O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?

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dc

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #15 em: Janeiro 21, 2026, 02:20:43 pm »
Em cada 10 a 12 anos estamos a reequipar uma esquadra.  A ideia é que (se é para ter 3 esquadras em BA5, BA8 e BA4) a sua substituição seja mais espalhada no tempo.
Sendo a evolução mais ou menos assim:

2 Esq. F-16 + 1 EF usados modernizados ou outro 4,5G a†é 2029

1 Esq. F-16 + 1 Esq EF modernizados + 1 Esq EF novos 2034. ou então 2 Esq. EF usados, + 1 EF novos

1 Esq EF modernizados + 1 Esq EF novos + 1 Esq. 6G até 2040

1 Esq EF novos + 2 Esq. 6G 2045 +

Se não hover disponibilidade suficiente de F-16 para equipar uma esquadra (13-15)  até 2034, considera-se uma segunda esquadra de EF usados (2 Esq. com 30 EF )

De onde veio essa ideia de 3 esquadras? Um boato que alguém inventou? Se esse boato fosse para 5 esquadras, com um total de 100 caças, também se acreditava?  ???

Se 2 esquadras de 20 aviões cada já é irrealista, não só pela parte financeira como pela falta de pessoal, como é que vamos ter 3? 3 esquadras com 12 aeronaves cada só para dizer que são 3 esquadras?

A haver uma "3ª esquadra" esta quanto muito seria a Esquadra 103 com uma aeronave de treino a jacto armada, ou uma Esquadra UCAV que tanta falta faz. Com o poder de um determinado lobby, ainda vais é gramar com uma esquadra adicional de STs.

Em vez de nos preocuparmos com uma pseudo 3ª Esquadra de caças, devíamos pensar nos drones Loyal Wingman que devem complementar o futuro caça da FAP.


Em matéria de caças, deixei logo o veto ao tema, porque comprar Eurocanards novos era uma idiotice financeira, e o SAFE supostamente não contempla meios em segunda-mão. Isto certamente ajudará a criar um SAFE 2.0 mais realista.
 

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sivispacem

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #16 em: Janeiro 21, 2026, 03:51:01 pm »
Não conseguimos manter dois submarinos modernos e vamos conseguir adquirir e manter isso tudo?  ???

Num contexto de 3,5% do orçamento para a Defesa, sim. E por falar nisso, repararam como esse patamar de despesa deixou de ser tema de conversa??

Porque nunca vais gastar esse dinheiro.

Neste momento, nem aos 2% chegas, e da maneira que têm sido feitas as escolhas, o reforço do investimento na Defesa tem sido quase totalmente feito com o SAFE.

Tirando uma ou outra compra pontual, de valor reduzido, e a negociata do 6⁰ KC, que outro programa é que surgiu nos últimos 2 anos, fora da LPM e do SAFE?

Vamos ver agora o que vai estar incluído na revisão da LPM, e vamos ver se não vão inscrever nela as compras do SAFE para inflacionar a despesa.

Sim, as percentagens da despesas com as FA's têm sido marteladas desde há muito. E mesmo o valor aprovado para o MD no OE 2026 está abaixo de 1,5%, apesar de o governo querer enganar os tolos com "o aumento de 20+% face ao realizado em 2025".

Mas as compras do SAFE não entram para a equação nos próximos 10 anos, há o período de carência. Depois sim!
Cumprimentos,
 

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Duarte

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #17 em: Janeiro 21, 2026, 04:32:15 pm »
Eu não sou contabilista, mas as despesas dos programas SAFE contam `a medida que o dinheiro é gasto, não? Portugal vai receber os 5,8MM em 2026 e quando um contrato é assinado e o pagamento feito ao estaleiro ou fabricante esta quantia neste momento entra na contabilidade das despesas de defesa. Ser ou on não financiado, ou vir dos impostos não interessa `a contabilidade final orçamental.  :conf:

O orçamento de estado inclui não só as receitas provenientes dos impostos, mas também outras fontes, como empréstimos e a venda de obrigações, etc.. Estas receitas adicionais contribuem para o total de recursos financeiros disponíveis para as despesas do governo.
« Última modificação: Janeiro 21, 2026, 06:05:46 pm por Duarte »
слава Україна!
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Drecas

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #18 em: Janeiro 21, 2026, 04:49:58 pm »
Sim, já foi dito que o SAFE e PRR vão entrar para a contabilidade da despesa na defesa
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: dc

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Duarte

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #19 em: Janeiro 21, 2026, 04:51:20 pm »

De onde veio essa ideia de 3 esquadras? Um boato que alguém inventou? Se esse boato fosse para 5 esquadras, com um total de 100 caças, também se acreditava?  ???

Se 2 esquadras de 20 aviões cada já é irrealista, não só pela parte financeira como pela falta de pessoal, como é que vamos ter 3? 3 esquadras com 12 aeronaves cada só para dizer que são 3 esquadras?

A haver uma "3ª esquadra" esta quanto muito seria a Esquadra 103 com uma aeronave de treino a jacto armada, ou uma Esquadra UCAV que tanta falta faz. Com o poder de um determinado lobby, ainda vais é gramar com uma esquadra adicional de STs.

Em vez de nos preocuparmos com uma pseudo 3ª Esquadra de caças, devíamos pensar nos drones Loyal Wingman que devem complementar o futuro caça da FAP.


Em matéria de caças, deixei logo o veto ao tema, porque comprar Eurocanards novos era uma idiotice financeira, e o SAFE supostamente não contempla meios em segunda-mão. Isto certamente ajudará a criar um SAFE 2.0 mais realista.

Falou-se aqui no desejo da FAP de ter caças na BA4, que aliás já teve uma esqaudra de G-91 em tempos passados. Não é invenção. Foi dito pelo Subsea7 mais que uma vez em vários tópicos e ele geralmente sabe do que fala.

Pode ser talvez apenas um destacamento, não sei. Mas os destacamentos por vezes tornam-se em esquadras permanente (Esq 752 renascida..) e possivelmente haverá um segunda esquadra de P-3 na BA4.

Quanto a opções 4,5G e 5G, são cada vez mais restritas. O tempo dirá.
« Última modificação: Janeiro 21, 2026, 05:29:15 pm por Duarte »
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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #20 em: Janeiro 21, 2026, 05:33:41 pm »
Sim, já foi dito que o SAFE e PRR vão entrar para a contabilidade da despesa na defesa

Para surpresa de ninguém.

Não me admirava que na revisão da LPM de 2026 viesse lá inscrita a compra das FREMM EVO, só para inflacionar o valor nela inscrito.
 

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sivispacem

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #21 em: Janeiro 21, 2026, 05:59:15 pm »
Eu não sou contabilista, mas as despesas dos programas SAFE contam `a medida que o dinheiro é gasto, não? Portugal vai receber os 5,8MM em 2026 e quando um contrato é assinado e o pagamento feito ao estaleiro ou fabricante esta quantia neste momento entra na contabilidade das despesas de defesa. Ser ou on não financiado, ou vir dos impostos não interessa `a contabilidade final orçamental.  :conf:

O orçamento de estado inclui não só as receitas provenientes dos impostos, mas também outras fontes, como empréstimos e a venda de obrigações, ect.. Estas receitas adicionais contribuem para o total de recursos financeiros disponíveis para as despesas do governo.

Pois, eu também não sou contabilista, mas se há 10 anos de período de carência (e depois juros mais baixos, mas ao nível dos que a República já paga agora) significa que não há saídas de dinheiro até 2037. O dinheiro do SAFE também não chegará todo de uma vez, como é lógico, mas antes de acordo com os planos e prazos de pagamentos dos contratos que vierem a ser estabelecidos.
Cumprimentos,
 

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dc

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #22 em: Janeiro 21, 2026, 06:20:13 pm »
Falou-se aqui no desejo da FAP de ter caças na BA4, que aliás já teve uma esqaudra de G-91 em tempos passados. Não é invenção. Foi dito pelo Subsea7 mais que uma vez em vários tópicos e ele geralmente sabe do que fala.

Pode ser talvez apenas um destacamento, não sei. Mas os destacamentos por vezes tornam-se em esquadras permanente (Esq 752 renascida..) e possivelmente haverá um segunda esquadra de P-3 na BA4.

Quanto a opções 4,5G e 5G, são cada vez mais restritas. O tempo dirá.

Quanto muito é um sonho molhado do ramo, que está longe de ser uma intenção, por não ser realista. O CEMFA sempre mencionou a compra de entre 20 e 30 caças, logo nunca suficiente para 3 esquadras. Qualquer coisa para lá disto são rumores.

Um destacamento é diferente. É de muito menor dimensão, e não é permanente.
Pegar nos Merlin estacionados nos Açores, e criar uma 2ª Esquadra com eles, mantendo o número total de aeronaves, não é a mesma coisa que ir comprar uma 2ª Esquadra de Merlin.

Uma esquadra de P-3 na BA4 também é algo que terá os seus desafios. Aeronaves em princípio até haverá, falta é o pessoal para elas.

Mas o tema "Presença militar nos Arquipélagos" é algo digno do seu próprio tópico, não do SAFE.

Até lá, vamos supor que teremos 2 Esquadras de caças a jacto.
 

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Charlie Jaguar

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Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
« Responder #23 em: Janeiro 24, 2026, 06:35:56 pm »
Venha o SAFE 2.0 e 3.0 o quanto antes.

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Nova estratégia de defesa dos Estados Unidos limita apoio militar aos aliados europeus

O documento de 34 páginas deixa claro que a principal prioridade de Washington passa a ser a defesa do território nacional e do hemisfério ocidental, bem como a dissuasão da China.

Rui Frias
Publicado a: 24 Jan 2026, 17:23

Os Estados Unidos preparam-se para alterar de forma significativa a sua estratégia de defesa, reduzindo o apoio militar aos aliados europeus e exigindo que estes assumam um papel mais ativo na sua própria segurança. A mudança consta da nova Estratégia de Defesa Nacional para 2026, divulgada pelo Pentágono na sexta-feira (23), e está alinhada com a doutrina política de Donald Trump, centrada no princípio de America First. O documento de 34 páginas deixa claro que a principal prioridade de Washington passa a ser a defesa do território nacional e do hemisfério ocidental, bem como a dissuasão da China. Nesse contexto, a Europa deixa de estar no centro das preocupações estratégicas dos EUA. “Os aliados tomarão a iniciativa face a ameaças que são menos graves para nós, mas mais relevantes para eles, com um apoio crucial, embora mais limitado, por parte dos Estados Unidos”, lê-se no relatório.

Trata-se de uma rutura com a linha seguida em anos anteriores. A anterior estratégia, publicada durante a presidência de Joe Biden, classificava a China como o maior desafio estratégico e a Rússia como uma ameaça “aguda”. Agora, Moscovo é descrita como uma ameaça “persistente, mas gerível” para os países da ala oriental da NATO, enquanto Pequim surge num tom mais contido, com apelos a relações “respeitosas”. Apesar de sublinhar que os Estados Unidos continuarão comprometidos com a Europa, o Pentágono é claro ao afirmar que esse envolvimento será condicionado. A administração Trump tem vindo a pressionar os países europeus para aumentarem o investimento em defesa e já admitiu, em várias ocasiões, a possibilidade de reduzir o papel americano na NATO. Esta nova estratégia parece confirmar essa intenção.

A mudança está a ser acompanhada com apreensão em várias capitais europeias, sobretudo num contexto de guerra na Ucrânia. Washington tem intensificado a pressão sobre Kiev para alcançar um acordo de paz com Moscovo, mesmo com exigências territoriais russas ainda em cima da mesa, tendo decorrido nos últimos dois dias uma reunião tripartida entre delegações dos EUA, Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi.

A Estratégia de Defesa divulgada pelo Pentágono vem na sequência da Estratégia de Segurança Nacional publicada em dezembro pela administração Trump, que provocou indignação entre aliados europeus por afirmar que a Europa enfrenta uma “desaparição civilizacional” e manifestar simpatia por forças políticas de extrema-direita no continente.

Das Coreias à Gronelândia, passando pela “paz estável” com a China

No Indo-Pacífico, o foco da nova estratégia de defesa norte-americana é impedir que a China imponha um domínio regional, sem referência direta a Taiwan. Segundo a Associated Press, o novo documento político considera a China como uma força consolidada na região do Indo-Pacífico, que só precisa ser dissuadida de dominar os EUA ou seus aliados. O objetivo “não é dominar a China; nem estrangulá-la ou humilhá-la”, afirma o documento, que acrescenta: “Isso não exige mudança de regime nem qualquer outra luta existencial”. “O presidente Trump procura uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas com a China”, afirma o documento.

Na península coreana, os EUA admitem também um papel mais limitado na dissuasão da Coreia do Norte, transferindo para Seul a responsabilidade principal. Já na América Latina, a estratégia é assertiva: Washington pretende “restaurar o domínio militar” no hemisfério ocidental, evocando uma atualização da histórica Doutrina Monroe. O documento menciona também especificamente o acesso ao Canal do Panamá e à Gronelândia, na semana em que Trump afirmou ter chegado a um "entendimento para um futuro acordo" sobre segurança no Ártico com o líder da NATO, Mark Rutte, que ofereceria aos EUA "acesso total" à Gronelândia, território da Dinamarca, membro da aliança atlântica.

O documento, com o subtítulo “Restaurar a paz através da força”, reflete uma visão fortemente nacionalista e uma redefinição das alianças tradicionais. E, para os velhos aliados europeus, a mensagem é inequívoca: os Estados Unidos continuarão presentes, mas já não como garante central da segurança do continente. A responsabilidade, avisa Washington, passa agora a ser sobretudo europeia.

https://www.dn.pt/internacional/nova-estratgia-de-defesa-dos-estados-unidos-limita-apoio-militar-aos-aliados-europeus

Bom, o agente Krasnov reservou-me mais um serão com leitura indigesta...  :gren:

https://media.defense.gov/2026/Jan/23/2003864773/-1/-1/0/2026-NATIONAL-DEFENSE-STRATEGY.PDF
« Última modificação: Janeiro 24, 2026, 06:37:27 pm por Charlie Jaguar »
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
"

Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 
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