Qualidade das exportações portuguesas está a melhorar

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Falcão

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Qualidade das exportações portuguesas está a melhorar
« em: Dezembro 23, 2005, 02:32:09 pm »
Citação de: "Diário de Notícias"
Em dez anos, triplicou o peso da alta tecnologia nas exportações nacionais.

Em pouco mais de uma década, a estrutura das exportações portuguesas mudou. De 1989 a 2001, o peso dos produtos de baixa tecnologia nas vendas ao exterior, como têxteis ou calçado, caiu e a quota dos produtos exportados que incorporavam alta tecnologia triplicou na viragem do século, esta classe de mercadorias já representava 14% do total das exportações nacionais .

Um indicador que coloca a "qualidade" das exportações portuguesas à frente de países como Espanha, Itália e Grécia, de acordo com os dados disponibilizados pelo BCE, Banco Central Europeu, no Occasional Paper Series n.º 30, Junho/2005 (Competitiveness and the Export Performance of the Euro Area). Por exemplo, a alta tecnologia representa apenas 11% do comércio externo espanhol, uma das mais baixas taxas entre os países da União Europeia, UE.

No final da década de 80, cerca de 13% das exportações nacionais eram já constituídas por produtos com tecnologia intermédia (ver quadro). Dez anos depois, um quarto das vendas nacionais ao exterior já incorporava média tecnologia. Para o mesmo período, o valor de vendas de produtos classificados como média tecnologia quase duplicou (ver quadro).

Qual foi o detonador para a mudança da qualidade das exportações nacionais? Alguns economistas apontam a contribuição do efeito Autoeuropa para a valorização do conteúdo das vendas ao exterior. Mas os indicadores mais recentes sobre a economia portuguesa relatam indícios de que a estrutura produtiva está a mudar.

"Alguns sectores da produção apresentam alterações na cadeia de valor", refere Rui Constantino, economista chefe do BSN, Banco Santander de Negócios. Na estrutura produtiva, por exemplo, o sector do papel passou a assumir importância como produto acabado, em detrimento da fabricação da pasta de papel. O que, sendo referenciado como tecnologia intermédia, se reflecte no aumento da "qualidade" das exportações portuguesas.

Outro exemplo o valor das vendas nacionais de vestuário ultrapassa o negócio dos têxteis. "É uma tendência natural", afirma Rui Constantino, para quem, mesmo com a ausência do fenómeno Autoeuropa, o conteúdo tecnológico das exportações nacionais seria beneficiado com o "natural acréscimo na cadeia de valor" dos diversos produtos fabricados no País.

Em nove meses, as exportações de têxteis caíram 20%, de acordo com os números do INE, Instituto Nacional de Estatística. Dados do sector do calçado indicam que as quebras das vendas ao exterior atingiram os 10% em apenas um ano. O comércio externo no mobiliário - com a produção sediada no Norte do País - está igualmente em queda, com reflexos internos na economia ao nível do emprego e das falências declaradas.

Os dados da produção industrial do INE referentes a Outubro indiciam que alguns sectores - com forte preponderância no peso das exportações - poderão estar a contribuir para a alteração do conteúdo tecnológico das exportações nacionais. No sector da pasta e papel, por exemplo, a produção aumentou 16,2% e na fileira florestal a extracção e transformação de madeira e cortiça cresceu 5,6% em pouco mais de um ano.

futuro. Em sete países da área euro mais de um terço das exportações ainda está assente em produtos de baixa tecnologia. Mas em Portugal, nos sectores de ponta, onde predomina a incorporação de alto valor tecnológico, a produção está a subir. É o caso da fabricação de equipamento electrónico, que está a aumentar a uma taxa de dois dígitos, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE.

Para o curto prazo, "estamos numa fase de ajustamento", após o embate da "forte concorrência asiática". Mas a alteração do conteúdo tecnológico das exportações nacionais "deve continuar, pelo menos nos produtos de gama média", afirma o economista Rui Constantino.
14% É o peso dos produtos com alto conteúdo tecnológico nas vendas nacionais ao exterior. Produção portuguesa tem melhor qualidade.


Este é um dos caminhos a seguir, provavelmente o mais importante, lado a lado com a educação.
Cumprimentos
 

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Johnnie

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Dezembro 23, 2005, 04:28:04 pm »
Nem tudo são más noticias afinal... :D

O sector da tecnologia e inovação a par do "cluster" do turismo são a via para o nosso crescimento.

Não adianta tentar competir com os indianos e chineses em preço.
«When everything is coming your way... You are in the wrong lane!!!!"
 

 

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