358º Aniversário do Exército Brasileiro

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358º Aniversário do Exército Brasileiro
« em: Abril 19, 2006, 03:59:27 am »
358º Aniversário do Exército Brasileiro

Fonte: www.exercito.gov.br/

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O Exército comemora, hoje, o marco que simboliza sua origem. Irmanado com a nacionalidade brasileira, naquele distante 1648, em Guararapes, enfrentou o iminente fracionamento do território, com o coração e as armas disponíveis, na Guerra Brasílica. A união de ideais criou uma Força indissolúvel, composta pelos índios liderados por Felipe Camarão, pelos negros comandados por Henrique Dias e por todos aqueles que, vindos de além-mar, aqui se sentiam e se faziam brasileiros. Aqui, comungavam o mesmo sentimento de amor à terra. Em Guararapes, pela primeira vez, foi mencionada e exaltada a Pátria Brasileira.

Nascia, com gente desse valor, a Força Terrestre, cuja nobreza d’alma jamais abafou a cidadania no coração do soldado. A mesma fibra de heróis que expandiria fronteiras além Tordesilhas. Força de destemidos e obstinados que, deixando o litoral, embrenhavam-se pelos sertões, matas e interior, subiam os rios, plantavam fortes, vilas, povoados, fortins e percorriam terras insalubres. A mesma determinação que transpôs montes, venceu resistências, detectou um vasto potencial de riquezas naturais e levou a presença física do verde e amarelo a cada fronteira, a cada região distante, vigiando, protegendo e cooperando com o desenvolvimento nacional. Exército que defendeu a população e a Colônia dos predadores, dos bucaneiros e dos invasores. No fortim, na paliçada e no Terço, lá estavam a segurança, a primeira escola, a primeira oficina, o professor, o instrutor, a teoria, a prática e as técnicas disponíveis.

Exército que defende a paz com obstinação e fervor. Paz desejada por todos, conquistada e mantida pelo soldado. Farol que iluminou nosso Patrono, o Duque de Caxias, ao ajudar a consolidar o Estado Nacional, unindo todos os quadrantes, preparando o País para a República proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Exército, cujo espírito conciliador, colabora na construção dos sonhos por um Brasil melhor. Esse mesmo espírito que guiou os passos do Marechal Rondon aos mais distantes rincões da Pátria, integrando e reforçando nossa unidade cultural ao tratar com respeito e humanidade nossos irmãos indígenas. Exército que representa todos os segmentos da sociedade brasileira, adestrado e pronto para o emprego previsto em suas missões constitucionais. Exército que participou, vitorioso, da luta contra o totalitarismo na II Guerra Mundial com a Força Expedicionária Brasileira.

Sociedade, Estado e Forças Armadas são complementares e inseparáveis na construção de uma verdadeira Nação. As Forças Armadas surgiram da espontânea necessidade coletiva de defesa. Assim aconteceu em Guararapes, com o cidadão-soldado, reflexo inevitável da Pátria obrigada a pegar em armas; assim permanece na atualidade, em todos os quartéis, formando o soldado-cidadão. Ao Exército, Instituição Nacional Permanente, não lhe basta transformar jovens em militares. Orgulha-se de atuar como a escola da fraternidade nacional, do culto às virtudes do sacrifício, do desinteresse individual, da honra e do compromisso com a democracia.

Gen Ex Francisco Roberto de Albuquerque
Comandante do Exército


Brasão do Exército Brasileiro:
« Última modificação: Abril 19, 2006, 04:46:25 am por Paisano »
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« Responder #1 em: Abril 19, 2006, 04:33:44 am »
As Origens do Exército Brasileiro

Fonte: www.exercito.gov.br/

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Desde os primórdios da colonização portuguesa na América, desenvolveu-se em terras brasileiras uma sociedade marcada pela intensa miscigenação. O sentimento nativista aflorou na gente brasileira, a partir do século XVII, quando brancos, índios e negros, em Guararapes, expulsaram o invasor estrangeiro. O Exército, sempre integrado por elementos de todos os matizes sociais, nasceu com a própria Nação e, desde então, participa ativamente da história brasileira.

Nas décadas posteriores ao descobrimento do Brasil, a Força Terrestre foi representada pelo povo em armas nas lutas pela sobrevivência, conquista e manutenção do território.

Em verdadeira simbiose da organização tática portuguesa com operações irregulares, índios, brancos e negros formaram a primeira força que lutou e expulsou os invasores do nosso litoral. Portanto, a partir da memorável epopéia de Guararapes (1648), não havia apenas homens reunidos em torno de um simples ideal de libertação, mas sim, as bases do Exército Nacional de uma Pátria que se confirmaria a 7 de setembro de 1822.

A união entre a coroa lusa e a espanhola, em 1580, que tornou as terras da América pertencentes a um só rei e senhor, permitiu o alargamento da base física da colônia portuguesa, pela extraordinária ação exploradora empreendida pelas Entradas e Bandeiras. Naquela época, os portugueses, estimulados por notável visão estratégica, buscaram fixar os limites da colônia em acidentes geográficos bem nítidos e o mais possível a Oeste. Assim, no interior da Amazônia, nos pampas sulinos e nos confins dos sertões, à medida que avançava a marcha desbravadora dos bandeirantes, surgiam fortes e fortins – sentinelas de pedra a bradar: "esta terra tem dono!".

Após a Independência, em 1822, a atuação do Exército Brasileiro, internamente, foi decisiva para derrotar todas as tentativas de fragmentação territorial e social do País. A manutenção da unidade nacional, penosamente legada por nossos antepassados, é decorrente das suas ações, em particular, da atuação do Duque de Caxias. Desse modo, ontem, como hoje, prevaleceu a necessidade de segurança e integração nacionais, reflexo da vontade soberana do povo, expressa, como ideal intangível, nas Constituições brasileiras de todos os tempos.

Já no âmbito internacional, participou vitoriosamente do conflito que, na segunda metade do século XIX, ocorreu no cone sul do continente sul-americano: a Guerra da Tríplice Aliança.

Em decorrência da sintonia permanente que o Exército sempre teve com a sociedade brasileira, seu papel foi decisivo na Proclamação e na Consolidação da República. Naquele período particularmente conturbado, os militares desempenharam papel de moderação, idêntico ao exercido pelo Imperador na monarquia, garantindo a sobrevivência das instituições.

Após a I Guerra Mundial, o Exército experimentou um período de soerguimento profissional, que iria completar-se com a contratação, em 1920, da Missão Militar Francesa. Porém, foi a obra ciclópica de Rondon, interligando os sertões interiores aos grandes centros, reconhecida internacionalmente como conquista da humanidade, o que mais marcou esse início de século.

A II Guerra Mundial trouxe modificações significativas na evolução do Exército Brasileiro. Em 1942, em resposta ao torpedeamento de vários de seus navios mercantes, o Brasil declarou guerra às potências do Eixo.

Em 1944, o País enviou para o teatro de operações europeu uma força expedicionária organizada em curto espaço de tempo, sob o comando do General Mascarenhas de Moraes. Designada para operar na Itália, durante o tempo em que esteve em combate, compondo o V Exército dos Estados Unidos da América, a Divisão brasileira sofreu mais de 400 baixas por morte em ação. Antes que o conflito terminasse, havia feito mais de 15.000 prisioneiros de guerra e capturado duas divisões inimigas.

Na Itália, a FEB cobriu-se de glórias, combatendo tropas aguerridas, ao lado de soldados calejados por anos de campanha. Nada ficaria a dever a uns e outros. As glórias colhidas em Monte Castello, Montese e Fornovo, e em tantas outras ações, estão gravadas com letras de sangue na História Militar brasileira. Aos nossos pracinhas devemos, em difícil hora, a garantia da dignidade de nossa Pátria.

A partir dos anos 60, o Exército passou por importantes transformações. Acompanhando o acelerado desenvolvimento econômico e industrial do País, realizou consideráveis investimentos em Ciência e Tecnologia, o que permitiu fornecer à tropa equipamentos e armamentos projetados e fabricados pelas indústrias nacionais, particularmente viaturas blindadas. Além dessa evolução tecnológica, foi renovado o sistema de instrução e foram estruturadas as atuais divisões de exército e brigadas, combinações de tropas mais leves e flexíveis, consentâneas com as peculiaridades do ambiente operacional brasileiro.

Honrando compromissos internacionais assumidos, o Brasil já se fez ou está presente em inúmeras operações de manutenção da paz em diversas partes do mundo.

Na atualidade, o Exército Brasileiro consolida sua individualidade. Exercita e desenvolve uma doutrina militar genuinamente nacional, gerada com base em perspectivas de emprego realistas, e tem procurado evoluir sua concepção estratégica de maneira compatível com as demandas do futuro.

O Exército honra no presente os exemplos legados por Caxias – seu Patrono –, cultiva suas mais caras tradições e cumpre, diuturnamente, seu sagrado dever de preservar a soberania e a integridade do Brasil.


Batalha de Guararapes - 1648:

Tela de Victor Meirelles
« Última modificação: Abril 19, 2006, 04:45:44 am por Paisano »
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« Responder #2 em: Abril 19, 2006, 04:39:43 am »
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« Responder #3 em: Abril 19, 2006, 11:06:04 am »
Julgava que o Exército Brasileiro tivesse surgido em 1822...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Paisano

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« Responder #4 em: Abril 20, 2006, 12:35:38 am »
Luso, formalmente o EB surgiu em 7 de setembro de 1822, mas materialmente foi na data de 19 de abril de 1648. :wink:
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papatango

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« Responder #5 em: Abril 23, 2006, 01:19:10 pm »
A questão tem algo a ver com a legitimidade da casa de Bragança para governar o Brasil.

Ao contrário dos restantes países do continente, como houve uma transição efectuada por uma familia real, houve necessidade de fazer recuar a origem do Brasil, não à independência mas à descoberta e colonização.

Caso contrário, se o Brasil não recuasse as suas origens, qual sería a legitimidade de D. Pedro I e D. Pedro II ?
Qualquer um podería ser rei ou imperador.
Para garantir que sería a Casa de Bragança uma das soluções foi tentar tornar mais Brasileiro o periodo até à independência.

Essa é uma das razões, porque quando visitamos sites sul-americanos sobre o tema das bandeiras encontramos referencias às bandeiras dos respectivos países, mas no caso do Brasil, cencontramos referênciasà primeira bandeira, a Cruz de Cristo, afirmando que foi a primeira utilizada no Brasil.


Cumprimentos
 

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« Responder #6 em: Abril 23, 2006, 04:09:09 pm »
Citação de: "papatango"
Essa é uma das razões, porque quando visitamos sites sul-americanos sobre o tema das bandeiras encontramos referencias às bandeiras dos respectivos países, mas no caso do Brasil, cencontramos referênciasà primeira bandeira, a Cruz de Cristo, afirmando que foi a primeira utilizada no Brasil.


Corroborando com o que foi postado pelo PT, segue abaixo o link da página do EB referente as Bandeiras Históricas do Brasil:

http://www.exercito.gov.br/01Instit/His ... ndhist.htm
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