Guerra total NATO-Rússia

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JohnM

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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #330 em: Dezembro 17, 2025, 07:42:02 pm »
Não acredito que a russia lance algum ataque antes 2027 vai tentar recolher mais amigos na europa vai existir eleições na França por essa data...
A Russia não vai abrir uma guerra em duas frentes, primeiro tem que acabar o trabalho na Ucrânia e depois regenerar força, o que deve demorar uns 2 a 3 anos. No entanto, depois disso, acho que há mesmo o risco de guerra na Europa, especialmente se o guarda-chuva americano tiver sido retirado. O que é necessário para manter uma economia de guerra a funcionar e evitar ter um acidente e cair da janela? You got it… uma guerra… provavelmente a começar nos Balticos…

A Rússia não se recupera desta guerra na próxima década. Não vai entrar em guerra com a NATO provavelmente no meu tempo de vida. Mandar drones e mísseis a alvos civis, como fazem na Ucrânia, não ia ter o mesmo resultado na NATO.
Não subestimes o poder de uma economia de guerra. A História está cheia de exemplos de fugas para a frente para evitar que as elites no poder tenham de repente o pescoço separado do resto do corpo… não estou a ver os russos a invadir a Polónia, mas estou a ver tentarem repetir o que fizeram na Ucrânia, mas agora nos países Bálticos, que não têm a possibilidade de fazer defesa em profundidade que a Ucrânia está a fazer. 
 
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yuwanko

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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #331 em: Dezembro 17, 2025, 08:27:13 pm »
Não acredito que a russia lance algum ataque antes 2027 vai tentar recolher mais amigos na europa vai existir eleições na França por essa data...
A Russia não vai abrir uma guerra em duas frentes, primeiro tem que acabar o trabalho na Ucrânia e depois regenerar força, o que deve demorar uns 2 a 3 anos. No entanto, depois disso, acho que há mesmo o risco de guerra na Europa, especialmente se o guarda-chuva americano tiver sido retirado. O que é necessário para manter uma economia de guerra a funcionar e evitar ter um acidente e cair da janela? You got it… uma guerra… provavelmente a começar nos Balticos…

A Rússia não se recupera desta guerra na próxima década. Não vai entrar em guerra com a NATO provavelmente no meu tempo de vida. Mandar drones e mísseis a alvos civis, como fazem na Ucrânia, não ia ter o mesmo resultado na NATO.
Não subestimes o poder de uma economia de guerra. A História está cheia de exemplos de fugas para a frente para evitar que as elites no poder tenham de repente o pescoço separado do resto do corpo… não estou a ver os russos a invadir a Polónia, mas estou a ver tentarem repetir o que fizeram na Ucrânia, mas agora nos países Bálticos, que não têm a possibilidade de fazer defesa em profundidade que a Ucrânia está a fazer.

Não conheço assim muitos exemplos na história de países em guerra durante 5 ou 6 anos e que tenham uma economia que permita iniciar outra guerra com outro inimigo superior.

A economia de guerra só funciona até certo ponto, principalmente uma economia como a russa que já não era grande coisa antes.
Se os preços dos combustíveis se mantiverem nestes níveis, e é previsível que continuem, vai ser uma URSS 2.0.
A banca está no limite, as grandes empresas estatais estão a começar a despedir ou a cortar horários, como a empresa ferroviária nacional ou mesmo a Rostec.

As Forças Armadas vão ficar depauperadas, os melhores soldados já foram e não é fácil formar novos, com tantas perdas. As reservas de carros de combate e outros blindados estão a ficar vazias, pelo que se vê pelas imagens de satélite e T14 armata, nem vê-los.
A Marinha, que nunca foi grande coisa, levou uma volta e não conseguem certamente substituir as perdas nos próximos 10 anos.
A Força Área, apesar de ter estado quase ausente, levou uma volta, sem que a Rússia tenha capacidade de produção da maior parte da capacidades.

Uma Rússia que não dá conta da Ucrânia em meia década não vai conseguir fazer nada contra a NATO, principalmente porque não tem nada a ganhar com isso.

Com este conflito só tem perdido, o intuito era afirmar-se como grande potência internacional e como império, só conseguiu fazer crescer a NATO, perder influência regional e reputação militar.

Creio que a Rússia nunca mais vai ocupar um lugar de destaque na produção militar, fica quase sem stock para vender material antigo recauchutado com material ocidental que era parte importante das exportações.
Perdeu definitivamente o mercado chinês, o mercado indiano, que passam a ser concorrentes directos, e os mercados da África e Médio Oriente também serão difíceis de recuperar.

Mas deixa que a malta acredite que é uma possibilidade, quando mais acreditarem, menor é a probabilidade de acontecer.
« Última modificação: Dezembro 17, 2025, 08:30:10 pm por yuwanko »
 

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JohnM

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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #332 em: Dezembro 17, 2025, 08:36:26 pm »
Não acredito que a russia lance algum ataque antes 2027 vai tentar recolher mais amigos na europa vai existir eleições na França por essa data...
A Russia não vai abrir uma guerra em duas frentes, primeiro tem que acabar o trabalho na Ucrânia e depois regenerar força, o que deve demorar uns 2 a 3 anos. No entanto, depois disso, acho que há mesmo o risco de guerra na Europa, especialmente se o guarda-chuva americano tiver sido retirado. O que é necessário para manter uma economia de guerra a funcionar e evitar ter um acidente e cair da janela? You got it… uma guerra… provavelmente a começar nos Balticos…

A Rússia não se recupera desta guerra na próxima década. Não vai entrar em guerra com a NATO provavelmente no meu tempo de vida. Mandar drones e mísseis a alvos civis, como fazem na Ucrânia, não ia ter o mesmo resultado na NATO.
Não subestimes o poder de uma economia de guerra. A História está cheia de exemplos de fugas para a frente para evitar que as elites no poder tenham de repente o pescoço separado do resto do corpo… não estou a ver os russos a invadir a Polónia, mas estou a ver tentarem repetir o que fizeram na Ucrânia, mas agora nos países Bálticos, que não têm a possibilidade de fazer defesa em profundidade que a Ucrânia está a fazer.

Não conheço assim muitos exemplos na história de países em guerra durante 5 ou 6 anos e que tenham uma economia que permita iniciar outra guerra com outro inimigo superior.

A economia de guerra só funciona até certo ponto, principalmente uma economia como a russa que já não era grande coisa antes.
Se os preços dos combustíveis se mantiverem nestes níveis, e é previsível que continuem, vsi ser uma URSS 2.0.
A banca está no limite, as grandes empresas estatais estão a começar a despedir ou a cortar horários, como a empresa ferroviária nacional ou mesmo a Rostec.

As Forças Armadas vão ficar depauperadas, os melhores soldados já foram e não é fácil formar novos, com tantas perdas. As reservas de carros de combate e outros blindados estão a ficar vazias, pelo que se vê pelas imagens de satélite e T14 armata, nem vê-los.
A Marinha, que nunca foi grande coisa, levou uma volta e não conseguem certamente substituir as perdas nos próximos 10 anos.
A Força Área, apesar de ter estado quase ausente, levou uma volta, sem que a Rússia tenha capacidade de produção da maior parte da capacidades.

Uma Rússia que não dá conta da Ucrânia em meia década não vai conseguir fazer nada contra a NATO, principalmente porque não tem nada a ganhar com isso.

Com este conflito só tem perdido, o intuito era afirmar-se como grande potência internacional e como império, só conseguiu fazer crescer a NATO, perder influência regional e reputação militar.

Creio que a Rússia nunca mais vai ocupar um lugar de destaque na produção militar, fica quase sem stock para vender material antigo recauchutado com material ocidental que era parte importante das exportar.
Perdeu definitivamente o mercado chinês, o mercado indiano, que passam a ser concorrentes directos, e os mercados da África e Médio Oriente também serão difíceis de recuperar.

Mas deixa que a malta acredite que é uma possibilidade, quando mais acreditarem, menor é a probabilidade de acontecer.
Tudo isso é verdade, mas a mesmíssima situação não impediu o Saddam de se atirar ao Kuwait em 1990 porque tinha que mater o exército ocupado depois da guerra com o Irão, sob pena de ser deposto… onde se lê Kuwait substitui por Bálticos, Saddam por Putin e Guerra Irão-Iraque por Ucrânia. Ou podes olhar para a Guerra das Malvinas… arranjar, ou manter, uma lista saudável de inimigos externos ajuda a manter a população controlada e desviar a atenção dos problemas internos…

Além do mais, há a pequena questão de a Europa não ter semana nucleares táticas próprias. Se a Rússia souber que os Estados Unidos não vêm em auxílio da Europa, fica com uma vantagem
Assimétrica brutal. Só precisa de aprender as lições da Ucrânia, fazer um ataque relâmpago contra os Bálticos e depois máscara a Europa com armas nucleares táticas… não estou a dizer que seja um cenário inevitável, mas também não é assim tão remoto…
 

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Duarte

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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #333 em: Dezembro 21, 2025, 04:27:43 pm »
"The mother of all unintended consequences"  c56x1

слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"
 
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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #334 em: Janeiro 01, 2026, 02:20:30 am »
Finnish police seize ship suspected of sabotaging undersea cable

https://www.bbc.com/news/articles/c62040np372o
слава Україна!
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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #335 em: Janeiro 10, 2026, 06:36:13 pm »
Two Cargo Ships Escorted by Russian Destroyer Severomorsk Were Spotted off the Coast of Portugal

https://militarnyi.com/en/news/two-cargo-ships-escorted-by-russian-destroyer-severomorsk-were-spotted-off-the-coast-of-portugal/
слава Україна!
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Ghidra

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Re: Guerra total NATO-Rússia
« Responder #336 em: Hoje às 04:56:04 pm »

Como melhorar a mobilidade militar na UE?

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Para melhorar a mobilidade militar, prontidão de defesa e resposta rápida a ameaças, a Comissão Europeia propôs uma abordagem semelhante a um “Espaço Schengen militar”. Conheça as principais medidas.

AComissão Europeia aprovou na quarta-feira, 14 de janeiro, o plano para Portugal aceder a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de defesa, sendo um dos oito países com aval preliminar — em paralelo com a Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia — no âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE). Mas a aposta na defesa tem sido crescente, tendo em conta os desafios criadas pela guerra na Ucrânia e, mais recentemente, as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, dirigidas à Gronelândia e ao Irão.

“No ano passado, ao nível europeu, fizemos mais investimento em defesa do que nas décadas anteriores […] e isso inclui os 150 mil milhões de euros do programa SAFE”, sublinhou a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.

E para permitir a movimentação militar rápida e em grande escala, a Comissão Europeia propôs uma abordagem semelhante a um “Espaço Schengen militar”. Um conjunto de medidas que visam melhorar a mobilidade militar em toda a Europa, a prontidão de defesa e resposta rápida a ameaças.

O objetivo é criar uma área de mobilidade militar à escala da UE, onde as tropas, o equipamento e os recursos militares poderão deslocar-se de forma rápida e eficiente. Mas, para isso, é necessário eliminar barreiras burocráticas e de infraestrutura, através de um quadro regulamentar, focado na adaptação dos transportes e na digitalização, que deverá estar pronto até 2027.

As principais medidas são:

Mobilidade mais rápida: um procedimento único de autorização para a movimentação de equipamento militar para todos os 27 países da UE, procedimentos acelerados e acesso prioritário às infraestruturas.

Partilha de capacidades de transporte e logística.

Melhorar percursos: modernização dos principais corredores de mobilidade militar da UE para os padrões civis e militares.

Uma autoridade única: designação de um coordenador nacional para o transporte militar em cada Estado-membro e simplificação da governação a nível da UE.

https://eco.sapo.pt/2026/01/18/como-melhorar-a-mobilidade-militar-na-ue/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques