II GRANDE GUERRA: PORQUE A ALEMANHA NUNCA ATACOU OS EUA ?

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Rui Elias

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II GRANDE GUERRA: PORQUE A ALEMANHA NUNCA ATACOU OS EUA ?
« em: Março 08, 2006, 09:58:29 am »
Esta é uma questão que provavelmente só os historiadores especializados nesse periodo, Políticos e estrategas militares poderiam responder.

Mas é uma questão que tenho colocado e gostaria de pôr à consideração de quem a quiser discutir:

Porque a marinha alemã ao longo da II Grande Guerra nunca atacou território norte-americano?

Os japoneses atacaram Pearl Harbour, no Havai num golpe sem declaração de guerra e causaram grandes baixas humanas e materiais à Armada americana no Pacífico, de que estes demoraram a recuperar.

No Atlântico, a Alemanha utilizou a sua marinha essencialmente para dificultar o trânsito de homens e equipamentos que vinham dos EUA para ajudar no esforço de guerra aliado na Europa.

Apesar das acções dos chamados U-Boats, nunca consegiram impedir esse trânsito, apenas causando algumas baixas, mas sem nunca comprometer seriamente o esforço aliado.

Os EUA e outros aliados conseguiram sempre segurar a defesa da Inglaterra e conseguiram estabelecer testas de ponte no norte de África, e daí para o sul de Itália, conseguiram a partir de Inglaterra levar a cabo a opreação Overlord (desembarque na Normandia) e até fornecer a URSS de equipamentos para o seu esforo de guerra na frente leste contra a agressão nazi.

A Alemanha para além dos muitos submarinos, teve a um certo momento dois instrumentos de guerra naval importantes:

O Bismark e o Tirpitz, mas a sua doutrina de uso não difereiu da que era dada aos submarinos.

Que razões teriam levado os alemães a não tentarem um golpe de força contra a costa leste dos EUA para atacar os portos de onde saíam esses suprimentos que eram fundamentais para os esforço de guerra aliado na Europa?

Um ataque com os dois couraçados acompanhados de cruzadores e ainda com a ajuda de alguns submarinos poderia causar imensos estragos nos portos da costa leste?

Imagine-se o poder de fogo das baterias dos 2 couraçados referidos contra cidades como Boston, N. Yorque ou Washington.

Razões possíveis:

1 - Evitar uma escalada no conflito

Acho pouco provavel esta hipótese, porque o confito era total, e não faria sentido evitar uma escalada, quando a corda já estava totalmente esticada

2 - Não haver forma de manter esse ataque sustentado, porque faltavam à Alemanha os necessários meios navais de apoio, nomeadamente reabastecedores.

Se se tratasse de um golpe, ao estilo expedição punitiva, talvez não fosse necessário o recurso a esses meios de apoio logístico.

3 - Medo da capacidade de defesa naval e aérea dos EUA perante a aproximação dessa força naval alemã.

Na verdade, a marinha alemã nunca chegou a ser suficientemente importante e diversificada para se bater de igual para igual com as capacidades navais dos aliados.

______________

nota:

Eu quero que fique claro que nunca desejaria isso, já que abomino o nazismo e tudo o que ele representou para a história da humanidade, mas estou a colocar esta questão de uma forma puramente técnica e de estratégia.
 

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papatango

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« Responder #1 em: Março 08, 2006, 11:56:08 am »
muito por alto:

A américa fica longe.

Goering afirmou no inicio da guerra que os Estados Unidos só estariam preparados para uma guerra lá para 1960 ou 1970.

Ou seja, Goering considerava que a américa estava 30 anos atrasada em termos de preparação militar.

= = =

A Alemanha não tinha como atacar os Estados Unidos de forma efectiva. O máximo que podiam fazer era atacar as suas linhas de abastecimento marítimo, e isso eles fizeram com submarinos.

= = =

O Bismark e o Tirpitz, destinavam-se a tentar (juntando o Bismark com o Scharnhosrst e o Gneisenau) criar um grupo de batalha capaz de competir com os ingleses, com a vantagem de os couraçados serem todos modernos e mais rápidos que a maioria dos couraçados ingleses.

O afundamento do Bismark, demonstrou o que se sabia. Quando acossada, a Royal Navy ainda conseguia ser dona dos mares. Hitler mais tarde convenceu-se de que o dinheiro para a marinha deveria ser para construir submarinos e não couraçados, no que estava aliás certo. A guerra no atlântico foi uma guerra entre submarinos e contra-torpedeiros

A marinha alemã estava absolutamente convencida de que era o "rato" numa luta de gato e de rato no atlântico. Hitler e Raeder e mais tarde Doenitz sabiam perfeitamente que não tinham como competir com a Royal Navy e quando os americanos entraram na guerra ficou famosa a operação de retirada dos dois últimos grandes navios alemães (o Scharnhorst e o Gneisenau) do Atlântico, demosntrando claramente que a Alemanha desistia da luta e reconhecia que não podia competir.

= = =

A partir daí só ficou a possibilidade de ataques aéreos ou com misseis.

Mas em termos de aeronaves os americanos tinham vantagem por causa da dimensão do país.

Os americanos tinham aviões comerciais com o objectivo de fazer vôos costa a costa Los Angeles - Nova Iorque, enquanto que na Europa era considerado longo curso um voo Londres - Berlim.

É por isto que os aviões alemães têm muito menos alcance que os americanos ou que os ingleses que também viam a Força Aérea como forma de ligar o império, conectando o Reino Unido com a India, com a África e com a Comonwealth.

A II guerra mundial, era uma guerra que a Alemanha estava destinada a perder, a partir do momento em que deixou de estar no controlo completo da situação.

As vitórias faceis da Alemanha em 1939 e 1940 apenas serviram para dar aos Nazis uma falsa ideia de superioridade.

A verdade é que a Alemanha foi surpreendida com a declaração de guerra da Grã Bretanha e da França, depois da invasão da Polónia.

Nas escadas do Reichtag, Goering terá dito (creio que era um dia de fim de semana) qualquer coisa como "Deus nos ajude".

A Alemanha não estava preparada para a guerra. A sua arma naval era deficiente e muito inferior à britânica e em termos de grandes navios, mesmo à italiana e francesa. A sua força aérea era moderna, mas ainda não provada, os seus tanques eram ainda os PzKpfw I e II e o exército alemão na sua imensa maioria ainda marchava a pé (como continuou a marchar mesmo durante a invasão da Russia).

Portanto, a Alemanha tinha demasiados problemas e a América era apenas um deles e claro, o mais longiquo de todos.

Cumprimentos
 

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Get_It

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« Responder #2 em: Março 08, 2006, 12:54:58 pm »
Eu relação aos ataques navais alemães contra os EUA aconselho a leitura do artigo Ataques na América durante a Segunda Guerra Mundial na Wikipédia, inclusive o artigo da edição inglesa (original neste caso e mais actualizado). Quanto ao alcance dos aviões alemães e também dos ataques alemães planeados contra os EUA aconselho a leitura do artigo Amerika Bomber na ediç
ao portuguesa e na edição inglesa; tal como aconselho que vejam o documentário «Hitlers Plan To Atom Bomb New York».

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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TOMKAT

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Re: II GRANDE GUERRA: PORQUE A ALEMANHA NUNCA ATACOU OS EUA
« Responder #3 em: Março 08, 2006, 02:35:00 pm »
Citação de: "Rui Elias"
Esta é uma questão que provavelmente só os historiadores especializados nesse periodo, Políticos e estrategas militares poderiam responder.

Mas é uma questão que tenho colocado e gostaria de pôr à consideração de quem a quiser discutir:

Porque a marinha alemã ao longo da II Grande Guerra nunca atacou território norte-americano?

Os japoneses atacaram Pearl Harbour, no Havai num golpe sem declaração de guerra e causaram grandes baixas humanas e materiais à Armada americana no Pacífico, de que estes demoraram a recuperar.



Os EUA gozaram de um "previlégio" incontornável em todos os conflitos relevantes em que se envolveram no século XX, que é a distância.

Os japoneses atacaram o Havai, mas o Havai é um arquipélago "perdido" no meio do Pacífico, a "meio" caminho entre o Japão e os EUA, ao alcance de um ataque ousado japonês como o de Pearl Harbour, cuja finalidade objectiva foi a tentativa de aniquilação da Esquadra do Pacífico norte-americana, para que a expansão japonesa na Ásia se fizesse sem oposição.
A posição geo-estratégica do Havai originou o ataque japonês.
A intenção japonesa nunca foi a invasão do continente americano.

O porquê dos alemães nunca terem atacado território americano?
Acho que tem a haver com questões geográficas acima de tudo.
Entre a Europa e o continente americano não existe nenhum território sob jurisdição dos EUA.

Ponhamos a hipótese de, por exemplo, os Açores serem uma possessão norte-americana....
Provavelmente seriam atacados pelos alemães devido à posição geo-estratégica do arquipélago dos Açores no "meio" do Atlântico, a "meio" caminho entre a Europa e os EUA.

A distância, a dimensão, o poderio militar e a capacidade de projecção de froças, tornam os EUA imunes a qualquer ataque convencional.
IMPROVISAR, LUSITANA PAIXÃO.....
ALEA JACTA EST.....
«O meu ideal político é a democracia, para que cada homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado»... Albert Einstein
 

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Marauder

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« Responder #4 em: Março 08, 2006, 03:59:17 pm »
Ora bolas...um tema que eu até gosto e já responderam..

  Basta só ler algum livro referente à batalha do Atlantico para perceber o porqué que essa ideia está errada..tanto que eles até atacaram, após a entrada oficial dos EUA...mas pronto..coitaditos..tavam super limitados...
 

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komet

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« Responder #5 em: Março 08, 2006, 05:07:35 pm »
Realmente já disseram tudo... desgraçada da Kriegsmarine no atlântico já antes dos EUA entrarem na guerra... quanto mais enviarem os couraçados para os atacar... seria estilo uma operação Doolittle, mais impacto na moral que efectivo..
"History is always written by who wins the war..."
 

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emarques

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« Responder #6 em: Março 10, 2006, 12:58:30 am »
Vejamos, porque é que os alemães não usaram o Bismarck e o Tirpitz para atacar os EUA depois de entrarem em guerra com eles...

Primeiro, porque a Alemanha declarou guerra aos EUA em 11 de Dezembro de 1941, e o Bismarck foi afundado a 27 de Maio de 1941, pelo que ia ser uma missão muito difícil para ele; ;)

Depois, porque o Reino Unido continuava no caminho, e uma saída do Tirpitz arriscava-se a encontrar ainda mais oposição do que o Bismarck tinha encontrado, com (ao que parece) 4 porta-aviões e uns 6 couraçados em Scapa Flow além de todos os outros navios lá colocados;

E também porque, conseguindo passar pelos britânicos, iam dar de caras com os três porta-aviões e 8 couraçados da frota do Atlântico americana.

Claro, haverá outras razões, mas não me parece que tivesse sido boa ideia para os alemães que tentassem fazer uma coisa dessas. Enquanto o Tirpitz continuasse disponível, continuava a ser uma ameaça para a qual era necessário que o inimigo estivesse pronto. Sem o Tirpitz, o mais provável seria que muitas dessas unidades colocadas em Scapa Flow seguissem viagem para o Mediterrâneo, dificultando ainda mais a vida à Regia Marina Italiana.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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komet

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« Responder #7 em: Março 10, 2006, 01:12:20 am »
Marinha essa que segundo sei, mal se mexeu durante os desembarques dos americanos no Sul de Itália... outro mistério talvez...
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Get_It

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« Responder #8 em: Março 10, 2006, 01:33:05 am »
Citação de: "komet"
Marinha essa que segundo sei, mal se mexeu durante os desembarques dos americanos no Sul de Itália... outro mistério talvez...
Ao certo o que restou da frota italiana após o ataque britânico a Taranto (*) ?

É que notem, os desembarques dos americanos no Sul de Itália deram-se em Julho de 1943, e os britânicos tinham já em Março de 1941 dado cabo da frota italiana.
Citação de: "Wikipédia, edição em inglês [url=http
[1][/url]"]Newly captured North Africa was used as a springboard for the invasion of Sicily on 10 July 1943. On 25 July Benito Mussolini was fired from office by the King of Italy, allowing a new government to take power.

Citação de: "Wikipédia, edição em inglês [url=http
[2][/url]"]Even with this serious blow, the Italian fleet had the resources to take part within a month in the battle of Cape Spartivento (27 November 1940) with good results. However the British decisively beat the remaining Italian fleet a few months later during the battle of Cape Matapan (March 1941).


Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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komet

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« Responder #9 em: Março 10, 2006, 01:41:42 am »
Obrigado pelas informações  :wink:
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JLRC

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« Responder #10 em: Março 10, 2006, 11:18:11 am »
Citação de: "Get_It"
 
Ao certo o que restou da frota italiana após o ataque britânico a Taranto (*) ?


Em Julho de 1943, a Marinha italiana dispunha de 6 couraçados, 3 da classe Littorio (Littorio, Vitorio Venetto e Roma), 1 da classe Conti di Cavour (Giulio Cesare, o Conti di Cavour ainda não estava recuperado do ataque a Tarento) e 2 da classe Andrea Doria (Andrea Doria, Caio Dulio) além de numerosos cruzadores, contra-torpedeiros, escoltadores (os Animoso por exemplo), torpedeiros, corvetas (60 previstas da classe Gabbiano das quais só 29 foram concluídas antes da rendição)  e submarinos. Tinha também dois porta-aviões em construção um dos quais quase concluído.
 

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Rui Elias

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« Responder #11 em: Março 10, 2006, 11:36:54 am »
Após a saída da Itália da guerra, em 1943, o novo poder italiano colocou à disposição dos aliados a frota naval, porque queria mudar a sua posição, .

Por qualquer razão, os navios itaianos acabaram por ir para Alexandria onde permaneceram à guarda dos ingleses até ao final da guerra.

Os aliadas nunca recoheceram a Itália como nova aliada.

Porque seria que os aliados nunca aproveitaram esses vazos de guerra italianos?
 

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Marauder

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« Responder #12 em: Março 10, 2006, 03:35:58 pm »
Citação de: "Rui Elias"
Após a saída da Itália da guerra, em 1943, o novo poder italiano colocou à disposição dos aliados a frota naval, porque queria mudar a sua posição, .

Por qualquer razão, os navios itaianos acabaram por ir para Alexandria onde permaneceram à guarda dos ingleses até ao final da guerra.

Os aliadas nunca recoheceram a Itália como nova aliada.

Porque seria que os aliados nunca aproveitaram esses vazos de guerra italianos?


Porque se calhar não eram necessáros...ora bolas...para quem ter tantos navios quando o inimigo já quase que não mete nada a flutuar....pelo menos no mediterrâneo..
 

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Get_It

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« Responder #13 em: Março 10, 2006, 04:04:48 pm »
Citação de: "Marauder"
Citação de: "Rui Elias"
Após a saída da Itália da guerra, em 1943, o novo poder italiano colocou à disposição dos aliados a frota naval, porque queria mudar a sua posição, .

Por qualquer razão, os navios itaianos acabaram por ir para Alexandria onde permaneceram à guarda dos ingleses até ao final da guerra.

Os aliadas nunca recoheceram a Itália como nova aliada.

Porque seria que os aliados nunca aproveitaram esses vazos de guerra italianos?

Porque se calhar não eram necessáros...ora bolas...para quem ter tantos navios quando o inimigo já quase que não mete nada a flutuar....pelo menos no mediterrâneo..


Mas uma parte da frota italiana poderia ter sido enviada para patrulhar o mar Atlântico libertando assim alguns meios britânicos e norte-americanos para lutarem contra os japoneses. :shock:

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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komet

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« Responder #14 em: Março 10, 2006, 06:59:56 pm »
Penso que em 1943 já nem a ameaça U-boat era significativa, graças ao radar...
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"Memórias da Guerra - 1961-1974"

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