"Imparcialidade" midia brasileira no Refendo

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"Imparcialidade" midia brasileira no Refendo
« em: Outubro 17, 2005, 01:51:15 am »
Dia 23 deste mês o Brasil terá um referendo sobre a legalidade ou não da proibição do comercio (legalizado é claro, onde o mercado negro estará de fora) de armas e munições.
Se já não bastasse a gravidade do assunto, tanto a favor ou contra a proposta, nota-se o envolvimento discarado da midia nacional no assunto.
Hoje, ocorreu no Rio de Janeiro, movimentos de apoio para ambas campanhas, onde o mais interessante não foi as campanhas em si, e sim, como os meios de comunicação nacionais o divulgaram.
Abaixo segue materia do Terra.com.br e do Estado de São Paulo, onde a diferença entre o mesmo assunto é gigantesca.


Manifestações sobre referendo fracassam no Rio

 Tire as dúvidas sobre o referendo

 
Wilton Júnior/AE/
Cruzes de isopor pelo "sim": símbolo não agradou
 
Rio de Janeiro - No último fim de semana antes do referendo das armas, as duas manifestações marcadas para ocorrer no Rio de Janeiro não atingiram o seu objetivo. A passeata do grupo contrário à proibição da venda de armas atraiu cerca de 150 pessoas na Praia de Ipanema. Já o ato em defesa do fim do comércio de armas na Lagoa Rodrigo de Freitas, com menos de 50 pessoas, irritou até mesmo simpatizantes do "sim" e terminou em bate-boca entre a governadora Rosinha Matheus e uma mulher, que criticou a poluição da lagoa.

A campanha pelo "sim" levou para a Rodrigo de Freitas 36.091 cruzes de isopor, para simbolizar os mortos por armas de fogo no Brasil, em 2004. O vento forte espalhou as cruzes pelo espelho d’água. Muitas ficaram presas na vegetação próxima à margem da lagoa. A professora Sônia Ribeiro, de 51 anos, pensou tratar-se de espuma. Indignou-se ao saber que era o ato pela proibição da venda de armas.

"A lagoa está fétida, tinha até rato boiando essa semana. Era preciso limpá-la em vez de fazer isso", criticou a professora, que é a favor da proibição da venda de armas. "Violência não é só estar armado, agredir o meio ambiente também é violência", afirmou a cientista social Maria Clara Fernandes, de 27 anos.

Também não foi feliz a idéia de soltar no meio da lagoa 27 pombas brancas, representando cada Estado. Os bichos ficaram confinados em duas caixas de papelão e saíram zonzos quando a governadora Rosinha Matheus os libertou. Também se assustaram com a movimentação de um helicóptero do governo do Estado. Somente duas pombas chegaram à margem voando. O restante foi transportado por fotógrafos e bombeiros.

No fim, Rosinha foi interpelada por uma mulher que queria saber quem seria responsável pela limpeza do espelho d’água. "A senhora não respondeu", gritava a mulher. "Baixe seu tom de voz", irritou-se a governadora. Rosinha explicou que o Corpo de Bombeiros faria a limpeza imediata. "Quem vai pagar por isso?", quis saber. A governadora teria respondido: "Você". A mulher respondeu: "Sou eu mesma. Eu e a população".

Na Praia de Ipanema, partidários da venda de armas levaram vitimados por balas para a passeata. Entre eles estava o dentista Milton Rezende Duarte, de 45 anos, que teve o consultório assaltado no fim do mês por um homem armado. Ele foi usado como escudo pelo criminoso e levou um tiro de fuzil disparado pela polícia. Perdeu parte do bíceps do braço esquerdo. "Se eu tivesse uma arma tinha condição de reagir, porque ele estava sozinho e estava drogado", afirmou. O policial militar Walter Calixto de Oliveira, de 43 anos, também participou do ato. Ele ficou paraplégico ao reagir a um assalto a ônibus, 10 anos atrás. "Desarmamento não é a solução. O bandido que assaltou o ônibus continuaria armado", afirmou.

No alto-falante, um locutor gritava "Não ao Viva Rio! Não ao desarmamento!" e pedia que as pessoas fossem mais devagar, para atrair os manifestantes. Em vão. Pouca gente deixou a praia para se juntar à passeata.

CAMPANHA

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), da Frente Parlamentar pelo Direito da Legítima Defesa, comemorava o último resultado da pesquisa do Ibope, segundo a qual 49% da população votará contra o fim da venda de armas. "Não colou o fato de o governo querer responsabilizar o cidadão de bem pela violência no País".

O deputado Carlos Minc, da Frente Parlamentar por Um Brasil Sem Armas, informou que na última semana de campanha as propagandas pelo "sim" vão centrar esforços em dois conceitos. O primeiro é: "Votar não significa não mudar nada", já que a venda de armas é permitida, e os índices de violência são altos. O outro é "Desarmar geral", com a explicação de que governos federais e estaduais dobraram a apreensão de armas nas mãos dos criminosos em dois anos.


Clarissa Thomé
http://www.estadao.com.br/cidades/notic ... /16/86.htm


Domingo, 16 de outubro de 2005, 15h56
Manifestação contra as armas reúne milhares no Rio
http://noticias.terra.com.br/brasil/ref ... 75,00.html

Milhares de pessoas foram neste domingo de manhã à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, para uma manifestação de apoio à proibição da venda de armas no Brasil. Entre elas estava a governadora do Estado, Rosinha Matheus, que soltou uma pomba branca, representando a paz.
»Veja fotos do evento

Os manifestantes espalharam 36.091 cruzes de isopor pela lagoa e por sua margem. Cada cruz representa uma pessoa morta por arma de fogo no país em 2004.
 

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« Responder #1 em: Outubro 17, 2005, 03:16:22 am »
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« Responder #2 em: Outubro 17, 2005, 05:42:07 pm »
Paisano,
muito Obrigado.

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« Responder #3 em: Outubro 17, 2005, 08:30:30 pm »
General pede voto "não" em referendo e exorta à pressão popular contra leilão de petróleo

Fonte: www.tribunadaimprensa.com.br

Citar
Durval Antunes Nery, general-de-brigada da reserva do Exército e candidato à presidência da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), tem mais de 30 mil horas vividas na Amazônia e em viagens por todo o Brasil. É com esta experiência que conclama a população, principalmente os mais jovens, a defender a soberania nacional.

O ex-páraquedista vê neste outubro uma ótima oportunidade para a população excercer essa defesa da maneira mais simples e democrática possível. Seja no referendo que decidirá sobre a proibição da venda de armas de fogo, seja na abordagem a parlamentares e autoridades pedindo para que impeçam mais um leilão de reservas petrolíferas.

Para o general Nery, esses dois casos se completam e são exemplo de como o País vem entregando suas riquezas de forma silenciosa. Se o comércio de armas for proibido, a população civil da selva amazônica desfalcará os planos do Exército de uma ampla defesa territorial. Com a venda das reservas de petróleo e a decorrente opção dos novos donos de negociarem ou não com o Brasil, os reflexosa disto podem vir no simples ato de encher o tanque do carro.

TRIBUNA DA IMPRENSA - Com as atenções voltadas para a crise política, a Amazônia fica mais vulnerável. Qual o grande problema da região hoje?

GENERAL DURVAL NERY - O problema da Amazônia é o problema do Brasil. A Amazônia hoje representa 50% do território brasileiro. Essa crise que o Brasil vem atravessando, que eu considero a maior crise política, social e moral que o País já atravessou, afeta a região. Ainda mais agora com a lei do desarmamento.

Como a proibição da venda de armas no Brasil afeta a Amazônia?

O povo brasileiro vai participar desse referendo para saber se concorda ou não com uma decisão já tomada. Isso tem reflexo sobre a Amazônia. Lá, temos uma população miscigenada, com a maior incidência do índio. Estão lá numa distância muito grande do poder, principalmente de Brasília. Às vezes, estão há dias de barco, de canoa, do município, da cidade, do primeiro médico, que geralmente é de uma unidade militar. Têm o direito de defesa, um direito constitucional. E se forem agredidos? Que providência têm que tomar?

Essa lei de desarmamento está proibindo a comercialização da munição e da arma. Quer dizer: as elites brasileiras estarão protegidas. Porque os políticos, as autoridades, têm dinheiro para pagar segurança e carros blindados. E o povo? Não tem direito a nada. Se o Estado não pode oferecer segurança ao cidadão, é claro que ele sabe que tem que depender de sua auto-defesa. Lá no meio da selva, o caboclo com a família vê a onça rondando a casa, vai chamar autoridade para se defender? Quanto tempo vai levar? Tem que ter a espingarda em casa para defender a família.

O senhor então é contra a proibição de venda de armas de fogo e munição?

Contra, não há dúvida. Porque afeta a soberania. No caso da
Amazônia: o Exército está treinando há 10 anos a "estratégia da resistência". Essa estratégia diz: "Defender a Amazônia contra a invasão de um Exército melhor equipado e superior em efetivo". Implica em utilizar armas curtas, como revólver, pistola, fuzil e metralhadora, e em ter a população armada para a defesa do território. Quer dizer: vamos ter que contar, na defesa da Amazônia, com a população existente. Esses homens têm que estar armados. É isso que representa esse referendo. Se o brasileiro votar "sim", vai entregar a Amazônia. Isto é um crime contra a soberania!

Como o senhor vê a atuação do governo na Amazônia?

A ausência do governo é total. Não comparece à Amazônia, está distante do problema. Vou exemplificar: o projeto Calha Norte, o grande projeto do governo Sarney. Um projeto de desenvolvimento, não tinha a ver com projeto militar, como a imprensa na época dizia. Na verdade, a campanha contra o projeto começou com o Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, que numa portaria de 1981 determinou que houvesse essa campanha para desmontá-lo. O Conselho definiu bem na sua portaria que a Amazônia devia ser preservada para usufruto dos países desenvolvidos quando assim desejassem.

Então, o Calha Norte naquela época previu o desenvolvimento da Amazônia. As Forças Armadas e todos os ministérios receberam missões. Na verdade, só os militares cumpriram sua parte. A campanha para manter a Amazônia isolada, sem ocupação, é uma campanha do exterior, das grandes coorporações, que querem se apoderar das riquezas que temos lá.

E bota riqueza nisso...

É uma área muito rica! É uma área que tem características fisiográficas bem distintas. Com quatro milhões de quilômetros quadrados, tem uma estrutura geológica interessante. Tem escudos, é o Escudo da Guiana, o Escudo Brasileiro, onde o metal pesado se concentrou e é uma riqueza mineral sem igual no mundo. O Escudo Brasileiro, por exemplo, todo aquele Sul da Amazônia, começa lá perto do Acre, exatamente onde moram os Cinta-Larga, e vai até a Chapada Diamantina, na Bahia, de Oeste para Leste. Então vamos ver essa região aí, com formação geológica da terra com mais de três bilhões de anos e que fez concentrar riquezas minerais.

O que existe nos Cinta-Larga? Uma mina de diamante. Atualmente em exploração, é a maior do mundo. É muito maior do que a de Angola, que é a maior do mundo, explorada por aquela empresa do grupo Hot Shield. Eles dominam o preço dos diamantes no mundo.

O que está acontecendo lá nos Cinta-Larga? O que houve foi o seguinte: umas ONGs do Hot Shield controlam a exploração do diamante. Dão dinheiro, compram e dão condições de vida para os Cinta-Larga. Porém, outros brasileiros entraram na área, garimpeiros, houve um choque e as ONGs do Hot Shield mandaram os índios matar os garimpeiros porque só eles querem explorar aquele diamante.

Lá no Norte da Amazônia tem outra mina de diamantes, já conhecida, e que, em 1870, por aí, os ingleses, que ocupavam aquela região que depois virou Guiana Inglesa, desceram até quase o Rio Negro e foram expulsos pelo grande capitão Pedro Teixeira. O Brasil construiu ali, com Pedro Teixeira, o forte São Joaquim. Várias vezes os ingleses desceram até o forte. E várias vezes foram mandados de volta em lutas de guerrilha com mortes e muito sacrifício dos brasileiros. Veja bem: isso em 1860, 70.

O assédio só fez aumentar...

No início do século passado, voltaram a atuar. Aí Rio Branco, já ministro das Relações Exteriores, defendeu o Brasil numa questão em que teve como mediador o rei da Itália. Perdemos metade da Idupirara e ficamos com o que hoje é Roraima. Nesta mina de ouro e mina de diamante com muito urânio também, o atual governo criou a reserva Raposa-Serra do Sol. Por imposição dos Hot Shield.

Conto uma história. O general páraquedista Claudimar, comandante da região, um ano e meio atrás estava no seu quartel, em Boa Vista. Chegou um cidadão e disse que, a uma hora dali, tinha uma bandeira estrangeira hasteada. Como se já fosse território estrangeiro. O general pegou a bandeira brasileira e foi até lá. Era exatamente dentro do que hoje é chamado Raposa-Serra do Sol. Tinha uma bandeira da Comunidade Econômica Européia. Ele disse: "tira essa bandeira. Isso aqui é Brasil!" E o cidadão disse: "General, não vou tirar porque aqui é de quem paga". O general tirou a bandeira e trocou pela brasileira. Saiu de lá. Soube que depois botaram de volta a bandeira estrangeira.

Então, essas áreas demarcadas na realidade estão sendo exploradas por outros países?

O Brasil detém hoje 98% das reservas de nióbio do mundo. Só existe um pouquinho na Sibéria. É um mineral que está sendo usado para tudo no mundo, nenhum país vive sem ele. Todos os países desenvolvidos são tão dependentes do nióbio como são do petróleo. O nióbio é usado como uma liga resistente em lâminas, instrumentos cirúrgicos, aviões, turbinas de aviões e peças que se submetem a altas e baixas temperaturas.

E quanto o Brasil ganha nisso? Nada. Por que a área Ianomami? Numas dessas CPIs, o Marcos Valério, ao ser interrogado pelo deputado Gabeira (Fernando - PV-RJ), disse: "Deputado, o dinheiro envolvido nisso não é nada. O dinheiro grosso mesmo é o dinheiro do contrabando do nióbio". Pois é, consta na imprensa que dia 11 de novembro de 2002, o presidente eleito passou o fim de semana na casa do americano dono da empresa que está explorando o nióbio de Araxá (MG). Porque existe reserva também em Araxá, mas a grande reserva é na área Ianomami, no morro dos Seis Lagos.

O que ficou combinado nesta noite? O mundo consome em torno de 40 mil toneladas de nióbio por ano. Essa empresa americana, associada à brasileira, está retirando de Araxá 40 mil toneladas por ano. Sabe quanto paga? R$ 400 o quilo. Isso corresponderia a US$ 2 o barril de petróleo. Os produtores de petróleo se organizaram para estabelecer o preço do petróleo no mundo. Por quê o Brasil não se estabelece para ditar o preço do nióbio? Não. Quem estabelece o preço do nióbio é essa empresa americana que está pagando apenas R$ 400 o quilo e levando.
Se o mundo consome 40 mil toneladas, são R$ 18 bilhões que está vendendo lá fora. O Brasil não arrecada nada, nenhum imposto.

Há maneiras de o Brasil defender suas riquezas?

Vamos ter esse mês leilão de reservas de petróleo, o filé-mignon da Petrobras. Nós financiamos a Petrobras, descobre-se petróleo e o governo pega essa áreas descobertas e vai vender a preço de apartamento em Copacabana. Como vendeu nos outros seis leilões. É o único país no mundo que permite que uma empresa estrangeira que compra uma área venda para nós se quiser. A Shell comprou da Odebrecht uma área e se associou à Petrobras, só que com 80% contra 20% da Petrobras. A Shell está exportando petróleo, não quer nem vender para o brasileiro. Essa é a conseqüência gravíssima contra a nossa soberania. E daqui a 10 anos vamos estar sem petróleo, sem autosuficiência e teremos que importar de novo.

Diante desse quadro de perda de riquezas, há que se temer o futuro?

O Brasil tem que pensar à frente. Nós na Adesg temos cursos e transmitimos um ensinamento de como fazer planejamento político e estratégico. É apartidário. O que tem que acontecer agora é olhar para frente. Votar "sim" no referendo da venda de armas, é para eles tomarem o resto do Brasil.

Querem ser massacrados? Desarmados? Se querem, votem "sim". Se não, votem "não". Se querem ter condições de, amanhã, daqui a 10, 15 anos, pagar o preço do petróleo barato, não permitam que esse governo faça o leilão. Escrevam para seu deputado, liguem, entrem em contato pela internet, avisem aos parlamentares. Vender a nossa soberania é crime. Não permitam que o governo faça o leilão das reservas.
As pessoas te pesam? Não as carregue nos ombros. Leva-as no coração. (Dom Hélder Câmara)
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papatango

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« Responder #4 em: Outubro 17, 2005, 09:56:53 pm »
Seja bem vindo Haces High.
= = = = = = =

Quanto à questão do desarmamento, eu conheço um pouco por dentro, pois tenho familia da P.M. de São Paulo.

E a opinião é de que não muda nada, porque um familiar meu assegurou-me um destes dias por e-mail, depois de eu ter perguntado, que nunca tinha apanhado bandido com arma legal.

Daqui se pode concluir, se os bandidos não têm armas legais, então proibir as armas, dá apenas em proibir o uso das armas por quem tem armas legais.

O que a lei vai reduzir, é o numero de incidentes e casos de crimes passionais (tipo marido que mata a mulher e o amante), que se tornam muito mais faceis com a liberalização das armas.

Agora, a bandidagem, não vai mudar nada.

Cumprimentos
 

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« Responder #5 em: Outubro 17, 2005, 10:51:31 pm »
Citação de: "papatango"
Daqui se pode concluir, se os bandidos não têm armas legais, então proibir as armas, dá apenas em proibir o uso das armas por quem tem armas legais.

Agora, a bandidagem, não vai mudar nada.

Cumprimentos


E isso é tão simples de entender.
É mais um tema fracturante para entreter o patêgo e distraí-lo de coisas mais sérias.
No Brasil é isso.
Aqui é o aborto.
E saibam que já se estará a preparar outro da Regionalização.
Atenção a este, PT!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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« Responder #6 em: Outubro 20, 2005, 02:02:22 am »
Citação de: "papatango"
Seja bem vindo Haces High.
= = = = = = =

Quanto à questão do desarmamento, eu conheço um pouco por dentro, pois tenho familia da P.M. de São Paulo.

E a opinião é de que não muda nada, porque um familiar meu assegurou-me um destes dias por e-mail, depois de eu ter perguntado, que nunca tinha apanhado bandido com arma legal.

Daqui se pode concluir, se os bandidos não têm armas legais, então proibir as armas, dá apenas em proibir o uso das armas por quem tem armas legais.

O que a lei vai reduzir, é o numero de incidentes e casos de crimes passionais (tipo marido que mata a mulher e o amante), que se tornam muito mais faceis com a liberalização das armas.

Agora, a bandidagem, não vai mudar nada.

Cumprimentos


Saudações Papatango,

a frente que defende o "Sim" usa milhares de motivos (muitos até comicos e ridiculos) ao seu "favor", onde um dos maiores é que a arma legal cai na mão de bandidos quando estes assaltam as residencias.
Primeiro que bandido vai atraz de dinheiro, joias e carros quando assaltam uma casa e não armas.
Segundo que os calibres permitidos no Brasil são o .38, 22, .380 (com algumas restrições) 12, e se não me engano o .44 para carabinas e com diversas restrições e controles. Alem do mais quando alguem compra um cartucho que seja, vc é obrigado a assinar milhares de papeis e documentos, para facilitar investigações e etc. Agora, o equipamento dos bandidos aqui é 9mm; .40 e .45; 7,62x51mm; 7,62x39mm e 5,56mm; ou seja calibres que nem em sonhos poderiam ser vendidos aqui e a munição deste tipo de arma tambem é adquirido com os traficantes, sendo que estes ultimos não comercializam a munição "legalizada" pois não dá lucro algum.

Com relação ao crime passional, no Brasil, mata-se mais em crimes passionais geralmente com armas brancas ou espancamentos.
Mas o principal disto é o seguinte:

Pessoas comuns e de bons antecedentes não poderão ter armas, mas empresas de segurança e seguranças particulares poderão. Assim está fazendo uma verdadeira discriminação social com a maioria da população, que se verá excluida ou substancialmente diminuida de praticar seu direito de defesa, mas a classe mais rica (aristocratas, artistas, empresarios, banqueiros, comerciantes e etc) poderão contratar seguranças armados, assim como fazendeiros poderão ter suas "milicias armadas" e terão a certeza que os sem terra e principalmente os pequenos posseiros, não as terão - pois a venda de munição será proibida- e onde o equilibrio de forças for abalado, o lado prevalecido aproveita-ra-se sobre o mais fraco.

Futuramente, caso o "Sim" ganhe, as taxas de crimes ocorridos em cidades e no campo dobrarão em poucos anos.
 

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« Responder #7 em: Outubro 20, 2005, 02:05:09 am »
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Pesquisa aponta que 52% vão votar "não" no referendo


 
 Armas - referendo
 
 
 
São Paulo - A quatro dias do referendo sobre a proibição da venda de armas e munição, o ´não´ ampliou a vantagem sobre o ´sim´, segundo pesquisa concluída nesta quarta-feira pela empresa de consultoria MCI e obtida pela Agência Estado. Feita com mil pessoas de todo o País, entrevistadas por telefone em suas casas e locais de trabalho na terça-feira, a pesquisa aponta 52% de intenções de voto para o "não´ e 43% para o ´sim´.

Considerando-se a margem de erro de 3,2 pontos porcentuais, o levantamento é o primeiro a indicar a perspectiva de vitória do ´não´, sem considerar a hipótese de empate técnico. Na semana passada, pesquisa do Ibope, feita entre os dias 11 e 13, já apontava vantagem do voto contrário à proibição do comércio de armas, por 49% a 45%, mas dentro da margem de empate técnico.

Excluindo-se as pessoas que declararam a intenção de votar em branco ou nulo, a vantagem do ´não´ sobre o ´sim´ amplia-se para 10 pontos - 55% a 45%. Segundo a pesquisa da MCI, o ´não´ está vencendo o ´sim´ em todas as faixas de idade, grau de instrução e renda familiar. Ganha também, à exceção do Nordeste, em todas as regiões do País.

No Nordeste, 50% dos entrevistados declararam a intenção de votar no ´sim", contra 44% a favor do ´não´. A maior rejeição às armas foi registrada no Sul. Lá, 67% manifestaram a intenção de votar no ´não´, contra 30% favoráveis ao "sim´.

A pesquisa aponta que a tendência pelo voto ´não´ é maior entre os homens - 55% opinaram pela manutenção da venda de armas, enquanto 42% se declararam a favor da proibição. Entre as mulheres, a vantagem do ´não´ sobre o ´sim´ é menor - 49% a 44%.


Guilherme Evelin
 

 

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