazo, a exemplo do ocorrido em 2013 no porto de Aveiro, também por exigências sindicais", alerta as três associações de operadores portuários de Lisboa em comunicado.

A AETPL tem um quadro de estivadores que prestam serviços nos operadores portuários de Lisboa e a contrapartida financeira desse trabalho prestado aos operadores constitui o seu único proveito económico.

"Com as greves iniciadas em meados de 2013 (depois de 5 meses de greves consecutivas em 2012) tem vindo a ser impossível satisfazer a colocação de trabalhadores da A-ETPL nos operadores portuários, levando a que a facturação da empresa seja inferior ao salário a pagar a esses trabalhadores", explica o comunicado da A-ETPL - Associação - Empresa de Trabalho Portuário (ETP) Lisboa, AOP - Associação Marítima e Portuária e AOPL - Associação de Operadores do Porto de Lisboa.

Segundo o comunicado destas três associações de operadores portuários, "em razão deste desequilíbrio persistente, entre os custos fixos da A-ETPL com os salários e respectivos encargos dos seus colaboradores e os proveitos cobrados aos operadores portuários, por fornecimento de trabalhadores, a situação financeira da empresa degradou-se de forma dramática nos últimos meses, tendo já registado alguns atrasos no pagamento dos salários".

"Esta evidência está quantificada e determina uma impossibilidade técnica de manutenção dos empregos a muito curto prazo, por ser irracional manter o custo fixo de um quadro de estivadores que não querem trabalhar, inviabilizando assim o negócio da empresa", sublinha o documento em causa.

As três associações de operadores portuários de Lisboa acrescentam que, "nas últimas semanas, a média de colocação de trabalhadores da A-ETPL nas operações dos seus clientes, tem sido inferior a 50% da sua normal capacidade, o que mostra bem a dimensão da cessação de proveitos que está em causa. Por sua vez, a taxa de absentismo é de 32%".

"Se tomarmos como exemplo a última semana de Janeiro, dias houve em que dos 14 estivadores chamados "históricos" apenas três se disponibilizaram para trabalhar", acrescentam estas associações.

"Com a recente tomada de posição de várias associações profissionais com negócios dependentes do porto de Lisboa, que anunciaram a sua decisão de evitarem este porto e dirigirem as suas cargas para outras estruturas portuárias, está lançado o último alerta aos estivadores e às autoridades: a greve está a levar à morte do porto", avisa a AEPTL, AOP e AOPL.

Recorde-se que, como noticiou hoje o Económico, alguns dos maiores armadores mundiais de contentores, como a Maersk (líder mundial), Hapag Lloyd ou Mac Andrews já deixaram de escalar o porto de Lisboa procurando outras alternativas em Portugal e Espanha.

Os sindicatos têm uma vontade inexplicavel de enfiarem a cabeça na areira e cavar a propria sepultura.
 

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mafets

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Re: Sector Portuário
« Responder #176 em: Fevereiro 18, 2014, 11:47:57 am »
http://transportemaritimoglobal.com/2014/02/18/rebocador-oceanico-monte-da-luz/

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O Monte da Luz, novo rebocador oceânico da Rebonave, constitui uma unidade de características únicas em Portugal e já chegou ao porto de Setúbal. Trata-se de um rebocador oceânico – AHT Anchor Handling Tug, , construído em 2013, pelo estaleiro Yong Choo Kui Shipyard, situado na Malásia.

Apresenta arqueação bruta de 495 ton, mede 38 metros de comprimento e 10,8 metros de boca, têm um poder de tracção de 55ton e velocidade de 10 nós. A propulsão é garantida por 2 motores Cummins QSK60-M Diesel a 4 tempos, 16 cilindros, com 2200hp cada (total de 3282 kW).

A Rebonave, firma de Setúbal armadora de rebocadores, tem vindo a investir num programa sustentado de actualização da sua frota, o que passa pela aquisição de novas unidades e pela modernização das suas unidades actuais.
Com a aquisição do Monte da Luz, a Rebonave passa a dispor de um equipamento de grande qualidade e capacidade, permitindo a realização de operações marítimas até então não possíveis em Portugal, por uma empresa portuguesa, com tripulação e equipamentos nacionais.

Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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Lusitano89

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Re: Sector Portuário
« Responder #177 em: Abril 02, 2014, 06:35:46 pm »
Governo escolhe Barreiro em vez de Trafaria


O Governo prepara-se para aprovar o porto de águas profundas no Barreiro, em detrimento da Trafaria, apurou o SOL junto de fontes ligadas ao processo. O projecto, que visa a construção de um terminal de contentores para aumentar a capacidade portuária em Lisboa, está incluído na lista de investimentos prioritários do Governo.

Fonte governamental confirmou que a lista de projectos será discutida em Conselho de Ministros amanhã e que o Barreiro “é mais provável do que a Trafaria”, adiantando que a obra “estará na condição de ser financiada por investidores privados”.

A Trafaria tinha sido o local escolhido pelo anterior ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que a 22 de Fevereiro do ano passado anunciou a intenção de lançar até ao final do ano um concurso público internacional para a construção e concessão da infra-estrutura.

Mas a polémica gerada em torno da instalação do mega terminal de mercadorias naquela zona, com contestação da população e a oposição do próprio presidente da Câmara Municipal de Almada, terá afastado a ideia.

Por outro lado, o Governo percebeu, entretanto, que a colocação do novo terminal no Barreiro conta com o apoio do presidente da Câmara de Barreiro e também dos restantes autarcas, nomeadamente de Sesimbra, Seixal e Almada.

A grande diferença dos dois locais será a capacidade dos barcos que podem ali chegar. A Trafaria podia receber navios de grande dimensão com os contentores de carga, sendo esta depois dividida por barcos mais pequenos que a distribuíam, por mar, para diferentes destinos (uma operação chamada transshipment).

Ao Barreiro só irão chegar barcos mais pequenos e os contentores terão de entrar em terra para serem distribuídos por camiões ou comboios (shoresea). Foi, aliás, esta diferença que levou a Trafaria a ficar em primeiro lugar nos estudos comparativos feitos pela Administração do Porto de Lisboa, a pedido do Governo.

O Barreiro ficou em segundo e Caxias em terceiro, tendo essa última hipótese sido desde logo afastada pela falta de acessos no local. O facto de o Barreiro não permitir a entrada de navios de grande dimensão tem, porém, a vantagem de não se tornar num concorrente ao Porto de Sines, onde há capacidade para acolher embarcações maiores.

Obras em duas fases

Segundo o SOL apurou, para se poder avançar com a novo terminal terão de ser realizadas obras para se aprofundar o canal de acesso ao cais do Barreiro, já usado para deslocação à Tanquipor. Estas intervenções podem ter custos elevados, pois implicam a dragagem de areias contaminadas - está já prevista a descontaminação de toda aquela zona.

Apesar desta obra, é expectável que o investimento total necessário para o novo projecto não chegue aos 600 milhões de euros definidos inicialmente para a Trafaria.

Além disso, a construção do novo terminal deverá ser efectuada em duas fases: numa primeira permitir-se-á a movimentação de um milhão de contentores por ano e só mais tarde será feita outra intervenção para alargar a capacidade até dois milhões de contentores anuais.

O novo terminal implicará também pequenos ajustes nas infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias. A linha ferroviária do Alentejo terá se ser alargada para chegar ao terminal do Barreiro. O mesmo terá de ser feito no IC21, que vai necessitar de um acesso complementar ao porto de águas profundas.

Neste momento, a capacidade portuária nesta zona está limitada a 800 mil contentores/ano, divididos entre os terminais de Alcântara e de Santa Apolónia, que em 2020 cessam a actual concessão à Liscont e à Sotagus, respectivamente.

Santa Apolónia irá mesmo deixar de poder ser usado como terminal de carga, uma vez que a Câmara Municipal de Lisboa vai ali criar um terminal de cruzeiros. A concessão desta infra-estrutura, com um investimento previsto de 22,7 milhões de euros, já foi adjudicada recentemente a um consórcio liderado pelos turcos da Global Liman Isletmeleri.

Polémica em Alcântara

Já em relação ao terminal de Alcântara, o processo é mais polémico. Isto porque o Tribunal Constitucional deu recentemente razão à Mota-Engil no diferendo com o Governo sobre a expansão do porto, considerando que o Estado não pode alterar agora o contrato feito e revogar a prorrogação da concessão da Liscont no Terminal de Alcântara, que permitia à empresa ficar mais 27 anos do que inicialmente estipulado (2015), em troca de obras para aumentar a capacidade do porto para 800 mil contentores/ano.

Para resolver o problema, sabe o SOL, o Governo poderá tentar negociar com o privado uma solução intermédia: a Mota-Engil fica até 2020, realizando em troca obras de pequenas dimensões, que permitam aumentar a capacidade do terminal para 450 mil movimentos anuais.

A ideia de construir um novo terminal de contentores começou em 2006, na sequência do plano estratégico da Administração do Porto de Lisboa. Nessa altura verificou-se que a capacidade dos portos estava perto de esgotar e, logo naquele ano, foram realizados estudos para verificar qual o melhor local para acolher o projecto.

Em 2008, a APL aprofundou os estudos que elegiam a Trafaria como o melhor local. Mas só em 2013, já com Passos Coelho no Governo, o ministro Álvaro Santos Pereira avançou com o projecto, tendo anunciado numa sessão pública que seria o segundo maior terminal do país e teria financiamento privado.

Os últimos anos tornaram urgente o aumento da capacidade dos portos nacionais, pois as exportações dispararam e já representam cerca de 40% do PIB português, um valor muito superior ao verificado em 2009, ano em que representavam 29% do PIB.

Na lista de projectos prioritários que em breve será aprovada podem entrar outros que podem potenciar o terminal no Barreiro. É o caso da pequena ponte que liga o Seixal ao Barreiro e a variante à Estrada Nacional 11/2 que faz ligação à Moita.

SOL
 

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HSMW

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Re: Sector Portuário
« Responder #178 em: Abril 02, 2014, 07:08:45 pm »
Opiniões dos entendidos no assunto?  :?
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PereiraMarques

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Re: Sector Portuário
« Responder #179 em: Abril 02, 2014, 11:06:41 pm »
Citação de: "HSMW"
Opiniões dos entendidos no assunto?  :?

Compensação política pelo abandono da TTT Chelas-Barreiro?
 

 

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