Operação de MBO da Yanssen Cilag criou grupo português Lusom

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dremanu

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Um bom exemplo do empreendorismo Lusitano a funcionar...nem tudo são más notícias.

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Fonte: DN

administradores. António Barros e Rui Rodrigues são dois dos ex-funcionários que compraram a empresa

A história da Lusomedicamenta podia ter sido igual a muitas outras, tantas vezes noticiadas no sector farmacêutico e não só a de uma multinacional que descobre locais mais baratos para produzir medicamentos e que por isso decide deslocalizar a sua fábrica, encerrando a unidade e lançando no desemprego todo o seu quadro de pessoal.

Mas esta é uma história que, para já, tem um desenlace diferente. A multinacional foi embora, mas a fábrica - e os postos de trabalho - continua em Queluz de Baixo. Nas mãos de portugueses e com novo rosto também português.

Tudo se explica com a operação de MBO (Management Buy Out) que seis quadros da Janssen-Cilag (pertencente ao grupo farmacêutico Jonhson&Jonhson) realizaram, no final de 2004.

"A razão que levou a Janssen- -Cilag a querer abandonar a fábrica portuguesa foi o facto de esta unidade estar preparada para produzir pequenos lotes de diversos produtos farmacêuticos, o que deixou de ser o seu core business", explica António Barros, um dos administradores que participou no MBO e que é agora o responsável pela unidade.

"Por outro lado, a Jonhson&Jonhson também chegou à conclusão que era mais barato assegurar a produção em regime de outsourcing do que assumir todos os custos de fabrico", acrescenta o gestor da Lusomedicamenta. O valor da transacção ficou no segredo dos deuses. Mas Rui Rodrigues, ex-director da fábrica e um dos adm

inistradores envolvidos na operação, diz que o investimento "será recuperado em cinco anos". As vendas do primeiro trimestre, já com a nova gestão, estão "15% acima do previsto", que permitem apontar para "um volume de negócios de 18 milhões de euros no fim do ano".

A Yanssen-Cilag veio para Portugal em 1996 com o objectivo de produzir 'minisséries' ou pequenos lotes de cápsulas, comprimidos, xaropes e outros remédios. Todos estes produtos eram fabricados por encomenda e de acordo com as fórmulas químicas desenvolvidas pela empresa. Tinham por finalidade responder a pequenas solicitações específicas de alguns mercados.

No entanto, "as multinacionais estão a abandonar este tipo de unidades. Uma vez que precisam de produzir em quantidades astronómicas, não lhes interessa suportar os custos destas fábricas, até porque não vão produzir medicamentos para empresas concorrentes", explica António Barros.

"Ao deixarmos de produzir só para a Yanssen-Cilag e para o grupo Jonhson&Jonhson, ficámos com luz verde para fabricarmos medicamentos multimarca para diversas companhias", acrescenta o administrador Rui Rodrigues.

Actualmente, a empresa tem contratos de produção para mais 150 marcas num total de 850 referências, prevendo fabricar perto de 30 milhões de caixas de comprimidos em 2005.

Tal não significa, porém, que a Lusomedicamenta seja completamente autónoma da antiga casa- -mãe. Muito pelo contrário. Cerca de 55% das encomendas actuais ainda vêm do grupo Jonhson&Jonhson, com quem a Lusomedicamenta tem um contrato para fabrico de medicamentos à medida durante os próximos cinco anos.

A fábrica da Lusomedicamenta tem uma forte componente de exportação, já que 45% dos produtos destinam-se aos mercados internacionais, num total de 47 países. Espanha, França, Inglaterra e Alemanha são os destinos de eleição, mas a companhia também produz para o Médio Oriente, Canadá, Brasil e muitos outros.

"A ideia é reforçar cada vez mais a presença nos mercados externos e, preferencialmente, fora do grupo Jonhson&Jonhson, que nesta fase é um parceiro importantíssimo", sublinha Rui Rodrigues.

A unidade de Queluz de Baixo foi inaugurada em 1996, com um custo de instalação de 12 milhões de dólares. Desde então, tem sido actualizada todos os anos com investimentos na ordem dos 2 milhões de euros, o que acontecerá também em 2005.

"A fábrica está certificada, em termos de qualidade e de controlo, para responder aos requisitos legais e regulamentares de todos os 47 países", afirma, por seu lado, António Barros.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

 

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