78 jornalistas mortos em 2004

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78 jornalistas mortos em 2004
« em: Março 22, 2005, 04:55:55 pm »
www.publico.pt
22 de Março de 2005

Relatório internacional
Setenta e oito jornalistas foram mortos no ano passado

 
Setenta e oito jornalistas foram mortos em 2004, ou seja, 14 vezes mais do que no ano anterior, conclui um relatório sobre a liberdade de imprensa publicado hoje em Viena pelo Instituto Internacional de Imprensa (IPI).

Segundo o relatório, o Iraque pós-guerra "tornou-se o local mais mortífero do mundo para a prática do jornalismo", tendo sido palco de 23 assassinatos no ano passado, ou seja quatro vezes mais do que os registados em 2003, aquando da invasão americana.

Entre os profissionais mortos no país conta-se o italiano Enzo Baldoni, sequestrado e executado pela guerrilha, bem como inúmeros jornalistas iraquianos, acusados de colaboração com a imprensa estrangeira.

O documento, que analisa a situação em 191 países, classifica ainda a Ásia como o continente "mais perigoso" para a prática do jornalismo, onde aos assassinatos se somam às condenações à morte e às perseguições de jornalistas.

Só neste continente, refere o instituto, 27 profissionais foram mortos nos últimos doze meses, mais oito do que no ano anterior.

As Filipinas surgem, logo atrás do Iraque, com o registo mais negro, somando doze mortos, ou seja, mais sete do que em 2003.

O IPI aponta o dedo às autoridades filipinas, bem como às do Bangladesh, México e Rússia (que somam doze mortos no total), acusando-as de "incapacidade para investigar correctamente os assassinatos e condenar os assassinos". "Em muitos casos, os inquéritos à morte de jornalistas são comprometidos pela incompetência dos investigadores, o desejo de abafar o caso, a corrupção, a parcialidade da justiça, a inércia ou a indiferença", acusa Johann Fritz, director do instituto.

A maioria dos assassinatos não esclarecidos dizem respeito a casos em que os jornalistas vitimados investigavam casos de corrupção, crime organizado ou fraudes políticas. É este o caso do director da edição russa da revista "Forbes", Paul Khlebnikov, assassinado em Moscovo, em Julho passado.

O ano de 2004 surge assim como o segundo ano mais negro desde que o IPI começou a elaborar estatísticas, há oito anos, pertencendo o recorde a 1999, ano em que foram assassinados 86 jornalistas.

O IPI denuncia também "intimidações políticas e ameaças criminosas" em países como o Azerbaijão, Bielorrúsia, Birmânia, China, Cuba, Indonésia ou Paquistão.

Mas os países ocidentais também não são poupados, com o IPI a apontar o dedo aos governos dos EUA, Portugal, Bélgica, Holanda, Canadá e Itália por pressionarem os jornalistas a revelar as suas fontes. No ano passado, os tribunais portugueses condenaram o jornalista Manso Preto a onze meses de pena suspensa por não ter revelado as suas fontes em tribunal enquanto testemunha num processo de tráfico de droga.
"If you don't have losses, you're not doing enough" - Rear Admiral Richard K. Turner
 

 

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