EUA pedem a Portugal que GNR fique no Iraque

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Ricardo Nunes

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EUA pedem a Portugal que GNR fique no Iraque
« em: Janeiro 12, 2005, 06:44:40 pm »
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EUA pedem a Portugal que GNR fique no Iraque
12-01-2005 17:50
Lisete Reis  


1ªMÃO: Pedido foi feito através da embaixada americana em Lisboa. Militares portugueses teriam que se deslocar para os arredores de Bagdad, onde será dada formação à polícia iraquiana


Os Estados Unidos pediram, a 9 de Novembro do ano passado, a permanência dos militares da GNR no Iraque depois das eleições naquele país. A abordagem ao Governo português foi feita através da Embaixada americana em Lisboa. O executivo português ainda não terá decidido. Mas a Guarda já está a estudar a forma de retirar o material de guerra do território iraquiano.

Em reunião com a Direcção de Serviços de Segurança e Defesa do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a embaixada dos EUA «manifestou interesse em saber em que medida a Guarda Nacional Republicana poderia vir a contribuir para o treino e formação de forças de segurança iraquianas, em território iraquiano», revelou ao PortugalDiário fonte governamental.

A realizar-se, a ajuda da força portuguesa será integrada numa missão permanente da Aliança Atlântica sob comando do Multi-National Security Transition Command Iraq (Comando de segurança multinacional para a transição do Iraque). Os homens da GNR teriam que subir umas centenas de quilómetros mais a norte do Iraque, deslocando o aquartelamento de Nassíria para os arredores de Bagdad, uma vez que «o treino e formação a prestar pela NATO irá ter lugar na antiga Academia Militar de Ar Rustimayah». Instalações que se localizam na periferia da capital iraquiana e que ainda estarão a ser recuperadas.

O MNE e o Ministério da Administração Interna (MAI) têm ponderado a hipótese de continuar a missão portuguesa. O tema estará agora a ser analisado pelo núcleo duro do Governo. O gabinete de Santana Lopes, no entanto, remeteu o PortugalDiário para a conhecida posição do executivo:

«A Europa e os Estados Unidos têm de saber conjugar esforços não só no combate ao terrorismo internacional, mas também para promoverem em conjunto a criação de um mundo mais justo, mais democrático e mais seguro. Neste espírito, [Portugal] tem também colaborado com os EUA, um forte aliado do nosso país e um parceiro fundamental na NATO, na gestão do Iraque». O primeiro-ministro admite, no entanto, a realização de um «exame constante» da situação no local.

Daniel Sanches, ministro da Administração Interna, já tinha admitido a hipótese da GNR permanecer depois de 30 de Janeiro, data das eleições. Na altura, o governante salvaguardou no entanto que os homens que poderão dar formação não são os mesmos que estão neste momento no terreno.

Fonte do gabinete do presidente da República disse ao PortugalDiário que «esta é uma decisão do Governo» mas que, «se o assunto tiver que ser analisado no Conselho Superior da Defesa Nacional, então se-lo-á». Ainda assim, a decisão final só deverá ser tomada depois de 20 de Fevereiro, conhecidos os resultados das eleições legislativas».

Recorde-se que durante a Cimeira de Istambul, em Junho de 2004, a NATO decidiu apoiar o Governo do Iraque no treino e formação das novas forças de segurança deste país.

GNR prepara retirada

Apesar de ainda não haver decisões definitivas, a Guarda já está a planear a melhor forma de retirar homens e equipamento de Nassíria. Parte do material poderá ser transportado via aérea mas, nomeadamente os veículos, podem regressar a Portugal de barco.

Paralelamente, e tal como as regras militares exigem, a ausência de decisão obriga a que a corporação prepare mais homens que possam integrar a missão no Iraque. «Se for preciso, temos que estar sempre prontos», explica fonte militar ao PortugalDiário.
Ricardo Nunes
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Yosy

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« Responder #1 em: Janeiro 13, 2005, 02:31:12 pm »
As coisas devem estar mesmo pretas no Iraque para os EUA andarem a pedinchar. Pessoalmente, sempre fui contra a guerra no Iraque, mas o contigente da GNR (seria diferente se fosse o Exército) é pequeno, está em "peacekeeping" e é no ambito da NATO - por mim, tudo bem. Além disso este tipo de coisas têm sempre contrapartidas indirectas por trás :G-deal:
 

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Miguel

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« Responder #2 em: Janeiro 14, 2005, 11:48:06 am »
os EUA precisam de carne para canhão

mais nada

 :x por min nenhum contrato vale a vida de um homen/mulher

cumptos
 

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emarques

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« Responder #3 em: Janeiro 14, 2005, 12:09:48 pm »
Não é suposto o governo estar em gestão? É melhor não andarem a tomar decisões destas, que não lhes competem, senão depois corremos o risco de o país ficar mal ao andar a quebrar compromissos.

Além disso, essa deslocação transferia os portugueses de uma zona relativamente calma para uma onde ainda anda tudo bastante complicado, e a GNR não é o exército.

E depois, não há umas eleições no Iraque no dia 30? Como é que sabemos que o novo governo iraquiano nos quer lá? ;)
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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NotePad

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« Responder #4 em: Janeiro 14, 2005, 10:37:15 pm »
...
« Última modificação: Fevereiro 25, 2007, 05:35:00 am por NotePad »
 

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Lynx

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« Responder #5 em: Janeiro 15, 2005, 08:29:29 pm »
Fonte: SIC
http://sic.sapo.pt/index.php?article=14338&visual=3&area_id=1

 
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O Governo confirmou ontem à noite a retirada da GNR do Iraque a 12 de Fevereiro. O Executivo de Pedro Santana Lopes já terá informado os Estados Unidos da decisão.
 
O compromisso estabelecido obriga à permanência do contingente português em território iraquiano até às eleições gerais de 30 de Janeiro, mas de acordo com o porta-voz da GNR, os militares portugueses estavam preparados para ficar mais tempo no terreno.

Os Estados Unidos já tinham pedido a Portugal a deslocação das tropas de Nassíria para Bagdad. Um pedido que deverá agora ser recusado.

A decisão tomada pelo governo não vai, no entanto, interferir com as obrigações da NATO no Iraque. As tropas portuguesas vão participar activamente na formação das forças de segurança locais, em acções médicas e humanitárias.
 

 

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