U209PN

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Re: U209PN
« Responder #2700 em: Novembro 09, 2018, 01:13:20 pm »
(...)

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. (...)

É favor informar os patrões/"empreendedores" portugueses desse facto!!!!
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Charlie Jaguar

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Re: U209PN
« Responder #2701 em: Novembro 09, 2018, 01:40:39 pm »
(...)

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. (...)

É favor informar os patrões/"empreendedores" portugueses desse facto!!!!

Tendo em conta que mais de metade do patronato português tem o ensino básico (dados do Eurostat), e na sua grande maioria acham uma calamidade ir pagar 600€ de salário mínimo a partir do próximo dia 1 de Janeiro, é de se esperar o quê?

https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empregados-tem-mais-escola-do-que-patroes

Mas também lhe digo asalves, se é esta a qualidade de trabalho e desempenho alemã vou ali e já venho.  ::)
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

         "PER ASPERA AD ASTRA"
               (Por Caminhos Árduos, Até Às Estrelas)
 
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mafets

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Re: U209PN
« Responder #2702 em: Novembro 09, 2018, 09:16:35 pm »
https://www.dn.pt/poder/interior/submarino-entra-no-alfeite-a-meter-agua-apos-meses-em-revisao-na-alemanha-10150220.html

É sempre a mesma me*** quando vem qualquer coisa da Alemanha. Se calhar é por isso que não têm um único submarino no activo, e depois os trabalhadores portugueses é que são preguiçosos e etc...  ::)

As Meko vinham com algum material de tão baixa qualidade que o AA teve de as intervencionar quase de imediato; os submarinos chegaram a Portugal a meter àgua porque se haviam esquecido de colocar rebites suficientes na torre porque não se lembraram que o mar Báltico não é o oceano Atlântico. Agora isto e depois nós é que éramos piegas, preguiçosos e pouco produtivos, e ai de quem falasse mal da sagrada Alemanha.  >:(

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. Dai a alemanha ter uma produtividade industrial muito maior que a nossa mesmo tendo uma média de horas de trabalho mais baixa que a nossa.
Já me pediram 4 meses de espera por um elevador de vidro e 6 meses por um cabo de uma porta do carro. Imagino então se a "alemanha não tivesse uma produtividade industrial muito maior que a nossa mesmo tendo uma média de horas de trabalho mais baixa que a nossa" (nem com os francius). Mas entretanto...  ::) :P

Citar
Shortfalls in the German army's personnel and equipment are "dramatically" hindering its readiness for combat, according to a new report.

No submarines or large transport planes were available for deployment at the end of last year, the report says.

It also points to failures in planning and leadership that have exacerbated existing problems in the military.

The report was published by the parliamentary commissioner for the armed forces, Hans-Peter Bartels.

"The army's readiness to deploy has not improved in recent years, but instead has got even worse," Mr Bartels told reporters at a press conference in Berlin.

"At the end of the year six out of six submarines were not in use. At times, not one of the 14 Airbus A-400M could fly," he said.

Mr Bartels said all of the vehicles were being repaired at the time of the report.

The condition of the military's fleet of fighter planes, tanks, helicopters and ships is described as "dramatically bad". The report also says a lack of spare parts and outdated equipment has left "big gaps" in the armed forces.

Germany: Reluctant military giant?
Germany boosts defence but misses Nato target
It notes that thousands positions for officers were vacant, resulting in a lack of adequate leadership.

The report calls on the government to pursue reforms "with greater urgency" and increase the defence budget.

Germany spent €37bn ($45bn; £33) in 2017 on defence - about 1.2% of GDP, well short of the Nato target of 2%.

The issue of defence spending did not play a major part in recent coalition talks, but Chancellor Angela Merkel has pledged to meet the 2% spending target by 2024.

"We will make the best possible equipment, training and support available to our soldiers," Ms Merkel said earlier this year.

https://www.bbc.com/news/world-europe-43134896

Citar
COLOGNE, Germany ― The German Navy’s six-strong fleet of submarines is completely out of commission after the only operational sub had an accident off the coast of Norway on Sunday.

The U-35 was moved into ThyssenKrupp Marine Systems’ shipyard in Kiel after a rudder blade was damaged during a diving maneuver, the newspaper Kieler Nachrichten reported. The submarine was scheduled to participate in exercises in the Skagerrak, the strait between southern Norway, southeast Sweden and Denmark.

The U-35 is a 212A-class boat, the same type that TKMS will build for Norway under a multibillion-dollar deal announced early this year. Italy also operates two boats of the class.

https://www.defensenews.com/naval/2017/10/20/all-of-germanys-submarines-are-currently-down/



Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 

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tenente

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Re: U209PN
« Responder #2703 em: Novembro 10, 2018, 09:05:17 pm »
https://www.dn.pt/poder/interior/submarino-entra-no-alfeite-a-meter-agua-apos-meses-em-revisao-na-alemanha-10150220.html

É sempre a mesma me*** quando vem qualquer coisa da Alemanha. Se calhar é por isso que não têm um único submarino no activo, e depois os trabalhadores portugueses é que são preguiçosos e etc...  ::)

As Meko vinham com algum material de tão baixa qualidade que o AA teve de as intervencionar quase de imediato; os submarinos chegaram a Portugal a meter àgua porque se haviam esquecido de colocar rebites suficientes na torre porque não se lembraram que o mar Báltico não é o oceano Atlântico. Agora isto e depois nós é que éramos piegas, preguiçosos e pouco produtivos, e ai de quem falasse mal da sagrada Alemanha.  >:(

Consigam os AA maior capacidade de trabalho, ter mais docas para acolher navios em simultâneo, e poderão efectuar as reparações/MNT dos subs Alemães e com toda a certeza que os referidos trabalhos serão efectuados com muito maior qualidade, que os efectuados pelos Alemães !



Abraços
 

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miguelbud

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Re: U209PN
« Responder #2704 em: Novembro 10, 2018, 09:39:08 pm »
Esse era o plano da antiga Administradora e o AA chegou a ter a verba alocada, mas o Centeno nao autorizou a execuçao.
 

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Re: U209PN
« Responder #2705 em: Novembro 12, 2018, 01:34:25 pm »
(...)

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. (...)

É favor informar os patrões/"empreendedores" portugueses desse facto!!!!

Tendo em conta que mais de metade do patronato português tem o ensino básico (dados do Eurostat), e na sua grande maioria acham uma calamidade ir pagar 600€ de salário mínimo a partir do próximo dia 1 de Janeiro, é de se esperar o quê?

https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empregados-tem-mais-escola-do-que-patroes

Mas também lhe digo asalves, se é esta a qualidade de trabalho e desempenho alemã vou ali e já venho.  ::)

Estou (outra vez) a trabalhar com alemães, e só vos digo uma coisa...são do mais incompetente à face da Terra...só fazem cocó...mas como têm aquela "aura" de "muito competentes", o portuguesinho baixa as calças e "desenrrasca" o cocó que eles fazem, não abrindo a boca e dizendo "amén".

Fossem portugueses a fazer metade da porcaria que certos managers alemães decidem, já tinham levado uma biqueira no traseiro. Como são alemães nada de criticar, é sorrir e acenar,  sorrir e acenar...
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Re: U209PN
« Responder #2706 em: Novembro 12, 2018, 02:20:17 pm »
(...)

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. (...)

É favor informar os patrões/"empreendedores" portugueses desse facto!!!!

Isso está errado, produtividade é o dinheiro que ganhas, qual é mais produtivo um tipo que produz um carro e ganha 30000€ ou um que faz 30 pares de sapatos e ganha 3000€?
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
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asalves

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Re: U209PN
« Responder #2707 em: Novembro 12, 2018, 03:05:32 pm »
(...)

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. (...)

É favor informar os patrões/"empreendedores" portugueses desse facto!!!!

Isso está errado, produtividade é o dinheiro que ganhas, qual é mais produtivo um tipo que produz um carro e ganha 30000€ ou um que faz 30 pares de sapatos e ganha 3000€?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Produtividade
A produtividade não tem nada a ver com o dinheiro/lucro
 
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Re: U209PN
« Responder #2708 em: Novembro 12, 2018, 03:31:24 pm »
(...)

Atenção que a produtividade não se mede pelo numero de horas que se trabalha mas sim a quantidade/tempo de produtos que se produz. (...)

É favor informar os patrões/"empreendedores" portugueses desse facto!!!!

Tendo em conta que mais de metade do patronato português tem o ensino básico (dados do Eurostat), e na sua grande maioria acham uma calamidade ir pagar 600€ de salário mínimo a partir do próximo dia 1 de Janeiro, é de se esperar o quê?

https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/empregados-tem-mais-escola-do-que-patroes

Mas também lhe digo asalves, se é esta a qualidade de trabalho e desempenho alemã vou ali e já venho.  ::)

Educação, essa coisa estranha que toda a gente fala que é importante, ninguém liga e está sempre a fazer falta.

Como diz o nosso problema é que somos uma pais atipico, maioria das nossas empresas são PME ou mais pequenas (68% são empresas em nome individual ou trabalhadores independentes). em que também mais do 50% dos empreendedores tem mais do que 35 anos. Ora com 35 anos essa pessoa era suposto estar a entrar para o ensino secundário em 1998 onde a taxa de abandono era de 44% e não era uma opção comum nas zonas mais rurais.

Vendo assim as coisas não é normal termos um patronato "fraco" e sem qualificações. E as coisas pioram quando estamos a falar de empresas que não tem capacidade para contratar funcionário qualificados para combater as falhas do patronato. E quando temos sucessivos governos que nada fazem para desmistificar. E temos uma alta cargas de impostos sobre o trabalho. Impostos estes que ajudam a reduzir a produtividade pois atuam como um peso extra.
 

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PMFM

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Re: U209PN
« Responder #2709 em: Novembro 22, 2018, 04:19:16 pm »
Submarinos vão custar 279 milhões em manutenção

"A manutenção dos dois submarinos adquiridos a um consórcio alemão, em 2004, vai custar 279,3 milhões de euros, entre 2019 e 2030. De 2019 a 2022, serão gastos 46 milhões de euros." 

Fonte: Correio da Manhã
 

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PereiraMarques

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Re: U209PN
« Responder #2710 em: Novembro 28, 2018, 10:45:48 am »
Despacho n.º 11125/2018 - Diário da República n.º 229/2018, Série II de 2018-11-28 117133431
Defesa Nacional - Gabinete do Ministro
Autorização para realização da despesa relativa ao Contrato de Prestação de Bens e Serviços Preparatórios e de Suporte da Manutenção (RI01+D01) do NRP Arpão

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/117133431/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=117133415


Despacho n.º 11126/2018 - Diário da República n.º 229/2018, Série II de 2018-11-28 117133432
Defesa Nacional - Gabinete do Ministro
Autorização para realização da despesa para a Formação do Contrato de Prestação de Serviços para Efetivação da Primeira Reparação Intermédia e Docagem (RI01+D01) do NRP Arpão

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/117133432/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=117133415
 

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zawevo

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Re: U209PN
« Responder #2711 em: Janeiro 05, 2019, 03:39:01 pm »

 Comandante do 'Arpão' pôs missão e guarnição de 33 militares em risco


Quem tiver acesso a esta notícia por favor coloque aqui.
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/05-jan-2019/interior/comandante-do-arpao-pos-missao-e-guarnicao-de-33-militares-em-risco-10374451.html?target=conteudo_fechado
 

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Lightning

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Re: U209PN
« Responder #2712 em: Janeiro 05, 2019, 03:50:29 pm »
Não estou a gostar, isto está a acontecer demasiadas vezes, ainda há pouco foi o comandante da Fragata que esteve na NATO, há uns tempos foi o comandante de um NPO, um dia temos uma desgraça.
 

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Re: U209PN
« Responder #2713 em: Janeiro 05, 2019, 05:31:50 pm »
Premium Comandante do 'Arpão' pôs missão e guarnição de 33 militares em risco

Henriques Frade tomou decisões operacionais cujas potenciais consequências teriam posto em risco o submarino e os 33 militares a bordo.

O comandante do submarino Arpão foi exonerado em setembro, depois de uma missão pelo Mediterrâneo. Oficialmente, "por motivos administrativos", como disse ao DN o porta-voz da Marinha Pereira da Fonseca.
Mas, segundo diferentes fontes militares, as verdadeiras razões da demissão do comandante Henriques Frade - por parte do chefe do Estado-Maior do ramo, almirante Mendes Calado - tiveram por base questões de natureza operacional. O comandante do Arpão tomou decisões que puseram em risco a segurança do submarino e a vida da guarnição. E a demissão envolveu também o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro. O afastamento ocorreu a menos de dois meses do fim da comissão de Henriques Frade, colocado a seguir no EMGFA - leia-se, segundo os cânones castrenses: o ramo afastou-o da organização.
O comandante terá tomado decisões que as fontes não podem revelar - por serem "matéria classificada". "Foram coisas que aconteceram em catadupa, em que ele decidiu e se envolveu sem autorização de ninguém", contou uma fonte. Suficientemente graves para "ter de pedir autorização [superior]. E não pediu", afirmou uma das fontes. Outra fonte ouvida pelo DN, invocando também o secretismo imposto pelo caráter confidencial da missão, acrescentou: "Foram decisões de enorme complexidade e gravidade operacional que [o comandante do Arpão] não podia ter tomado sem autorização superior.

O porta-voz da Marinha assegurou ao DN que não foi aberto um processo de averiguações para fundamentar a exoneração do comandante Henriques Frade. Isso pode ter um de dois significados: não aconteceu nada ou, então, optou-se por evitar registos escritos do que sucedeu com um navio que, pela sua natureza e tipo de missões, está sempre rodeado de secretismo. A ser esta a razão, aquele oficial terá assim abdicado de poder contestar judicialmente a sua exoneração.
Certo é que outra das fontes ouvidas pelo DN, invocando também o secretismo imposto pelo caráter confidencial da missão, acrescentou: "Foram decisões de enorme complexidade e gravidade operacional que [o comandante do Arpão] não podia ter tomado sem autorização superior."
Este é um pormenor em que as diferentes fontes convergem: essas decisões operacionais, com grande complexidade e risco, foram tomadas por Henriques Frade sem ter autoridade para o efeito. Dito de outra forma, o comandante do Arpão tinha de ter informado previamente - para conselho e autorização superior - o Comando Operacional Conjunto (COC) do EMGFA ou, no limite, comunicar o que tencionava fazer.

Note-se que o Arpão também estava subordinado à Autoridade Operacional dos Submarinos (SUBOPAUTH, sigla em inglês), pelo facto de os submarinos em missão no exterior - além de sujeitos ao comando operacional do COC - estarem sob o controlo operacional da SUBOPAUTH.
Esta função de controlo operacional é essencial no espaço subaquático para as SUBOPAUTH de cada país - que estão em contacto permanente - evitarem colisões ou, por exemplo, procederem a operações de resgate e salvamento em caso de acidente na subsuperfície. A SUBOPAUTH em Portugal está na Marinha e é o comandante da esquadrilha de submarinos (por delegação do comandante naval).

Missão no Mediterrâneo
Este caso, qualificado como muito sensível por diferentes fontes que aceitaram falar sob anonimato por não estarem autorizadas e recusando tornar públicos detalhes classificados da operação, ocorreu durante a missão de dois meses que o Arpão cumpriu durante o último verão no Mediterrâneo, sob a bandeira da UE e também ao serviço da NATO.
Mas é com base em todas estas informações e na gravidade com que foram transmitidas, pela quase totalidade das fontes militares que falaram ao DN, que se entende que as decisões operacionais tomadas pelo comandante Henriques Frade poderiam literalmente ter colocado em risco a segurança do submarino e a vida da guarnição.

Aqui surge uma divergência de pormenor entre as fontes ouvidas pelo DN, a respeito das eventuais consequências das decisões de Henriques Frade para a segurança do submarino e a vida dos 33 militares da guarnição: umas asseguram que elas poderiam ter existido, outras garantem que esses riscos não existiram.
Dito de outro modo e recorrendo ao exemplo de andar em contramão, num troço de autoestrada: poderiam existir consequências graves, mas não existiram porque o carro não se cruzou com outros veículos.
Note-se que, a terem ocorrido as referidas consequências negativas, é praticamente certo que também teria havido efeitos políticos envolvendo a UE ou a NATO, consoante o Arpão estivesse a operar para uma dessas organizações quando as decisões foram tomadas. E também é possível admitir que o submarino já não estivesse empenhado na missão europeia ou da Aliança na altura da ocorrência que levou à demissão.

Segundo o vice-almirante Álvaro Cunha Lopes, na reserva, só é possível "especular" sobre as ações e opções tomadas por Henriques Frade - e as potenciais consequências que daí poderiam decorrer - num caso de que disse não ter "a mínima ideia".
Mas assumindo a ocorrência de manobras perigosas, Cunha Lopes admitiu algumas situações teoricamente possíveis: ter assentado o submarino no fundo do mar, demasiada aproximação a um alvo, colocação do Arpão sob outro navio...
A verdade é que Henriques Frade foi colocado a seguir no Estado-Maior-General - leia-se, segundo os cânones castrenses, o ramo afastou-o da organização.

Briefing inesperado no COC
Dias após ter atracado na Base Naval de Lisboa, a 31 de agosto, o comandante Henriques Frade deslocou-se ao EMGFA para fazer o habitual briefing final da missão - na qual estava presente o CEMGFA, enquanto comandante operacional das Forças Armadas.
Dois detalhes em que as várias fontes coincidem é que Henriques Frade transmitiu as situações em que esteve envolvido e quais as medidas que adotou para lhes fazer face, assim como o facto de o almirante Silva Ribeiro desconhecer alguns desses acontecimentos - o que terá dito em plena reunião, colocando perguntas adicionais ao comandante do Arpão.

Como é habitual nesses briefings no COC do EMGFA, o comandante do Arpão falou sobre os aspetos operacionais da missão: as posições em que o navio esteve, os contactos que estabeleceu onde e com que navios, quais os procedimentos que adotou, eventuais atividades complementares realizadas face à missão principal - algumas delas, insistiram as fontes, sem que o CEMGFA e comandante operacional as tivesse mandado realizar ou sido informado.
Algumas destas fontes acrescentaram que isso terá levado o almirante Silva Ribeiro a questionar como foi possível tal ter acontecido sem o seu conhecimento - e, ao que o DN soube, o CEMGFA pediu explicações.
No entanto, outras fontes admitiram ter dúvidas de que um CEMGFA oriundo do Exército ou da Força Aérea questionasse a atuação do comandante do Arpão. Uma delas observou mesmo que "uma coisa é estar à superfície, onde é sempre possível estar em comunicação", sendo muito mais arriscado um submarino aproximar-se da superfície para o fazer.
Talvez por isso é que o comandante de um navio - e por maioria de razão num submarino, que fica incontactável durante vários dias - tem "liberdade de ação no mar" para tomar decisões mesmo quando carecem de autorização superior, lembrou uma alta patente. Só que, acrescentou esta fonte, isso implica arcar depois com a consequente responsabilização. E terá sido isso que aconteceu.

O porta-voz do CEMGFA, comandante Coelho Dias, limitou-se a dizer ao DN que "as nomeações e exonerações de comandantes de unidades navais são uma competência exclusiva" do chefe do Estado-Maior da Marinha. Acresce que o almirante Silva Ribeiro "desconhece os motivos que levaram à substituição do comandante do Arpão" determinada pelo almirante Mendes Calado.

Segunda causa de afastamento?

Uma das explicações que se ouvem nos bastidores da Marinha - a conhecida Voz da Abita - é que o comandante Henriques Frade terá contado, nesse briefing, pormenores da missão sobre os quais deveria ter ficado calado por não serem relevantes para o COC nem terem prejudicado o cumprimento da operação autorizada pelo CEMGFA.
Esta tese decorre do facto de a SUBOPAUTH, tendo o controlo operacional do submarino, poder atribuir-lhe missões complementares sem afetar a primária - do tipo "já que estão aí, vejam lá isto" - e sem interesse operacional para o COC.
Contudo, várias fontes discordaram frontalmente da interpretação de que um oficial a quem é delegado o controlo operacional possa não informar o comandante operacional - desde logo porque continua a estar-lhe subordinado. Uma dessas fontes foi o vice-almirante Cunha Lopes: Henriques Frade fez o que lhe competia também porque "esteve a ser leal com o seu comandante operacional", já que o responsável de um navio só "vai para o mar com uma ordem de operações" aprovada pelo CEMGFA.
Note-se ainda que, ao contrário do que sucedia até 2015 e representou uma mudança organizacional (e de mentalidades) nas Forças Armadas, o EMGFA deixou de ser secundário face aos ramos - e o almirante Silva Ribeiro afirmou que iria exercer os poderes dados pela lei a quem já não é um chefe interpares, mesmo que ao COC faltem os necessários meios de comando e controlo.

Segunda demissão em poucas semanas
Henriques Frade foi o primeiro de dois comandantes de navios da Marinha a serem exonerados num curto intervalo de tempo, ambos por razões operacionais e a poucas semanas do fim da respetiva comissão - o que, sem informação oficial adicional, permite supor que o chefe da Marinha só o fez por razões fortes ligadas ao desempenho do cargo.
Enquanto o comandante do Arpão saiu em setembro, o comandante Valter Bulha de Almeida deixou a fragata Corte Real no início de dezembro e após a participação num grande exercício da NATO ao largo da Noruega.
Neste caso esteve em causa o processo de decisão do comandante perante condições de mar existentes durante uma tempestade na região do golfo da Biscaia e que poderiam ter evitado tantos danos como os que o navio apresentava à chegada a Lisboa.

Em termos disciplinares e nos últimos meses de 2018, o almirante Mendes Calado viu ainda a diretora do centro de abastecimento sanitário da Marinha - uma oficial superior - na base do Alfeite ser alvo de uma operação da PJ Militar devido a discrepâncias detetadas na contabilidade do material adquirido e no que era fornecido aos militares.
Na mesma altura, em finais de setembro, foi perdida uma caixa com um milhar de munições durante um transporte de material de guerra para os paióis da Escola de Fuzileiros. A caixa viria a ser encontrada por um automobilista que depois a entregou à PSP, tendo a Marinha aberto processos disciplinares aos militares envolvidos.

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/05-jan-2019/interior/comandante-do-arpao-pos-missao-e-guarnicao-de-33-militares-em-risco-10374451.html?
 

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jpthiran

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Re: U209PN
« Responder #2714 em: Janeiro 05, 2019, 05:53:29 pm »
...dá a impressão que há alguém que quer mostrar que ele é que manda!...
...um prepotente que se viu com o poder nas mãos?...
...só ele é que sabe, os outros são todos burros!?...
 

 

Futuros torpedos para o U209PN comprados!

Iniciado por Luso

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Última mensagem Março 28, 2005, 02:54:36 pm
por C. E. Borges