Situação na Ucrânia

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Situação na Ucrânia
« em: Novembro 23, 2004, 10:30:38 pm »
A situação na Ucrânia parece estar a chegar a um ponto crítico.

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Milhares de manifestantes concentram-se junto ao palácio presidencial
Ucrânia: Presidente apela ao diálogo para evitar cisão do país
AFP, Reuters, AP   



O Presidente ucraniano apelou hoje a negociações imediatas entre todas as forças políticas da Ucrânia para evitar a cisão do país. No exterior do palácio presidencial, milhares de manifestantes exigem que seja reconhecida a vitória do candidato da oposição, Victor Iuschenko, nas eleições de domingo passado.

"A farsa que está a acontecer agora é muito perigosa e prevejo que pode provocar consequências imprevistas", adianta um comunicado de Leonid Kutchma, lido esta noite na televisão estatal, numa referência às manifestações populares em Kiev.

"Peço aos representantes de todas as forças políticas da Ucrânia que se sentem imediatamente à mesa das negociações", acrescenta a nota, sublinhando que as forças de segurança não serão as primeiras a recorrer à força, mas "estão prontas para repor a lei e a ordem".

O comunicado do Presidente foi emitido numa altura em que os apoiantes de Iuschenko se concentram junto ao palácio presidencial, guardado por centenas de membros das forças de segurança, munidos de equipamento anti-motim.

A tensão vivida desde ontem na capital ucraniana aumentou ao início da noite, quando os responsáveis da oposição apelaram aos manifestantes, concentrados junto do Parlamento, para marcharem sobre a sede da presidência. A marcha acabou por deter-se a escassas dezenas de metros do edifício, barrada apenas pela polícia. Os manifestantes garantem que o protesto é pacífico e não pretendem invadir o palácio.

Horas antes, Iuschenko tinha já incendiado os ânimos, ao prestar juramento como Presidente da Ucrânia, depois dos deputados que apoiam Ianukovich terem boicotado uma sessão do Parlamento destinada a discutir as fraudes eleitorais. Apesar de afirmar que o país "está à beira de uma guerra civil", Iuschenko garante que não vai aceitar a derrota, exortando os seus apoiantes a promoverem uma campanha de desobediência civil e pedindo à comunidade internacional para que o reconheça como vencedor das presidenciais.

Face ao clima de tensão — que recorda a "revolução das rosas" na Geórgia, que há exactamente um ano derrubou o Presidente Chevardnadze — os responsáveis das forças de segurança estão esta noite reunidos de emergência.

Os protestos em Kiev estão a ser seguidos atentamente em todo o país, mas se no Oeste da Ucrânia, bastião da oposição nacionalista, as reacções são favoráveis, o mesmo acontece não Leste, de maioria russófona. Responsáveis regionais da Crimeia e de Donbass dizem-se prontos a marchar sobre Kiev em apoio do primeiro-ministro Victor Ianukovitch, vencedor da segunda volta das presidenciais, segundo os resultados oficiais divulgados ontem.

A crise na Ucrânia está a gerar controvérsia na comunidade internacional, com a União Europeia e os EUA a manifestarem a sua preocupação com as denúncias de fraude eleitoral e a Rússia a denunciar a ingerência nos assuntos internos de Kiev.

Durante a tarde, os chefes da diplomacia europeia encontraram-se com os embaixadores ucranianos nas respectivas capitais para lhes transmitirem a sua inquietação com as fraudes denunciadas pelos observadores da Organização para a Cooperação na Europa (OSCE). O gesto foi seguido pela diplomacia norte-americana e canadiana e, ao início da noite, a Casa Branca declarou-se "profundamente preocupada com númerosas e credíveis indicações de fraude eleitoral".

A única nota dissonante chega da Moscovo, apoiante declarada de Ianukovitch. À margem de uma visita oficial a Portugal, o Presidente russo, Vladimir Putin, considerou "inadmissíveis" as críticas da União Europeia e da OSCE às eleições presidenciais na Ucrânia, afirmando que ainda não há resultados oficiais.
Sergei Grits/AP    
   
O Presidente diz que a polícia não será a primeira a recorrer à força mas está pronta para repor a ordem.

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Kiev crowds circle president's HQ



Thousands of opposition supporters are surrounding the Ukrainian government offices in a second night of protests over the presidential election.

Riot police are blocking their path, but the rallies have stayed peaceful.

Tens of thousands more people are rallying in Kiev's Independence Square to protest against the official victory for Prime Minister Viktor Yanukovych.

Opposition leader Viktor Yushchenko, who says the vote was rigged against him, has appealed for police support.

"Ukraine needs you, come over to our side," he urged police and civil servants.

The BBC's Damian Grammaticas, at the front of the crowd outside the presidential offices, says riot police have stopped the protesters going any further.

The speaker of the parliament and an aide to Mr Yushchenko have entered the building but outgoing President Leonid Kuchma was reportedly not there.

A short time later, a televised football match was interrupted for a statement from the president calling for urgent talks to resolve the dispute.

"This political farce being played out now [by the opposition]... is very dangerous and can lead to unforeseen consequences," Mr Kuchma said in a message read out by a presenter.

He said authorities would not be the first to use force but were "ready to uphold law and order".

Official results from Sunday's run-off election showed a narrow win for Mr Yanukovych, although exit polls had indicated a clear win for the pro-Western opposition leader, himself a former prime minister.

Mr Yanukovych, who has the backing of Russia, has said a "small group of radicals" are trying to split the country.

Symbolic protest

Earlier, in a stormy session of parliament, Mr Yushchenko put his hand on a Bible and took a symbolic oath of office in front of party supporters, as 200,000 people listened to events relayed outside by loudspeakers.

The session was suspended and live television coverage was cut off just before Mr Yushchenko spoke.

Earlier he told parliament: "Ukraine is on the threshold of a civil conflict. We have two choices - either the answer will be given by the parliament, or the streets will give an answer."

Correspondents say the protests have been peaceful, with a carnival atmosphere.

Opposition speakers have been addressing the crowds in Independence Square and some of the country's top bands have been playing.

The opposition says it has recorded many thousands of voting irregularities, including very high turnouts in government strongholds. International observers have described the poll as seriously flawed.

On Tuesday, a White House spokeswoman called for Ukrainian authorities not to certify the election until the fraud allegations are investigated.

UK Foreign Minister Jack Straw echoed the call, saying: "The Ukrainian authorities should investigate all allegations of fraud to ensure that the result reflects the democratic will of the Ukrainian people."

Russian President Vladimir Putin has appealed for a non-violent solution.

Moscow congratulated Mr Yanukovych on Monday, but Mr Putin has now said that he could not accept or reject the results because they had still not been officially announced.

Pro-government rallies

Pro-Yushchenko demonstrations have also taken place in western Ukraine, where a number of municipal councils have joined Kiev council in refusing to accept the outcome of the election.

State television has not shown pictures of the events in Kiev and dozens of journalists have resigned over what they say is state censorship.

By contrast, in the pro-Russian east of the country, where the government has most of its support, there have been protests at which the opposition leader was accused of unleashing extremism.

However, the east also saw opposition protests, with tens of thousands of people demonstrating in Ukraine's second city, Kharkiv.

The central electoral commission proclaimed Mr Yanukovych the winner, with 49.4% to Mr Yushchenko's 46.7%.

Mr Yushchenko has called on the former Polish president and leader of the Solidarity trade union Lech Walesa to mediate in the crisis.

Mr Walesa said he was ready to travel immediately to Ukraine - as long as President Kuchma agrees.

http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209115&idCanal=16
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/4036867.stm
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

 

Situação na Adjária mais desanuviada

Iniciado por Normando

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Última mensagem Maio 06, 2004, 12:36:33 am
por Normando