Tensão em Timor Leste

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Lancero

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Re: Tensão em Timor Leste
« Responder #480 em: Março 17, 2010, 11:49:20 pm »
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Timor-Leste: Embaixador chinês garante  que "não há nem haverá" interesse em bases militares  



    Díli, 17 mar (Lusa) - O embaixador chinês em Timor-Leste, Fu Yancong, garantiu hoje que a China "não tem, nem terá no futuro" interesse em negociar com o Governo timorense o estabelecimento de qualquer base militar no país.

 

    "É um elogio inadequado à China. A história no século passado demonstra que a China só tinha a experiência envergonhada de ser invadida pelos poderes ocidentais, sem poder ser acusada de nenhum envio de forças para estacionar nos outros países.  

 

    Num país tão grande como a China, após várias reduções, as forças chinesas são suficientes somente para garantir a integridade do seu próprio território, sem nenhuma força excedente para estacionar em países estrangeiros, e nem temos esta ambição.  

 

    Por isso, nem existe a possibilidade de negociarmos com o Governo de Timor-Leste em estabelecer qualquer base militar no seu território. Sobre isto, posso declarar solene e seriamente, através da LUSA, aos amigos interessados neste assunto que, a China não tem, e nem terá este interesse no futuro", disse.  

 

    Com essas declarações, Fu Yancong contraria assim teses de alguns analistas de assuntos de defesa, nomeadamente publicadas na Austrália, de que a aproximação da República Popular da China ao Governo de Timor-Leste visa obter do Governo timorense autorização para o estacionamento de tropas chinesas no seu território.

   

 

    A construção em curso de navios-patrulha que vão ser brevemente entregues e a oferta de apoio à construção da nova base naval timorense de Hera, são vistas com alguma desconfiança por esses analistas, para quem a China vê em Timor-Leste a oportunidade de estar mais presente no Sudeste Asiático, modificando o equilíbrio geoestratégico.  

 

    Fu Yancong garante que, se alguém anda a negociar com o Governo timorense a cedência do aeroporto de Baucau para ter uma base militar, o que o próprio ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste admitiu recentemente, "a China não é com certeza".  

 

    "Só pensam nisso, os países com energia excedente. Na China, ainda temos muitas preocupações próprias e coisas a fazer, e nem conseguimos ainda o equilíbrio regional dentro do nosso país, pois temos zonas onde o desenvolvimento não é maior que o de Timor-Leste e é aí que concentramos as nossas energias", justifica.  

 

    O diplomata diz que a visão de que a China está em Timor-Leste para aumentar a sua área de influência "é uma teoria de algumas pessoas e de alguns media que julgam os outros com base na sua própria mentalidade, pois eles pensam que a China está a fazer o mesmo que eles e olham para a China com essa mentalidade".  

 

     "O objetivo da ajuda a Timor-leste é bem mais simples. A China simpatiza e apoia a independência e reconstrução nacional de Timor-Leste. Desde a independência timorense, tem oferecido ajuda e apoio em diversos aspetos. Tratamos Timor-Leste como um membro da grande família dos países em desenvolvimento da Ásia, e aplicamos a política de amizade, parceria e boa vizinhança, com Timor-Leste.  

 

    O propósito único da República Popular da China, segundo o seu representante em Díli, "é poder ajudar Timor-Leste a ultrapassar as dificuldades, no período inicial da construção nacional, de modo a que o país possa entrar no caminho do desenvolvimento autónomo, quanto mais rápido possível".  

 

    A nossa ajuda a Timor-Leste demonstra a virtude tradicional chinesa de alegrar-se em ajudar os outros", conclui.  
"Portugal civilizou a Ásia, a África e a América. Falta civilizar a Europa"

Respeito
 

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Snowmeow

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Re: Tensão em Timor Leste
« Responder #481 em: Abril 14, 2010, 08:51:36 pm »
Citação de: "Fu Yancong"
"A nossa ajuda a Timor-Leste demonstra a virtude tradicional chinesa de alegrar-se em ajudar os outros".  
Já dizia Fernando Pessoa, "Os Deuses vendem quando dão". O mesmo se pode dizer dos chineses. Esses não dão ponto sem nó.
"Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirás falta dela no Verão." Jairo Navarro Dias
 

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alfsapt

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Re: Tensão em Timor Leste
« Responder #482 em: Maio 13, 2010, 08:46:47 pm »
Mas que dão cartas em termos de diplomacia lá isso dão.
"Se serviste a patria e ela te foi ingrata, tu fizestes o que devias, ela o que costuma."
Padre Antonio Vieira
 

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linergy

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Re: Tensão em Timor Leste
« Responder #483 em: Agosto 07, 2011, 12:06:22 am »
Possivelmente já viram, mas fica aqui  East Timor - Stoking the Fires
 

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urso bêbado

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Re: Tensão em Timor Leste
« Responder #484 em: Agosto 31, 2012, 07:21:00 pm »
Passei uns dias em Porto e Braga; na livraria Lello -mítica e maravilhosa- apanhei o livro do Xanana Gusmão:

http://www.portoeditora.pt/imprensa/not ... ao?id=2601

É denso; trata-se de discursos ante instituições, tanto ONU, CPLP, conferências asiáticas ou aniversários da independência daquela pequena nação de coração imenso.

Naturalmente botei-me à net e recuperei uma reportagem sobre os dez anos daquela nação:


Mais uma vez fiquei impactado pela resposta de solidariedade do povo português em geral, e pelas instituições na nação lusitana a brigar e solidarizarem-se com o Timor (os carros da GNR a receberem-se de braços abertos pela população maubere foram muito emotivas); a ocorrência da liberdade do Timor Leste teve semelhanças irrefutáveis com a situação da República Árabe Saharauí Democrática a respeito da outra "potência" na altura: Espanha. As atitudes de Portugal e Espanha ficam tão diferentes que apenas dá para envergonhar os vizinhos...

Mas essa é uma história diferente.
 

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Daniel

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Re: Tensão em Timor Leste
« Responder #485 em: Outubro 19, 2018, 10:43:56 am »
Embaixada portuguesa em Díli obrigada a fechar novamente
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/embaixada-portuguesa-em-dili-obrigada-a-fechar-novamente-368163

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A Embaixada de Portugal em Díli fechou est sexta-feira pelo segundo dia consecutivo devido à concentração de centenas de pessoas, descontentes com atrasos no processamento dos seus pedidos de nacionalidade, com alguns a tentarem forçar a entrada no complexo.

Apesar de posturas agressivas, incluindo pancadas aos vidros da embaixada, o bloqueio da estrada – com alguns jovens a sentarem-se no chão – e da pressão sobre funcionários do edifício, a polícia voltou a demorar várias horas a aparecer.

Fonte da embaixada confirmou à Lusa que a polícia foi chamada logo ao início da manhã, quando começou a concentração de pessoas, impedindo o normal atendimento a utentes.

Apesar disso, de incidentes idênticos terem já ocorrido no passado, da segurança da embaixada ser responsabilidade das autoridades timorenses e do complexo estar ao lado do Palácio do Governo, a polícia só chegou “muito mais tarde”.

Tal como ocorreu na quinta-feira, os jovens voltaram hoje a ser ‘convocados’ ao local por mensagens partilhadas no Facebook e por WhatsApp, que supostamente indicavam que estariam concluídos processos para ser levantados.

“Vim cá porque disseram que estavam processos prontos”, disse à Lusa um dos jovens que mostrou a mensagem que recebeu.

Os jovens mostram-se frustrados com a demora no processo, com alguns a dizerem que têm os seus pedidos pendentes desde 2015 ou 2016 e que estão, ainda, sem informação sobre quando haverá uma decisão.

“Tenho o meu processo desde 2016 pendente e há pessoas que apresentaram depois e já têm o processo concluído”, disse José da Costa, um jovem de Becora, em Díli.

Domingos, que não quis dar o seu apelido, explica que o seu processo é ainda anterior, de 2015.

Alguns dos jovens dizem que pagam até 700 dólares a timorenses que lhe garantem celeridade no tratamento dos papeis, apesar de outros admitirem que isso é “roubo” e que conhecem quem foi “enganado”.

“Paguei 700 dólares a uma pessoa em agosto para me tratar dos papeis”, disse à Lusa um jovem timorense.

Fonte diplomática confirmou à Lusa que aquando de incidentes idênticos no passado as autoridades timorenses manifestaram intenções de atuar quando os alegados agentes ilegais fossem identificados.

Outros afirmam pagar 20 dólares a um intermediário que supostamente pagará depois a algum funcionário da embaixada para que o seu nome seja incluído na lista de atendimentos diários, que é preenchida com base em pedidos de marcação feitos em pessoa, por telefone ou por email.

Instados, porém, a que identifiquem a pessoa ou pessoas envolvidas todos evitam dar dados mais precisos.

A nacionalidade portuguesa é acessível a qualquer timorense nascido até 19 de maio de 2002, véspera da data em que Timor-Leste restaurou a sua independência e deixou, formalmente, de ser um “território não autogovernado sob administração portuguesa.

Em Portugal o princípio básico da nacionalidade portuguesa é o de jus sanguinis – é cidadão português o indivíduo filho de pai ou mãe portuguesa – pelo que, direta ou indiretamente quase todos os 1,6 milhões de timorenses têm acesso à nacionalidade.

Com um reduzido número de funcionários – há cinco para processar todos os atos consulares – e a entrada diária de entre 45 e 60 novos pedidos de nacionalidade, o já complexo processo de obter a nacionalidade torna-se ainda mais difícil.

Além do volume em si, os processos tornam-se mais complicados porque apresentam, em muitos casos, apenas documentos de paróquias ou provas inadequadas de registo de nascimento, tendo aumentado os casos de fraude e falsificação documental.

No passado, muitos dos processos eram enviados para a Conservatória dos Registos Centrais em Lisboa e, perante dúvidas, eram devolvidos a Timor-Leste para verificação, implicando, na prática, que um funcionário consular fosse à paróquia em causa comprovar o registo de nascimento.

A embaixada alterou os procedimentos e agora realiza as verificações de todos os pedidos em Timor-Leste, antes sequer de os processos serem enviados para Lisboa, procurando assim minimizar a possibilidade de rejeição e consequentes atrasos adicionais.

Se em Díli e arredores esse processo é mais fácil, noutras paróquias mais distantes o processo é complicado, sendo que em muitos casos são os registos das igrejas as únicas fontes de informação de nascimento.

 :conf: :conf: nx2l1 nx2l1
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

 

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