Exército - qual o efectivo necessário

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tenente

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Exército - qual o efectivo necessário
« em: Junho 30, 2019, 07:55:39 pm »
Inicio este tópico sobre o efectivo que o nosso Exército deveria possuir para ser possível formar, pelo menos, três Brigadas completas.

Na minha opinião o numero de efectivos deveria rondar os 18.000, e, deste total a classe de Praças deveria ser constituída por 12.000 elementos.
falando somente sobre a arma de Infantaria, para termos as três ditas Brigadas, na minha opinião, deveríamos formar 08 BInf + 01 BCmds.
Incluo uma noticia de 2004, sim 2004, sobre o, efectivo contratado para o Exército, deliciem-se com ela.

Aguardo as vossas opiniões e comentários


Mesmo com 11 mil contratatos...

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2004-05-06 00:00:00
Defesa - Exército apresenta proposta
MENOS OPERACIONAIS 
Duas das principais unidades operacionais do Exército, a Brigada Aerotransportada Independente (BAI) e a Brigada Ligeira de Intervenção (BLI), vão perder cinco dos seus batalhões, na sequência do projecto de transformação do Exército ontem apresentado pelo chefe de Estado-Maior do Exército, Valença Pinto. 

Em contrapartida, Valença Pinto propõe dois batalhões, grupo de artilharia e batalhão de apoio e serviços, comuns às duas forças, uma medida que poderá encontrar a sua justificação numa melhor gestão de recursos humanos, mas também na falta de recursos financeiros.

Mas o argumento nem deixa de causar alguma estranheza, uma vez que o ministro da Defesa, Paulo Portas, foi ontem ao Parlamento dizer que o “Exército português já contratou 11 mil dos 12 mil praças considerados necessários para o novo modelo de profissionalização”, segundo a agência Lusa.

E a reorganização proposta por Valença Pinto vai abranger também os Comandos que recomeçaram há dois anos para chegarem ao figurino de batalhão, mas que agora vão ficar limitados a duas companhias.

E, no entanto, a BAI e os Comandos têm conseguido angariar voluntários suficientes e capacidade própria para crescer.

A própria BLI, sem bem que com grandes lacunas de equipamento, consegue manter níveis perto dos dois mil homens. E os pára-quedistas estão acima dos 100 por cento dos voluntários autorizados (cerca de 2100 homens), embora a quantidade de voluntários que bate à porta dos ‘boinas verdes’ os pudesse fazer crescer até aos três mil homens, número que, no entanto, não está autorizado.

Aliás, o ano passado, por determinação do então chefe de Estado-Maior do Exército Silva Viegas, foi activado na BAI o 3.º Batalhão de pára-quedistas, tendo em conta a necessidade de aumentar a força operacional, e foi-lhe inclusive destinado o quartel de Beja. Mas agora a proposta deu um volte-face.

Para o Estado-Maior do Exército, no entanto, a intenção de Valença Pinto é precisamente a inversa, aumentar o produto operacional, se bem que confirme a intenção de extinguir o 3.º Batalhão ‘pára’ e de retirar à BLI e BAI a artilharia e o apoio de serviços. O Exército garante também nove mil ‘operacionais’ mas não aponta datas em termos de meta.

A PROPOSTA

MECANIZADOS

É a única brigada que não sofre alterações, se bem que seja a estrutura com menos possibilidades de intervir no exterior, enquanto força mecanizada. A meta é chegar aos quatro mil homens. Actualmente terá entre 600 e 800.

INTERVENÇÃO

A Força de Intervenção Rápida, classificada como prioridade vai juntar pára-quedistas, comandos, operações especiais e helicópteros - quando vierem - mas vai ficar com 2500 homens. A BLI ficará nos 3000. 
Carlos Varela

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... al=10&p=94

Abraços
« Última modificação: Junho 30, 2019, 08:04:29 pm por tenente »
 

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tenente

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Re: Exército - qual o efectivo necessário
« Responder #1 em: Março 04, 2020, 07:57:39 pm »
Repararam que em todas as estações de exercícios físicos os responsáveis são capitães ????
Um capitão como oficial de tiro, e como responsável numa pista de obstáculos ???
espectáculo !!!!!
Capitães para essas funções, quando deveriam ser sargentos e ou quando muito subalternos, alferes e tenentes, nem quero imaginar o numero de capitães que o Exercito possui para os colocar nestas funções !!!!

https://www.facebook.com/ExercitoPortuguesPRT/videos/564369731089843/

Abraços
 

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PereiraMarques

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Re: Exército - qual o efectivo necessário
« Responder #2 em: Março 04, 2020, 08:48:18 pm »
Se o limite máximo autorizado é de 15.000/16.000 porquê pensar nesse número de 18.000?
Temos de pensar igualmente quantas unidades operacionais e quantas unidades de apoio e instrução queremos... Faz sentido manter cerca de 20 regimentos?
 

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HSMW

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Re: Exército - qual o efectivo necessário
« Responder #3 em: Março 05, 2020, 01:01:56 am »
Repararam que em todas as estações de exercícios físicos os responsáveis são capitães ????
Um capitão como oficial de tiro, e como responsável numa pista de obstáculos ???
espectáculo !!!!!
Capitães para essas funções, quando deveriam ser sargentos e ou quando muito subalternos, alferes e tenentes, nem quero imaginar o numero de capitães que o Exercito possui para os colocar nestas funções !!!!

https://www.facebook.com/ExercitoPortuguesPRT/videos/564369731089843/

Abraços

Porque foi para a televisão!!! Como é sempre que é para a imagem!!
Nas cerimonias é a mesma coisa! Pode estar escalado para o dia da unidade, como Graduado de Dia ao Regimento um Sargento ou Oficial RC que o comandante trata de o trocar por uma Capitão!
Fica mais bonito para receber os Generais!

Tal como naquele vídeo da visita do Marcelo ao RAAA1...
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 
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Cabeça de Martelo

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Re: Exército - qual o efectivo necessário
« Responder #4 em: Março 05, 2020, 10:13:24 am »
Mesmo com 11 mil contratatos...

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2004-05-06 00:00:00
Defesa - Exército apresenta proposta
MENOS OPERACIONAIS 
Duas das principais unidades operacionais do Exército, a Brigada Aerotransportada Independente (BAI) e a Brigada Ligeira de Intervenção (BLI), vão perder cinco dos seus batalhões, na sequência do projecto de transformação do Exército ontem apresentado pelo chefe de Estado-Maior do Exército, Valença Pinto. 

Em contrapartida, Valença Pinto propõe dois batalhões, grupo de artilharia e batalhão de apoio e serviços, comuns às duas forças, uma medida que poderá encontrar a sua justificação numa melhor gestão de recursos humanos, mas também na falta de recursos financeiros.

Mas o argumento nem deixa de causar alguma estranheza, uma vez que o ministro da Defesa, Paulo Portas, foi ontem ao Parlamento dizer que o “Exército português já contratou 11 mil dos 12 mil praças considerados necessários para o novo modelo de profissionalização”, segundo a agência Lusa.

E a reorganização proposta por Valença Pinto vai abranger também os Comandos que recomeçaram há dois anos para chegarem ao figurino de batalhão, mas que agora vão ficar limitados a duas companhias.

E, no entanto, a BAI e os Comandos têm conseguido angariar voluntários suficientes e capacidade própria para crescer.

A própria BLI, sem bem que com grandes lacunas de equipamento, consegue manter níveis perto dos dois mil homens. E os pára-quedistas estão acima dos 100 por cento dos voluntários autorizados (cerca de 2100 homens), embora a quantidade de voluntários que bate à porta dos ‘boinas verdes’ os pudesse fazer crescer até aos três mil homens, número que, no entanto, não está autorizado. [/size]
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Aliás, o ano passado, por determinação do então chefe de Estado-Maior do Exército Silva Viegas, foi activado na BAI o 3.º Batalhão de pára-quedistas, tendo em conta a necessidade de aumentar a força operacional, e foi-lhe inclusive destinado o quartel de Beja. Mas agora a proposta deu um volte-face.

Para o Estado-Maior do Exército, no entanto, a intenção de Valença Pinto é precisamente a inversa, aumentar o produto operacional, se bem que confirme a intenção de extinguir o 3.º Batalhão ‘pára’ e de retirar à BLI e BAI a artilharia e o apoio de serviços. O Exército garante também nove mil ‘operacionais’ mas não aponta datas em termos de meta.

A PROPOSTA

MECANIZADOS

É a única brigada que não sofre alterações, se bem que seja a estrutura com menos possibilidades de intervir no exterior, enquanto força mecanizada. A meta é chegar aos quatro mil homens. Actualmente terá entre 600 e 800.

INTERVENÇÃO

A Força de Intervenção Rápida, classificada como prioridade vai juntar pára-quedistas, comandos, operações especiais e helicópteros - quando vierem - mas vai ficar com 2500 homens. A BLI ficará nos 3000. 
Carlos Varela

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... al=10&p=94

Abraços

Eu vivi esta realidade... dá-me um aperto em ver o estado das coisas atuais!
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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dc

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Re: Exército - qual o efectivo necessário
« Responder #5 em: Março 05, 2020, 12:36:32 pm »
Porque foi para a televisão!!! Como é sempre que é para a imagem!!
Nas cerimonias é a mesma coisa! Pode estar escalado para o dia da unidade, como Graduado de Dia ao Regimento um Sargento ou Oficial RC que o comandante trata de o trocar por uma Capitão!
Fica mais bonito para receber os Generais!

Tal como naquele vídeo da visita do Marcelo ao RAAA1...

Se se preocupassem tanto com a falta de efectivos e com o equipamento obsoleto, como se preocupam com o que é "para a fotografia", tínhamos um grande Exército. Mas claro está, perante sistemas AA obsoletos, que nem geram confiança nem orgulho aos militares que os operam, o que se tem de fazer é meter lá capitães e generais na foto, porque aqui é mais importante a imagem do que a operacionalidade da força.
 

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tenente

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Re: Exército - qual o efectivo necessário Novo
« Responder #6 em: Março 05, 2020, 01:54:58 pm »
Se o limite máximo autorizado é de 15.000/16.000 porquê pensar nesse número de 18.000?
Temos de pensar igualmente quantas unidades operacionais e quantas unidades de apoio e instrução queremos... Faz sentido manter cerca de 20 regimentos?

Os regimentos, que possuímos no papel e em demasia, são unidades administrativas se fossemos inteligentes, teríamos apenas quatro/cinco regimentos, como já expliquei em posts anteriores noutros tópicos. o Reg Infª, o Reg Artª, o Reg Cav, o Reg Engª, o Reg transmissões e por aí fora.

Os actuais regimentos fantasma, passavam a ser Batalhões/grupos, mesmo assim abaixo do efectivo, mantendo a numeração do  regimento que substituiriam.

Tal downgrade iria traduzir bem melhor a actual realidade das nossas FFAA, e acima de tudo permitir que se reduzisse, e muito, o numero de oficiais superiores necessários para o Cmd desses Bat/Grupos.

Onde agora, num determinado regimento ???, com 300/400 efectivos existe um coronel Cmdt, um TCor 2º Cmdt e mais um par de Ten Cor e muito possivelmente, mais quatro cinco Majores, e, esse dito regimento não passa de um batalhão enfraquecido, passaria a ter um Ten Cor como Cmdt, mais um par de Majores um como 2º Cmdt e possivelmente mais um como oficial de operações ou afins.

Mas para fazer isto é preciso querer reformar verdadeiramente o Exército, começando pela reestruturação, dos efectivos das diversas classes Oficiais/Sargentos/Praças, coisa que as altas chefias do Exército apenas querem fazer quanto á classe de Praças, vá se lá saber o porquê ::) :conf: . ( irónico QB ).

Abraços
« Última modificação: Março 05, 2020, 02:44:16 pm por tenente »
 

 

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